31 de dez de 2015

Favoritos de 2015!


A blogueira disciplinada que já fui um dia teria feito vários posts por categoria, durante a semana inteira, comentando todas as coisas de entretenimento que fizeram meu 2015 mais animado. Porém esse ano fez de mim negligente, então estou nos 45 do segundo tempo, quase nas prorrogações, chegando com um apanhado de favoritos do ano. Pelo menos posso dizer que não vou descobrir nada para mudar minha opinião nas próximas horas. Creio eu.
  1. Livro: Sociedade Secreta - Diana Peterfreund ♥ SIM, A SÉRIE TODA! Eu li muitos em 2015, mais do que consigo lembrar sem a ajuda do skoob, então o critério de amor é pela ordem que chega a minha mente os nomes das histórias delicinhas. Nesse ponto, declaro meu favoritismo para a série Sociedade Secreta, que representou uma maravilhosa maratona de cinco livros ainda no primeiro semestre. Eu nunca falei deles aqui porque, né, negligente, mas fique sabendo que é amor. Como não seria, afinal, sendo uma obra original, inteligente, feminista e divertidíssima? Só beleza.
  2. Cantor/Cantora: Ed Sheeran ♥ Não tenho uma música do ano (hoje seria Somebody loves you. ou Selfie colado... Não sei fazer escolhas, veja bem) mas eu tenho um cantor que teve uma parcela maior de "músicas do ano". Ed Weasley é conhecido a anos, mas se tornou meu mozão em 2015, por motivos de Photograph, Don't, The city, You need me I don't need you... NOSSA, TANTA COISA MARAVILHOSA! Obrigada, Ed, por ser minha trilha sonora de 2015!
  3. Álbum: Delirium - Ellie Goulding ♥ Certo, sem música do ano, mas várias delicias do álbum novo de Ellie Goulding se qualificam como especialíssimas. Pfvr, o álbum novo da moliér é cheio das maravilhas: Army, Love me like you do, Codes, Devotion... Cara! E, mais do que isso, se tornar favorita num ano cheio de lançamentos musicais sensacionais não é para qualquer um. Para mim, essa linda desbancou Adele, Selena Gomez, Melanie Martinez e tantos outros. Chamo de dextruidora.
  4. Série: The Royals ♥ Quem esperava outra coisa de mim, não é mesmo? The Royals é, de longe, a melhor coisa que tocou o mundo em 2015. Nossa, melhor série, melhores personagens, melhores plot twists, melhor soundtrack, melhor figurino, melhor roteiro, melhor tiro de bazuca, melhor tentativa de assassinato... Só tiro, porrada e bomba.
  5. App: Spotify ♥ Sou do tipo que falava mal até experimentar e me apaixonar. Jogue pedras, eu aceito. Mas também jogue dinheiro para eu renovar minha assinatura premium, ok? Super badass que sou, não via objetivo em pagar por algo que podemos ter na ilegalidade. Achei que estava sendo esperta, mas era a rainha das otárias. Quem sabe ano que vem eu fale o mesmo da Netflix.
  6. Filme: Maze Runner - Prova de fogo ♥ Talvez eu ame por causa da Dylan MOZÃO O'Brien. Talvez eu ame porque vi milhares de entrevistas maravilhosas com o cast que me fez amar todos. Talvez eu ame porque não acho o livro grande coisa e não crio expectativa. Talvez eu ame porque a experiencia de assistir o filme no cinema foi incrível e significativa. Talvez eu ame por tudo isso junto. O importante é que não amei nenhum filme em 2015 mais do que Prova de fogo. QUE FILME EM 3D, PARÇAS. 
  7. Youtube: Klossy ♥ Duas coisas que amo: youtube e celebridades com canal no youtube. Karlie Kloss era alguém que eu conhecia por ser amiga da Taylor Swift, porém ela é um ser humano incrível, e tem um dos canais mais legais: ela mostra bastidores de sua vida glamurosa, de suas viagens, assa cookies e responde perguntas do twitter. 
Alguma categoria que esqueci de responder? Me conte seus favoritos nos comentários ♥ E feliz 2016, viu?

28 de dez de 2015

Amy Harmon e a síndrome do amor perfeito para pessoas imperfeitas que são perfeitas. Sacou?


Há bastante tempo atrás, eu li em alguma rede social uma recomendação do tamanho do mundo para Beleza perdida, de Amy Harmon, uma adaptação moderna de A Bela e a Fera. Eu estava numa vibe super ótima de ler em inglês e embarquei no livro sem nem pensar duas vezes. Achei bem okay. Mais de ano depois, o mesmo foi lançado no Brasil e eu recebi uma cópia. Reli. Não achei mais tãão okay assim. Ainda assim, Harmon continuava sendo uma autora para prestar atenção, e gostei da capa e da sinopse de seu lançamento mais recente, Infinito + Um. Li. É um livro bem okay. 

Uma coisa que tenho notado desde que me tornei um leitora avida de new adults é a disseminação da ideia de que fulaninhos e fulaninhas precisam ser dignos de amor para que algo aconteça em suas vidas. Nenhum personagem é daquela forma apenas porque quis, mas por ter passado por algo de sofrência transformadora que o modificou completamente e o fez indigno de amor. Por essa razão, ele é digno de amor. New adult não é algo para você tentar entender, eu sei. Essa fórmula é a mesma em praticamente todo o livro do gênero, mas poucos carregam essa mensagem com tanta força quantos os livros de Harmon. Faz você se sentir indigna de grandiosidade por ter todos os órgãos, toda a família viva e nenhuma tatuagem feita na prisão.

Para criar empatia, os autores tem perdido a conexão.

Beleza perdida é sobre o cara lindo da cidade, que volta transfigurado da guerra, e não é mais lindo. Então a doce menina da cidade, que jamais seria alvo de sua atenção se ele ainda fosse bonito, é bondosa apesar de sua aparência, e temos aí uma história de amor. O romance de Fern e Ambrose não é muito distante daquelas histórias da Disney sobre a garota nerd e o garoto popular (ou vice versa), com a diferença que só houve qualquer coisa porque suas ~situações sociais~ foram aproximadas por uma tragédia.

Parece que sou chata por pouco (nunca disse que não era), e, ao ler, temos uma infinidade de mensagens bonitas que devem parecer poesia, mas a mensagem que eu tirei do livro foi um apelo sem tamanho. Como leitor mero observador, você quer juntar o casal e os deixar serem felizes. Como leitor que quer viver as emoções junto aos personagens, é impossível - a não ser que você seja um ser muito, muito generoso (ou se iluda com isso). Você não consegue se conectar com os personagens, pois, subliminarmente na narrativa, sugere que há a necessidade de você ser especial e digno de tudo. Consegue me entender? A autora dá a entender que o romance de Fern e Ambrose só ocorreu porque ele foi para a guerra, perdeu os amigos, perdeu a beleza, e abriu os olhos para Fern, que nunca teve muitos amigos ou muita beleza, mas tinha um coração bom. Achei essa coisa toda de perfeição, imperfeição e dignidade muito cansativa. Achei balela.

Já em Infinito + Um, achei que não teria esse problema, afinal na sinopse não havia alerta de experiencia transformadora. Havia uma cowntry pop star de 21 anos suicida, e um garoto tatuado que parece o Thor que a resgata de pular numa ponte. Basicamente, mais um dia comum para leitores de new adult. O que acontece, então, é que os personagens se encontram, apesar dos pesares, e partem numa road trip fugida, já que a empresária da garota é extremamente controladora. Assim como Harmon é extremamente piegas. BTW, o casal se chama Bonnie e Clyde. Na literatura, não há coincidências, você sabe.

Na maior parte do livro, Infinito + Um não foge do estigma do gênero, sendo clichê e forçado, mas não apelativo. Só que então a gente descobre que Bonnie e Clyde tem uma similaridade muito grande em sua vida, uma coisa triste pelas quais passaram e molda seu passado, presente e futuro, também os tornam complementares. É preguiçoso por ser conveniente de um modo absurdo, mas além disso, vem lá Harmon e apela sua trama. De uma hora para outra, o casal não deu certo apenas porque se davam bem, a química natural e o feeling sempre maneiro de road trip. Simplicidade? Não aqui, queridinha. Tinha que ser aquela coisa exata que os colocava como perfeitos um para o outro. Aquele lance da dignidade para o amor volta todo. Aquela ligação entre eles acaba com a ligação com nós leitores. Achei balela também.

Ambos livros tem partes boas, tem casais shipáveis, mas forçam tanto a barra em serem poéticos e com belas mensagens que se tornam cansativos. Claro que é a minha opinião de pessoa sem paciência para histórias convenientemente reflexivas, detalhadamente moldadas e afastadas da realidade mesmo não tendo vampiros. Você pode ler e achar bonito. Eu achei okay.

23 de dez de 2015

Sorteio especial de natal • Uma chama entre as cinzas, Mosquitolandia e Doce perdão!


Ok, esse semestre não foi o mais movimentado por aqui (expliquei minhas razões aqui, você leu?), mas ainda assim podemos finalizá-lo em grande estilo, você não acha? E por grande estilo entendemos sorteio! Três livros delicinhas para três sortudos diferentes, quer? Então vem!

Regras:
  • O sorteio ocorrerá por ordem da imagem, sendo o primeiro sorteado para o livro Doce perdão, o segundo para Mosquitolandia e o terceiro para Uma chama entre as cinzas;
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 24/01;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  
Boa sorte, feliz natal e beijinhos!

18 de dez de 2015

Playlist de férias!



Entrei em férias, oficialmente, na quarta feira. Sabe quando foi que tive o sentimento libertador de não precisar voltar para a universidade por dois meses? Quando estava no ônibus, voltando para a casa dos meus pais, e começou a tocar Pitbull nos aleatórios do Spotify. Maneiro, né? Também acho. E nesse espirito, decidi tirar a poeira da aba de playlists com uma seleção especial de músicas para comemorar as férias! É sexta feira, uma das últimas do ano, e obviamente merecemos melodias dançantes e letras grudentas. 

Decidi adotar esse novo modelo de playlist porque, bem, estou rendida e apaixonada pelo Spotify. Além de ser mais simples, acredito que fica mais fácil para você também, que não vai ter que esperar carregar música por música. Na seleção, temos a especialíssima música do farofa de festa com nome de raça de cachorro, a canção que Selena Gomez apresentou no Victorias Secret Fashion Show, delicinhas do meu novo amorzinho Shawn Mendes, e a brasileiríssima Dona da noite que é minha nova letra grudenta favorita. Isso e mais, claro.Vamos, dê play! E não esqueça de me seguir no Spotify, viu?

17 de dez de 2015

O coração do leão • Mia Sheridan


Signos do amor #2Autor: Mia Sheridan
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414691
Páginas: 208
Quando eu resenhei A voz do arqueiro (aqui), falei que queria ler o livro dos leoninos que são obviamente as melhores pessoas e dariam o melhor livro. Então O coração do leão foi lançado e, na minha cabeça, meu sonho de encontrar um new adult em que os dois personagens fossem egocêntricos estava realizado. Ledo engano.

O coração do leão é a história de Evie e Leo, que se conheceram em um lar adotivo quando crianças e juraram amor eterno. Porém Leo foi adotado e eles perderam contato. Anos depois, Evie conhece Jake, que diz ter conhecido Leo e que está ali a pedido dele. Poxa, nem preciso falar mais porque é esse clichê todo que você já sabe. 

A questão é a seguinte: nós, pessoas que nascemos em leão, temos o rei da selva na barrida. É bem verdade. Daí pegamos O coração do leão, que supostamente é inspirado nas principais características do signo (todas tem a ver com ego), e encontramos personagens sem um pingo de amor próprio. Uma protagonista fraca, que se deixa levar por qualquer pessoa que é simpática com ela porque, lá no fundo, ela não acredita ser digna de amor - por nenhuma razão específica. Ah, tenha santa paciência.

No começo, o romance até é interessante, até se cria uma atmosfera cativante ao redor de Evie e Jake, porém aos poucos ele vai mostrando suas garrinhas e não tenho paciência para caras que dizem o que a garota deve fazer, como gosta que ela se comporte e meio que torna sua propriedade só porque tá namorado. Não quero soar repetitiva, mas ah, tenha santa paciência.

O coração do leão é o primeiro livro da série Signos do amor, mas não foi o primeiro a ser lançado no Brasil. Estratégia de marketing incrível, porque eu seria uma que não leria mais a série depois desse livro mal escrito. Porém, comparando com A voz do arqueiro, há uma evolução tremenda na habilidade de Sheridan de desenvolver a história, e por isso eu digo que vale a pena dar chance para as obras futuras da autora. Além de que o livro do leão é bem minúsculo, não vai mudar nada sua experiência com a série.

4 de dez de 2015

Perdidos por aí • Adi Alsaid


Autor: Adi Alsaid
Editora: Verus
ISBN: 9788576863977
Páginas: 294
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Quando comecei a assistir Cidades de Papel, não entendi o sucesso todo que o filme estava tendo. As pessoas estavam declarando a melhor ida ao cinema do ano, e eu não conseguia ver por qual motivo. Até Quentin e sua turma entrarem no SUV e saírem pelo país em busca de Margô. Haha, road trip, aí eu vi sucesso.

Poucas tramas são tão incríveis quando essa de encher uma mochila, pegar as economias e por o pé na estrada. É um mar de possibilidades, uma trama misturada com ar fresco, uma sensação de liberdade que flutua para o leitor apenas com o virar da página. Queria ter essa sensação fazendo minha própria road trip, porém quem somos universitários falidos que não tem carro? Verdade.

Perdidos por aí é a história de Leila, que decidiu sair pelo país para ver a aurora boreal. A primeira coisa que você precisa saber é que Leila é uma garota maravilhosa: receptiva, amigável, simpática, uma boa ouvinte e extremamente inteligente. Essas características a tornam a motorista de road trip ideal, pois ela está sempre pronta para fazer amigos e sair em aventuras. E é sobre isso que o livro fala.

São cinco personagens narradores. Leila é a última deles. Hudson, Bree, Elliot e Sonia vivem seus dramas particulares, situações da fase, mas cruzam com Leila (ou Leila cruza com eles, para ser mais específica) e ganham um ombro amigo. Leila é aquela pessoa que observa de fora e enxerga de verdade, sabe? Leila é uma boa metáfora para nós, leitores, se você for pensar. Ela encara, percebe, joga na cara. Deixa reflexos de suas ações nas vidas dos outros, diferente de nós que somos leitores impotentes que precisamos esperar pelo autor aliviar nossa aflição.

Uma coisa muito ótima de Alsaid e sua escrita é que nem tudo são flores. Quando eu digo que Leila deixa reflexos, não quero dizer que ela passa pelas pessoas e resolve magicamente seus problemas. Nada disso. Ela diz a verdade, larga a bomba, e segue sua viagem até encontrar casualmente o nosso próximo narrador. É papel dos próprios personagens entenderem a mensagem, trabalharem com ela e se desenvolverem. Além disso, essas escolhas nem sempre são as mais fáceis (óbvio, mas digo para o autor) ou as mais esperadas. A história de Elliot, por exemplo, é uma completa fuga do clichê young adult, e é bem especial justamente por isso.

Bem lindo e bem especial. Perdidos por aí é uma agradável surpresa - e não porque alcançou minhas baixas expectativas, ao contrário: Alsaid sempre encontrava o modo mais inusitado de me fazer gostar ainda mais da história. É um livro ótimo, na boa. Faça dele uma de suas escolhas de férias - e se for fazer uma road trip e passar pelo Rio Grande do Sul, me dá um call e a gente toma um café para você me dizer umas verdades. 

3 de dez de 2015

Doce perdão • Lori Nelson Spielman


Autora: Lori Nelson Spielman
Editora: Verus
ISBN: 9788576864141
Páginas: 322
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Eu sou do tipo que costuma ignorar livros cuja sinopse pareça algo mais sentimental e "adulto". Não sei, normalmente fico achando que não vou me identificar com os dramas dos personagens e tenho uma preguiça enorme de mimimi de gente grande. Bem bobo, eu sei, mas é a verdade. Porém, ano passado, a editora Verus lançou A lista de Brett, que tinha uma trama fora da minha casinha do conforto, e fez uma ação especial enviando para os parceiros. Eu recebi, li como quem não quer nada, e me apaixonei (como você pode lembrar na resenha). 

Sabe o que eu quero? Pegar a resenha de A lista de Brett e colar aqui em baixo. É errado plagiar minhas próprias palavras? Enfim. Doce perdão é tão lindo quando aquele primeiro livro. Depois disso, sempre vou me referir a Lori Nelson Spielman como CARA, AQUELA MOLIÉR.

Doce perdão é sobre Hannah, uma jornalista que tem o próprio programa na TV local. Ela namora o prefeito e a vida é impecável - aparentemente. Ela esconde em sua gaveta do camarim as pedras do perdão, que recebeu de uma colega de escolha que fazia bullying, e que criou uma moda nacional enviando pedras para perdoar e ser perdoada. Hannah foi uma das 35 pessoas escolhidas por Fiona para ser as pioneiras da moda das pedras, porém ela nunca passou para frente. Perdoar e ser perdoada envolve remexer no passado, sabe? E quando o presente parece estar tão bom...
Vou ser bem sincera: da primeira à ultima página, minha garganta foi consumida por um bolo. Não sei se estava particularmente sentimental nos dois dias que passei ao lado do livro, mas fiquei direto com a sensação de garganta embargada e olhos mais aguados que um rio. Eita livro lindo, de verdade. O jeito com que a autora descreve os sentimentos de Brett e o modo como sua vida está confusa beira o poetismo, e se torna muito fácil se apegar pela protagonista e sua vida destruída.
Resenha de A lista de Brett
Sabe aquela habilidade de emocionar você sem precisar apelar para nada? Spielman a detêm. É impressionante o modo como ela faz tramas do cotidiano tão, tão tocantes, e sem parecer fazer esforço. Como é um livro que fala sobre perdão, os personagens (primários, secundários...) compartilham suas histórias, e então você se apega a cada um deles. E quer chorar por cada um deles - não por dó, mas por empatia. Migos, se isso não é ser uma escritora sensacional, não sei mais o que o termo significa.
Porém, em toda glória da minha delicadeza, por vezes eu tive vontade de entrar na história e dar na cara de Brett. Quem está de fora, só observando, é mais fácil ver os erros, não? E Brett está afogada em vários.
Resenha de A lista de Brett
Same here. Hannah não é a personagem com mais amor próprio, que faz as escolhas mais inteligentes e sim, você vai ficar irritado com ela por não tomar as decisões que são tão claras para nós, meros observadores externos. Mas faz tudo parte do amadurecimento do livro, e é encantador. Você acompanha ela se descobrir, se perdoar, revirar suas caixas de lembranças e se aceitar. É uma jornada que vira poesia nas mãos de Spielman, então por favor, dê um tempo para Hannah superar suas barreiras. Nem todo mundo nasce leonino.
Lori me surpreendeu, claro.
Resenha de A lista de Brett
Outra coisa maravilhosa na escrita dessa senhora é sua capacidade de sair do óbvio. Ela surpreende você - com tapas na cara, inclusive. Você pode até pensar que está pegando uma história que dança entre clichês, mas a verdade é que essas míseras 320 páginas, que passam voando, estão repletas de informações novas e inesperadas. Pequenas reviravoltas, coisas que fazem a autora ter que trabalhar de verdade e procurar pela terceira ou quarta solução para algo que podia ser facilmente resolvido na primeira vez. Se você ainda não sacou, estou digitando essa resenha com os pés porque as mãos estão aplaudindo Spielman.

É parecido com A lista de Brett, porém, ao mesmo tempo, Doce perdão tem sua própria e linda identidade. E acho muito sensato você querer ler essa identidade, porque não é todo dia que preciso usar tantas palavras elogiosas assim numa resenha. Se forem de Spielman, eu certamente vou continuar lendo mimimis de gente grande - e empolgadíssima com isso.