5 de mai de 2016

Salve-me • Rachel Gibson


Autora: Rachel Gibson
Editora: Jardim de Livros
ISBN: 9788584840076
Páginas: 272
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Daisy está na cidade é um livro muito bom. Dito isso, quero esclarecer que essa foi minha ultima experiência com Rachel Gibson, um tanto recente aliás, e que serviu de base para minha empolgação em ler Salve-me. Salve-me não é um livro muito bom.
 A salvação de Sadie Hollowell e Vince Haven depende de muitos fatores. Ele voltou traumatizado da guerra ao terrorismo no Afeganistão e ela, aos 33 anos, acha ridículo ser convidada para ser dama de honra do casamento de uma prima no interior do Texas, onde nasceu. Ambos estão perdidos, à procura das raízes e de uma identidade que a vida foi esfacelando, e são atormentados por uma atração sexual violenta que demora muito a se transformar em amor e compromisso.
É muito difícil desligar a leitura de Daisy ao falar dessa, mas veja bem, é para isso que funcionam as experiências, não? Para nos dar parâmetros de expectativa e julgamento. Como fui frustrada no primeiro, deixe-me esclarecer o segundo. Salve-me é o encontro de Hart of Dixie com Nicholas Sparks, só que falhando em ser um guilty pleasure (expressão que inclusive entrou em desuso, então saudades). Quando você escreve um romance que não tem nada além de romance, ser guilty pleasure é quase que a obrigação. Falhou com a obrigação, falhou com a satisfação do leitor, simples assim.

Outra coisa é que muito bati na tecla da bagagem emocional, que é a tecla favorita de Gibson e ela usa sempre que pode. Não usou dessa vez, e me fez entender porque abusa tanto dela. Construir casais com um passado tende a dar mais certo, mais fácil. Ao juntar Sadie Jo e Vince, a autora teve que começar do zero – o que fez ela se enrolar e me perder. Não criei simpatia pelo casal, e foi a primeira vez que todos os preceitos da sociedade sulista me incomodaram durante uma leitura.


No mesmo dia que li Salve-me, tinha concluído a leitura de outros dois romances MUITO FUCKING ÓTIMOS. Junta isso e as expectativas previamente altas e temos aí o resultado. Salve-me é cansativo e não me ganhou em momento algum. Mas, veja por outro ângulo, eu continuo recomendando Daisy está na cidade com todas as minhas forças.
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