17 de fev de 2016

Ela está em todo lugar • Cherie Priest


Autora: Cherie Priest
Editora: Gutemberg
ISBN: 9788582353257
Páginas: 272
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Vivemos o momento dos super herois, é inegável. Eles se tornaram figuras cada vez mais frequentes na televisão, e, consequentemente, mais frequentes nas mentes dos consumidores de cultura pop. É aproveitando essa abertura que Cherie Priest lançou Ela está em todo lugar e mexeu forte com a internet e seus habitantes bookaholics. 

May e Libby criaram a Princess X no dia em que se conheceram, e desde então tornaram-se inseparáveis. Através da personagem, as garotas mataram todos os dragões e escalaram todas as montanhas que a imaginação delas pôde criar. Até Libby e sua mãe morrerem em um acidente de carro. Três anos depois, May começa a ver imagens da Princess X em adesivos e pôsteres por toda a cidade. Isso só pode significar uma coisa: Libby está viva. E May não vai parar enquanto não encontrá-la.

Antes de tudo, precisa se esclarecer que esse é um livro infanto juvenil. O publico que ele se propõe atingir não é exatamente o mesmo que está empolgado com Jessica Jones e O Demolidor. Talvez com Supergirl, mas não posso afirmar. Isso já deixa bem claro que o conjunto da obra não será pesado, cheio de plot twists e momentos de roer as unhas. É uma aventura que jovens vão ler para se divertir, e nada além disso.

Acho que dada essa informação, se torna muito mais possível curtir a leitura na glória de sua profundidade. A autora vai apresentando suas personagens principais e delineando seu enredo de forma bastante ágil, tentando fazer suspense, mas, ao mesmo tempo, sendo bem específica onde quer chegar. May quer encontrar sua amiga e as pistas estão jogadas na sua frente, mesmo que de forma indireta. Ela precisa só somar dois e dois, dispensando qualquer uso da calculadora. É a velha história de gato e rato, só que em um cenário muito atual.

É essa atualidade que faz a graça de Ela está em todo o lugar. O timing com que o livro chegou as livrarias, o modo como ele se encaixa em toda a grande conversa de garotas normais sendo badass que estamos tendo nos últimos tempos, finalmente. Ele não tem uma força expressiva justamente por ter sido feito para atingir públicos mais novos, mas serve como passatempo. Quem sabe ele introduza você a outros super heróis que dão mensagens em tapas na cara.

Não sei se fui clara suficiente, mas só assisti Jessica Jones por causa deste livro. Obrigada, Cherie Priest.

Algumas linhas exclusivas para o projeto gráfico desse livro

Meu Deus, ele é maravilhoso! Vou dizer para você, a Gutemberg sabe cuidar de um livro. Além de terem mantido o estilo da maravilhosa capa gringa, as letras são roxas (no livro todinho!) e a história ainda se mescla com quadrinhos/HQs. Eu realmente não entendo de quadrinhos e HQs, mas posso afirmar que esses são lindos. E roxos. Muito condizente com a imagem toda. Parabéns, Gutemberg, de verdade!
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