31 de ago de 2015

Os bons segredos • Sarah Dessen


Autora: Sarah Dessen
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765763
Páginas: 408
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Aprendi que Sarah Dessen é autora de algo a mais. Seus young adults nunca são apenas young adults, e isso que faz seu trabalho ser reconhecido no mundo todo mesmo sem contar novidades. Não que tenha algo errado nos yas comuns, mas algo a mais é, bem, algo a mais.

O algo a mais de Dessen pode vir de várias formas. Em Just listen e Dreamland, ela pegou pesado e encarou tabus. Em Os bons segredos, seu mais recente lançamento, ela fez a mesma coisa que fez no maravilhoso A caminho do verão: trouxe a família pro centro do palco e mostrou que nem só de dramas escolares vivem os adolescentes americanos.
Tipo esse drama, quem nunca?!
Sabe aquela máxima que filhos mais novos são privilegiados? Não é o caso de Sydney, que passou sua vida toda a sombra do irmão mais velho, Peyton. Antes isso acontecia por ele ser mais expansivo, divertido e corajoso, agora é porque Peyton, depois de já ter cumprido várias penas por pequenos delitos e drogas, agora está na cadeia por ter atropelado um garoto e o deixado paraplégico. Entretanto, só Sydney sente culpa pelo que o irmão fez, que não o vitimiza. Imagine só a torta de climão que não é a casa da menina?! 
A história do livro é o crescimento de Sydney. Amadurecimento. Superação. Deixar de ser uma sombra. Isso tem incentivo com os vários bons personagens que ela se cerca quando muda de escola, já que os pais estão gastando muito com advogados para continuar bancando o colégio particular. 

Isso é algo decisivo na história: os bons personagens. Cada um tem algo especial, a acrescentar, e Dessen trabalha de uma forma com eles que esse potencial nunca fica perdido. Por mais que o enredo principal não pareça ser repleto de feelings, aqueles personagens dão uma harmonia tão grande que cada detalhe da história funciona. E cativa.

Os bons segredos não chegou ao nível de favorito de A caminho do verão, mas foi o que mais se aproximou. É um livro doce mesmo quando fica sério, que trás novidade mesmo aparentando ser um grande clichê. Eu não me sentia tão empolgada assim com a autora há muito tempo, e estou até considerando dar chance para os outros livros de Dessen que estão esquecidos na estante. Só posso afirmar que Os bons segredos eu recomendo. E A caminho do verão eu recomendo forte. 

30 de ago de 2015

Resultado: Para todos os garotos que já amei


Oi, você! Eu sumi, eu sei. Qualquer dia desses eu explico, viu? Enquanto isso, você quer saber se ganhou Para todos os garotos que já amei, não é isso? Clica aqui que eu te conto!

27 de ago de 2015

Lugares escuros • Gillian Flynn


Autora: Gillian Flynn
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575910
Páginas: 352
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Eu tenho essa vontade de chamar Gillian Flynn para uma xícara de chá de melissa e uma tarde no psicólogo. Psiquiatra. Terapeuta. O grupo psicanalista todo! Em outras palavras: Gillian Flynn me assusta.

E mal posso esperar por mais livros dela!

Sempre tive essa coisa com literatura de terror. Eu gostava da ideia, mas não encontrava aquele livro que me aterrorizasse. Com Gillian Flynn eu aprendi que estava procurando pela forma errada de horror. Eu esperava por algo que me desse susto como se fosse um filme, do tipo estou lendo e “AHHHH”. Eu sei, uma cena ridícula. Depois de três livros da autora, descobri que terror literário é aquilo que faz a alma se contorcer e dá desconforto. Os livros de Gillian Flynn são a literaricação (substantivo, literatura + personificação) do que há de perturbador em estantes de livrarias. Esqueça Stephen King, essa senhora escreve coisas piores.

Em Lugares escuros, a protagonista, Libby, viu sua mãe e suas duas irmãs mais velhas serem brutalmente assassinadas quando tinha sete anos. Ela lembra ver seu irmão, Ben, cometer o crime, e testemunhou para sua prisão. Quase 25 anos depois, Libby enterrou essas lembranças onde chama de lugares escuros, e se vê desafiada a desenterrar quando, em troca de dinheiro, concorda em investigar seu passado para um clube de pessoas esquisitas que curtem histórias de assassinatos reais.

Acredite: a descrição da trama não faz jus nenhum ao nível de bizarrice que é o conjunto todo. 

É horrível. Do jeito genial de Gillian Flynn, quero dizer. Nem sei o que é pungente, mas, para mim, é a palavra que define a escrita da autora. As frases de Flynn são pungentes. É absurdo o modo como ficamos envolvidos e desconfortáveis com apenas letras alinhadas lado a lado. Mas é. Você abre o livro e conhece Libby, seu passado horroroso e sua personalidade pouco agradável. Credo. Aí você continua e descobre que os capítulos são intercalados entre Libby, no tempo real, e sua mãe e Ben na época do assassinato. Ah, amigos, é aí que a coisa pega.

Nos dois tempos há frases penetrantes e angustiantes. Nos dois momentos há situações e diálogos que faz você querer fechar o livro e ir aplaudir o sol. É a forma como as duas narrações se completam que faz a genialidade ganhar forma. Mesmo quando a narrativa é em terceira pessoa (caso do passado), você parece inserido na mente perturbada de todo mundo. 

Aí, frase chave: mente perturbada de todo mundo.

As cenas mentais que o livro provoca são fortes. Pungentes? Acredito que sim. Lugares escuros foi uma leitura difícil, complicada de tragar e ainda pior de digerir. Levei alguns dias para aceitar o final dessa história, a solução incrível e terrível de Flynn para todo o enredo enredado, mas ainda não tive coragem de assistir o filme. Como eu disse lá em cima: mal posso esperar por mais livros dela!

25 de ago de 2015

05 seriados mais desconhecidos que já assisti

Segundo menino Banco de séries, já assisti 111 séries. Você leu corretamente, eu escrevi 1 três vezes. 111. Algumas eu assisti para me sentir incluída no mundo (vide Game of Thrones), outras para ser justamente o contrário. 111 séries significa história para dedéu, e algumas vezes eu sinto que estou comentando com as paredes. Já vi séries que meu círculo social das internetchys nunca ouviu falar e hoje resolvi listá-los. Se você já assistiu alguma dessas belezuras, que tal um sinal de fumaça para a amiguinha aqui se sentir menos sozinha?
Almost Royal é apenas a melhor série ruim do mundo. Melhor série ruim existe sim, caso você esteja se perguntando, e Almost Royal é a prova viva e ainda não cancelada. Do mesmo canal de Orphan Black, o seriado é uma comédia que imita documentário e segue dois nobres britânicos fictícios. São sete episódios muito ruins, mas muito hilários justamente por isso. O seriado repercutiu tanto no Brasil que nem página no orangotag tem, e já existe há mais de ano. Pelo menos, os gringos gostaram e vai ter segunda temporada.Obrigada, gringos, you get me.
Total de 24 pessoas assistem no Brasil. Por favor, outras 23, vamos nos encontrar e tomar chá! Não é novidade nenhuma que amo Americas Next Top Model, e, assim como Masterchef, dou chance para todas as edições do mundo. Australias Next Top Model é a única, além da original americana, que ainda permanece no ar, e isso se justifica pelo fato de ser MARAVILHOSA. A nona temporada acabou há pouco tempo, e foi um desfile de convidados sensacionais (Kim Kardashian, Alessandra Ambrosio, a menina de Vikings) e provas maravilhosas (blogueira de moda!!!). Sempre que assistia um episódio, queria convocar a internet inteira pra comentar os memes INCRÍVEIS que rendiam. PFVR ASSISTAM!
Extremamente brega, GCB (Good Christian Bitches, para quem curtia a polêmica) foi a aposta da ABC em 2012 para retratar subúrbios americanos, a hipocrisia dos moradores e blablabla. Tipo a sua vizinha que não falta uma missa e vive de fofoca porque não é pecado, sabe? Essa série era sobre ela. 10 míseros episódios e um flop danado, embora fosse divertidinha. Talvez se Kristin Chenoweth não fosse não estridente, o seriado tinha sido mais tolerado.
Não adianta, séries de verão já nascem com flop como nome do meio. Nascem com esse nome, coitados, por ninguém assistem. Camp Flop foi um deles, tadinho. O seriado de verão sobre um acampamento de verão foi uma delicinha que cativou todas as cinco pessoas que assistiram. Era muito bem feito para uma produção de julho, e garanto que se tivesse sido exibida junto da fall season, teria sido renovada e todo mundo conheceria. Cadê pessoal de pesquisa de marketing da NBC quando se precisa deles?
Comédia britânica de sete episódios, bem meia boca, que estreou em 2012 e não tinha nenhum grande nome no elenco. Sei nem como eu descobri Cuckoo e como entrou na watchlist. A sitcom segue uma família comum que precisa aceitar o genro hippie com costumes não ortodoxos. O mais surpreendente é que os britânicos compraram tanto essa história que dois anos depois saiu a segunda temporada, e a terceira já está confirmada. E você sabe quem foi recorrente no segundo ano de trama? Taylor Lautner! É de se admirar que o fandom de Crepusculo não tenha falado aos quatro cantos sobre "onde está lobo Jacob em 2014". 

24 de ago de 2015

Coração ardente • Richelle Mead


Coração ardente - Bloodlines #4Autora: Richelle Mead
Editora: Seguinte
ISBN:9788565765442
Páginas: 416
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Eu não canso de repetir meu amor por Bloodlines. Eita série maravilhosa, na boa. Numa escala das minhas preferências, Academia de Vampiros está no lado negativo na mesma distância que Bloodlines está no positivo. Conseguiu visualizar? É um tanto incoerente dizer que gosto de um e não suporto o outro, mas estou aqui, pela quarta vez na história desse blog de jesus, repetindo essa mesma frase: não precisa gostar de VA para admirar a excelência de Bloodlines.

Esse é meu jeitinho sutil de dizer que não há desculpas para não ler essa série. Juro para você que Lissa não é desculpa.
E aqui termina a parte sem spoiler. Continue por sua conta e risco ou volte quando tiver lido as três belezuras anteriores.
Coração ardente é o inicio do caminho feliz para nós que shipamos Sydrian desde que se viram pela primeira vez, quando Sydnei ficou enojada por ele ser um Moroi e Adrian fez alguma piada egocêntrica maravilhosa. Não que eu lembre, estou só presumindo. Porém caminho feliz, segundo minha vasta experiencia com literatura, é algo que só acontece nas últimas dez páginas do volume final. Até aí: percalços. 

Assim como segundos livros, os quartos também não são grandes transformadores de enredo. O que vemos em quase toda trama de Coração ardente é o desenvolvimento de várias coisas: o relacionamento de Sydrian, as habilidades deixando-de-ser-trouxa de Sydnei, as tentativas de Adrian de equilibrar sua vida e seu espírito... Nada novo, apenas a continuação do que a gente já vinha vendo há mais de 1000 páginas, só que dessa vez com a irmã alquimista de Sydnei, Zoe, na cola da menina. 

Uma coisa que notei em Coração ardente é que os dramas secundários ficaram mesmo de lado. Não há muito dos amigos Morois, dampiros e humanos que também estão na Florida para a missão proteger Jill das forças do mal. Suas próprias novelas mexicanas ficaram apagadas em prol da participação de Zoe, que trouxe os dilemas familiares e alquimistas de Sydnei para o centro do palco. É agoniante ver a lavagem cerebral do comportamento alquimista ferrenho (como era menina Sydnei antes de abrir o corazón) e, de certa forma, contribui muito mais para a leitura ver esse plot se desenrolando, do que continuar com o quem-tá-apaixonado-por-quem do grupo de amigos. Cá entre nós, esse pessoal está deixando o cast de Gossip Girl com inveja de tanta rotação de ship.
Existe uma razão para eu ter lido esse livro no mesmo dia que acabei O feitiço azul, e ter relido com toda animação como se fosse a primeira vez. Embora eu não esteja falando de dragões, eu deixo Daenerys Targaryen, Filha da Tormenta, a Não Queimada, Mãe de Dragões, Rainha de Mereen, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi dos Dothraki, a Primeira de Seu Nome me representar. Sydnei e Adrian estão entre os meus OTPs da vida, e é de dar borboletas no estômago ver esse relacionamento finalmente evoluir. É MUITO LINDO! É impossível ter acompanhado a saga e não ter torcido para toda a superação que esse namoro significa. Superação de demônios, de crenças, de preconceitos... 
É um livro ótimo de uma série ótima. Você consegue ver tudo saindo do lugar, pontas se soltando e se amarrando, Richelle Mead provando que uma continuação nada mais é que uma evolução e tudo isso acontecendo equilibradamente. Richelle Mead provando, também, como é ser uma escritora desalmada e sem coração que trás um final que não queria apenas estar morta, como enterrada também. Eu recomendo Coração ardente, o que antecede e o que procede. Tá esperando o que?

20 de ago de 2015

Naomi & Ely e a lista do não beijo • David Levithan e Rachel Cohn


Autores: David Levithan e Rachel Cohn
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501103123
Páginas: 256
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Sabe quando você vê um cara lindo, se apaixona platonicamente, e descobre que é gay assim que você vai puxar papo? Pois é, Naomi & Ely é a romantização dessa velha história sobre as nossas vidas. Naomi e Ely são melhores amigos e, para evitar brigas, eles compartilham uma lista do não beijo, pessoas que nenhum dos dois podem ficar. Porém essa lista exclui pessoas óbvias, como respectivos namorados e um e o outro. Como tudo que é proibido é mais interessante, Naomi quer beijar Ely (e namorar e casar e ter dois filhos e um cachorro e um cobertor e um filme no frio de agosto). E Ely, ah Ely, beijou o namorado de Naomi. Eta, Malhação!

Eu juro que não sei explicar pra você como funcionava a tal da expectativa nesse livro. David Levithan escreveu o maravilhoso Todo dia. Rachel Cohn não escreveu nada que eu achei maravilhoso, mas gosto da ousadia da moça nas suas decisões de enredo. Acredito, teoricamente, que a escrita dos dois autores, por A ou B, se complementam. Lembrando que: teoricamente. Na realidade, o que a gente encontra quando abre esses livros são algumas ideias novas colocadas num terreno conhecido, ou, então, grandes clichês num ambiente novo. No geral, seus livros são young adults comuns, porém sempre com algum elemento novo que gera destaque. Eles têm seu mérito por isso.

Têm seu desmérito (?) por não conseguir me cativar. 

Antes de eu criar esse blog e começar a fazer resenhas de verdade, eu li Nick & Norah: Uma noite de amor e música, primeira parceria dos autores. Nunca falei sobre o livro, mas se falasse, teria variado por horas ao comentar sobre onde está o encanto que eu não vi o fez ganhar uma adaptação para o cinema (bem meia boca. Bem como o livro). Antes eu achei que não tinha gostado de N&N por ter lido quando era bem nova, agora eu já tenho mais certeza que o motivo foi minha falta de gosto por young adult que flerta com o clichê, mas é hipster.

Eu não sei definir o que conheço por hipster, mas tenho certeza que os dois livros de Levithan e Cohn se encaixam nesse meu conceito abstrato mental. São hipsters! Parecem legais e gostáveis, quando, na verdade, são difíceis de se inserir. Eles têm alguns fatores admiráveis e que se deveria gostar muito, porém quando isso não acontece, você fica pensando que o problema está em você que não soube admirar a grandiosidade das metáforas. Para isso eu digo: hispter. Cult. Difícil de ter uma opinião 100% formada.

Você imagina, do principio, que esta é uma história sobre amizade. Naomi e Ely são tão parceiros que estabeleceram a lista para manter a harmonia acima de tudo. O que acontece, no entanto, é que você passa o livro todo os vendo separados, brigando, tristes pela ausência um do outro. O plot inicial é Naomi tendo as costas perfuradas pela traição do melhor amigo e do namorado. Por mais que ela não seja a melhor personagem, é impossível você não pegar suas dores e a vitimizar na situação. Ely, embora fosse alguém maneiro, era maneiro coisa nenhuma (!) porque olha a traição com a melhor amiga. E o namorado, também! Você está me dizendo que era para shipar esse casal de traíras? Shipa-los amigavelmente com a menina que teve o coração partido mais pelo melhor amigo, mas não apenas? COISÍSSIMA NENHUMA! NÃO SOU OBRIGADA A TOLERAR ISSO!

Não sou muito boa com histórias de perdão.

Naomi & Ely e a lista do não beijo é uma história de perdão clichêzona. O que é óbvio, embora o conjunto geral pareça algo novo. Por fim, eu não gostei dos personagens, mesmo quando queria gostar. Em compensação, gostei da narrativa, mesmo quando não queria gostar. Positivamente falando, é um livro menos meia boca que Nick e Norah. De mim, ele ganhou três felizes estrelas – é bom, mas, acima disso, eu também gosto de fingir que tenho gostos refinados e hipsters. 


17 de ago de 2015

Segredos de uma noite de verão • Lisa Kleypas


As quatro estações do amor
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414271
Páginas: 288
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Alguns anos lendo compulsivamente me fizeram mais forte para conclusões de séries. Ainda dói, mas supero rápido. Mas sabe o que me ajuda a superar ainda mais rápido? Uma boa substituição. Os Hathaway, de Lisa Kleypas, teve seu último volume publicado no inicio do ano, e foi bem triste dizer adeus. Porém a editora Arqueiro não deixou passar muito tempo para trazer uma nova série de época da autora. Segredos de uma noite de verão é o primeiro volume d'As quatro estações do amor, e para ela digo:
A quadrilogia dedicará cada livro à uma estação no ano e, junto, à uma amiga solteirona. A primeira protagonista é Annabelle e ela quer casar com um nobre. Não precisa ser jovem, inteligente ou bonito, apenas nobre e rico. Desde que seu pai morreu, a família se afunda cada vez mais em dívidas e a esperança de todos é que Annabelle encontre um marido rico para manter o padrão de vida da família. Porém o marido rico em questão não deve ser Simon Hunt, por mais cheio de ouro que seja. Simon está fora da lista de Annabelle. Fora da lista das amigas casamenteiras de Annabelle também.

Não é comum encontrar protagonistas de romances de época que desejem se casar acima de tudo. Como são livros escritos para serem lidos hoje, no milênio do 2, as mocinhas costumam ser a frente de sua época, mais preocupadas com amor do que um anel de ouro no dedo. Gostei de Annabelle ser diferente. Por mais que ela não rejeite a ideia de se apaixonar, ela está mais interessada em ficar numa situação confortável junto de sua mãe e irmão. É um tanto mártir, mas legal da parte dela. Sinto que ela representou bem uma parcela significativa de garotas da época.

O romance é importante, óbvio, muito fofo, shipei muito, mas há outro relacionamento tão bom quanto: o grupo de amigas de Annabelle. As quatro garotas se conheceram depois de passar muito tempo sentadas e excluídas nos bailes da temporada, e então resolveram unir forças para encontrarem maridos. As cenas entre amigas foram praticamente tão ótimas quanto as do casal principal. Isso é algo excelente para o livro, pois a grande maioria dos arcos envolvem bons personagens: ou Annabelle está com Simon e "own" ou com as miguxas e "eba!".
O resultado final é obviamente uma delicia. Segredos de uma noite de verão é um conjunto de boas escolhas de enredo, desde a química dos personagens até a velocidade do desenvolvimento. Eu adorei como nenhum dos principais sofre de esteriótipo de heroi/heroina de época, e também como Kleypas conseguiu ser absolutamente sutil e inserir sentimentos críveis paralelamente. Esse é mais um arraso da autora com romance histórico, e mal posso esperar para conferir novos romances dessa série.

14 de ago de 2015

Eu estive aqui, A playlist de Hayden e livros sobre suicídio (não vou falar sobre Perdão, Leonard Peacock, prometo)

Eu fico pensando se adolescentes que consideram suicídio como uma possibilidade, costumam ler ficção sobre o assunto. Se sim ou se não, a certeza que tenho é que há uma boa leva de títulos para escolherem. Não sei se você notou, mas nos últimos anos o assunto deixou de ser um grande tabu e vários autores resolveram criar suas próprias interpretações do tema. Temos vários livros, vários personagens e uma dor em comum. Young adults precisam dessa realidade.

Nesse estilo, dois livros habitaram minha pilha nas últimas semanas. Eu estive aqui, de Gayle Forman, e A playlist de Hayden, de Michelle Falkoff, tem premissas muito parecidas. Ambos são narrados por melhores amigos de alguém que decidiu suicidar. Nos dois há um estigma de culpa e uma repetição daquela frase “Onde foi que errei? Onde foi que não vi?”. E mesmo tendo incríveis semelhanças, não posso dizer que um anula a leitura do outro.

Eu estive aqui

Autora: Gayle Forman
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414233
Páginas: 240
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Gayle Forman já escreveu sobre morte com outra perspectiva, em Se eu ficar. Virou Best seller com isso. Porém acredito que seu melhor trabalho, até agora, seja Eu estive aqui. Nós somos apresentados à Cody, melhor amiga de Meg, que ficou na interiorana cidade natal quando a amiga foi fazer faculdade em um centro grande. Elas sempre foram a ancora uma da outra, e Cody não consegue descobrir qual foi o momento que a relação das duas desandou e Meg precisou tirar a própria vida.

Como a premissa não é suficiente para preencher um livro que não seja demasiadamente divagatório, a trama de verdade se desenvolve quando Cody herda o notebook de Meg, descobre arquivos criptografados e começa investigar a vida da amiga. A autora foi muito feliz nessa trama, pois singelamente foi propondo pequenos desafios à personagem que mantiveram um feeling misterioso, fisgando o leitor. Me fisgou. Cody vive sob suas barreiras, e quando quer descobrir o que levou Meg a fazer o que fez, é obrigada a sair e se expor ao mundo: conhecer novas pessoas que foram importantes para Meg, desvendar novos lugares e sair completamente da sua zona de conforto. Além disso, a autora também embutiu assuntos familiares e o relacionamento mãe e filha foi o ponto alto da obra – estava ali aquele amadurecimento que Gayle Forman faz tão bem.

Entretanto, cheguei a conclusão que Forman não sabe conduzir finais. Cinco livros me dá certa propriedade a respeito, não? Nessas cinco histórias que acompanhei, nenhum dos finais foi condizente e satisfatório com a ideia original e seu desenvolvimento. Acredito que não há nada pior para a leitura que isso: um final fraco. Sou muito levada pelo sentimento final e está aí porque não consigo curtir tudo que a autora escreve. Eu fiquei presa no enredo, mas cheguei ao fim com o sentimento de “isso é tudo?”. Estou me obrigando a considerar que li tudo em um só dia e isso quer dizer mais do que ficar decepcionada ao fechar o livro.

A playlist de Hayden

Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637044
Páginas: 288
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Já neste livro, a ideia proposta pela sinopse é que um amigo se suicide e deixe uma playlist para que essa decisão se torne compreensível. Porém não. Hayden tem uma overdose de álcool e remédios e é encontrado por Sam, seu melhor amigo. Ele deixa uma playlist como chave para todas as respostas, só que Sam não encara como tal, porque ele é um mero personagem e não um leitor sagaz. Somos obrigados, logo, a acompanhar o garoto a se culpar, sem vontade de esclarecer o motivo para nós que estamos lendo. Isso força a barra da paciência, sabe?

Senti como se Falkoff estava me fazendo de boba enquanto fazia seu protagonista parecer assim. Há uma forte influencia do bullying e, não muito longe do inicio, começam a acontecer fatos estranhos que mais parecem reprimendas a respeito de Hayden. Sam, no papel de cara confuso, fica aleatório nesse cenário todo e nem se esforça para buscar respostas. Isso é muito irritante, porque ele tem a playlist, tem pessoas novas, tem o notebook do amigo, mas não sabe se posicionar e fazer as perguntas. A impressão que dá é que durante o livro inteiro o personagem fica fazendo insinuações e suposições sem nunca de fato encarar os problemas, esperando que a solução caia naturalmente no colo. O que cai, mas não é legal.

Ainda assim, a temática do bullying é bem interessante. A autora soube criar empatia com Hayden só com pequenos momentos que Sam fazia flashback, e você sente o livro muito mais por ele, do que por quem conta. Você se dói por ele, se emociona por ele, sente uma profundidade poética por ele. Não por Sam. Em momento algum por Sam. Eu garanto que se houvesse uma intenção real de passar uma mensagem com as letras das músicas da playlist, seria uma mensagem bem linda.

13 de ago de 2015

05 maratonas de seriados que eu gostaria de fazer


Sou adepta da filosofia de vida que "não tenho tempo para X" é furada e não passa de balela. Por essa razão, sempre tenho tempo para tudo, inclusive mais uma maratona na minha grade de séries que aumenta constantemente. Seriados são minha metanfetamina (estou assistindo Breaking Bad, caso não tenha sacado a referencia), e não consigo ficar satisfeita com a quantidade que assisto - embora ela aumente consideravelmente a cada mês. A lista de hoje são cinco maratonas que eu gostaria de fazer no futuro... E vou acabar fazendo, já que né.

Caso você viva embaixo de uma rocha e não tenha ouvido falar, House of cards é um seriado sobre politica do Netflix. Desde que estreou, em 2013, a série causou alvoroços de paixão (nome da nova novela do SBT) pelo enredo e reuniu uma parcela de fãs que inclui até Barack Obama. Isso é o que eu chamo de sucesso, meus amigos. Você também pode observar o sucesso de House of Cards pela quantidade de ameaças de morte que rolam soltas na timeline sempre que a produtora vai adicionar uma nova temporada e ninguém quer spoiler. É impossível você não ficar curioso quando o desespero para não saber o que acontece fica violento.
Mais Netflix nessa lista! Better call Saul é um spin off de Breaking Bad, que eu nem terminei mas já quero mais. Saul Goodman (que só agora reparei se chamar Saul Homem Bom) é um advogado porta de cadeia que preza pela lei, pela paz e pela justiça. Cara maneiro mesmo, gente do bem, respeitoso... Óbvio que ele tem muita história repletas de atitudes de caráter para contar. Meu receio com essa série é que siga o esquema de produções sobre advogados e cada episódio seja um caso diferente, o que acaba ficando cansativo depois de meia temporada.
Uma pergunta que ouço muito é se já não assisti todas as séries do mundo. DÃ, ÓBVIO QUE NÃO! Também não assisti todas as séries de adolescente, nem todas as séries antigas. Pfvr, pare de perguntar sandices. Everwood, por exemplo, é um clássico que nunca vi. Pelo slogan ao lado do nome no IMDb, "Uma segunda chance", com certeza já foi exibida no SBT quando eu era muito jóvi para dedicar as manhãs de domingo a qualquer coisa que não filmes da Barbie. Entre 2002 e 2006, o seriado foi sucesso, então sei lá, deve ser bom. Espero que seja bom o suficiente para compensar a fotografia e o figurino do inicio do milênio. 
Sempre que penso que sou mó corajosa e badass, bate aquela vontade de assistir American Horror Story. Mas, aí que tá: eu não consegui assistir Scream sozinha a noite, não terminei de ver o trailer de Sinister 2 e sempre preciso acender as luzes para dar ~aquela conferida~ se penso em algum filme de terror antes de dormir. Ainda acho que animaria ver Coven - a luz do dia, com as janelas abertas e um copo de água benta do lado. Talvez. Mas, no geral, desde que a maratona permita a total negligencia de Asylum (estudei em colégio de freiras e prefiro ignorar lembranças bizarras, obrigada), num momento corajoso acho que diria tranquilo. 
Como toda pessoa normal que fica entediada com o controle remoto na mão, eu já assisti alguns episódios aleatórios de Friends. Conheço e reconheço várias referencias também, pois me orgulho de ser uma pessoa antenada nos paranuê. Porém tenho uma promessa interna de nunca mais cair em maratona longa depois de me afundar em One Tree Hill. Também tenho medo dos 238 episódios de Friends porque assisti os 208 de How I met your mother E QUE MORTE HORRÍVEL.
Update: Eu escrevi esse post há uma semana. Comecei a assistir Friends. Tá aí a prova do meu auto controle fajuto.

10 de ago de 2015

Em busca de Cinderela • Colleen Hoover


Um caso perdido #2.5
Autora: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501104601
Páginas: 160
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Finding Cinderella estava grátis no iTunes um tempo atrás. Eu estava na faculdade com três horas livres antes de uma prova. Fui:
( ) estudar
(X) ler o livro de Colleen Hoover que tinha menos páginas dentre a minha estante do iBooks.
Tento evitar, mas faço isso sempre. Na época, eu não tinha lido Hopeless e conhecia apenas Métrica. Eu amava, claro. E amei esse livro também mesmo sem nem conhecer a missa metade.

É muito diferente você ler um conto bônus quando você conhece e quando não conhece a história anterior. A primeira experiência com Em busca de Cinderela foi muito mais tranquila e menos rica. Eu não conhecia a história de Sky e Holder e não sabia de toda a dor e amor que é a história dos dois. Conhecer Daniel e Six sem um passado e um contexto é quase como chegar numa história diferente, que tem um potencial sozinho. Porém é um potencial diminuto se você colocar em perspectiva o cenário total. Essa segunda leitura teve bem menos explosões de sentimentos, mas ainda assim foi muito boa.

Six e Daniel são os melhores amigos de Sky e Holder, respectivamente. Eles já apareceram, óbvio, mas não tiveram destaque. Logo no começo de Um caso perdido, Six vai morar na Itália, e a história de Em busca de Cinderela começa mesmo quando ela retorna dessa viagem. Coincidentemente, eles se conhecem no dia em que Daniel termina com sua namorada insuportável, Val, e aí começam a negar as aparências e disfarçar as evidencias

O livro é narrado por Daniel, o que é simplesmente a melhor escolha que Hoover poderia ter feito pelo seu enredo. Daniel não apenas é narrador ótimo, como está cercado por personagens excelentes. Em busca de Cinderela é repleto de diálogos MARAVILHOSOS e vale a leitura só por eles. A família de Daniel é indescritível ♥

Porém como agora conheço Sky e Holder, achei desnecessário inserir drama nesse livro também. Não tem porque colocar mais sofrência quando Hoover já tinha condicionado os personagens àquilo tudo. Além de que o drama da vez não foi tão bem trabalhado e pareceu meio jogado, tanto que apareceu muito perto do final para ser realmente efetivo quanto ao poder de arrancar lágrimas.

Em busca de Cinderela é para agradar os fãs e lembrar que personagens secundários também tem vida. Essas duas coisas Colleen Hoover fez com maestria. As tiradas são simplesmente sensacionais e se você ainda não leu Um caso perdido, recomendo que comece logo só para chegar aqui e se deparar com a família de Daniel propondo o maior caso de vergonha alheia da história da literatura. Mas eu prometo para você que a leitura até aqui vai ser tão boa quanto.

9 de ago de 2015

Resultado: A rainha vermelha

Sobre colocar resultado de sorteio no dia correto: consigo não. Mas não importa, porque mesmo alguns diazinhos atrasados, uma pessoa sortuda levou A rainha vermelha para casa. Foi você?

5 de ago de 2015

Um amor escandaloso • Patricia Cabot


Autora: Patricia Cabot
Editora: Record
ISBN: 9788501088437
Páginas: 378
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Eu ainda quero estabelecer um padrão para os livros da Patricia Cabot. Eu tenho favoritos da autora, daqueles de coraçãozinho apertado de amor mexxxmo, porém ainda assim não posso atestar que qualquer coisa que a mulher escreva vai ser delicia. No hall dos queridinhos, onde vivem livros como Retrato do meu coração e Proposta inconveniente, infelizmente não posso adicionar Um amor escandaloso. É uma pena. 

O novo livro de Cabot começa apresentando uma protagonista interessante. Incomodada em ver um homem carregar uma mulher sobre os ombros, Kate Mayhew decide ameaçar o dito senhor com um guarda chuva. Mal ela sabe que se trata do rico marquês Burke Thraerne, alvo de escândalos há anos. Contudo, carregar a filha mimada nos ombros não é um deles. Como não quer acompanhar a filha em sua primeira temporada em Londres, o marques contrata Kate como dama de companhia, sem imaginar que ela também teve sua cota de escândalos na sociedade. Então, né, você conhece romances, eu conheço romances, concordamos que conhecemos romances e eu não preciso falar mais nada a respeito da trama.
O que acontece em Um amor escandaloso, e que culpo pela falta de amor no resultado final da leitura, é que não há nada de muito intenso na trama toda. Os personagens se conhecem em uma situação pouco convencional, rola aquela química obrigatória, vão conviver na mesma casa e começam a sentir emoções conflitantes. Nada de inovador. Porém há como ser bem sucedido apresentando clichês, desde que a linha temporal seja bem fundamentada. Não é o caso. Eu não consegui perceber o momento em que aquela simples atração evoluiu para algo a mais e como isso influenciou o comportamento dos personagens. Menos é mais, mas sutileza exacerbada é ainda menos.

Não é de hoje que noto a vontade de Cabot de escrever romances policiais. Quase todos – para não dizer todos – seus romances de época tem um feeling criminoso/misterioso/caroço nesse angu. Dessa vez, o espírito criminal é obra do passado de Kate, o tal escândalo de alguns anos atrás que não parece ter ficado no passado. Entretanto, depois de tantos livros, esse rebolado em cima da corda bamba entre os dois gêneros, sempre pendendo para o romance, acaba não aprofundando e parecendo repetitivo. Sinto que já vi aquilo antes, mesmo não sendo aquele determinado X e Y.

Kate faz uma boa apresentação, mas não mantém. Não sei se você leu Paixão sem limites, mas, se sim, deve lembrar que a primeira aparição da Blaire é algo muito bad ass, mas que desanda com o passar da trama. O mesmo acontece aqui. Kate parece muito ousada na primeira cena, mas a autora não soube delinear a personalidade da moça para que entendamos direito qual o equilíbrio entre inocência e modernidade. Sem isso, a gente não consegue entendê-la. 

Claro que eu disse “own” em algumas cenas e achei bem bonitinho quando as coisas davam certo, mas não é aquilo tudo. Cabot consegue escrever históricos sensacionais, e é com dó que digo que Um amor escandaloso é dos que fica na faixa do meia boca. Li muito rápido, entrei na história com facilidade, mas não senti aquela overdose de sentimentos. Para essa sensação, recomendo os livros que comentei anteriormente. Retrato ♥

4 de ago de 2015

Os 6 lançamentos gringos mais legais de agosto

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Gringos não tem Bienal rolando, mas capricham nos lançamentos do mesmo modo. Da minha longa triagem (acho que li mais de 100 sinopses), separei seis lançamentos de agosto e vamos a eles porque são linduxos.


Not after everything me deixou engasgada só de ler a sinopse: o protagonista leva uma vida de personagem principal de filme de high school - até que sua mãe se mata e nada lhe resta além do pai abusivo. Ele começa a trabalhar para sustentar a si e ao horroroso do pai, reencontra uma amiga de infância e ganha um ombro amigo pra chorar. Surge um romance, consequentemente surgem mais dores, e os críticos já estão comparando esse livro à Eleanor & Park. Possivelmente é uma jogada de marketing, mas ainda assim vamos preparar a cama para a dor porque ela possivelmente vai ficar uns dias após a leitura desse livro.




Alerta de clichê a vista. E não só qualquer clichê, mas um tão sutil quanto um barco em formato de baleia encalhado numa praia de areia movediça. A metáfora marítima não é coincidência, aliás. O novo livro da autora de Entre o agora e o nunca, The moment of letting go, é outro new adult sobre personagens certinhas quebrando os planos porque um cara gato com quem tem uma química danada fez uma proposta indecente que merece ser avaliada. Se a autora tiver melhorado a escrita, tá aí um livro bem bonitinho merecedor de coração no skoob.



Obrigada Deus por pessoas criativas que escrevem as tramas que  a gente sempre quis ler mas nunca soube disso até alguém vir e escrever. Moïra Fowley-Doyle é essa pessoa criativa da vez. The Accident Season é sobre Cara, uma garota de 17 anos, e sua família. Sempre que chega final de outubro, eles precisam esconder facas, objetos pontudos e qualquer coisa que ajude a evitar a série de acidentes que assombra os parente tudo há gerações - e já matou várias pessoas da família. Parece misterioso e incrível e olha cá Joana se afogando nas expectativas. Sra Fowley-Doyle, por favor, não faça eu me afogar.





Com mó jeitinho de ser divertidinho, Trouble is a friend of mine é uma música legal da Lenka é sobre Zoe, que conhece Digby, e juntos eles quebram leis em busca de uma adolescente desaparecida que Digby quer encontrar. Por A ou por B, acredito no poder de venda associada com Cidades de Papel, por mais que não tenha uma frase de efeito na capa. Capa esta bem minimalista, não? 








Estou órfã de Sociedade Secreta desde que terminei Sociedade Secreta. Estou órfã de sociedade secreta com S maiúsculo e minúsculo, também. Há a chance de matar essa saudade com Secrets don't keep, debut de Elora Ramirez, sobre uma garota que tem a vida ~perfeita~ e aspira entrar para uma sociedade secreta de elite, sem saber que essa irmandade está envolvida em barras pesadas. A capa sugere uma trama bem dark e é justamente isso que quero. Elora Ramirez é outra autora com potencial de me fazer afogar, então pfvr não faça.






Fica aqui declarado que se esse livro flopar, estarei aposentada da carreira de prever que livro vira best seller e qual não. A night divided é de uma trama que cheira sucesso, que cheira coisas que as pessoas amam ler para sofrer. Ambientado na Alemanha recém dividida, a protagonista é uma garotinha de 12 anos que fica junto da mãe e do irmão mais velho no lado soviética do muro, enquanto o pai e o irmão do meio ficam no outro lado. Isso é drama por si só, porém o desenvolvimento mesmo da narrativa acontece numa tentativa da garota e do irmão de resgatarem o restante da família para viverem todos felizes. Isso lembra um documentário que vi no ensino médio, que me faz desejar viver numa casa redonda para ser impossível encontrar um canto para chorar.



3 de ago de 2015

Os 11 lançamentos nacionais mais legais de agosto

Para ver os lançamentos gringos mais legais clique aqui
O plano era fazer esse post mensalmente, mas não rolou. Não desisti do plano, caso você esteja se perguntando. Agosto tá aí e o meu post de lançamentos também, aê! Está aberta aberta, logo, a temporada de tortura com os lançamentos marotos. A bienal tá batendo na porta e o que acontece nessa época já é de praxe: a gente baba no teclado do computador e come os dedos (depois de acabar com as unhas) para não comprar mil dilmas de livros no submarino. Se eu fosse gastar mil dilmas com os lançamentos, essas seriam minhas escolhas:


É Sarah Dessen, né galera? Eu ainda não desisti dela! Dos três ou quatro livros da autora que já li, só amei mesmo um - nos outros, morri afogada na minha própria expectativa. Continuo firme e forte, porque se ela tem essa quantidade danada de fãs, algum dos livros devem ser tão maravilhosos como A caminho do verão. Os bons segredos é o primeiro de Dessen a ser publicado pela editora Seguinte, e vai forcar em dramas familiares, protagonizado por uma garota negligenciada pelos pais em prol do irmão mais velho com tendência a se meter em enrascada. Além do potencial do enredo, ainda posso contar com essa capa maravilhosa. Amei, você não? Vamos, expectativas, não me afoguem novamente...


O segundo livro da série Batidas perdidas foi um tantinho decepcionante, mas estou um poço de animação para a terceira participação de Bianca Briones na minha estante. Isso tem um motivo que atende pelo nome de Rafa, aliás. Eu achava que o terceiro livro da série, A escolha perfeita do coração, traria um novo casal para o destaque, porém isso não é o que diz na sinopse - o que me deixa muito empolgada! Temos de volta, neste livro, o casal principal de Batidas perdidas do coração. Coisas que quero ter de volta nesse livro também: 
( ) Dor
( ) Sofrência
( ) Angustia
(XXXXX) Todas as anteriores
Queria também uma linha cronológica legal para a série, mas isso já desisti de pedir porque acho que não vai rolar.
Michelle Hodkin é miga amante do capitalismo e decidiu transformar sua trilogia em quadrilogia. Isso significa mais tempo ao lado de menino Noah, então:
É tudo que tenho a dizer sobre isso.

Eu gostei de A maldição do tigre, é uma das minhas séries favoritas. Não sei se teria o mesmo sentimento se lesse hoje, mas prefiro acreditar que sim. Motivo, então, para ficar atenta na nova série da autora. O despertar do príncipe é o primeiro livro de Deuses do Egito, e tem uma premissa bastante parecida com o best seller anterior de Houck. Nessa trama, também uma garota de 17 anos acaba se envolvendo com um príncipe egípcio, e parte pelo mundo para ajudá-lo a salvar a humanidade. Segue o esquema de etapas com uma aventura por livro, possivelmente com cliffhangers de fazer arrancar os cabelos metodicamente. No geral, me dê um OTP tão bom quanto Ren e Kelsey que estou de boa com qualquer semelhança ocasional. Embora aceitaria ser polpada do triangulo amoroso com algum irmão desse novo príncipe.

Está na hora de dizer adeus a Adrian. À Sidney e toda a trupe também, mas meu coração não está apertado por eles. Adiei ao máximo a leitura desse livro, mas O círculo rubí também está chegando no Brasil e está na hora de engolir o bolo da garganta e encarar de vez essa finalização. O último livro da série Bloodlines parece sensacional, ainda mais por conta ~daquelas coisas~ que aconteceram no livro anterior. Estou inclusive considerando reler os volumes anteriores para sofrer novamente e preparar o terreno para o terremoto que será esse livro. SAUDADES ADRIAN MOZÃO!






Se eu fosse organizadora de lançamentos de livros no mundo, teria um livro da Julia Quinn por mês. Talvez ficasse difícil de produzir tudo isso, então aumentaríamos o prazo para 45 dias entre um livro e outro NO MÁXIMO. Ela é maravilhosa, o que fazer? Qualquer livro dessa mulher é incrível, e o novo romance dos Bridgertons - que já o sexto, que significa já estar muito perto do final, que significa lágrimas nos meus olhos -, O conde enfeitiçado, vai ser sobre Francesca, que já apareceu como viúva no volume anterior. Apenas espero que a sugestão do título seja real e eu realmente me depare com um romance histórico cheio de personagens supersticiosos achando que feitiçaria é de fato a thing.  



Olha a máfia italiana dando as caras na literatura jóvi com mais frequência? Obrigada, editores e escritores, eu amo esses caras! Vingança é como se Romeu e Julieta fossem parte de famílias mafiosas e cheias de segredos e que escondem armas na meia e granadas no bolso interno do casaco. Absolutamente genial. Só estou um pouco receosa com o romance, na esperança de que seja muito mais ação do que melodrama de amor proibido. Não quero sentir como se estivesse relendo Sempre. No mais, olha só: a fonte do nome da autora não parece fonte de filme de ação adolescente? Sim, parece. Espero que não seja uma simples coincidência.



Não sei qual a intenção da capa, mas não gostei dela. Parece brega. Não vou de desistir de ler A voz do arqueiro - lançado pela editora Arqueiro, RÁ - por causa disso. O livro é o primeiro volume da série Signos do amor, que provavelmente terá doze volumes, um dedicado para cada signo do zodíaco. O primeiro é sagitário, o que me deixa um tanto surpresa, porque eis um signo que quase ninguém fala. Quais são as características dele, falando nisso? Vou pesquisar no google. 
Adoro signos, caso você não tenha notado.
Eu não estou fazendo grandes apostas neste enredo, que é mais uma história de superação e pegação, mas estou ANSIOSÍSSIMA para chegar o livro dedicado aos leoninos e ser repleto de personagens egocêntricos que curtem purpurina dourada.


Perdão mortal parece ser ótimo. Eu não entendi bulhufas da sinopse, mas tem a ver com uma garota, um casamento, um convento, poderes e deuses da morte. Um convento que transforma as pessoas em assassinas, aliás. Bem maneiro. Essa mistureba toda me lembrou The Wrath & The Dawn, que também casa adolescentes e está fazendo um sucesso danado na gringa. Assim, basicamente, todas as lembranças apontam para um livro danado de bom. Se bem que a sinopse tem a expressão "jogos mortais de intriga e traição" E QUÃO RUIM ISSO PODE SER? MUITO MEXICANO, AMEI!



Quero ler porque o nome dessa série de livros é o mesmo da minha série de TV favorita. Sim, sou lógica a esse ponto - por favor, disfarce o espanto. A capa é bem caidinha, mas eu vejo um potencial nessa trama. De repente é um new adult na realeza - muito The royals, porém com um dedinho de Diário da princesa no inicio. É o que parece, pelo menos, quando se lê a sinopse. Se tiver metade dos escândalos reais dos chuchus, aka família real britânica fictícia, vai ser bem excelente. 







Está tudo bem em mais um dia de aula, então uma menina começa a convulsionar no meio da sala. Não dá muito tempo, e várias garotas começam a fazer o mesmo. No geral, a trama de A febre parece muito com vários dos livros apocalípticos que a gente viu nos últimos tempos, mas o diferencial aqui, my friends, é que Gillian Flynn chamou de perturbador. Para Gillian Flynn achar algo perturbador, a bagaça desse ver muito pesada mesmo.