23 de fev de 2016

Um beijo inesquecível • Julia Quinn


Os Bridgertons #7
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414851
Páginas: 272
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Passada a decepção com O conde enfeitiçado, estava na hora de conhecer Hyacinth, a mais moderninha e desbocada membro do clã Bridgerton. Pelo menos, o mais moderninha e desbocada que uma mulher pode ser no século retrasado. Vamos lá, é para ficar empolgada mesmo.

Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.
Veja bem, romances de época são livros escritos para mulheres. Homens também leem (representam aquele 1% no skoob), porém o público alvo é inegavelmente feminino. É mais do que esperado, então, que esses sejam livros com protagonistas interessantes, fortes, que criem uma relação de empatia com a leitora. Com isso, estou cansada de repetir que esse livro - e quase todos os outros históricos - tem protagonistas a frente de seu tempo. São livros escritos no século XXI para mulheres do século XXI. Ser uma mocinha independente é legal, mas deixou de ser diferencial logo após ler mais de cinco livros do gênero.

Tendo dito, fica visto que Hyacinth é uma ótima condutora para sua história, já que sua inabalável inteligencia e língua afiada fazem de suas decisões, boas sacadas de enredo. A protagonista não dá passo em falso - ela dá passos que deixem sua vida mais divertida e emocionante, já que devia ser um tédio tricotar o dia todo antes da era da televisão. Tudo que acontece aqui é muito bem pensado para dar certo, o que só consolida ainda mais a capacidade de Julia Quinn de ser uma escritora magnífica.

Um ponto positivo que realmente merece destaque é que Gareth St. Clair não é um imbecil. Normalmente em romances protagonizados por mulheres que são mais elas e não se deixam reprimir, o cara começa sendo um canalha para então ir mudando conforme se apaixona. Aqui não. Gareth pode ser até cínico daquele jeitinho sedutor e egocêntrico, mas ainda assim é uma ótima pessoa. 

Com tudo, por mais que seja um livro que só soma pontos positivos, não consegue trazer aquele sentimento de arrebatamento dos primeiros Bridgertons. Acho que sinto falta da agitação do clã reunido, daquele clima em família que rende bons diálogos e momentos gracinha. Um beijo inesquecível é muito bom, claro, mas não será inesquecível. Se me conheço bem, me dê dois meses e minha memória terá o reduzido apenas para "o sétimo Bridgeton". 
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