4 de jan de 2016

O lado feio do amor • Collen Hoover


Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501105738
Páginas: 336
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Métrica é dramédia, com seu senso de humor duvidoso para aliviar o que seria motivo de choro. Um caso perdido é destruição pura, meticulosamente delicado para ir partindo o coração aos poucos. O lado feio do amor já é outra coisa. É intenso. Tem dor. É romântico, mas muito misterioso. Dá voltas e não entrega o jogo. Novamente: outra coisa. Não sei até quando Colleen Hoover vai continuar surpreendendo, mas uma coisa eu garanto: vou ficar sentadinha esperando o que for que ela escrever.

O lado feio do amor não se passa mais no ensino médio. Por razões óbvias, esse é o livro mais maduro de Hoover até então (lembrando que não li Maybe someday). Miles é piloto, Tate está concluindo o curso de enfermagem. Eles se tornam vizinhos quando Tate vai morar com o irmão, Corbin, que trabalha junto com Miles. Eles sentem uma química inegável, mas Miles tem duas regras que o impedem de começar um relacionamento: Tate é proibida de perguntar sobre seu passado, ou de cogitar um futuro ao seu lado.

Então temos dois pontos de vista: Tate narrando o presente, todo o envolvimento com Miles e quão misterioso é o cara; e Miles, com ponto de vista no passado, quando tinha 17 anos e estava vivendo seu primeiro grande amor. Há um cuidado muito grande da autora em não deixar nada passar, nada que pudesse o leitor descobrir a real faceta de Miles. Este que, por não ter um POV no presente, se torna um dos mais intrigantes protagonistas de todos os new adults que li. É desesperador o modo como a gente quer descobrir seu passado, entender seu presente, arrancar qualquer pensamento que dê uma ideia do que ele sente sobre Tate e o que aconteceu antes, com Rachel. Me considero merecedora de um master prêmio por não ter pedido spoiler no twitter. Eu bem que quis.

Acho bobagem que seja regra em todos os new adults os dois personagens terem uma história dramática e traumática para começo de conversa (tenho repetido isso muito por aqui, notou?), e gostei que nesse caso, é só Miles que precisa superar seus grandes demônios. Não é dar a entender que você só se torna merecedor de um grande amor se tiver passado por poucas e boas. Claro que precisa de algo para delinear a história, mas, as vezes, um único personagem com uma forte história para contar já está suficiente. E Miles tem essa história. Ela é dolorosa, é interessante e é ousada. Com isso, deixem menina Tate ser tranquila, divertida, determinada e gente como a gente, obrigada de nada.

O desenvolvimento é crível e envolvente. A gente se dói pelo que Miles não conta e se dói pelo que Tate quer saber e é excluída. Eu gostei da construção, dos personagens - inclusive os secundários -, e O lado feio do amor mantem o mesmo grau de sensacional que os outros trabalhos da autora. Certo, Um caso perdido ainda é meu favorito, mas tem um coração marcado no skoob para esse aqui também.
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