28 de mar de 2016

Simon vs. a agenda homo sapiens • Becky Albertalli


Autora: Becky Albertalli
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580578928
Páginas: 272
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Final de 2015 para cá (faz tempo, verdade) muitos blogueiros e vlogueiros começaram a falar sobre Simon vs. a agenda homo sapiens, ainda quando nem tinha versão brasileira do livro. É incrível, pois não é de ontem que bato na tecla do sumiço de livros genuinamente young adults das prateleiras (as bem comentadas, pelo menos). Comecei minha jornada bookaholic antes mesmo de vampiros se tornarem moda, e isso foi há tanto tempo, com uma sucessão tão grande de febres literárias que parecem décadas desde que deixamos de lado histórias de jovens como a gente. Foi entediante ser humano num mundo normal, entendo, mas podemos voltar, não? E podemos fazer isso como Simon vs a agenda homo sapiens, sim?
Simon tem dezesseis anos e é gay, mas ninguém sabe. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Tudo muda quando Martin, o bobão da escola, descobre uma troca de e-mails entre Simon e um garoto misterioso que se identifica como Blue e que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Martin começa a chantageá-lo, e, se Simon não ceder, seu segredo cairá na boca de todos. Pior: sua relação com Blue poderá chegar ao fim, antes mesmo de começar.
Agora, o adolescente avesso a mudanças precisará encontrar uma forma de sair de sua zona de conforto e dar uma chance à felicidade ao lado do menino mais confuso e encantador que ele já conheceu.
Mais do que um young-adult-contemporâneo-sem-seres-sobrenaturais-e-ou-governos-ditatoriais, Simon vs. a agenda homo sapiens também abraça a representatividade - porque é ridículo estarmos além da metade da década e ainda ter sexualidade como tabu na adolescência. É deveras importante que livros que abordam o tema sejam introduzidos naturalmente nas estantes de todos, e sem causar um grande comoção acerca disso. O que eu mais gostei da leitura é que este é mais um young adult de aquecer o coração como os que eu lia quando tinha 11 anos, só que acontece de ele ser LGBT. É só um quêsinho especial, mas que pode ser amplificado conforme você quiser enxergar.

Como eu disse, Simon vs. agenda (vamos abreviar, tá?) é um calorzinho no coração. Sabe delicadeza em conduzir um romance? Pois então. Nós conhecemos Simon (dessa vez o personagem), seu relacionamento secreto com Blue, seu relacionamento com os amigos e a família, seu relacionamento com o chantagista Martin, e como tudo se interliga. Nós mergulhamos na vida de um adolescente no ensino médio, e é muito absurdamente clichê e divertido e reliable, sabe? Albertalli é muito especial nas palavras que escolhe, e mesmo que você não se identifique com Simon no drama de sair do armário, por exemplo, você se identifica em outra parte. Ou também, então, você escolhe um personagem secundário para chamar de você porque eles também são tão bem estruturados que ♥

Que eu acho que você deve ler Simon vs. a agenda homo sapiens, já ficou claro. Tendo dito isso, ficamos por aqui com meu convite à você para refletir acerca da ~agenda homo sapiens~. Título bem genial, né não?

11 de mar de 2016

A garota no trem • Paula Hawkins


Autora: Paula Hawkins
Editora: Record
ISBN: 9788501104656
Páginas: 378
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Sabe uma coisa que não se deve fazer? Comparações com livros fortes. Por livros fortes me refiro àqueles títulos que, por um motivo ou outro, chamaram atenção e se tornaram referencias dentro do gênero. Livros fortes são os que a gente pensa primeiro, são os primeiros nomes que surgem a mente quando tal tema vem a tona. São os livros que nos fazem criar expectativas. Consequentemente, são alertas de tiro no pé.

É muito bom o sentimento de se surpreender com uma história que você não dava nada e *cataboom!*. É esse sentimento, inclusive, que alimenta o sucesso de Garota exemplar, que de tão genial e inesperado que se tornou um dos livros fortes de thrillers. Obviamente surgiram vários livros com aquela frase de efeito genérica de “para você que gostou de Garota exemplar”, contudo, nenhum usou tanto desse marketing relacional que A garota no trem, a garota exemplar de 2015.

CONTROLE-SE, MIGA!

O livro tem uma premissa ótima. Uma mulher fica encantada com um casal que observa diariamente enquanto cruza de trem pela casa deles. Certo dia, ela vê algo chocante enquanto os observa e, dias depois, a mulher observada desaparece. Rachel, a protagonista, se vê envolvida nesse mistério, por conta da ligação quase voyerista que tem com o casal.

Até esse ponto da sinopse, que era o ponto divulgado pelas ações de marketing: uma trama incrível e inesperada. O que você descobre quando abre o livro é que há muito mais links do que o esperado, os personagens são mais interligados do que um simples caso de observar a casa do trem. Há mais personagens, mais conexões, e sabe que menos é mais, né.

Pela comparação com Garota exemplar, o que se imagina é uma super-reviravolta e um queixo encostando o chão tamanho choque. Por essa razão, você começa desconfiando de cada viva alma que cruza o caminho da protagonista – que também não é nenhuma narradora fiel. E sabe o que acontece quando você acha que pode ser qualquer um? Quando qualquer um é descoberto, não é uma surpresa. Não impacta. Talvez nem fosse impactante. Veio aquele tiro no pé já esperado que Garota exemplar foi citado.

É um bom livro, mas não consigo ver onde é tão bom assim para o sucesso tremendo que tem feito. A garota no trem vendeu milhões de cópias, já tem filme em produção e tudo isso com um tempo relativamente pequeno desde o lançamento. As pessoas compraram essa história com força. Mesmo assim, ainda não o considero um livro forte. 

9 de mar de 2016

After: Depois da esperança • Anna Todd | O vídeo sobre batom vermelho da Jout Jout agora é um livro!


After #4
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela
ISBN: 9788584390069
Páginas: 352
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A principio, After era para ser uma série de 4 livros. Virou 5 porque a autora resolveu que quanto mais direitos autorais melhor, e tá certa ela. Porém, para fins de minha consciência, acho quatro livros um número razoavelmente bom para dar um parecer sobre a série. Já conheço a capacidade de Anna Todd de enrolar, de escrever 500 páginas de algo que é contado em 250, e de nos fazer de trouxa achando que as coisas podem, um dia, melhorar. Pois eu achei que não seria otária, e não. vou. ser. RUM.

Esse é meu jeito sutil como uma morsa de dizer que After: Depois da esperança foi o ponto final da série para mim. Se antes eu conseguia me envolver nos dramas mesmo quando discordava deles, dessa vez, para terminar cada capítulo foi necessário uma força de vontade medonha, do tipo que move montanhas e nos faz levantar antes do amanhecer para ir na academia. Porém essas coisas movedoras de montanhas tendem a nos deixar felizes consigo mesmos, orgulhosos da força de vontade e etc. Lendo After, tudo que eu queria era chorar de aflição. 

Porém, ao invés de contar o que acontece no quarto capítulo da história de Hardin e Tessa, tenho uma forma melhor de narrar cada plot do romance deturpado desses dois. Ou melhor: Jout Jout tem.
Tenho certeza que alguém traduziu esse vídeo para Anna Todd, e ela tirou todo o material para compor a trama de Depois da esperança. Tudo, tudo, tudo que Jout Jout narra como relacionamento abusivo, cada caso angustiante, é representado no história. Esse quarto livro leva ao ápice todas aquelas insinuações abusivas que os livros anteriores vinham mostrando, só que em proporções menores. O terceiro livro pesou mais que os antecessores, porém os pequenos momentos de ar fresco diminuíam a intensidade do livro como um todo. O que acontece é que todo aquele comportamento horroroso do Hardin serviu como preparação de terreno para este momento, este quarto livro que dói na alma de tão doentio.

A questão é: uma coisa seria Anna Todd retratar esse relacionamento como sendo algo realmente abusivo, como se a personagem se visse presa nesse namoro unilateral e não conseguisse terminar por se sentir ameaçada emocionalmente. Outra coisa MUITO DIFERENTE é Todd vender isso como o grande romance americano. PARA, GENTE, POR FAVOR. Cada momento, tanto os que Tessa se sente mal quanto os que se sente amada, é sufocada por um Hardin que beira o psicótico. A única solução sensata para essa série é que, ao final, Tessa dê um tapa na cara de Hardin e assuma as rédeas da própria vida. Contudo, somos a geração 50 tons de cinza, e aposto que isso infelizmente não vai acontecer.

Na verdade, o relacionamento abusivo é algo tão incorporado na narrativa que nem de plot serve mais. A autora totalmente ignora isso, como sendo parte da realidade dos personagens do mesmo modo que o cabelo da Tessa é loiro e do Hardin, escuro. Enquanto isso, Todd fica dando voltas e voltas nas famílias dos personagens para dar enredo pros tantos livros que se comprometeu em escrever. Não tem história, ela sabe disso, então vamos fazer bagunça e encher páginas com plots despropositais!

Péssimo, gente.

UPDATE

Então, escrevi essa resenha e fui comentar sobre o livro com os migos do twitter. O resultado é que agora eu não apenas quero, como PRECISO ler a continuação. After: Depois da esperança não vai ser meu último capítulo de After.

UPDATE 2

Li. A continuação não é tão péssima quanto essa, mas não compensa. Um final não apaga 2000 páginas difíceis, Todd, NÃO. APAGA.

8 de mar de 2016

10 livros sobre empoderamento feminino que precisamos ler juntos!

Talvez você já esteja cansado de ver listas como essa circulando nas páginas no dia de hoje. Também concordo que não devemos deixar para falar de feminismo só no Dia das Mulher, porém não podemos deixar a data oportuna para falar sobre um assunto oportuno. Quero aproveitar o dia de hoje para comentar sobre dez livros sobre empoderamento feminino que habitam minha lista de futuras leituras e seria bem fabuloso se entrasse para a sua também!

How to be a woman - Caitlin Moran

Caitlin Moran é bastante conhecida na gringa, então me surpreende que seus livros ainda não tenham tradução para brasileiro. How to be a woman é uma reunião de histórias sobre a realidade das mulheres nos dias de hoje e as expectativas com as quais convivemos simplesmente por ter dois cromossomos X. Mais do que a conversa sincera sobre ser mulher, o pessoal que já leu elogia muito o senso de humor e a inteligencia da escrita. Parece 100%, não?

Year of yes - Shonda Rhimes

Agora que estou viciadíssima em Scandal, fui conhecer o que mais Shonda Rhimes escreveu além de episódios sofrência de Greys Anatomy. A gente conhece essa mulher pelas séries de sucesso que produz, e é meio natural querer conhecê-la a fundo. Em Year of yes, ela conta como mudou a própria vida parando de rejeitar oportunidades, e divulga essa ideia para mais pessoas abraçarem o seu destino. Os leitores dizem que é bem empoderador!

Everyday sexism - Laura Bates

Essa é uma das minhas próximas leituras, de certeza real oficial. Everyday sexism é um projeto iniciado online pela jornalista Laura Bates após ela sofrer uma situação de abuso no transporte público de Londres. No site Everyday sexism mulheres de todos os lugares são convidadas a dividir suas histórias e promoverem apoio umas as outras. Eu achei o título do livro/projeto impactante por demais, e imagino que as experiências relatadas também sejam.

Men explain things to me - Rebecca Solnit

Uma leitura mais leve é, com certeza, o relato de Rebecca Solnit de conversas absurdas que já teve com homens por aí - coisas que eles se dizem conhecedores e nos subestimam. Embora é possível que alguns trechos sejam revoltantes, quem já leu disse que a escrita de Solnit dá um tom satírico que ameniza a indignação. Acho sucesso.

Sejamos todos feministas - Chimamanda Ngozi Adichie

É a escritora de Americanah (que você já deve ter ouvido falar, com certeza) voltando a nossa estante com uma definição para feminismo no século XXI, sua importância e sua aplicação. Ter alguém tão !!!! (não encontrei a palavra, desculpa) nos dando uma aula dessas é praticamente uma leitura obrigatória.

Bossypants - Tina Fey

Tina Fey é deveras importante para o cenário hollywoodiano atual. Ça mulher é maravilhosa, e todos sabemos disso. Em Bossypants ela conta como escalou até o topo e se fez ser respeita num cenário predominantemente sexista. Além disso, Tina Fey escrevendo deve ser sensacional!

Leave your mark - Aliza Licht

Minha atual leitura, e já adianto que estou adorando cada página. Aliza Licht é uma mulher bem sucedida e expert em social media. Nesse livro, ela ajuda a dominar nossas habilidades e pegar o que há de melhor em nós - explorar e transformar em sucesso. Tudo isso sendo século XXI e abusando das redes sociais. Não parece a história mais feminista de todos, mas é empoderamento - então né.

#Girlboss - Sophia Amoruso

Já li e, por favor, leia também! #Girlboss é sobre a poderosíssima Sophia Amoruso que começou do nada e hoje comanda um império milionário - só acreditando no potencial dela. A forma como ela empodera as mulheres durante sua narrativa é brilhante, então repito: por favor, leia também! Aliás, tem versão em português!

If you have to cry, go outside - Kelly Cutrone

Tyra Banks chama Kelly de PR Maven e foi assim que a conheci. Primeira coisa sobre If you have to cry, go outside: o título é genial! Segunda coisa: também é genial o modo como Kelly conta sua história, como superou seus demônios e se tornou rainha do próprio mundo. Aff, também quero ser rainha do meu mundo.

Vamos juntas? - Babi Souza

Por último, mas não menos importante, nosso representante brazuca! Vamos juntas? também começou como um projeto online - mulheres se unindo para ir a lugares e aumentarem seu nível de segurança. Acima disso, Vamos juntas? é sobre apoio, sobre formar squad, mas não para cantar Bad blood, saca?

7 de mar de 2016

05 séries que eu nem queria assistir, mas o Netflix...


Netflix é a morte da senhora não-vou-fazer-mais-maratonas-vou-estudar-e-ter-um-futuro. É impressionante o modo como você se sente pressionado a dar o play no episódio piloto de qualquer coisa apenas pela facilidade de dar o play. Pelo Netflix, já assisti séries que nem pretendia e comecei tantas outras que até me perco na aba de Continue assistindo. E sabe o pior? Vou fazer ainda mais disso com outros seriados longuíssimos que nem estavam na minha geladeira. Aff, o Netflix.
Inclusive comecei, inclusive estou viciada, inclusive assisti 9 episódios nas últimas 12 horas. Scandal é uma série de advogados que se torna genial por não seguir o esquema de "ter um caso, solucionar o caso, vem outro caso". Acho tão cansativo essa repetição de plot que toda série do gênero que comecei a assistir acabou indo parar nas minhas abandonadas. O diferencial de Scandal é a política, o fato de que os personagens são todos inteligentes (mentira, a Quinn não é), e que o plot de advocacia fica ao redor dos clientes e não do crime em si. É bem mais interessante! Primeira série da Shonda Rhimes que sou capaz de chegar até o final, pelo jeito.
Quando terminei One Tree Hill, fiz esse acordo de nunca mais cair na tentação de maratonas longas - contudo, como já ganhei meu diploma de otária as muitas temporadas de Supernatural provocam uma tentação no meu dedo de dar play. A questão é o seguinte: quem faz esse terror é a CW - deve ser nada assustador (exatamente o meu tipo de terror). Além disso, os caras são bonitos, tem uns gifs com tiradas bem legais no tumblr e quem assistiu até hoje jura que vale a pena. 
Eu sempre quis assistir Gilmore Girls, porém achava grande demais para baixar e caro demais o box para comprar. A solução é obviamente o Netflix. Só espero que eles coloquem todas as temporadas logo, para dar tempo de maratonar antes da nova temporada que estão produzindo. Vai ser a morte da vida social outra vez? Possivelmente.
Sou altamente suscetível aos comentários dos meus colegas sobre o que seria legal assistir e o pessoal parece concordar que Dexter é uma ótima opção - até a quarta temporada. Real oficial, eu adorei o que li e tenho uma vontade danada de dar o play no seriado, só que... Sangue, né migos, muito sangue. Desculpe, sou nojentinha. Btw, o que essa caneca sensacional faz que não está na minha mesa? PRECISO!
That '70s show estreou na semana passada e já causou uma aflição na questão de maratonar ou não. Assim, deve ser muito divertido ver todo mundo novinho, Mila e Ashton interagindo sabendo que hoje são uma família feliz. Own, deve ser tão amorzinho! Entretanto, são quatro temporadas de uma comédia adolescente da época do celular tijolão (se tanto). Me cansa ver as pessoas antes da tecnologia...

E você? O que você vai maratonar que não queria? Me conta nos comentários!

6 de mar de 2016

Favoritos da semana


Pontualíssima, essa sou eu para os favoritos dessa semana. Vou falar quase que basicamente sobre o Oscar, mas vamos lá!
  1. Til it happens to you: O que falar da performance da Lady Gaga no Oscar? MIGOS! Sabe um tiro de bazuca? Pois então. Eu conhecia a música pelo clipe (que faz chorar, então sinta-se livre para clicar), mas ver ao vivo (mesmo que pela TV) tem uma profundidade ainda maior. Era impressionante que no dia seguinte, só dava Til it happens to you no spotify do pessoal. Se você quer ficar arrepiado de novo, olha aqui o link para você.
  2. Essa montagy: Se você está estilhaçado com Lady Gaga, vou ajudar a melhorar seu humor. Pega esse link do vine - te desafio ficar menos de cinco minutos assistindo repetidamente esses segundinhos. Obrigada, pessoa que editou. #RIPmeme
  3. Vicio - Manu Gavassi: Uma quebra no Oscar para falar do novo EP da Manu Gavassi. Acho a menina abusadinha? Acho, verdade. Porém ela é a melhor representação de cantora pop que é pop sem ser funk que temos em terras brazucas, e estaria mentindo se dissesse que não adorei as cinco músicas e a história que contam quando em conjunto. Aliás, tá na minha lista de favorito para escutarcantar enquanto dirijo.
  4. Hugo Gloss na Ellen: Menino Hugo é a representação de quem quero ser quando crescer. Então que ele estava no Oscar no último domingo ao lado do repórter da Ellen, Andy, e resultou nesses momentos ótimos e engraçados e bastante invejinha que foram ao ar no programa. Já o quero como melhor amigo de Andy, parça dos red carpet? QUE. DÚVIDA!

4 de mar de 2016

O que há de estranho em mim • Gayle Forman


Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414806
Páginas: 224
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Gayle Forman e eu andamos em cima de uma ponte com estrutura de corda - daquelas que balança, balança, balança, mas que ainda dá para sentir uma confiança vindo do fundo da alma para chegar até o final. Até hoje, não consegui encontrar um equilíbrio entre seus livros para poder afirmar que gosto ou não de seu trabalho - e olha que já li todos os lançados em português. Gayle Forman não conversa entre si, não mantem padrão de qualidade e, infelizmente, O que já de estranho em mim entrou para a lista de experiências (bem) negativas do nosso relacionamento.

O que me dói ainda mais, pois era justamente o livro que mais quis amar dessa mulher.

Ao internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade. Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.  Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.
Eu tenho uma palavra para dizer para você: oportunidade. Autores com um público já formado, como Forman, tem nas mãos uma oportunidade incrível de falar sobre assuntos importantes e atingir os leitores por meio dele. Não estou dizendo que são obrigados a fazer isso, veja bem, sou super a favor de livros que existem pelo único objetivo de entreter. Porém é um pouco inesperado que um livro situado numa instituição para jovens problemáticas não abrace forte a oportunidade de abrir os olhos do mundo sobre o tema. Nem que seja um pouquinho. Uma piscadela, só. 

Garota, interrompida, na glória de suas 180 páginas, está pesando um pouco na minha opinião, verdade.

Enquanto vamos conhecendo a protagonista, Brit, e suas amigas internas percebemos que elas não são problemáticas de fato. Não quero entrar no mérito de julgar o problema alheio, mas a questão é que o que elas passam não parecem problemas reais. São garotas cujas famílias não sabem lidar com a personalidade forte, com a homossexualidade, com um relacionamento com um garoto pobre. Nada de distúrbios de personalidade por aqui - apenas garotas normais presas num lugar tortuoso. O livro não cumpriu o que me prometeu de mostrar garotas superando seus demônios, desenvolvendo auto estima ou então lutando contra uma doença como depressão. O que há de estranho em mim não teve força, não foi nada além de mais um young adult bem xoxo. 

Aos poucos fica claro que o objetivo da história não é sobre as garotas e o que as levou àquele lugar: é sobre sua irmandade para sobreviver na instituição rigorosa sem perder a vontade de viver. Claro que bem menos dramático que isso. Quando eu finalmente entendi que a história não teria nada a ver como minhas deduções prévias, eu já estava cansada e decepcionada demais para aproveitar o que estava acontecendo. 
É que a gente acha que a loucura e a sanidade ficam em lados opostos de um oceano, mas na verdade não passam de duas ilhas vizinhas.
Eu não aproveitei a leitura, mas não acho que isso seja regra para todos os leitores. Minha dica é: quer experimentar O que há de estranho em mim, vá - mas não com expectativas. Espere algo bem méé e pode ser que acabe gostando de conviver com essas garotas e seus dramécos. Se você quiser ler uma história séria de instituição mental: Garota, interrompida. Se você quiser ler Gayle Forman: Eu estive aqui e Apenas um dia.

3 de mar de 2016

Minhas músicas favoritas da Taylor Swift


Duas coisas limitadíssimas: paciência e memória do celular. 

É por isso que uma vez com Spotify, eu exclui todas as músicas arquivadas no celular... exceto as da Taylor Swift, já que ela é uma senhora dextruidora que nos obriga optar pela pirataria. Foi selecionando as músicas que preciso esquematizar pelo iTunes que decidi escrever esse post: as canções que mesmo idosas são meus xodózinhos. Aff, tem muita song maravilhosa na discografia dessa moça. Mas agora vamos a elas e deixe-me distrubuir amor para as favoritadas!
Minha música #1 não foi single, não ganhou um clipe com boy magya e nem colocou as mana para dançar. All too well é novis sobre relacionamento, mas também não foi a letra que me ganhou. Sabe quando a melodia fala com você? Pois então! Essa é uma música relativamente comprida, com mais de cinco minutos, e sou capaz de escutar 20 vezes consecutivas e me apaixonar por uma parte diferente em cada vez. All too well tem tantas nuances, é tão delicada e ain, como pode ser tão ótima? A versão que Tay apresentou no Grammy em 2014, incorporando o espirito ragatanga no piano, é tão maravilhosa quanto a original.

Como não amar uma música que promove girls night out? 22 é o tipo de canção felizinha que melhora o humor instantaneamente - isso sem nem contar o clipe amorzinho e divertido e cheio dazamiga. O squad atual é só uma evolução de 22, note bem.

Toda indireta tem uma primeira vez, já sabemos. The story of us era o que usávamos antes da famigerada expressão torta de climão, que é um óbvio sinônimo para essa letra. A questão é: quem nunca? Só que ao invés de jogar os papeis para cima e fazer ~a cena~, a gente come a torta e se descabela de cantar essa música na frente do espelho. NEXT CHAPTER

1989 foi um álbum de melodias animadas, porém minha favorita entre todas é Wildest dreams, para poder cantar se rasgando de dor num karaoke que ninguém vai ver. Você sabe porque o clipe se passa nos anos 50? Porque o drama, cara, o drama é de época. E Wildest dreams é um drama daqueles! Agora, vem cá, vamos fofocar: qual dos relacionamentos dela foi fajuto e obra de publicidade para inspirar essa música?

Quero imprimir Mean e mandar para todas as minhas coleguinhas do ensino fundamental. Depois vou a tatuar a letra na minha testa. É tudo que tenho para dizer sobre.

Joe Jonas terminar com Taylor numa ligação de 27 segundos foi sacanagy, verdade, mas só temos a agradecer, pois isso resultou em duas músicas sensacionais. Ele ganhou The story of us, enquanto Camilla Belle teve Better than revenge para chamar de homenagem. Até hoje não superei o fato de essa belezura não ter clipe - seria tão lindo, tão historinha... Como seria menos, afinal, com essa letra sutil como uma morsa? Aff ♥

Por fim, Safe and sound - o tiro que eu nunca cicatrizei. Como resistir a tentação de virar gótica trevosa com essa melodia sofrida, essa letra tristinha, a dor que representa o conjunto da obra? Poxa, passa para cá umas renda preta.

1 de mar de 2016

Playlist de fevereiro!


Eita o milagre da pontualidade! Hoje temos o que o que o que? Playlist do mês passado, ponto para você que pensou isso após ler o título! 

Fevereiríssimo está só um pouquinho menor que a playlist do mês passado (já deu play? Aqui, mig@): quase duas horinhas de músicas que descobri (ou lembrei que gostava) nos 29 dias passados. Apresento para você uma quantidade marota de covers, várias músicas da Sia (já comentei nos favoritos que tô amando a moça), Till it happens to you da Lady Gaga (TEARS ♥) e a música de abertura de Fuller House, que eu posso ou não estar cantarolando nesse momento só de lembrar. Claro, tem ainda mais - mas você precisa dar play para descobrir!