18 de mai de 2016

Escola noturna • C. J. Daugherty


Escola noturna #1
Autora: C. J. Daugherty
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581052595
Páginas: 336
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Dificilmente posso afirmar com certeza que livro X não era nada do que eu esperava. Já li muito, já criei muita teoria a partir de sinopse e me considero um tanto perito na arte de ler entrelinhas de premissas. Um livro chamado Escola noturna que fala sobre internato meets reformatório, PUFF, saquei na hora. Mas Escola noturna não era nada do que eu esperava.
Quando todos estão mentindo, em quem você confia? Quando a adolescente problemática Allie Sheridan vai presa de novo, seus pais decidem que já estão fartos. Assim, ela é despachada para a Academia Cimmeria, um colégio interno bem distante dos seus amigos londrinos. A academia é uma bela construção, cheia de adolescentes lindos e milionários do tipo que viaja de jatinho, foi criado pela babá e só faz compras nos endereços mais exclusivos.
 É um problema que o mais interessante de Escola noturna, aquela coisa especial que poderia convencer você a dar uma chance dessa história, seria entregar o ouro e chamar de spoiler. Daugherty foi muito inesperada em sua concepção de enredo, na forma como fugiu do óbvio mesmo não sendo inédita. A graça do livro é que você avança com a personagem, e criar teoria da conspiração é algo que evolui a cada página.

Allie não é a mais interessante das personagens, mas conduz bem sua história. Para uma garota que foi mandada para um colégio interno por mal comportamento, eu esperava um pouco mais de atitude e tendência a tretar, mas tive que me contentar com algumas tiradas mal-educadas para a Regina George do lugar e that's all folks. A história perdeu muito potencial quando o coração da menina amoleceu logo no inicio. Ah, e nem vou entrar muito no âmbito do triangulo amoroso; tudo que a autora surpreendeu com a coisa toda da Escola Noturna, ela se afogou no mar de clichês do fulaninho e fulaninho amam fulaninha que também ama fulaninhos. SO 2009!

A atmosfera do enredo é sombrio, mas isso contradiz com a narrativa. Há algo de muito amador e infanto juvenil na forma como Daugherty conta os passos de Allie, em terceira pessoa. Não sei se foram os diálogos, repletos de "Ai, amiga" para cá e para lá, ou outra coisa qualquer, mas no geral, não parece um livro maduro.

Sinceramente, acho que o tema escolhido não combinou com a narrativa e os personagens. Cabia mais ali, e podia ser genial. Talvez essa ideia venha de que outros livros com o mesmo assunto que li tinham uma vibe mais adulta e tal, mas Escola Noturna se torna uma ideia muito boa com potencial desperdiçado. Digo isso porque, por mais que eu tenha lido num ritmo legal, só leria a continuação se ela aparece magicamente nas minhas mãos.
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