31 de jan de 2016

Favoritos da semana!


Os últimos 15 dias não tem sido fáceis, e o reflexo disso é uma dificuldade maior de favoritar qualquer coisa. Porém algumas belezuras surgiram e deram um pouco de amor para meus dias de gótica trevosa. O que foram elas?
  1. Same old love - Alessia Cara: que eu amei as músicas de Revival não é nenhuma novidade, nem que adoro tudo que ouço de Alessia Cara. Junta os dois e o que temos é um acústico zúper melancólico, que você pode escutar aqui.
  2. Wattpad: Sempre que vejo um link ou outro do wattpad circulando no twitter, clico e dou uma bizoiada nas escritas dos migos, mas nunca tinha entrado na rede a sério para ver como funcionava. É GENIAL! Tem tantas histórias, tantas opções e tantas fanfics que dá pra ser feliz por muito tempo. Claro que tem muita coisa realmente mal escrita, mas esses desconsideramos já na sinopse. Conheci o Wattpad pelo computador, mas já experimentei e aprovei o app - achei lindo que os livros adicionados a biblioteca ficam disponíveis offline, no mesmo esquema do iBooks.
  3. Entrevista do Papel Pop com Kristen Ritter e David Tennant: Se em Jessica Jones olhar para a cara do Killgrave dava um desgosto danado, ver ele e Jessica interagirem amistosamente é, no mínimo, inusitado. Mas não deixa de ser incrível, nem por um minuto. Eles são pessoas realmente ótimas, e a entrevista do Papel Pop (sempre sensacionais) só evidenciou. Muito gracinhas! Aqui, gente, aqui!
  4. Netflix: Nos favoritos de 2015, falei sobre o Spotify e sobre ser uma pessoa vida loka que não vê objetivo em dar dinheiro para o que a internet nos proporciona ilegalmente de graça. Mudei de ideia de novo, sou hipócrita, valeu e falou. Essa coisa que não sei definir é brilhante e revolucionária. E tem uma equipe de marketing brilhante e revolucionária, também. Se eu sumir, já fiquem sabendo o que estarei fazendo.
  5. 4ever - The Veronicas: Minha história de amor com The Veronicas é recente, mas muito forte. O que me fez sorrir durante vários dias de bad foi esse refrão sensacional. Uma dúvida pertinente: qual trilha sonora de filme clássico essa música é decisiva? Ela é o cara? Acho que sim, né?
  6. Tudo mais ou menos gostoso: Que eu sou uma senhora cozinheira qualquer um que me segue no snapchat já notou (aqui, óh), e como boa cozinheira experiente meu oráculo começa com Tudo e termina com Gostoso. Só que como a internet é uma gigante ostra repleta de pérolas, alguém criou essa fanpage com o melhor dos comentários. Vou dizer pra você: o melhor nem está no resultado na receita, está nas pessoas. Ai, as pessoas...
  7. Barbies lindonas: Barbies sendo gente como a gente quebrou a internet essa semana e estou sendo só mais uma ao falar que AI DEUS QUE LINDAS! No próximo dia das crianças, quando terei gloriosas duas décadas, vou pedir a Barbie de cabelo azul. OIN OIN OIN

29 de jan de 2016

O substituto • Philippa Gregory


Ordem da escuridão #1
Autora: Philippa Gregory
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403193
Páginas: 272
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Luca Vero é um enviado do Papa para salvar lugares de coisas que podem ou não ter influencia do coisa ruim. O ano é 1453 e sua próxima missão é uma abadia em que as freiras estão tendo comportamentos estranhos e histéricos. Quem comanda a abadia é Isolde, uma lady obrigada pelo irmão, o senhor das terras, a seguir carreira religiosa. Esse é cenário, essa é a sinopse. O Substituto, primeiro livro da Ordem da Escuridão, parte da premissa inovadora de um garoto e uma garota que tem caminhos cruzados por algo que pode ou não ser sobrenatural.

Mas ah, meus caros, esse não é um young adult daqueles que acostumamos.

O que mais tenho a falar sobre O substituto, o que me surpreendeu e acho que surpreende a todos que vão ler acreditando ser mais um genérico, é que o foco aqui não é o romance. Nem o segundo foco ou o terceiro, se me permite dizer. Essa não é uma versão mais sombria da primeira fase de Além do tempo. Essa história é aquele algo mais. 

O cenário é propício para os mais diversos mistérios. Nem assisti American Horror Story Asylum, mas posso afirmar por experiencia de vida que lugares com freiras são cenários ótimos para histórias de terror - e você quer mais assombroso que surtos psicóticos que ninguém sabe explicar? Claro que não. Philippa Gregory conseguiu criar uma atmosfera pesada, e aproveitar de cada detalhe dos anos tenebrosos de caça as bruxas para complementar o enredo. A vida não era nada fácil 600 anos atrás, principalmente para mulheres e pessoas de fé duvidosa. Colocando isso como um bônus da premissa original, é claro que dá certo.

É extremamente envolvente a forma como o mistério de desenrola, e permite ao leitor criar as mais diversas teorias, culpando todo mundo! Fico feliz de ser ficção, pois se fosse vida real eu ficaria constrangidíssma de pedir desculpa para todo mundo que acusei de barbáries e acabaram por serem inocentes. Vendo profundidade onde talvez não exista, é muito interessante ver como somos levados a acreditar no suspeito mais fácil, e como uma pessoa não é necessariamente errada - ou culpada - por apenas indiciar algo.

Como eu falei, o romance é muito secundário, então não rola um apego com ship - rola esse apego com personagens. O fiel escudeiro de Luca, por exemplo, é a melhor pessoa do livro inteiro, e a autora soube equilibrar o espaço para que ele se destacasse sem tomar o espaço do protagonista (a não ser nos nossos corações, porque impossível). 

São essas pequenas coisas que fizeram de O substituto um sucesso. Uma história mais que bem vinda num momento em que o mercado editorial simplesmente esqueceu o toque misterioso e sombrio do young adult. Estou mais que ansiosa para as continuações, devem ser incríveis de maratonar.

22 de jan de 2016

Desaparecidas • Lauren Oliver


Autora: Lauren Oliver
Editora: Verus
ISBN: 9788576864462
Páginas: 304
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O que eu gosto em Lauren Oliver? Não sei. Tenho boas experiencias com a autora? Várias. Tenho frustrações com essa senhora? O suficiente para escrever meu próprio livro.  Mas eu gosto de Lauren Oliver. Eu quero ler tudo que ela escreve. Depois também quero chamar para um chá e uma discussão prolongada do por quê das coisas.

As irmãs Dara e Nick eram inseparáveis, mas isso foi antes — antes de Dara beijar Parker, antes de Nick perdê-lo como melhor amigo, antes do acidente que deixou cicatrizes no belo rosto de Dara. Agora as duas, que eram tão próximas, não estão mais se falando. Em um instante Nick perdeu tudo, e está determinada a usar o verão para conseguir sua vida de volta.
Desaparecidas é uma história de gato e rato entre duas irmãs que costumavam ser inseparáveis. Também uma história da Falsiane que é irmã da Falsineide. Dara e Nick costumavam ser melhores amigas, mesmo com suas inúmeras diferenças, porém um acidente as afastou e fez a máscara que usavam uma com a outra cair também. É aquele velho "além das aparências disfarçando as evidências", em que as informações são colocadas aos poucos para prender o otário do leitor.

Lauren Oliver costuma escrever coisas diferentes. Todos seus livros trouxeram algo de especial no meio, e se destacaram entre os genericamente semelhantes - seja pela composição geral, ou pelo final embasbacador. Aqui não é muito diferente: as personagens tem personalidades complexas, não exatamente simpáticas, mas que são interessantes o suficiente para enriquecer o enredo. Você não gosta de Dara e Nick, mas você quer desvendá-las. 

Desvendar, esse, que não é tão difícil. Eu não me considero uma pessoa muito esperta na ficção, sou do tipo que se descobre o mistério antes, é no máximo dez páginas de antecedência. Dessa vez uma noite de insonia me fez juntar as peças (claramente pensamentos positivos para ter bons sonhos) e, bem, perdeu a graça. Talvez seja surpreendente e NOSSA!, mas, para mim, as 100 páginas restantes foram maçantes. Agora eu me considero muito esperta na ficção.

Tem um livro por aí que muita gente gostou e, por esse motivo, eu deveria relacioná-lo - mas não vou porque foi uma das pistas que me ajudou a desvendar o mistério. Digamos apenas que antes de Desaparecidas chegar no Brasil, tinha um semelhante fazendo muito sucesso e arrancando muitos suspiros de surpresa. Eu gostaria muito mais se tivesse conseguido dormir quando deitei e não tivesse perdido tempo vendo detalhes de plot, mas já que fiz isso posso considerar um livro bom, no máximo. 

21 de jan de 2016

Dias perfeitos • Raphael Montes


Autor: Raphael Montes
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535924015
Páginas: 280
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Com certeza sou uma pessoa esquisita. Imagino que admitir vai fazer não parecer tão ruim. Lá vai: sou atraída com histórias de psicopatas e torturadores. Tenho pena de matar formigas, verdade, mas gosto de uma história bizarra - possivelmente fruto da minha incapacidade de assistir filmes do gênero, que consequentemente me faz querer ser ~ozada~ no campo que me sinto confortável, os livros.

Juro, sou inofensiva.

Porém Teo, protagonista de Dias Perfeitos, não é. Ele é estudante de medicina cujo melhor amigo é um cadáver da aula de anatomia que apelidou de Gertrudes. Ele é dono de ter sentimentos, até conhecer Clarice, uma escritora de roteiros amadora, super ousadia e alegria, e se apaixonar instantaneamente. O que você faz com amores platônicos? Os transforma em realidade. Custando o que custar. Com sedativos, mordaças e algemas, Teo leva Clarice para uma romântica viagem a dois, para que ela retribua seus intensos sentimentos. Nossa, cara, isso sempre dá certo.

Dias perfeitos é Jessica Jones sem os super poderes, sem mais.

Por mais que seja narrado em terceira pessoa, a leitura é muito próxima dos pensamentos de Teo, e isso é a coisa mais bizarra, nojenta e importante para com o livro. Teo é um ser humano desprezível, psicótico, que realmente acredita em suas ideias escabrosas e que está correto. Um psicopata perfeito, pelo que a literatura me ensinou. Isso dá a Dias Perfeitos o tom necessário para ser crível e chocante, e, bem, se destacar. E causar enjoo. E deixar o leitor mal. E encher o pobre coitado que está lendo essas páginas de desconforto. E cumprir todos os seus propósitos do gênero.

Outra coisa que me fez ficar obcecada para querer ler esse livro é Raphael Montes. Brasileiro. Você não vê a blogosfera se unindo tanto para elogiar um autor verde e amarelo se ele não for realmente muito bom, e por todos os motivos que falei antes, ele é. Não quero ser amiga dele no facebook, mas realmente um autor ótimo, que fez uma história tenebrosa usando cenários que a gente pode conhecer sem precisar de passaporte.

Dias perfeitos é um livro descritivo até demais, e tirei uma estrela porque gostar de livros fortes não me faz ter estomago forte. No mais, é uma obra incrível para quem gosta do gênero, e Raphael Montes é um autor que você precisa conhecer e dar parabéns por abrilhantar um pouco mais o cenário editorial brazuca. Mas que me fez chocar com o nível de maldade do ser humano, isso fez. Acho que não tenho assistido noticiários o suficiente.

Sorteio • A quinta onda


Hoje é quinta-feira, 21, e A quinta onda acabou de chegar aos cinemas. Pensando nisso, um sorteio maravilhoso para você quer conhecer essa ótima história em seu original, antes de acompanhar a adaptação na tela grande. Você quer ler A quinta onda? Eu vou te ajudar!

Regras:
  • O sorteio ocorrerá por ordem da imagem, sendo o primeiro sorteado para o livro Doce perdão, o segundo para Mosquitolandia e o terceiro para Uma chama entre as cinzas;
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 21/01;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  

Beijinhos e boa sorte

UPDATE:

Sorteio feito! Um email foi enviado para a ganhadora e você tem 72 horas para responder com seus dados completos. Se você não ganhou, espere mais um pouquinho que logo logo tem promoção nova para você tentar a sorte :)

20 de jan de 2016

A sereia • Kiera Cass


Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
ISBN: 9780130427014
Páginas:368
26/janeiro nas livrarias
A Sereia é o primeiro livro de Kiera Cass. É estranho conhecer tanto da escrita de uma autora, mas não saber como foram seus primeiros passos editoriais. A gente sabe que Cass é romancista, é clichê, não é política, não mede muito bem o tempo, e mais outras várias coisas que quatro livros de A Seleção nos deram como certeza. Mas a gente não sabe como Cass evoluiu para chegar ao best seller do New York Times. Certeza que essa é a pergunta de um milhão de dólares.

Então: mitologia de sereias. Não lia isso há muito tempo, desde um livro homônimo que era muito ótimo até sofrer da maldição do segundo livro. Enfim, uma história antiga, não é sobre ela que quero falar hoje. A sereia de Kiera Cass é sobre uma garota, Kahlen, que, coagida pela Água, uma entidade, se torna uma sereia por 100 anos, cantando, seduzindo e matando, em troca de uma vida única e especial. Em troca de vida, sendo mais especifica. Na ideia de Cass, sereias são servas da Água: devem alimentá-la com humanos de tempos em tempos e cumprir suas regras em silêncio, literalmente. 

Obviamente, como já conhecemos a autora e certas coisas nunca mudam, o livro ganha forma quando Kahlen conhece um garoto humano. EITA ARIEL FEELINGS. Akinli é Maxon um garoto simpático, que a vê além da beleza mitológica e não se incomoda de ela não poder responder. Akinli é aquele cara que faz todo silêncio parecer uma música legal, e é óbvio que a menina sereia que está no mundo há quase 100 anos e não fala com ninguém vai se apaixonar por ele. Kiera Cass sempre foi clichê, afinal.

Eu não me importo com histórias batidas, então claro que isso não foi um problema para mim. A conveniência como as informações são soltas e a facilidade com que a solução aparece mesmo quando os problemas parecem sufocantes não é irritante at all. Faz parte das histórias young adult urban fantasy. Se você quer inovação, claro que não está interessado em um livro de Cass. E falo isso com amorzinho.

O que eu notei e me fez tirar uma estrela da classificação final é que a autora estava numa trama repleta de possibilidades que não explorou. É como quando ela quis tornar Seleção uma obra distópica repentinamente, e não colou já que foi súbito e mal explorado. Dessa vez, a coisa toda não passou de uma sugestão. Há indícios que, nos últimos tempos, a entidade Água tem enfraquecido. Sustentabilidade? E os negócios de violência doméstica e cultura indiana? Caminho das Índias me mostrou que tem muito mais aí para tirar assunto. Porém essas coisas não passaram de detalhes do plano de fundo para Kahlen e Akinli se apaixonarem. Poderia ser o divisor de águas (sacou? sacou?) dessa história, de algo legal para algo que vale realmente a pena notar a existência.

A Sereia é uma gracinha, com personagens muito bons (principalmente os secundários), e uma mitologia interessante, embora pouco explorada. Talvez a pressão de ser um standalone tenha feito a autora correr com o que poderia ser um diferencial, ao invés de ficar no mais do mesmo. Porém é um mais do mesmo divertido, e adorei ler jogada dentro de água, como uma sereia de duas pernas. Corre que ainda dá tempo de ler nas férias!

19 de jan de 2016

Destinado • Carina Rissi


Perdida #3
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
ISBN: 9788576864578
Páginas: 462
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Insistir no sucesso parece algo bom. A frase é bonita, pelo menos, sugere que há um sucesso. Haver um sucesso é uma grande coisa. Perdida, de Carina Rissi, é um sucesso. Carina Rissi é um sucesso. Porem insistir em sucesso não é a fórmula do sucesso.

Minha professora de redação me tiraria pontos com toda essa repetição, santo Deus.

Não é a primeira vez que venho aqui falar sobre uma continuação a mais, não planejada, de um livro cheio de amor. Isso tem acontecido muito ultimamente, já que estamos fazendo considerações. Continuação é sinônimo de insistência, e insistência é sinônimo de "hum, isso não deveria estar acontecendo". Já nem preciso mais dizer que depois de tanto floreio ficou óbvio que o terceiro capítulo da história de Sofia e Ian não bateu minhas altas expectativas. Porém cumpriu a tradição de ser Carina Rissi a me fazer virar a madrugada de 2 de janeiro. Já são três anos de leituras viciantes na segunda madrugada, invicta.

Porque mesmo não batendo as expectativas, Destinado é um livro muito ótimo. Ganhamos a visão de Ian, aquele ser humano educado, bonito, cavalheiro e que faz bater uma vontadinha de ser uma donzela dos séculos passados (deixando claro que só mesmo Ian para fazer donzelismo (?) parecer uma opção maneira). Ele, que sempre foi narrado pelos olhos apaixonados de Sofia, ganha sua chance de narrar com olhos os próprios olhos apaixonados. Só que Ian é perfeitinho demais para ser naturalmente engraçado, o que, então, tirou o ar de chick lit que costumava permear a história.

A situação que Rissi abordou para preencher páginas foi algo que me deixava curiosa desde o primeiro livro, e foi inclusive o plot que pensei ser de Encontrada, antes de ler o segundo livro. Foi uma ideia boa. Meio esperada, já que se faz necessário retirar história debaixo da rocha do Patrick Estrela para encher linguiça de seis livros. Contudo, ela trouxe um misto de emoções.

Ao mesmo tempo que víamos uma situação nova trazendo consequências interessantes que buscavam a essência da série, que tem chance de ser perder com o tantão de livros, era extremamente cansativo a busca de gato e rato. Dá muita aflição, agonia e todos esses sentimentos semelhantes quando ~a coisa que deve acontecer~ não acontece por detalhe, e então toma mais 400 páginas de Tom e Jerri na sua vida.

400 páginas de Tom e Jerri que li em uma madrugada, verdade, mas esse sempre foi o desenho que mais me deixava aflita.

Duas coisas fariam esse livro cinco estrelas, e não ~mais um na pilha alta de tijolos de Rissi~: 1) o tom de comédia de Sofia; e 2) uma enxugada marota, porque nem o mais interessante dos plots resiste a tanto vai-não-foi. Destinado não foi um livro destinado a existir desde o começo, e esse talvez tenha sido o maior erro. Se Carininha tivesse passado o tempo com algum novo casal, em um novo chick lit, com certeza estaria falando que MEU DEUS VOCÊ PRECISA LER JÁ ESTÁ LENDO ACREDITO QUE SIM. No papel dos fãs apaixonados de Perdida, ouso dizer que nos satisfaríamos com um conto extra aqui e ali.

18 de jan de 2016

Favoritos da semana!


Um dia atrasadinho para dizer que amei muitas coisas na semana passada. Muitas coisas que disse que não amaria. Descobri que maturidade é você gostar do que gostar, e não abster de algo porque é legal não gostar. Não é legal não gostar sem tentar. Acho que cresci muito na semana passada. Mas dividido isso, vamos aos favoritos!
  1. Lighthouse - G.R.L.: Sabe aquela música que conquista nas primeiras notas? Uns acordes de violão e Lighthouse já virou meu hino da semana. E como não? Sabe também aquelas melodias que te deixam feliz instantaneamente, apenas pela leveza? Tão linda! Sei nem como passei tanto tempo sem conhecer essa girlband, porque quem faz uma música dessas só pode ser sensacional.
  2. Shadowhunters: MOZÕES! Parece que foi ontem que saiu escalação do filme, que saiu o filme, que o filme flopou, que falaram em transformar a arte de Cassandra Clare em seriado e todo o processo que se seguiu. Obrigada cada parte desse processo, porque o resultado compensa cada diazinho de espera. Shadowhunters estreou lindamente, os atores me surpreenderam, as mudanças foram bem vindas, e não tenho absolutamente nada a reclamar. Bem, tenho: não queria que essa fosse uma série com hiatus. Pode adotar o estilo Malhação de ser?
  3. Alvin e os esquilos na estrada: Você está a fim de ir ao cinema e não tem nada que chame a atenção em cartaz, mas você quer ir ao cinema  e vai. Alvin e os esquilos 4 era o único dos filme que eu assistiria se estivesse dando na TV, um dia no futuro, então porque não dar algumas dilmas de direitos autorais pela experiencia de ver na tela grande? E ADOREI! Que surpresa, juro! Eu achava que a série tinha se enrolado em aumentar e nenhum tinha sido tão gracinha quanto o primeiro, porém posso dar o braço a torcer que a produção conseguiu retomar o lado bom dos esquilinhos cantantes. É um filme ótimo, real oficial.
  4. Made in the AM: One Direction era aquela banda que eu escutava uma música por aí e gostava, mas não procurava outras coisas e nunca virava fã. Eu sou "muito velha para isso", afinal. BOBAGEM. Fui procurar por Perfect no spotify por motivos de TayTay e acabei escutando Made in the AM inteiro, mais vezes do que posso contar. Vou participar do The Voice 3ª idade para mostrar meu talento em Temporary Fix. 
  5. Divergente: Eu li o livro e não achei o bicho. Ótimo, uma trilogia a menos para eu dar meu dinheiro e meu coração. Assisti o filme e dormi no meio. Não tentei por anos, até ficar intrigada com o trailer de Convergente antes de A esperança e decidir "maratonar" os dois filmes da série que já estrearam. MEU DEUS COMO EU PERDI ISSO POR TANTO TEMPO? (porém queria não ter gostado para não ter que sofrer com os spoilers aqueles)
  6. Degrassi Next Class: Sou dessas que vê o nome de uma série entrar na roda e já vou perguntar o que é no Banco de Séries. Degrassi é um seriado adolescente que fez MUITO sucesso um tempo atrás e somou mais de 300 episódios, e agora senhora Netflix fez um revival. Uma série adolescente na Netflix, eu posso pedir mais que isso? (sim, um álbum da banda da série, se não for pedir muito).

15 de jan de 2016

Mosquitolandia • David Arnold


Autor: David Arnold
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580577792
Páginas: 352
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Você lembra do desafio de leitura da Teen Vogue que me propus a fazer no ano passado? Pois é, vou nem linkar pra não passar vergonha. Mosquitolandia estava nele. É o primeiro livro da lista que leio, para você ter uma ideia. Mas comecei bem. Este também é o primeiro livro de 2016 que ganhou cinco estrelas brilhantinhas no skoob.

Mim Malone não está nada bem. Essa é a frase de abertura do livro. Isso quer dizer que a primeira coisa que o autor, David Arnold, quis que nós, leitores, soubéssemos, é que Mim Malone não está nada bem. Protagonista problemática, faz check na lista. Protagonista problemática que fugiu de casa para encontrar a mãe, que está em outra cidade. Check na lista do road trip. Check na lista do legal.

Uma coisa verdadeiramente ótima sobre road trips é que ela sempre acompanha uma bela história de crescimento pessoal, de descobrir a si mesmo e enfrentar suas situações. É bem belo. Porém  ainda Mosquitolandia tem algo diferente. Algo não sei explicar, e não apenas porque as palavras tem me fugido ultimamente, mas porque é tão especial que você precisa sentir enquanto folheia a história. Você não precisa de alguma blogueira literária que escreva floreios sobre a narrativa incrível de Arnold. Você precisa ler e ver por si mesmo. Sentir. E olhe que, diferente de Mim, eu sou levada a floreios.

É impressionante o modo que uma única viagem com uma única personagem principal consiga abordar tantos assuntos. É um livro relativamente pequeno, se for analisar. Mas Mosquitolandia faz de seu tamanho um simples detalhe no tudo que compreende. Páginas, páginas, detalhes. A jornada de Mim merece ser apreciada no seu próprio tempo, sem notar se faltam 250, 100 ou 10 páginas. A narrativa, por mais dinâmica que seja, é lenta para dar tempo de pegar todas as particularidades de uma protagonista não está nada bem.

Porque, lembre você, o que David Arnold quer fazer você entender é que Mim Malone não está nada bem.

Mas não pense que a história passa seguindo apenas Mim em passos solitários. Claro que não, uma road trip não é uma road trip sem pessoas que cruzam seu caminho para deixar pegadas. Conhecemos gente boa, gente ruim, gente muito desprezível, gente muito ótima e todos, TODOS, muito bem trabalhados. Sabe o que deixa uma história especial ainda mais especial? Personagens bem trabalhados.

Família é o assunto principal desse livro, mas falando de família, Mosquitolandia consegue falar de tantas coisas. Especial. É isso que quero falar sobre esse livro. Por favor, vá senti-lo.

14 de jan de 2016

O último dos canalhas • Loretta Chase


Canalhas #2
Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414752
Páginas: 304
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Os leitores de romances históricos com históricos muito maiores que o meu, gostam de amar Loretta Chase. Eu gosto de amar Julia Quinn, e dar oportunidade a outros. O último dos canalhas é o segundo livro da autora que eu leio, e posso dizer pra você que vi a graça dessa autora. Os elogios? Entendi todos!

Ainda prefiro Julia Quinn

Quero apresentar a você, caro migo leitor, a melhor protagonista de romance de época que já tive o prazer de conhecer. Batam palmas para...


Lydia Greenville é um mulher independente dos séculos anteriores. Sempre que via alguém descrever um personagem como "a frente de seu tempo", nunca tive tanta clareza como para com Lydia. Ela é jornalista, bem sucedida e dirige a própria carruagem (que não chama assim, porém sou péssima com nomes de carros de qualquer época). Lydia é quem eu queria ser em seu tempo. Lydia é quem somos hoje, após anos de evolução.

Ela chamou atenção de Vere Mallory, após aomlilhá-lo de um jeito que ele nunca antes tinha sido. Logo ele, grande devasso, que todos respeitam (ou ficam intimidados). Isso é suficiente para que ele a veja como um alvo para sua sedução. Lydia, maravilhosa como é, não se deixa levar facilmente. O resto é romance histórico que você já conhece, com uma protagonista sensacional.

Assim começa, ao menos.

Eu amei Lydia em seus primeiros momentos. Lydia antes de se apaixonar é verdadeiramente incrível. Lydia depois de ter Vere na sua sombra, incansável a provocando, já não é mais tão legal assim. Ela, aos poucos, perde aquela independência marota, perde aquela habilidade de se meter em problemas para resolvê-los, e então se torna alvo de um amor. Ou de uma sedução, pois Vere não é muito bom em compreender seus sentimentos - o que irrita.

Há momentos em que o casal é partner in crime, e são cenas ótimas da narrativa. Ver Lydia exercer sua criatividade e competência, e ter um aliado respeitado na sociedade, faria deles um ótimo casal para protagonizar uma série de investigação. Uma ideia para Chase, olhe só. É legal ver como esses momentos vai, aos poucos, transformando Vere e o deixando menos babaca (porque, de inicio, ele é - e muito!). É uma pena que Lydia se deixou atingir, também.

50% inicial MA RA VI LHO SA, de resto: 45% cansativo, 5% de own. O último dos canalhas provou a habilidade de Chase de fazer uma protagonista ótima, de inserir feminismo em épocas onde machismo era a chave, além de criar um romance bem fofinho. Defendo a ideia de uma série de investigação protagonizada pelo casal, vou escrever uma carta para a autora.

11 de jan de 2016

08 filmes para correr pro cinema no primeiro trimestre!


Em 2015, eu mudei para uma cidade com cinema. Pode parecer bobagem, mas foi uma grande realização na minha vida. Assistir Maze Runner as duas da tarde de uma terça feira? SONHO DE INFÂNCIA! Por isso, escrever essa lista de filmes que sairão em 2016 (hoje falando só dos estreantes do primeiro semestre) tem um saborzinho especial: vai ser a primeira vez que terei a oportunidade de realmente assistir cada um deles na tela grande. E são muitos! Minha criança interior está mergulhando numa piscina de pipoca. YAY!

Janeiro

Irmãs - Estreia: 14/01

Alerta de Tina Fey e Amy Poehler! Preciso nem falar, né? Na nova comédia dessa dupla maravilhosa, elas são irmãs e decidem fazer uma festa épica na casa onde cresceram, pois seus pais decidiram vender. Tenho uma coisa para falar para vocês: LAST FRIDAY NIGHT WE MAXED OUR CREDIT CARDS AND GOT KICK OUT OF THE BAR SO WE HIT THE BOULEVARD

A 5ª onda - Estreia: 21/01

Só digo para você que Chloe Grace Moretz em adaptação literária é receita do sucesso. Ela fez If I stay ser uma história linda e chorosa, então nem posso imaginar o que será quando o livro em questão já é uma obra sensacional e cheia de momentos intensos. Se você ainda não ouviu falar, a história é sobre ETs e uma garota que tenta resgatar seu irmão mais novo. Uma soma de plots bem ótima, se me permite dizer. Leia o livro, vá ao cinema, seremos fangirls juntas!

Fevereiro

O quarto de Jack - Estreia: 18/02

Eu tenho essa regra de evitar ao máximo filmes em que crianças sofrem. Não vou assistir O quarto de Jack, caso você esteja se perguntando (estava?). Mas se você quiser, é sobre um garotinho de cinco anos que só conhece o interior de um quarto onde viveu sua vida toda, ao lado da mãe. É uma história emocionante. Não dou minhas dilmas para chorar publicamente.

Orgulho e preconceito e zumbis - Estreia: 18/02

Vou dizer para você: quero ver esse filme porque não acredito em potencial nenhum da história. Lizzie Bennet caçadora de zumbis? E Darcy é um deles? Ousado, para dizer o mínimo. Preconceito, nesse caso, sou eu com essa história. 

Como ser solteira - Estreia: 25/02

Se minha memória não falha, eu li Como ser solteira (não é auto ajuda, esclarecendo) e é a história de uma mulher viajando pelo mundo. Não achei o melhor dos chick lits, mas aparentemente alguém achou e decidiu adaptar pro cinema. E trouxe a Rebel Wilson. Isso é tudo. PS: A Lily Collins também está no cast, vlw flw.

Março

Convergente - Estreia: 17/03

Nessas férias quero maratonar os filmes de Divergente e tentar gostar. Isso porque vi o trailer no cinema (isso é a morte, faz tudo parecer irresistível) e fiquei toda "MEU DEUS NÃO ACREDITO QUE VOU TER QUE ASSISTIR ESSES FILMES". Você já conhece a história da Tris, né? Nem vou falar nela então. Só não quero pegar no sono como em tentativas anteriores.

Especialista em crise - Estreia: 31/03

Sandra Bullock é uma consultora política apelidada de Jane Calamidade contratada para ajudar na campanha de um impopular presidente boliviano. That's all, folks.

The outskirts - Estreia: 31/03

As pessoas jovem da MTV estrelam essa comédia em que a galera que sofre bullying se une pra vingar da galera popular. E não é um filme para TV da Disney. That's also all, folks.


10 de jan de 2016

Favoritos da semana

Descobri que escrever favoritos é algo muito legal. Quero fazer todas as semanas com as coisas que mais amei durante os sete dias anteriores! Não vou estabelecer categorias ou quantidade: o que eu achar lindo, vou dividir com vocês. Espero de verdade que esse seja um post que sobreviva minha negligência com posts e eu tenha disciplina para levar por muito tempo. O que amei na primeira semana de janeiro?
  1. The Veronicas: Elas são relativamente antigas na coisa da música, não? Porém descobri que amo essa semana. Estava Joana na academia, com o spotify obviamente a mil, em uma playlist aleatória. Gostei de uma música e fui conferir de quem era: The Veronicas (a música era When you love someone). Depois, no mesmo dia, menina Joana foi se jogar no sol para pegar a cor do verão, novamente com os fones de ouvido em todo seu potencial, e gostou de outra música. Era You ruin me, e nem preciso dar nomes, né? Nomes que se destacam em meio a playlists de cinco horas são grandes nomes. Mal posso esperar para ser surpreendida por outra música dessa dupla incrível.
  2. Uma pergunta por dia: Não tive disciplina para finalizar Destrua seu diário, nem nenhum outro livro interativo. De pintar, então, jamé. Porém Uma pergunta por dia está sendo diferente. Eu recebi o livro de natal da Intrínseca (♥) e, se você não conhece, consiste em responder uma pergunta para cada dia do ano. É bem genial e, mais importante, não exige muito do seu tempo. Além disso, permite acompanhar seus pensamentos sobre qualquer coisa durante cinco anos - desde bobaginhas como qual foi a música do dia até questões mais filosóficas. Uma situação bem maneira foi que dia desses a pergunta era sobre como andava minha sorte, e a resposta seria, no inicio do dia, "mega sena da virada", só que durante o dia eu passei por uma experiência terrível de quase morte, o que obviamente alterou a minha opinião sobre a vida e a sorte (ok, talvez não tenha sido uma ~situação bem maneira~, mas eu queria contar). Uma pergunta por dia está fazendo eu notar mais o redor, sabe?
  3. The Magicians: Falei sobre essa série delicinha no post sobre estreias de janeiro, e vou me parafrasear para explicar o que há de tão bom nessa série: BRUXARIA, MIGOS! MAGIA! UMA UNIVERSIDADE DISSO! A SOLUÇÃO PRA FRUSTRAÇÃO DE NÃO TER RECEBIDO A CARTA DE HOGWARTS. Agradeço a mim mesma pelas palavras, sempre muito esclarecedoras. Tchau.
  4. Esse bolo INCRÍVEL de maça: Eu adoro brincar de confeiteira e meu feed do facebook é quase que 100% de receitas, assim como minhas inscrições no youtube. Essa delicia descobri assim: descendo despretensiosamente a linha do tempo e parando naquele vídeo que começou sem comando. Esse bolo de maça é o melhor do mundo, sem dúvida. Ele é simplérrimo de fazer, a massa fica suave e com o suquinho da fruta. É MARAVICHERRY!!! Acrescentei um pouco de canela na mistura e também ficou ótimo. FAÇA VOCÊ TAMBÉM!!!!!!!!! (Clica no nome dele e vá para o site da receita, eu me despeço por aqui mesmo)

6 de jan de 2016

Gelo negro • Becca Fitzpatrick


Autora: Becca Fitzpatrick
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580577228
Páginas: 304
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Becca Fitzpatrick é a criadora do Patch. Não uma escritora grandiosa, não a autora de uma série de sucesso sobre anjos caídos, nada disso. Becca Fitzpatrick é a criadora do Patch.

Você já deve ter ouvido falar no Patch, creio eu.

Patch é um dos maiores alvos de fangirlismo (?) dos últimos anos. Ele é incrível, assim, sem mais.

E Becca Fitzpatrick o criou.

E deve viver com a pressão disso.

Enfim.

Gelo negro é o primeiro lançamento da autora após encerrar Hush Hush. Passou um tempo para baixar a poeira, claro, mas a gente sempre carrega o estigma dos trabalhos anteriores. E Hush Hush terminou não sendo o melhor deles, o que não é um ponto favorável. Acho que foi por isso que enrolei tanto para dar inicio a essa leitura: ao mesmo tempo que conhecia a capacidade da autora de me jogar ao chão por um personagem, sabia que poderia acabar frustrada por não corresponder as expectativas que nem saberia mensurar.

Ah, os males de ter sido uma vez amaldiçoada pela continuação.

A protagonista da vez é Britt, que decidiu passar as férias fazendo trilha na Cordilheira Teton, um lugar misterioso que serviu de cenário para o assassinato de algumas jovens nos últimos meses. Claramente, um ótimo lugar para passar as férias. A principio, ela vai acompanhada da melhor amiga, Korbie, e lá pretende encontrar o ex-namorado, Calvin, irmão de Korbie. Só que essa aventura nem começa, pois ao serem alvos de uma nevasca e precisarem de abrigo, Britt e Korbie se tornam reféns de fugitivos que estão na floresta e precisam de alguém com conhecimento das trilhas. E está dada a largada.

Veja bem: não há nada de sobrenatural aí. Esse foi o primeiro baque. Gelo negro é a primeira amostra da capacidade de Fitzpatrick de lidar com pessoas reais, e imagino que isso a impulsionou a explorar as mais variadas facetas da personalidade humana. Temos uma protagonista ingenua, insegura, que precisa sair da própria toca e se vê obrigada a fazer isso em troca de sobrevivência, num lugar escuro, frio e isolado. Temos uma parcela generosa de falsianes e falsineides, para apimentar a narrativa e tentar abrir plot twists. Temos vilões. Temos vilões talvez não tão vilões, Temos esteriótipos que se reconhecem. É um emaranhado de coisas, muitas delas clichês, que dão forma ao que a autora quer contar. E foi assim que ela conseguiu sair da sombra dos anjos caídos e nephlins.

É um paradigma. Ao mesmo tempo que a leitura é viciante e você não quer parar de devorar a história, receber respostas e chegar ao final, é demasiadamente cansativo o crescimento de Britt. Britt é cansativa. A insegurança dela, junto da idolatria absurda pelo ex namorado, criam uma narradora chata. É difícil se afeiçoar por ela, ao mesmo tempo que você quer ver aquela história terminar e deixá-la sã e salva.

Sobre o romance: Não tem Patch. Fitzpatrick saiu do estigma sobrenatural, mas a do Patch ela não sai nem com novena. E ela sabe disso. É bem notável como o desenvolvimento do romance foi lento, para ter credibilidade e não parecer forçado. Depois de então criar uma base, ela foi adicionando características "conhecidas" para reforçar as lembranças do leitor e dar aquela "intimidade". Ela tentou fazer o garoto novo ter uma auto estima tão elevada quanto a do Patch. Tentou tarde e não fez nem metade do que poderia - e deveria. 

No geral, um livro melhor do que eu esperava considerando o tanto que adiei a leitura. Gelo negro é um bom livro, uma leitura viciante. Não consagra Becca Fitzpatrick, mas também não a exclui de nossa memória.

5 de jan de 2016

06 séries pra ficar de olho em janeiro!


PARA TUDO QUE A WATCHLIST VAI AUMENTAR!

Escrever posts sobre séries que chamavam minha atenção era algo que eu fazia todo mês - e sempre tinha novidades para contar. Porém, aos poucos, essas listas foram diminuindo, assim como minha watchlist. A ultima fall season só deixou abandonos na minha grade, e a chance do Banco de Séries me dar um badge por um projeto de estação é bem baixo. Isso até essa mid season. Migos, segura que vem coisa muito boa nos próximos três meses! E só em janeiro...

Shadowhunters - Estreia: 12/01

Eu sou carente de Cassandra Clare e amo tudo que tiver a marca dos caçadores de sombra que usam preto melhor que viúvas desde 1234, verdade. Não é de se surpreender que meus xuxuzinhos de 2016 (e já considero o ano todo) sejam esses lindos que vão dar vida a Jace, Clary, Magnus, Izzy e a banda toda. A divulgação da série tá sendo um dos marketings mais lindos que já vi para estreantes, e estamos falando de hit certeiro. RAZIEL AJUDA

The Magicians - Estreia: 25/01 (mas o pilot já tá na rede!)

Se você ouviu falar de The Magicians e não deu muita bola, PARE TUDO O QUE ESTÁ FAZENDO E CORRE PRO SITE DO TORRENT! O piloto foi o que bastou para eu ter certeza que essa linda vai ficar na minha grade por anos e anos e enquanto dure, tipo casamento. Ah, mas Joana, o que tem de tão especial nessa série da foto da menina suspensa? BRUXARIA, MIGOS! MAGIA! UMA UNIVERSIDADE DISSO! A SOLUÇÃO PRA FRUSTRAÇÃO DE NÃO TER RECEBIDO A CARTA DE HOGWARTS - você agora tem outra carta de aceitação para esperar! Tudo bem que a atuação não é merecedora de Emmy, e parece confuso a  primeira vista, mas duvide-o-dó você não ficar intrigado. ASSISTA! AGORA!

The Shannara Chronices - Estreia: 05/01

MTV tem sido senhora lacradora em suas estreias, e qualquer coisa que esse canal da soundtrack sensacional fizer, merece o mínimo de nossa atenção. Ou o máximo. O Austin Butler vestido de gladiador e parecendo um elfo é com certeza algo para se notar. The Shannara Chronices é baseado numa série de livros sobre um futuro distópico que fez o mundo voltar a era medieval... Algo do gênero. Como eu disse: Austin Butler. Soundtrack. MTV. Fechou?

Recovery Road - Estreia: Em algum momento em janeiro (três episódios já na roda)

(sacou a piada da roda?)
(Joana sempre a melhor piadista, socorro)
Tá tendo muito livro sendo adaptado para a televisão, isso sim. Recovery Road é uma trama jóvi cheia de assunto importante: álcool, drogas, família, abuso e nossa, tanta coisa. E tudo isso só no piloto! Eu assisti o primeiro episódio, dos três já disponíveis, e achei que pararia no piloto por 30 minutos. Nos 12 restantes, senti que perderia uma trama cheia de potencial se não desse mais uma chance. Recovery Road é isso: potencial. Só espero não decepcionar.

Beowulf - Estreia: 01/01

Talvez tenha sido pela cartela de cores da principal foto de divulgação, mas olhei para Beowulf e lembrei de Outlander. Possivelmente não tem nada a ver, mas ok, acredito que você, migo leitor, possa se interessar por essa estreante. Beowulf é uma aventura épica situada num mundo mítico de humanos e criaturas fantásticas. Tem potencial por si só, tem clichê por si só. Não é pra mim, definitivamente, mas pode ser para você.

DC's Legends of Tomorrow - Estreia: 21/01

SAUDADES QUANDO CW ERA CANAL DE SERIADO FÚTIL E NÃO DE SUPER HEROI, SAUDADES!
Outra série que eu não falaria, mas tento ser legal e vou contar para você o que você pode achar legal. DC's Legends of Tomorrow é, na glória da minha ignorância sobre HQs e afins, o jeito da DC aparecer no meio desse emaranhado enorme de séries da MARVEL dos últimos tempos. Coitada, vai precisar de muito para equilibrar essa parada. E, até onde sei, Jessica Jones é só uma. JUST SAYING.

4 de jan de 2016

O lado feio do amor • Collen Hoover


Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105738
Páginas: 336
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Métrica é dramédia, com seu senso de humor duvidoso para aliviar o que seria motivo de choro. Um caso perdido é destruição pura, meticulosamente delicado para ir partindo o coração aos poucos. O lado feio do amor já é outra coisa. É intenso. Tem dor. É romântico, mas muito misterioso. Dá voltas e não entrega o jogo. Novamente: outra coisa. Não sei até quando Colleen Hoover vai continuar surpreendendo, mas uma coisa eu garanto: vou ficar sentadinha esperando o que for que ela escrever.

O lado feio do amor não se passa mais no ensino médio. Por razões óbvias, esse é o livro mais maduro de Hoover até então (lembrando que não li Maybe someday). Miles é piloto, Tate está concluindo o curso de enfermagem. Eles se tornam vizinhos quando Tate vai morar com o irmão, Corbin, que trabalha junto com Miles. Eles sentem uma química inegável, mas Miles tem duas regras que o impedem de começar um relacionamento: Tate é proibida de perguntar sobre seu passado, ou de cogitar um futuro ao seu lado.

Então temos dois pontos de vista: Tate narrando o presente, todo o envolvimento com Miles e quão misterioso é o cara; e Miles, com ponto de vista no passado, quando tinha 17 anos e estava vivendo seu primeiro grande amor. Há um cuidado muito grande da autora em não deixar nada passar, nada que pudesse o leitor descobrir a real faceta de Miles. Este que, por não ter um POV no presente, se torna um dos mais intrigantes protagonistas de todos os new adults que li. É desesperador o modo como a gente quer descobrir seu passado, entender seu presente, arrancar qualquer pensamento que dê uma ideia do que ele sente sobre Tate e o que aconteceu antes, com Rachel. Me considero merecedora de um master prêmio por não ter pedido spoiler no twitter. Eu bem que quis.

Acho bobagem que seja regra em todos os new adults os dois personagens terem uma história dramática e traumática para começo de conversa (tenho repetido isso muito por aqui, notou?), e gostei que nesse caso, é só Miles que precisa superar seus grandes demônios. Não é dar a entender que você só se torna merecedor de um grande amor se tiver passado por poucas e boas. Claro que precisa de algo para delinear a história, mas, as vezes, um único personagem com uma forte história para contar já está suficiente. E Miles tem essa história. Ela é dolorosa, é interessante e é ousada. Com isso, deixem menina Tate ser tranquila, divertida, determinada e gente como a gente, obrigada de nada.

O desenvolvimento é crível e envolvente. A gente se dói pelo que Miles não conta e se dói pelo que Tate quer saber e é excluída. Eu gostei da construção, dos personagens - inclusive os secundários -, e O lado feio do amor mantem o mesmo grau de sensacional que os outros trabalhos da autora. Certo, Um caso perdido ainda é meu favorito, mas tem um coração marcado no skoob para esse aqui também.

2 de jan de 2016

Playlist cheia das vibes de 2016


Começamos 2016 como? Dançando! Acredito de verdade que o ano deve ser um reflexo das nossas primeiras experiencias nele, então nada mais justo que nossas primeiras playlists sejam recheadas de Mapei e Pharell Williams ao invés de Lana del Rey e suas amigas góticas trevosas. É nesse espírito que montei uma playlist no spotify cheia das vibes para esse ano que já chegou animadíssimo. A seleção foi feita para você jogar os braços pra cima, cair no embalo e cantar junto. Depois de ouvir essa hora de melodias gostosinhas, me conta se gostou!