15 de jan de 2016

Mosquitolandia • David Arnold


Autor: David Arnold
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580577792
Páginas: 352
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Você lembra do desafio de leitura da Teen Vogue que me propus a fazer no ano passado? Pois é, vou nem linkar pra não passar vergonha. Mosquitolandia estava nele. É o primeiro livro da lista que leio, para você ter uma ideia. Mas comecei bem. Este também é o primeiro livro de 2016 que ganhou cinco estrelas brilhantinhas no skoob.

Mim Malone não está nada bem. Essa é a frase de abertura do livro. Isso quer dizer que a primeira coisa que o autor, David Arnold, quis que nós, leitores, soubéssemos, é que Mim Malone não está nada bem. Protagonista problemática, faz check na lista. Protagonista problemática que fugiu de casa para encontrar a mãe, que está em outra cidade. Check na lista do road trip. Check na lista do legal.

Uma coisa verdadeiramente ótima sobre road trips é que ela sempre acompanha uma bela história de crescimento pessoal, de descobrir a si mesmo e enfrentar suas situações. É bem belo. Porém  ainda Mosquitolandia tem algo diferente. Algo não sei explicar, e não apenas porque as palavras tem me fugido ultimamente, mas porque é tão especial que você precisa sentir enquanto folheia a história. Você não precisa de alguma blogueira literária que escreva floreios sobre a narrativa incrível de Arnold. Você precisa ler e ver por si mesmo. Sentir. E olhe que, diferente de Mim, eu sou levada a floreios.

É impressionante o modo que uma única viagem com uma única personagem principal consiga abordar tantos assuntos. É um livro relativamente pequeno, se for analisar. Mas Mosquitolandia faz de seu tamanho um simples detalhe no tudo que compreende. Páginas, páginas, detalhes. A jornada de Mim merece ser apreciada no seu próprio tempo, sem notar se faltam 250, 100 ou 10 páginas. A narrativa, por mais dinâmica que seja, é lenta para dar tempo de pegar todas as particularidades de uma protagonista não está nada bem.

Porque, lembre você, o que David Arnold quer fazer você entender é que Mim Malone não está nada bem.

Mas não pense que a história passa seguindo apenas Mim em passos solitários. Claro que não, uma road trip não é uma road trip sem pessoas que cruzam seu caminho para deixar pegadas. Conhecemos gente boa, gente ruim, gente muito desprezível, gente muito ótima e todos, TODOS, muito bem trabalhados. Sabe o que deixa uma história especial ainda mais especial? Personagens bem trabalhados.

Família é o assunto principal desse livro, mas falando de família, Mosquitolandia consegue falar de tantas coisas. Especial. É isso que quero falar sobre esse livro. Por favor, vá senti-lo.
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