1 de ago de 2016

O livro da Jout Jout é a melhor coisa que li em 2016

Duas coisas sobre a Joana de 2016: 1) o ritmo de leituras faria a Joana de 2014 ter um colapso nervoso e desmaiar sob pilhas de estantes desmoronadas; e 2) estou cada dia mais chata e quase esqueci para que existem as famigeradas cinco estrelas. Eu tenho lido pouco, tenho me apaixonado menos histórias ainda. Parece que todo livro é igual a todo livro e sempre falta um fator X nesse mesmo livro. Eu sei: chata, insuportável. Mas sabe o que quebrou meu blá-blé com leituras? UM LIVRO DE YOUTUBER!

Segura essa bomba, Brasil!

Jout Jout é uma rainha, todos sabemos. Seu livro, Tá todo mundo mal, é um poema. São crônicas sobre as crises de sua vida, mas que tranquilamente poderiam ser da minha. Julia escreveu sobre Julia, mas escreveu sobre Joana também, e provavelmente escreveu sobre (insira seu nome) também. Esse, se me permite dizer, é o fator chave para o brilhantismo dessa mulher: ela é tão nós, sabe? Jout Jout é so much reliable, é tão incrível e talentosa em transpor para palavras exatamente o que sentimos, da maneira que sentimos, no modo e ordem que as coisas chegam até nós e se transformam em crises. É impossível (vou repetir separando as sílabas para ficar mais claro: IM-POS-SÍ-VEL!) não se ver nas cenas descritas, mesmo morando longe do Rio, nunca tenha ido em Londres e não ter sido convidada para o programa do Jô. 

Tá todo mundo mal me inspirou muito. Eu tenho essa sensacional mania de ler crônicas e depois passar dias escrevendo-as mentalmente, sobre absolutamente tudo. Estou assim até agora. Quero descrever meu dia e situações adversas com a mesma clareza, bom humor e estrutura lírica dessa senhora dextruidora. Por mais que não esteja sentando para passar essas crônicas mentais para crônicas eletrônicas, sinto que o livro abriu minha mente para coisas, e deu um tom literário para o meu dia a dia. É bem maneiro isso, sabe? Espero que permaneça assim.

Se tenho uma coisa para reclamar é que são crônicas curtas demais, e que as vezes parecem incompletas, mas podemos fazer isso ser uma bela metáfora sobre a vida, né non? Tá todo mundo mal é incrível, é especial, e eu fortemente recomendo a você, amiguinho.