29 de fev de 2016

05 looks favoritos (e o desfavorito?) da after party do Oscar!


Faz muito (MUITO!) tempo que não falo sobre moda por aqui. Sabe aquela necessidade de focar em um assunto só? Achei que precisava. Só que o tempo passou e bateu aquela vontadinha de voltar a dar pitaco no look dessas moças que usam o meu apartamento (e tudo que tem dentro) em diamantes no pescoço. Não é legal? Então, é isso: Quero avisar que esse blog não vai seguir quaisquer padrão de assunto - o que der na telha, vamos destelhar juntos. Acho que vamos nos divertir mais, né não?

Pulando o Oscar em si, quero deixar de lado os looks da premiação principal e fofocar sobre os da after party, que reuniu todas as pessoas de Hollywood, já que os convites estavam a venda no TicketsForFun. Separei os 056 looks que mais gostei (e o que não fiquei exatamente feliz a respeito, já que minha opinião é zúper importante para as famosidades) e vamos comentar juntos!

Elizabeth Banks (Ralph and Russo)

Elizabeth Banks na festa da Vanity Fair é o encontro de Effie com a comentadora de competições a capella. Um encontro grandioso, se me permite dizer. Esse poderia ser quase um vestido de noiva ozado e modernoso, porém tem uma capa (!!!) e isso revoluciona completamente a composição final. Capas são tão dramáticas! E protegem de um ar condicionado polar, não esqueçamos disso.

Alicia Vikander (Louis Vuitton)

Balonê é uma moda que eu ainda não superei e estou muito contente que Alicia Vikander sugeriu um comeback na sua passagem pelo tapete vermelho. Ela já tinha sido uma das minhas preferidas durante o Oscar, e então ela chega na VF com longo (♥) de manga longa (♥) com decote alongado (♥) e paetês pretos que não são longos, mas são sutis o suficiente para o brilho dar um efeito longilíneo à silhueta. É só uma pena que não deu tempo de retocar o pó e chamar o hair stylist entre um tapete vermelho e outro - não que isso importe, ela tem uma estatueta no final das contas. Já venceu, gata!

Kate Hudson (Maria Lucia Hohan)

Sinto que já vi o vestido de Kate Hudson em outros cem tapetes vermelhos, mas a verdade é que quero vê-los em mais cem! Parece um vinil, verdade, mas você pode retocar o batom olhando só para o vestido - não é mágico? Brincadeiras a parte, é sempre um tiro ver essas mulheres maravilhosas com mais que o dobro da nossa idade segurando um vestido desses, com fenda generosíssima e cut out lateral. Vou matar academia amanhã? Possivelmente sim, mas vou sentir culpa.

Anne Hathaway (Naeem Khan) e Chrissy Teigen

Dois em um porque sim. Anne Hathaway e Chrissy Teigen estavam reluzentes - e nem pelos brilhos. Ambas gravidíssimas e elegantíssimas, poderosíssimas. Mas eu não juntei as duas nesse pote só para poder falar das semelhanças e de como estavam lindas. Juntei porque estou iniciando uma campanha para que elas façam um workshop de Como não se vestir como um sofá em tapetes vermelhos para a Kim Kardashian, quando futuramente ela engravidar do/da Sudoeste.

Diane Kruger (Reem Acra)

Passei meus minutos de red carpet esperando alguém aparecer com um dos maravilhosos vestidos que Reem Acra desfilou na última fashion week. Não foi no Oscar, mas foi na after e Diana Kruger escolheu maravilhosamente bem! O modelo em vinho é ousadérrimo, trabalhado na transparência, com uma riqueza de bordados impressionante. O conjunto da obra tem um weird vibes, e isso é tão legal! E nem vou começar a falar das franjas...

Porque everybody knows (♪) que eu não sou legal...

Amanda Peet

Antes que eu pague de chata (porque vou), eu tenho uma pequena galeria de looks de Amanda Peet em outras premiações que provam meu ponto que aconteceu um erro ontem a noite. Cata ela no Emmy (!), na premiere de Wolverine (!), no SAG (!) - o stylist dela, seja quem for, é alguém muito competente... que estava de folga no domingo passado. É um pouquinho assustador quando a Lorde vai numa premiação e ela não é a gótica mais trevosa do recinto. O problema do vestido de Amanda Peet é que não favoreceu em nada a beleza que a gente sabe que ela tem: o corpete ficou desajustado, largo e torto. A faixa na cintura não delineou silhueta nenhuma. Essa mudança de tecido foi muito infeliz, pois acabou com qualquer chance de parecer um simples vestido sereia minimalista. Por fim, o tom de preto é quase um buraco negro de tão 0% luz que permite incidir. Soma tudo isso, mostra pouquíssima pele e arremata com um broche? Como posso dizer... O rolê que eu convidaria Amanda seria assistir Caminho das Indias comendo biscoitinho de polvilho. Fui sutil como uma morsa? 

28 de fev de 2016

Favoritos de... não sei, perdi as contas.


Disciplina não tem sido a palavra de ordem, mas acredite, eu mantenho a lista certinha de coisas que me conquistam e que preciso compartilhar com você. Não sei quanto tempo venho adicionando itens a esses favoritos, mas vamos a eles!
  1. The 100: Eu já contei que não dava nada por essa série e, se não fosse por menin@ Netflix, nunca teria dado uma segunda chance. Porém eu dei essa segunda chance e estou cheia de amor para cima dessa belezura. Assisti só a primeira temporada porque estou esperando pelo stream, mas mal posso esperar para chegar na parte com as melhores notas no Banco de Séries. Foi surpresa como um tiro.
  2. Fuller House: Falando em Netflix, MEU DEUS FULLER HOUSE! Confesso que estava um pouquinho receosa com o revival de Full House, já que não tem irmãs Olsen nele, MAS CARA! 13 episódios geniais, que evocam o melhor da série original, cheia de referências pop e momentos fofinhos. É uma delicia em formato de seriado, jesuis! Ainda estou abraçada no chão com as piadas com as Olsen e seu império fashion, com o dialogo sobre reencontros de séries famosas e o Full-house-fuller-house do jogo de poker. Eita roteiro maravilhoso!
  3. The book worm mockumentary: Kal é um dos melhores canais que descobri nos últimos tempos, e nossa!, descobri muitos. Talvez você também o conheça por conta de Sasha, que é uma das maiores booktubers gringas, e que apresentou esse menino sensacional num hilário vídeo sobre livros. The book worm mockumentary é uma historinha muito divertida e sarcástica em que você vê que tudo que ele tem para produzir é excesso de criatividade. Dá tão certo! Assista aqui!
  4. The real wizards of Hogwarts: Falando em Sasha, falando em Kal, quero falar sobre The real wizards of Hogwarts. Essa é uma web série no canal dela, também muito criativa e muito engraçada, em que seus amigos revivem os personagens de Harry Potter em problemas mais verossímeis... Quer dizer... É. Me lembrou BAMF Girls Club, então né ♥ Assista!
  5. Malec em Shadowhunters: Manhãs de quarta é meu horário favorito, pois significa acordar de frente para Netflix com um episódio de Shadowhunters me esperando. E tem ficado ainda melhor agora que Alec e Magnus se conheceram e começaram a interagir na série. SANTO RAZIEL, É SÓ TIRO, PORRADA E BOMBA. E BAZUCA. 
  6. Taylor Swift no Grammys: Eu já amo Out of the woods, porém menina Taylor cantando no Grammy foi ainda melhor do que o esperado. Cá entre nós, cadê essa versão da música gravada em estúdio e disponível ao alcance de um boleto? Enquanto não tem, você usa esse link nesse site. De nada.
  7. Hands to myself - Versão das Victoria's Secret angels: Todo ano perto do VSFS as angels fazem um ~clipe~ de alguma música do desfile. É de prache. Porém nenhum !NENHUM! foi metade tão ótimo quanto o de Hands to myself produzido para o show do ano passado. É basicamente essas meninas lindas e maravilhosas sendo gente como a gente e dublando Selena como se estivessem no palco do Grammy. Gente como a gente, cara! Aqui, mig@!
  8. Spotlight on Sia: Entra no Spotify e dá de cara com um anuncio gigante do novo álbum da Sia. Ilusão. Só que então você entra e vê que é uma playlist sensacional de quase três horas com sucesso dessa moliér. Dê play, abra The Sims e, de nada, acabei de te apresentar a receita da felicidade. Escute aqui!
  9. #GirlbossnoNetflix: Não sei quando, mas o importante é que é real oficial: Netflix vai produzir uma série em cima de #Girlboss, aquele livro maravilhoso da Sophia Amoruso sobre mulheres poderosíssimas. Sophia, essa, que é quem quero ser quando crescer. Por favor, que não demore para sair do papel!

26 de fev de 2016

PS: Ainda amo você • Jenny Han


Para todos os garotos que já amei #2
Autora: Jenny Han
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580578690
Páginas: 304
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Para todos os garotos que já amei é uma das leituras que mais gostei em 2015. Preciso nem dizer que eu estava mais que ansiosa para pôr as mãos na continuação, já que o final anterior pode ser descrito como, no mínimo, frustrante. Então peguei, li e aff, a maldição do segundo livro. Ou aff, a maldição da continuação desnecessária. Ou aff, apenas aff.

Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito movimentada, pelo menos na cabeça dela. Para cada garoto por quem se apaixonou e desapaixonou platonicamente, ela escreveu uma bela carta de despedida. Cartas muito dela, muito pessoais, que de repente e sem explicação foram parar nas mãos dos destinatários.
Em "Para todos os garotos que já amei", Lara Jean não fazia ideia de como sair dessa enrascada, muito menos sabia que o namoro de mentirinha com Peter Kavinsky, inventado apenas para fugir do total constrangimento, se transformaria em algo mais. Agora, em "P.S.: Ainda amo você", Lara Jean tem que aprender como é estar em um relacionamento que, pela primeira vez, não é de faz de conta. E quando ela parece estar conseguindo, um garoto do passado cai de paraquedas bem no meio de tudo, e os sentimentos de Lara por ele também retornam.
A questão é a seguinte: Para todos os garotos que já amei é um livro maravilhoso porque faz você se encantar por todos os personagens, gostar de suas histórias e seus relacionamentos e gostar até do que desgosta neles, pois os faz humanos e gente como a gente. Quando Jenny Han veio com esse livro, ela criou um nível de empatia tão grande que quaisquer deslizes da história eram compreensíveis e, da sua forma, partes do todo. Só que não é mais isso, amigos.

PS: Ainda amo você retoma o ponto em que havia parado e, poucas páginas depois, já solucionou - da melhor forma possível - o que tinha me feito agonizar por terminar incompleto anteriormente. Passado isso, para mim, podia ser o ponto final real oficial dessa série. Porém não. Han, não satisfeita em ter escrito um ótimo livro teen, com um ótimo casal shipável, vem e faz um triângulo amoroso. 
Criar um triângulo amoroso numa história que obviamente não precisava dele (e qual além de TID precisa?) é pegar uma arma, pegar o seu pé e dar um tiro nele. É um movimento suicida num time ganhando. A autora nos apresenta um outro garoto das cartas de Lara Jean, um garoto obviamente simpático, bonito e que seria muito interessante se não fosse pelo timing e pelo Peter. Com timing e com Peter, essa nova situação em que a protagonista se encontra é demasiadamente irritante.

Lara Jean desenvolve um ciúme absurdo de Peter, uma desconfiança exagerada e uma insegurança ainda maior. Seu mimimi incansável acaba tomando tempo demais da história, e tirando brilho de outros plots que, em tempos melhores, seriam maneirosíssimos de acompanhar. Até Kitty, sua irmã menor e also melhor pessoa, acaba tendo sua grandeza reprimida pela chatice que encontramos em Lara Jean.

BOOOM

Esse é o barulho do tiro no pé, caso você não tenha entendido minha onomatopeia.

Três estrelas. Bons momentos, bons trechos e boas tiradas. Bom livro esquecível. PS: Ainda amo você não é nem deveras tão sensacional quanto eu imaginei que seria, nem metade tão gostoso de se ler quanto Para todos os garotos que já amei. E eu não gostei de escrever essa frase.

23 de fev de 2016

Um beijo inesquecível • Julia Quinn


Os Bridgertons #7
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414851
Páginas: 272
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Passada a decepção com O conde enfeitiçado, estava na hora de conhecer Hyacinth, a mais moderninha e desbocada membro do clã Bridgerton. Pelo menos, o mais moderninha e desbocada que uma mulher pode ser no século retrasado. Vamos lá, é para ficar empolgada mesmo.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.
Veja bem, romances de época são livros escritos para mulheres. Homens também leem (representam aquele 1% no skoob), porém o público alvo é inegavelmente feminino. É mais do que esperado, então, que esses sejam livros com protagonistas interessantes, fortes, que criem uma relação de empatia com a leitora. Com isso, estou cansada de repetir que esse livro - e quase todos os outros históricos - tem protagonistas a frente de seu tempo. São livros escritos no século XXI para mulheres do século XXI. Ser uma mocinha independente é legal, mas deixou de ser diferencial logo após ler mais de cinco livros do gênero.

Tendo dito, fica visto que Hyacinth é uma ótima condutora para sua história, já que sua inabalável inteligencia e língua afiada fazem de suas decisões, boas sacadas de enredo. A protagonista não dá passo em falso - ela dá passos que deixem sua vida mais divertida e emocionante, já que devia ser um tédio tricotar o dia todo antes da era da televisão. Tudo que acontece aqui é muito bem pensado para dar certo, o que só consolida ainda mais a capacidade de Julia Quinn de ser uma escritora magnífica.

Um ponto positivo que realmente merece destaque é que Gareth St. Clair não é um imbecil. Normalmente em romances protagonizados por mulheres que são mais elas e não se deixam reprimir, o cara começa sendo um canalha para então ir mudando conforme se apaixona. Aqui não. Gareth pode ser até cínico daquele jeitinho sedutor e egocêntrico, mas ainda assim é uma ótima pessoa. 

Com tudo, por mais que seja um livro que só soma pontos positivos, não consegue trazer aquele sentimento de arrebatamento dos primeiros Bridgertons. Acho que sinto falta da agitação do clã reunido, daquele clima em família que rende bons diálogos e momentos gracinha. Um beijo inesquecível é muito bom, claro, mas não será inesquecível. Se me conheço bem, me dê dois meses e minha memória terá o reduzido apenas para "o sétimo Bridgeton". 

22 de fev de 2016

DUFF • Kody Keplinger


Autora: Kody Keplinger
Editora: GloboAlt
ISBN: 9788525060631
Páginas: 328
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Minha incrível péssima memória é um ótimo artifício para fazer releituras e aproveitar como se fosse a primeira vez. Eu li The DUFF, de Kody Keplinger, pela primeira vez há mais de um ano, quando estava na expectativa pelo filme e não havia sinal de publicação verde e amarela do livro. Passado esse tempo e passadas mais de 10 vezes que assisti a adaptação, a GloboAlt traduziu a história e ganhei um exemplar para chamar de meu. Quero falar hoje, então, de como foi bom reler DUFF após conhecer cada minutinho do filme homônimo. 
Bianca Piper não é a garota mais bonita da escola, mas tem um grupo leal de amigas, é inteligente e não se importa com o que os outros pensam dela (ou ela acha). Ela também é muito esperta para cair na conversa mole de Wesley Rush - o cara bonito, rico e popular da escola - que a apelida de DUFF, sigla em inglês para Designated Ugly Fat Friend, a menos atraente do seu grupo de amigas. Porém a vida de Bianca fora da escola não vai bem e, desesperada por uma distração, ela acaba beijando Wesley. Pior de tudo: ela gosta. Como válvula de escape, Bianca se envolve em uma relação de inimizade colorida com ele. Enquanto o mundo ao seu redor começa a desmoronar, Bianca descobre, aterrorizada, que está se apaixonando pelo garoto que ela odiava mais do que tudo.
Uma vez que você assiste o filme, você ganha para o currículo do Filmow mais uma história de high school daquelas bem típicas e previsíveis, apenas um tantinho mais madura que as produções da Disney. Não é uma sinopse animadora que faz você correr atrás do livro como uma leitura obrigatória. Porém, essa impressão é errada. Não venho aqui dizer que esse é um livro que todos devem ler em algum momento da vida - nada disso. Meu recado aqui é: preste atenção.

Lembro de um texto do John Green na época da divulgação de Cidades de Papel em que ele falava sobre a constante pergunta sobre o milagre que fala durante a história, e ele explicava, repetidamente, que do milagre se retirava uma mensagem final, não necessariamente um milagre em si. É a mesma sensação que eu tenho com DUFF. Com Designated Ugly Fat Friend, mais especificamente.

DUFF não é sobre uma garota que, diferente das melhores amigas, não atende aos padrões Seventeen de beleza juvenil e fica triste por isso, perde a autoestima e muda sua vida para se adequar aos padrões - ou a sigla. É sobre Bianca, uma garota normal, com inseguranças normais, que escuta algo que não queria e aprender a superar e se amar do jeitinho que é. Legal, né? Ainda mais cercado pelos clichês do gênero, que insere essa mensagem maneira (e outros vários plots significativos) em algo divertidíssimo de ler.

Uma coisa que se estranha, mas se torna um diferencial para DUFF, é o relacionamento de Bianca com Wesley Rush e como isso aconteceu rápido. Não é uma dessas comédias românticas em que o casal só dá o primeiro beijo na página final. Na verdade, o relacionamento começa cedo para poder crescer junto do enredo - não como principal, mas sim algo simultâneo e de credibilidade. Acompanhar Wesley deixar de ser babaca é tão legal quanto ver Bianca se aceitar.

Não adianta dizer que DUFF prega uma mensagem errada com o nome, ou que é uma história vazia sobre garotas no ensino médio. É algo maior e mais profundo. Eu adoro o filme, talvez na mesma proporção em que adoro o livro, pois são histórias diferentes com personagens de mesmo nome. Chamo mais de coincidência que adaptação. Por favor, se junte a mim e vamos amor os dois.

17 de fev de 2016

Ela está em todo lugar • Cherie Priest


Autora: Cherie Priest
Editora: Gutemberg
ISBN: 9788582353257
Páginas: 272
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Vivemos o momento dos super herois, é inegável. Eles se tornaram figuras cada vez mais frequentes na televisão, e, consequentemente, mais frequentes nas mentes dos consumidores de cultura pop. É aproveitando essa abertura que Cherie Priest lançou Ela está em todo lugar e mexeu forte com a internet e seus habitantes bookaholics. 

May e Libby criaram a Princess X no dia em que se conheceram, e desde então tornaram-se inseparáveis. Através da personagem, as garotas mataram todos os dragões e escalaram todas as montanhas que a imaginação delas pôde criar. Até Libby e sua mãe morrerem em um acidente de carro. Três anos depois, May começa a ver imagens da Princess X em adesivos e pôsteres por toda a cidade. Isso só pode significar uma coisa: Libby está viva. E May não vai parar enquanto não encontrá-la.

Antes de tudo, precisa se esclarecer que esse é um livro infanto juvenil. O publico que ele se propõe atingir não é exatamente o mesmo que está empolgado com Jessica Jones e O Demolidor. Talvez com Supergirl, mas não posso afirmar. Isso já deixa bem claro que o conjunto da obra não será pesado, cheio de plot twists e momentos de roer as unhas. É uma aventura que jovens vão ler para se divertir, e nada além disso.

Acho que dada essa informação, se torna muito mais possível curtir a leitura na glória de sua profundidade. A autora vai apresentando suas personagens principais e delineando seu enredo de forma bastante ágil, tentando fazer suspense, mas, ao mesmo tempo, sendo bem específica onde quer chegar. May quer encontrar sua amiga e as pistas estão jogadas na sua frente, mesmo que de forma indireta. Ela precisa só somar dois e dois, dispensando qualquer uso da calculadora. É a velha história de gato e rato, só que em um cenário muito atual.

É essa atualidade que faz a graça de Ela está em todo o lugar. O timing com que o livro chegou as livrarias, o modo como ele se encaixa em toda a grande conversa de garotas normais sendo badass que estamos tendo nos últimos tempos, finalmente. Ele não tem uma força expressiva justamente por ter sido feito para atingir públicos mais novos, mas serve como passatempo. Quem sabe ele introduza você a outros super heróis que dão mensagens em tapas na cara.

Não sei se fui clara suficiente, mas só assisti Jessica Jones por causa deste livro. Obrigada, Cherie Priest.

Algumas linhas exclusivas para o projeto gráfico desse livro

Meu Deus, ele é maravilhoso! Vou dizer para você, a Gutemberg sabe cuidar de um livro. Além de terem mantido o estilo da maravilhosa capa gringa, as letras são roxas (no livro todinho!) e a história ainda se mescla com quadrinhos/HQs. Eu realmente não entendo de quadrinhos e HQs, mas posso afirmar que esses são lindos. E roxos. Muito condizente com a imagem toda. Parabéns, Gutemberg, de verdade!

16 de fev de 2016

Daisy está na cidade • Rachel Gibson


Lovett, Texas #1
Autora: Rachel Gibson
Editora: Jardim dos Livros
ISBN: 9788584840045
Páginas: 320
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Bagagem é a palavra de ordem de Rachel Gibson. Honrando sua fama notória de romancista, a autora já aprendeu que construir relacionamentos do zero é um caso de 50/50 em livros, enquanto retomar algo com um passado sobem as chances de sucesso para 80/20.  Com Daisy está na cidade, subiu para 100/0.

Daisy Lee Monroe está de volta a Lovett, Texas, e depois de muitos anos descobriu que pouca coisa mudou. Sua irmã continua uma louca e sua mãe ainda tem flamingos de plástico rosa no quintal. E Jackson Lamott Parrish, o bad boy que ela havia deixado para trás, ainda é tão sexy quanto antes. Ela gostaria de poder evitar este homem em particular, mas ela não pode. Daisy tem algo a dizer para Jackson, e ela não vai a lugar nenhum até que ele escute.
Eu já li vários livros de Gibson e gostei da boa maioria, porém nenhum foi uma leitura tão ótima quando Daisy está na cidade. A fórmula é aquela mesma, assim como o cenário sulista e os personagens secundários caricatos - só que há algo aí, meus caros, que fez toda a diferença na soma final. Algo que não sei explicar, não consigo mensurar e nem dizer para você especificamente o que é. O toque especial é algo discreto e gracioso, e isso é tudo que posso afirmar.

Acho que há um toque muito jovial na história. Daisy e Jackson são adultos, porém seu relacionamento começou ainda no ensino médio, o que acaba por trazer todo um plot parecido com a típica história de high school, aquela bem clichêzona que amamos. Então, mesmo com os protagonistas já crescidos, a época em que Daisy usava uniforme de cheerleader e Jackson era "o cara" se torna relevante para o enredo, e eles voltam a esses tempos levando o leitor na mochila. Hum, é possível que seja isso que fez a diferença. Hum.

Outra coisa que me surpreendeu muito na escrita de Gibson é que mesmo quando as coisas não andavam, elas não ficavam paradas e maçantes. Existe um ponto do enredo que você quer que chegue logo pois, como leitor, você tem as informações do que seria o plot twist do relacionamento de Daisy e Jackson - resta, então, ~chegar ao momento~. O que demora. O que me deixou angustiada. O que me fez ler páginas aleatórias do meio e do final do livro para calcular quanto faltava. Mas, apesar disso, não é chato esperar a coisa acontecer. O caminho é bem divertido, inclusive. É inusitado querer tanto avançar na história, mas ao mesmo tempo querer parar para curtir mais a situação. Possivelmente um caso daqueles livros que pecam por serem curtos demais mesmo quando tem tamanho apropriado.

Eu renovei meu animo para ler Rachel Gibson. Daisy está na cidade foi uma surpresa, pois quando se espera mais do mesmo, dar de cara com a velha forma superando as expectativas é algo incrível. Sem dúvida, é o melhor livro da autora entre os que conheço - e mal posso esperar para conhecer outros mais!

4 de fev de 2016

05 seriados que me surpreenderam muitão!


Uma coisa extremamente comum entre pessoas que assistem séries demais, como euzinha, é começar qualquer maratona pela simples razão de ser época de hiatus e uma grade em dia dar impressão de nunca ter nada para ver. Ser seriador é ser otário. Porém, algumas vezes, esses começos despretensiosos resultam em uma surpresa danada e amores para uma vida toda. Posso contar cinco seriados que me foram experiências gratificantes?

The 100

...que originou a ideia desse post. Não sei dizer com certeza se assisti cinco minutos do piloto na semana de estreia, ou se ignorei completamente a série por conta do não exatamente empolgante livro. O que importa mesmo era que estávamos eu, Netflix e o controle na mão e você já pode imaginar no que deu. A primeira temporada passou que foi um borrão na minha vida, e eu adorei cada episódio dela. The 100 é uma série com muita reviravolta, com muita informação que surge aos poucos e quando tudo isso encontra um cenário apocalíptico e personagens que não estão de bobeira no mundo temos uma óbvia série teen de sucesso. Estou controladíssima esperando a segunda temporada no Netflix para maratonar, quero ver até quando me seguro. BTW, as pessoas de internet tem convulsões de amor por essa season two. Já estou de mãos dadas com Deus.

Scream

Quando se pensa em MTV fazendo um reboot adolescente de Pânico, o que vem a mente é um poço de trash de onde sai a Samara - estou confundindo os filmes, eu sei. O ponto que quero chegar é que ninguém esperava qualquer coisa positiva dessa série, mas todos caímos ao chão com a qualidade da trama. Cheia de sangue falso e efeitos péssimos, Scream é excelente - tanto na forma como foi conduzida para manter o mistério, como também no modo sutil que satirizava histórias clássicas de terror sem se deixar abater por isso. Quero 10 temporadas desses seres humanos, por mais que eu saiba que vai ser difícil manter todo mundo vivo por mais de 3 anos.

Australia's Next Top Model

Se tem um reality que eu consigo amar mais que Masterchef Junior é Algum lugar Next Top Model. Nas palavras de Alicia Thompson, esse programa é estudo antropológico prestes a acontecer - e amamos estudos antropológicos prestes a acontecer. Então, como Tyra Banks deixou o mundo órfão para da versão americana, corremos para Austrália e conhecemos sua versão sensacional. Vou contar para vocês que o Cycle 9 foi melhor que qualquer um americano - cheio de provas tensas, participações incríveis e intriguinhas Gossip Girl diferente dos barracos Desperite Housewifes dos amigos do Tio Sam. Australia's Next Top Model: sejam comigo uma das 25 pessoas que assistem no Banco de Séries. Por favor.

Dupla identidade

É muito difícil comparar produções nacionais com uma watchlist inteira vendida de estúdios hollywoodianos, então quando dizemos que algo é tão bom quanto, é porque é melhor que muita coisa mexxxmo. Tirando o preconceito bobo, não tem como negar que Dupla identidade foi uma produção de altíssima qualidade, cheia de polêmicas e jogos com a censura. Sem falar que Bruno Gagliasso é o ator perfeito para um personagem controverso como um serial killer, o que fez tudo encaixar perfeitamente, como um dado mágico quebrado. Uma pena mesmo que acabou em uma só temporada.

Degrassi: Next Class

Por fim, Degrassi: Next class, uma série que nem tenta prometer algo grandioso, mas tem um resultado ótimo justamente pela sutileza com que aborda a juventude. Com vários personagens, a trama mais parece a Malhação - só que nesse estilo de quem não quer nada, conseguir falar sobre feminismo, sexualidade, transtornos psicológicos e tantas outras coisas reais. Estou ansiosa para ver o que ainda tem por vir.

2 de fev de 2016

O despertar do príncipe • Colleen Houck


Deuses do Egito #1
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414363
Páginas: 384
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Quero que você entenda, antes de tudo, que Cassandra Clare é minha autora favorita da vida. Cassandra Clare, essa, que já escreveu nove livros no mesmo cenário e planeja vir com mais doze - sem nem contar bônus. Dito isso, visto que não sou exigente com autoras que sabem explorar seu potencial - desde que faça direito de um modo cheio de feels. 

E histórias de príncipes de Colleen Houck sabemos bem que é algo cheio de feels.

Aos 17 anos, Lilliana Young tem uma vida aparentemente invejável. Ela mora em um luxuoso hotel de Nova York com os pais ricos e bem-sucedidos, só usa roupas de grife, recebe uma generosa mesada e tem liberdade para explorar a cidade. Mas para isso ela precisa seguir algumas regras: só tirar notas altas no colégio, apresentar-se adequadamente nas festas com os pais e fazer amizade apenas com quem eles aprovarem. Um dia, na seção egípcia do Metropolitan Museum of Art, Lily está pensando numa maneira de convencer os pais a deixá-la escolher a própria carreira, quando uma figura espantosa cruza o seu caminho: uma múmia — na verdade, um príncipe egípcio com poderes divinos que acaba de despertar de um sono de mil anos. A partir daí, a vida solitária e super-regrada de Lily sofre uma reviravolta. Uma força irresistível a leva a seguir o príncipe Amon até o lendário Vale dos Reis, no Egito, em busca dos outros dois irmãos adormecidos, numa luta contra o tempo para realizar a cerimônia que é a última esperança para salvar a humanidade do maligno deus Seth.

A semelhança

No geral, é uma história bastante parecida, com personagens que carregam a essência daqueles que deixaram Houck conhecida. Acho que foi isso que trouxe tanto as críticas acusando de auto plágio, síndrome de Rick Riordan que encontra Nicholas Sparks. Porém, se deu certo antes, por que não agora? Se a leitura ficar tão viciante como A saga do tigre, é sucesso. E digo pra você: é sucesso.

A protagonista

Lily é uma boa protagonista.Alguns problemas de auto estima, mas trabalhados de modo que permite ao leitor acompanhar seu desenvolvimento pessoal enquanto ajuda Amon numa missão épica. Ela não tem aquela coisa toda do rabanete (lembra do rabanete? Sou traumatizada com o rabanete), e é bem gratificante ver como ela não esconde seus sentimentos abaixo de sete pedras. 

A mitologia

A mitologia da autora é ótima. A aventura é bem desenvolvida, com momentos de tensão, agonia, aquela vontade marota de poder entrar no livro para ajudar - mesmo que isso arrisque a vida. A autora conseguiu evoluir equilibradamente os acontecimentos para que o momento introdutório de explicações chegasse em cenas de aflição acima de aflição. 

O romance

Três irmãos. Um muito parecido com Ren, um muito parecido com Kishan, um muito meio termo. Todos bastante sedutores, obviamente. Mesmo assim, acredito que Houck não vai fazer a louca do quarteto romântico e, dessa vez, os irmãos vão respeitar o que viu primeiro. Claro que parece ser uma série cheia dos plot twists, como a autora faz bem, porém ainda mantenho Lily e Amon como OTP. E nossa, como preciso de uma continuação para continuar desenvolver essa relação.

Óbvio que eu recomendo

A única coisa verdadeiramente péssima sobre O despertar do príncipe é que a continuação só sai no meio desse ano - NA GRINGA. Mais uma série que viciei bonito, viciei forte, viciei pra vida. Eu adorei o andar das coisas, as tiradas espertas, a narrativa divertida e a forma como todos os personagens se encontraram e combinaram. Sim, parece o Tigre, porém o Tigre é um dos meus favoritos, so...

1 de fev de 2016

Playlist de janeiro


Janeiro finalmente foi embora, e que vá com Deus. O que ele nos deixa é uma playlist bem maneira com todas (TODAS!) as músicas que entraram na minha vida durante as quatro últimas semanas. Ok, se for pensar, nem foram taaantas músicas assim, mas pense nelas como um repeat em loop (fui redundante?). Como a minha alma é inteira do Spotify, pegue aqui essa listinha delicia de songs.