31 de jul de 2015

Entrelinhas • Tammara Webber


Entrelinhas #1Autora: Tammara Webber
Editora: Verus
ISBN: 9788576863861
Páginas: 347
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Na minha cabeça, quando um autor fica muito consagrado dentro de um gênero, ele é obrigado a se manter nele. Obrigado por motivos de que faz bem e vende bem, não obrigado do jeito que ninguém é obrigado a nada. Sacou? Espero que sim. Essa é uma teoria bem ridícula, porque dia desses mesmo eu li A procura de Audrey, young adult da Sophie Kinsella, e é completamente genial mesmo não sendo chick lit. Mas isso foi depois de ler Entrelinhas, quando eu ainda tinha essa ideia boba da prisão de gêneros.

Entrelinhas é de Tammara Webber, best seller com o new adult Easy. Por questões lógicas, Entrelinhas também seria new adult. Em minha defesa, ninguém na timeline comentou o contrário. Porém estou agora comentando para informar os desavisados: alerta de YA.

Emma é uma atriz secundária de filme para televisão. Ela tem 17 anos, queria ser ~uma adolescente comum~, mas está presa na carreira de atriz por expectativas do pai e da madrasta. Sua grande chance em Hollywood é o papel de Lizbeth, numa adaptação high school de Orgulho e Preconceito, seu livro favorito. Sua vida vira do avesso e a mídia cai em cima quando ela começa a contracenar com Reid Alexander, um ídolo do cinema, que fará o papel de Darcy. A proposta do livro, a principio, é que a química saia das telas e os paparazzi enlouqueçam e ela se fruste com sua vontade de ser uma reles mortal.

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                        MÉ

Reid e Emma dividem a narração dos capítulos. Para mim, isso era sinal de que teríamos a oportunidade de acompanhar dos dois ângulos o desenvolvimento do relacionamento, de uma forma coerente e lógica. Isso era, claro, quando eu imaginava ser esperta e acreditava que Webber escreveria NA para o resto da vida. Enfim. Minha surpresa começou que enquanto mais tempo a gente passava junto de Reid, mais babaca ele se mostrava. Comentários ridículos, imaturos, atitudes idiotas... Definitivamente, nada da idealização típica dos protagonistas masculinos.

Poxa, eu curto a idealização típica dos protagonistas masculinos.

Um protagonista ruim em um romance, tanto sendo se o adulto é jovem ou novo, é receita falha no negócio do shipar. Emma também está longe de ser ótima, mas acredito que se ela tivesse o mínimo de determinação, seria uma personagem aceitável. Mas ela não é. Emma é chata. Egoíííísta.
Aí a menina está lá, vivendo o grande sonho americano, sendo paga para beijar o solteiro mais cobiçado, cercada de gente popular e divertida... E ela não passa empolgação, sabe? Fica só ligando para a melhor amiga, Emily, que é tão relevante para a People quanto euzinha, para reclamar sobre sua complicada vida de celebridade em ascensão. Realmente complicado, querida, estou com dó.

Não muito tempo atrás, li Tocando as estrelas, um livro com plot praticamente idêntico. Assim como em Entrelinhas, a autora de Tocando inseriu triângulo amoroso, falou de assédio da mídia, de distorção de fofoca e de manter relacionamento com pessoas antes da fama, e fez isso muito bem, pois NÃO forçava a barra dos personagens. A impressão que dá é que Webber trazia a tona a chatice dos personagens propositalmente, como se me pedisse para bufar de suas atitudes. Se era esse seu propósito:
No geral, a leitura foi cansativa. Com poucos bons momentos, Entrelinhas não convence pelos personagens principais. Tudo bem que são humanos e erram repetidamente, mas vamos ser um pouquinho mais simpáticos enquanto fazemos péssimas escolhas? Eu achava que Easy tinha sido um livro ok, mas ele foi promovido a okay para deixar as míseras duas letras para esse companheiro aqui.

Resultado: Sr. Daniels

Pronto, agora mais uma pessoa vai levar Sr. Daniels para casa e se apaixonar por essa belezura com páginas. Pegue lenços, querida, porque aí vem lágrimas. Foi você?

29 de jul de 2015

No início não havia Bob • Meg Rosoff


Autora: Meg Rosoff
Editora: Galera
ISBN: 9788501401410
Páginas: 240
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Eu admiro quem tem certeza sobre o que acredita a respeito de religião e coloca fé em alguma coisa tendo como prova nada além da própria crença. Não sou dessas. Eu sou cheia de dúvidas e abraço qualquer trama que proponha uma interpretação nova, por mais viajada que seja. Meg Rosoff propôs um Deus adolescente. Eu adorei essa ideia.

O que Rosoff criou é uma das premissas mais bizarras e criativas entre livros jovem adulto. A leitura não se levou a sério e foi muito feliz em suas escolhas ousadas de enredo. Sabe como foi escolhido o Deus da Terra? Um jogo de poker. Quem ganhou foi a mãe de Bob, que não quis o planeta mixuruca e deu para o filho. Bob, com a ajuda do assistente, o responsável senhor B., criou a vida terráquea. Criou inúmeras espécies e foi muito criativo a respeito disso. Porém quando decidiu criar humanos, fez a sua imagem e perfeição. Logo, somos a imagem e perfeição de um adolescente temperamental – eis a chave do que porque alguns dias dão vontade de queria estar morta.

VAI DIZER QUE NÃO É GENIAL?

Mas a criação da Terra não é importante. A trama começa quando o planeta foi inundado. Você sabe, Bob foi tomar banho de banheira e esqueceu a torneira ligada enquanto tirava uma soneca. Esse é o começo de uma série de desastres naturais que ameaçam destruir a vida humana, tudo porque Bob resolveu se apaixonar Lucy, uma menina bonita que trabalha num zoológico. Uma humana. O planeta reflete os sentimentos do seu criador e está gerado o caos. Ser adolescente é dose, né?

Paralelamente, acompanhamos plots do céu e da Terra. Sr B. não aguenta mais ter que arrumar todas as bagunças que Bob cria. O animal de estimação de Bob, Eck, está condenado a morte por mais uma aposta de poker da mãe do menino. E bem, Lucy tem seus problemas comuns de humana – incluindo uma nova paixão que parece ter uma luz própria emanando de si. 

A autora foi muito feliz em descrever a criação do mundo, todo o processo e o desenvolvimento, porém sinto que falhou em omitir a participação importantíssima de personagens religiosos característicos. Por vezes se fala que Bob tem essa mania de se envolver com humanas e que isso nunca termina bem - alguma delas foi Maria? E onde Jesus entra na história? Porque as pessoas exclamam "Jesus!", então ele obviamente existe. Rosoff inovou tão bem em tantos paralelos, que gostaria de vê-la em mais esse assunto - que é relevante, convenhamos. Ignorá-lo foi uma falha.

É danado de criativo. Rosoff não propõe algo rico e poderoso na literatura jovem. Seu objetivo é puramente viajar muito e mostrar que consegue interligar tramas absurdas com um toque de realismo muito natural. A gente vive em constantes inconsistências de humanos e então que a autora aproxima da realidade algo que parece muito mais mistificado do que pode ser de verdade. No inicio não havia Bob pode parecer o livro mais insano que você tem na sua estante, mas acredite em mim, tem um dos quotes mais sinceros e reais do mundo inteiro.

28 de jul de 2015

Enquanto eu te esquecia • Jennie Shortridge


Autora: Jennie Shortidge
Editora: Unica
ISBN: 9788567028125
Páginas: 384
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Para sempre foi uma trama real sobre o assunto. Lembra de mim? foi um chick lit puxadíssimo para comédia, do jeito que Sophie Kinsella sabe bem fazer. Remembering us foi a versão romanceada e borboletas no estômago. Sobrou então para Enquanto eu te esquecia ser a perspectiva mistério da trama “sofri acidente-perdi a memória-caí de paraquedas na minha vida”. Era isso que eu esperava, ao menos.

Com vários pontos de vista, primeiramente somos apresentados à desmemoriada Lucie, que foi encontrada na Baía de São Francisco. Ela não lembra como chegou lá, e também esqueceu quem é ela na fila do pão. Quem tem as respostas é Grady, seu noivo. Porém a Lucie que Grady encontra não tem o mesmo comportamento da noiva que conhecia, e a chave para a memória pode estar justamente em todas as lembranças sombrias que Lucie nunca dividiu com ninguém... e que agora esqueceu.

Eu coloquei na cabeça que era um livro de mistério. Não me pergunte porquê, pois até analisando o título, se percebe que eu estava enganada. Porém foi a minha crença. Do momento que abri o livro até quando fechei, esperei revelações e pessoas armadas escondidas entre arbustos para largar na mesa as cartas que estavam na manga. Ousada e detalhada são nomes do meio da minha imaginação. Por esperar isso, eu tinha certeza que os narradores não eram confiáveis – nenhum deles. Consequentemente, isso afetou a leitura.

Porque não apenas não é thriller, como Enquanto eu te esquecia é um romance bem água com açúcar, só que do tipo que é exibido depois do horário nobre pois pode ser que algumas tramas não sejam sessão da tarde. No ritmo que vamos conhecendo Lucie, podemos perceber que ela escondia algum segredo quando dona de suas lembranças, mas acaba não atendendo a todas as expectativas previamente colocadas (por euzinha).

Grady e Lucie formam um casal interessante, mas deixam a desejar no quesito química. A autora não soube trabalhar esse assunto em conjunto com o singelo mistério e fez parecer que sentimentalismo estava sendo forçado ao leitor. Os personagens são um casal porque foram colocados como tal, mas não que eu acredite veementemente em sua relação. Isso é chave para um romance, então ponto negativo aí. Ta aí o motivo pelo qual alimentei a ideia do narrador não confiável.

A leitura fluiu muito melhor do que esperava. Eu deixei o livro mofando na estante por semanas até encaixá-lo na pilha e, quando o instinto força o atraso, normalmente é sinal de que vou me arrastar na leitura. Não foi o caso, tanto que não senti nem vestígio da ressaca literária que estava batendo na porta meio frequentemente. Enquanto eu te esquecia é muito leitura bastante tranquila, mas que não se destaca em meio algum. Ainda prefiro Sophie Kinsella para falar sobre perder a memória e precisar se reconstruir.

27 de jul de 2015

Sorteio: Para todos os garotos que já amei


Sumi por momentos técnicos, mas voltei com essa promoção maravilhosa para você não reparar a bagunça teia de aranha que acumulou ali no canto da página. Para todos os garotos que já amei é uma delicia em formato de livro e tá aí a minha colaboração para você adicionar esse amorzinho na estante.
 Lara Jean guarda suas cartas de amor em uma caixa azul-petróleo que ganhou da mãe. Não são cartas que ela recebeu de alguém, mas que ela mesma escreveu. Uma para cada garoto que amou — cinco ao todo. São cartas sinceras, sem joguinhos nem fingimentos, repletas de coisas que Lara Jean não diria a ninguém, confissões de seus sentimentos mais profundos.
Até que um dia essas cartas secretas são misteriosamente enviadas aos destinatários, e de uma hora para outra a vida amorosa de Lara Jean sai do papel e se transforma em algo que ela não pode mais controlar.
Regras:
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 27/08
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  

Beijinhos e boa sorte

Para todos os garotos que já amei • Jenny Han


Para todos os garotos que já amei #1
Autora: Jenny Han
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580577266
Páginas: 320
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Eu vou explicar um sentimento e espero que você concorde dizendo que é muito normal e sempre acontece com você quando lê algo muito bom:
Por fora estou tranquila, lendo. Talvez mordendo o interior da bochecha, mas ainda assim, tranquila. Já por dentro... Sabe quando você está tão animada que quer socar e bater em coisas? De um jeito amoroso, claro. Sabe? Pois então: estou lendo tranquilamente e me imaginando fechando o livro e batendo-o contra a mesa repetidamente para expelir toda a animação que estou sentindo com a história. É uma cena verdadeiramente bela.

E é esse cenário que descreve meus sentimentos compulsivos a respeito de Por todos os garotos que já amei. O livro, que eu não apostava grande coisa por culpa de Jenny Han, ganhou muitos leitores apaixonados e eu entendo cada um deles. Espero que pelo menos um tenha tido vontade de machucar o livro tamanha empolgação e me entenda também. Então, se essa simples contextualização não foi suficiente para te levar ao Submarino, vamos a história.

Lara Jean tem o costume de escrever cartas para os garotos que se apaixona. Ela sofre por amor, escreve, anota o endereço, guarda, se desapaixona. Já fez esse processo cinco vezes, e foi muito eficaz. Porém ela se vê enrolada quando as cartas são misteriosamente enviadas e o ex namorado de sua irmã mais velha, Josh, recebe uma. Lara Jean já esqueceu os sentimentos sobre ele, afinal é seu ex cunhado, mas ainda assim há uma fatia enorme de torta de climão. Mas, peraí, ela desapaixonou mesmo?

É incrível. O que é incrível? Tantas coisas. Uma delas é a forma como não somos apenas inseridos no enredo, como ficamos completamente fisgados e inteirados. Quando comecei a leitura, eu já sabia sobre as cartas e seu envio, mas ainda assim fiquei para morrer junto de Lara Jean quando Peter, seu primeiro beijo, apareceu para responder algumas questões levantadas pela carta. Eu fiquei estarrecida com algo que já esperava, e isso é um sentimento brilhante que a autora conseguiu passar. Eu admito ser um pé no saco com alguns livros, e fico admirada quando sem aparentar fazer esforço, uma autora me dá um tombo tão grande.

Lara Jean é uma ótima personagem. Eu adorei ela, me identifiquei, quero ser sua amiga no facebook. É claro que ela dá chance para o acaso e endereça cartas que não serão enviadas, mas ainda assim: ótima garota. Ela aparenta ser fraca, mas, na verdade, abraça sua situação e faz o melhor dela. Ela também surpreende quando aprende rápido com seus erros e percebe o que está embaixo do seu nariz. Isso é raridade dentre young adults.

O drama familiar é algo bastante presente e muito bem conduzido. Lara Jean tem que assumir responsabilidades quando a irmã mais velha vai fazer faculdade na Escócia, e você percebe a dificuldade que ela sente em sair da sombra de Margot, se notar e se fazer notar. Há um amadurecimento gradual muito coerente com o desenvolvimento da narrativa. E falando em família, Margot é um pé no saco, mas em compensação, a irmã menor, Kitty, é ótima, responsável por momentos impagáveis.

O romance é doce, o desenvolvimento é sutil, e, ao final, Para todos os garotos que já amei é um young adult de delicadeza notável. Nada é extrapolado (exceto minha reação), tudo é coerente e delicia de acompanhar. Foi uma surpresa maravilhosa e estou torcendo para vencer a pilha de pendências o quanto antes para poder colocar as mãos na continuação dessa belezura. Vá ler, vá.

23 de jul de 2015

No limite do perigo • Katie McGarry


No limite da atração #3
Autora: Katie McGarry
Editora: Verus
ISBN: 9788576863649
Páginas: 420
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Acredito que ler as vezes é uma atitude masoquista. As vezes ler dói. Se você é bookaholic, você sabe do que estou falando. Dói. Você entra em alguma história e abraça os dramas dos personagens como se fossem seus. Você sofre por eles e com eles. Pior do que isso, é que alguns dos livros que mais causam dor, são os que causam mais amor. No limite do perigo foi mais uma vez que me doí tanto por situações dos outros que meus dedos ficaram roxos por estar apertando demais o livro. 

Eu continuo fazendo isso comigo mesma, então só pode ser masoquismo. 

Terceiro livro da série No limite, a protagonista da vez é Isaiah, melhor amigo de Noah, coração partido de Beth. Ele está com uma situação financeira complicada e decide correr de carro por dinheiro, uma única noite para fazer um extra. Mesma noite que Rachel, uma garota rica de colégio particular, sai para dirigir para “relaxar” depois de um ataque de pânico, e acaba se envolvendo num esquema ilegal de rachas. Eles são opostos, mas juntos se metem numa confusão tão medonha que nem o narrador da sessão da tarde é capaz de descrever. 

Rachel disfarça tudo que é para se encaixar nos moldes que sua família espera, para substituir a irmã que faleceu antes de ela nascer. Isaiah é órfão mesmo que a mãe esteja viva. Ele não tem ninguém como apoio além de Noah, que, por sua vez, já começou a seguir a própria vida. Com isso, Rachel e Isaiah são dois personagens cheios de carências, que não demostram suas inseguranças e, consequentemente, ainda mais por isso. Esse lance de família desestruturada e expectativas etc parece um drama minúsculo perto de tantos outros new adults sofrência pura, porém a forma como McGarry narra é de engasgar de vontade de chorar. Minha vontade era puxar esses dois personagens para a realidade e abraça-los e consolá-los e dizer que o sol nasce para todos. Bem brega.

O principal de No limite do perigo é a confusão que os dois se metem. É sufocante, porque você não consegue ver alternativas. Cada vez mais, os personagens se afundavam na lama e eram puxados para dentro a cada tentativa de solução. O sentimento de falta de esperança é algo que sai das páginas, pega o leitor e fura o coração. Dá muita aflição. Nem preciso dizer que é delicioso. 

Percebi que sou esquisita quando fiquei com preguiça do final porque ele não tinha tanta emoção quanto o desenvolvimento. Há emoção nesse desenvolvimento, credo, deus abençoe. No limite do perigo é um perigo para minha sanidade e sistema cardíaco. Óbvio que recomendo, é excelente! 

18 de jul de 2015

Playlist da semana


A playlist de hoje está boa. Não repleta de canções épicas atemporais como na semana passada (fique a vontade para relembrar e cantar junto nesse link amigo aqui), mas ainda assim com uma boa seleção. Vasculhei o Shazam, descobri o nome da música da Jade na Malhação (já comentamos o quão ótima está essa temporada?), parei de negligenciar alguns hits que estão aí há semanas e finalmente conheci o álbum novo da Hilary Duff. O resultado é esse que você escuta assim que der o play. Gostou?

16 de jul de 2015

Vango — Timothée de Fombelle


Vango #1
Autor: Timothée de Fombelle
Editora: Melhoramentos
ISBN: 9788506077481
Páginas: 360
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Por mais que fantasia não seja meu gênero favorito no momento, sempre tenho espaço para um steampunk. Isso porque amo esse tipo de história? Nope. Minha garra em desbravar esse gênero flopado é a esperança de achar algo tão genial quanto o prometido pelos jornalistas quando o gênero surgiu e era must read. Vango, infelizmente, ainda não é esse livro. Mas o que posso dizer é que a busca está sendo interessante.

Vango é o primeiro volume de uma série homônima, que segue um protagonista também chamado Vango, um garoto prodígio estranho, que fala vários idiomas, escala prédios com facilidade e foge da polícia no dia e momento que seria ordenado padre. O mistério fica na conta de que se isso foi justificado e ele é culpado de algo, ou se é mais um fruto de sua paranoia diagnosticada. Vamos comentar sobre o quão sagaz é colocar um personagem paranoico como personagem principal de algo repleto de aventura? Quando faz isso, o autor está dando liberdade para uma síndrome de perseguição com inúmeras ramificações. É uma daquelas tramas que as vezes ficam melhores na minha cabeça, porém eu nunca desisto de encontrar autores com a minha criatividade.

O livro segue Vango, mas também apresenta vários outros núcleos - o que é o maior tiro no pé na soma geral das coisas. Por mais que os personagens tenham história para contar e a variedade de plots se complemente, ainda assim é muita gente para entender logo de cara. Confesso que o inicio é bem atrapalhado e fiquei confusa tentando dar uma linha para cada nome francês que aparecia.

Como a história é ambientada em meados da segunda guerra mundial, na Europa, a presença de personagens reais e históricos é bem forte. Temos Hitler e generais fascistas incitando o ódio, além de uma série de outras pessoas, listadas no final do livro junto de uma breve descrição. Esse contexto é deveras importante para a construção do gênero, e achei bastante bem feito. Contudo, levanto o problema que falei antes: muita gente, muita confusão. É tanta coisa acontecendo, com tantas referências, que não dá para aproveitar o conjunto geral. Além de que posso ser de humanas, mas história definitivamente não é a minha praia.

Eu gostei de Vango, mas vejo a chance de ter adorado se tivesse sido menos confuso. Menos é mais, lembra? Menos personagens, menos arcos, menos divagação = menos confusão. Menos mistério também, mas quem é que precisa de um protagonista cujo nome do meio é Incógnita? A leitura se arrasta porque é difícil se inserir, porém a boa ideia Timothée de Fombelle está ali, bem firme na narrativa. Vai de você arriscar ou não.

PS: A diagramação está linda, preciso falar! As letras são vermelhas, há algumas ilustrações e, no final, há algumas informações extras sobre a parte histórica. 

15 de jul de 2015

Sumi porque maratonei — Um apanhado geral sobre The Hills, Breaking bad e Privileged


Eu me considero uma boa blogueira quando estou sendo uma parcela de ser humano - você sabe, correndo para cá e para lá, estudando, trabalhando e se afogando em compromissos. É quando mal tenho tempo para respirar que mais posto. A minha lógica é a falta de juízo mesmo. Então, quando em férias, eu devo deixar o blog em dia e limpar as teias de aranha desse espaço, certo? Errado. Estou há quase um mês de férias e fiz o que? Maratonas. Incansáveis. E joguei muitos puzzles da King, também. Agora estou aqui para contar um pouco sobre o que assisti (enquanto carregam mais vidas no Papa Pear SagaOI?).

Privileged

Privileged foi uma maratona um pouco mais antiga que assisti durante o semestre já que sou dessas. Estou falando aqui hoje porque: a) não falei antes; e b) ninguém mais falou porque todos negligenciam essa doçura. O seriado é da fall season de 2008, na época em que a CW era legal e gostava de mais coisas além de heróis e vampiros. Adolescentes ricos, por exemplo. A trama era sobre uma jornalista recém formada, Megan, que decide ser tutora das netas jóvis de uma magnata dos cosméticos a fim de descobrir seus segredos e escrever um livro best seller. A história é bem despretensiosa, inserindo algumas intrigas sem nunca perder aquela leveza divertida típica dos enredos ambientados na Califórnia. Como o mundo é injusto, foi cancelada após o final da primeira temporada com míseros 18 episódios - o que é pouco, mas permite uma pequena maratona. Ah, sim, você está vendo Lucy Hale antes de ser gótica suave em Pretty Little Liars.

The Hills

NÃO RECOMENDO. Se você está pensando em maratonar The Hills, meu amigo, pense de novo. The Hills é um reality show protagonizado por Lauren Conrad, que é a única do grupo que saiu da série para ficar realmente famosa. Eles falam sobre suas vidas, seus trabalhos, suas crises amorosas e um monte de assunto comum. É chata por isso, não? The Hills fica chata por ter péssimos personagens. Não gosto nem de pensar que pessoas como Heidi e Spencer não são obras da ficção. Eu fui até o final apenas porque já tinha baixado e eram episódios curtos de 20 minutos, que ficavam ainda mais reduzidos quando eu pulava as cenas sem graça da Audrina. A coisa toda piora porque as pessoas mais legais vão, aos poucos, saindo da série e deixando só os com as tramas mais cansativas. Onde já se viu tirar a protagonista no meio de uma temporada? Em The Hills se viu. Porém, como nem tudo são rosas murchas, a trilha sonora é bem maravilhosa.

Breaking Bad

Ah sim, comecei. Estou ouvindo um amém?! Breaking bad é uma série sensacional que tomou praticamente todo meu fim de semana (e vai tomar dos próximos). Dia desses eu tuitei sobre o quanto este é um seriado estranho, que nos faz torcer por traficantes, achar que são pessoas ótimas que merecem felicidade, sucesso e clientes. É realmente tudo que tenho a dizer sobre a série, a melhor forma de descrê-la. Com isso: DEIXA O WALT E O JESSE VENDEREM AS METANFETAMINA DELES, POXA, DEIXE A ECONOMIA GIRAR! Como eu disse, um seriado estranho. Não vejo a hora de chegar ao final e vê-los sendo senhores poderosíssimos do tráfico. 

13 de jul de 2015

Tocando as estrelas — Rebecca Serle


Tocando as estrelas #1
Autora: Rebecca Serle
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637334
Páginas: 224
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Quando falei sobre Tocando as estrelas neste post, não sabia que ele estava prestes a ser lançado no Brasil. Obviamente, quando o vi na barra de lançamentos do skoob, fiquei empolgadíssima e deixei que pulasse a pilha assim que o carteiro me entregou. O livro de estreia de Rebecca Serle é o tipo de young adult divertido e despretensioso que quase sumiu das livrarias após o boom dos seres sobrenaturais, e estou aqui, novamente, defendendo seu retorno as prateleiras - dos pontos de venda e a sua também.

Tocando as estrelas é um livro escrito para fãs de livros. Nós. Eu, você e nossos amigos participantes de fandoms. Porém, diferente do angulo de Fangirl, em que a protagonista era membro ativo da galera que reverencia alguma série/livro/personagem, a proposta de Serle é colocar outro ponto de vista a essa somatória. Aí está o que há de mais incrível e sagaz na proposta desse livro. Na trama, nós temos uma trilogia best seller que fez sucesso absurdo entre os jovens e está sendo adaptada para o cinema. Só que a personagem principal não é a garota comum que observa tudo no grupo de fãs no facebook. A protagonista, sacá só, é a garota comum escolhida para protagonizar, também, a saga no cinema. EU AMEI ESSA IDEIA! ME CHAMA, PRODUÇÃO DE THE INFERNAL DEVICES!

Paige é uma atriz de peças de teatro da escola. Uma boa atriz, claro, mas que nunca fez nada mais chamativo que um comercial local para televisão. Isso até tentar, como quem não quer nada, um teste para Locked, a série de livros favorita de sua melhor amiga, Cassandra. De uma hora para outra, ela abandona o ensino médio e vai para o Havai, estrelar a produção ao lado do talento boy magya, Rainer, que viverá seu par romântico dentro e - cof cof - talvez fora das telas.

Eu lembro de consumir boatos sobre o casamento secreto de Kristen Stewart e Robert Pattinson compulsivamente quando era fãzoca de Crepúsculo. A gente, quando fã, faz isso. E a parte mais legal dessa leitura foi ver todas essas coisas que os tabloides nos alimentam com um novo ponto de vista, mesmo que fictício. Talvez - e só talvez - nem todos os romances sejam estratégias de marketing. Nesse primeiro livro, a trama se detêm nas gravações do filme, então rola uma interação muito intensa entre Paige e Rainem. É bem natural o desenvolvimento da coisa toda. Há uma sugestão de triangulo amoroso, imitando a arte, com o outro ator do filme, Jordan, mas a autora não se deixa levar e fica só na preparação de terreno para a continuação. Estou empolgada.

Só que, por ser muito leve e focar só no período de gravações de Locked, a autora pecou por pular algumas partes importantes. Conhecemos Paige um tempo antes do teste de elenco e a seguimos até este dia. Depois pulamos três meses e estamos no Havai. Faltou esse meio tempo, sabe? Fiquei com curiosidade sobre como foi a reação da família, que não acreditava muito nessa carreira, além da reação da melhor amiga, que é muito fã da trilogia. Poxa, se a minha melhor amiga fosse escalada como principal de uma trilogia que amo, a cena seria tão surtada que merecia um espaço na soma geral das coisas. Mas não teve esse espaço, e senti falta.

No geral, Tocando as estrelas é uma leitura muito boa para uma tarde de sábado (ou de segunda, se você está de férias) e funciona muito bem no que se propõe. O gênero não pede grandes personalidades, revelações e reflexões, então sem esperar nada, está aí uma excelente história. Eu quero ler a continuação, quero que a série de TV dê certo e quero que a espera não seja grande. Vamos torcer.

12 de jul de 2015

(Apenas a melhor) Playlist da semana!


A playlist de hoje tá sensacional. Juro para você, é a melhor playlist já publicada nesse blog de jesus. Tá simplesmente maravilhosa - e não estou elogiando porque fui eu que fiz, é porque tá boa mesmo. Nós vamos começar com músicas legais dos últimos tempos, mas o destaque - a delicia mesmo - está aguardando por você no final: basicamente, convido você a cantar comigo as duas melhores músicas já criadas nesse universo. Vamos, vamos, dá play logo!








AI MEU DEUS ♥ MELHOR FAMÍLIA ♥

9 de jul de 2015

O safado do 105 — Mila Wander


Autora: Mila Wander
Editora: Essencia
ISBN: 9788542205169
Páginas: 504
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"- Ah, o que você esta lendo?
- O safado do 105."
Logo: não, não foi o título que me fez ler esse livro. Mas está na capa a razão. Em pleno 2015, é preciso reconhecer o peso de uma plataforma como wattpad. É preciso reconhecer, também, o peso de uma autora nacional que conseguiu reunir milhões de leitores. É impressionante. E foi isso que colocou esse péssimo título na minha estante.

Como você deve imaginar, o livro se trata de mais um romance hot entre vizinhos. Eu falaria sobre a trama, mas é desnecessário. Se você já leu qualquer romance clichê nessa vida, você já conhece o passo a passo da história de Raissa e seu lindo vizinho Calvin. A narrativa é uma lista de "check" com todos os elementos que fizeram sucesso em new adults e romances contemporâneos nos últimos tempos, com todos os encontros e desencontros característicos. Batidíssimo, sim, mas fez sucesso por um motivo, né migas.

Os dois personagens irritam, mas cativam. Confuso? Raissa é divertida, e sua narrativa é como falar com uma amiga. Além disso, ela é barraqueira, determinada e, certa cena, deu um tapa na cara de Calvin porque não sou obrigada (nem ela). Certa a moça. E Calvin é intrigante, do tipo apaixonante quando se esforça e deixa de ser canalha. Agora, uma coisa, fiquei cansada com o quanto essa dupla chorava. Eu sou chorona e estou intrigada com a quantidade de lágrimas que esses dois possuem. Era uma e duas e LÁGRIMAS ALL OVER THE PLACE. Tenha dó. Literalmente.

Obviamente as 500 páginas são desnecessárias. Não sei dizer se há um romance que seja bom e cheio de história o suficiente pra tomar todo esse tamanho, principalmente um não-inovador como esse, que conseguiria ser muito bem feito em 200 e poucas páginas (Alice Clayton consegui, pelo menos). Ainda assim, esse projeto de tijolo não é cansativo. Muito pelo contrário: é tão fluido e delicinha que você nem nota. Claro que pulei as excessivamente longas e bregas cenas hot, já que ninguém merece, mas ainda assim o livro é longo. Ficou 400 páginas, talvez?

O título é péssimo, mas a história não. O safado do 105 faz as vezes de chick lit e tenta introduzir alguma dose dramática aqui e ali, mas acaba perdendo a chance algumas vezes e fica só no romance - que está muito bem, obrigada. Eu acredito forte que o livro merecia uma forte enxugada, muitos cortes e só então ficar num tamanho adequado para a história que se propõe a contar. Eu gostei bastante, mas fico receosa de sair por aí recomendando um livro de 500 páginas que tem uma história facilmente contada em 300.

8 de jul de 2015

05 estreias de seriados em julho para todos os gostos


Normalmente meus posts sobre estreias são totalmente etnocêntricos e só comento sobre coisas que quero assistir. Dessa vez não - pois não teria material se assim fosse. Julho é um mês pobríssimo de estreias, e não apenas eu só selecionei cinco novidades como também não existia muito mais que isso. Ainda assim, essas cinco estreantes da televisão são bastante diferentes entre si e nem que seja uma vai chamar sua atenção. 

Impastor

A que me chamou atenção? Essa. Impastor é uma comédia cheia das polêmica sobre um cara endividado que muda para uma cidade interiorana para fugir dos cobradores e decide se passar por um pastor gay. Como tabu em seriado de canal fechado não é tabu, estou apostando que vai ser uma opção divertida enquanto tudo estiver em hiatus.

Tut

Fãs de tramas histórias, cata essa que é pra vocês! A nova novela da Record série ambientada no passado vai retornar ao Egito entre 1332 e 1323 A.C., apresentando a vida de Tutancámon, que reinou durante esse tempo, e foi obrigado a casar com a própria irmã a fim de manter a dinastia e continuar no poder. Cá entre nós, esse é o tipo de premissa que me faz dormir em 10 minutos e ao ler sobre, tudo que consegui pensar foi: acabou a série ~PLL~ do Avan Jogia?

Quantico

Uma nova leva de recrutas chega ao FBI - todos geniais, sagazes e com uma memória de dar inveja. Até aí: nada novo. Mas então que um desses novos agentes é uma das mentes criminosas por trás do ataque do 11 de setembro. A principal, que é tão parecida com a Eva Longoria que fui até no IMDb conferir (não é), vai notar que tem sal nessa água doce e deverá investigar e descobrir e tudo isso mais... Já tem tantos seriados nesse formato que algum sucesso danado deve fazer. Particularmente, gostei do nome.

Life in Squares

Parece a nova novela das seis, mas não é. Life in squares é uma produção britânica que se passará nos meados do século XX, focando na vida de duas irmãs: Vanessa Bell e Virginia Woolf (sim, a de Mrs Dalloway). Acredito que o seriado é a pedida para os fãs de literatura clássica, pois parece que vai entrar pesado nos plots artísticos do século passado, tendo base personagens que de fato existiram e fosse significativos para arte de alguma forma.

Wet hot american summer

Prequel do filme homônimo de 2001. É sobre acampamento e se passa em 1981. Agora o que desperta mesmo a curiosidade de qualquer um é o cast com nomes como Michael Cera, Chris Pine, Elizabeth Banks, Amy Poheler, Bradley Cooper, Kristen Wiig, Molly Shannon... Preciso falar mais? Nem que seja uma história péssima - será uma história péssima muitíssimo bem atuada.

6 de jul de 2015

A grande caçada — Dan Smith


Autor: Dan Smith
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765602
Páginas: 272
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Bom marketing. Essa é a chave para o sucesso. Quando a editora Seguinte anunciou o lançamento de A grande caçada, o mailling recebeu o press release do livro, e parecia simplesmente genial. A trama era original, instigante, e fez a timeline vibrar antecipadamente. Preciso comentar da minha surpresa quando, ao receber o livro, dei de cara com um pequeno e levíssimo young adult.

No livro, com ar de épico, meninos de 13 anos são obrigados a entrar na floresta na noite de seu aniversário para caçar algum animal - que o definirá como o homem que será pelo resto de sua vida. Oskari não é um grande caçador, diferente de seu pai, mas treinou muito e não quer fazer feio. Ele vai caçar um cervo e levar para o vilarejo! É uma surpresa quando, ao invés de encontrar animais, ele dá de cara com o presidente dos Estados Unidos. Por associação, ele deixa de ser caçador para virar a presa.

Vai dizer que não é uma sinopse legal? Claro que é! Eu esperava, para começo de conversa, um livro tão pesado quanto a possível trama. Isso significaria espaço para desenvolver a trama com calma, dando tempo para o leitor sentir agonia, aflição e desespero junto com os personagens. Ah, sim, eu estava esperando altas doses de tensão acompanhada de unhas roídas a ponto de fazer a manicure chorar. EU QUERIA SANGUE!

E em 272 páginas, dá para ter sangue. Não muito, não como um filme de terror que eu não vou assistir porque sou medrosa, mas o suficiente para que o livro ganhe força dramática. Você sabe, dor é algo que cativa corações cruéis. O que me deparei foi algo muito superficial, uma trama rasa com personagens que não tinham profundidade, nem tempo de desenvolvê-la quando estavam fugindo de caçadores psicopatas treinados.

Oskari é um garotinho (desculpe, homem) cheio de nuances, que parece fraquinho, mas tem uma coragem digna da Grifinória. Isso poderia ter sido melhor desenvolvido, assim como a cultura de seu vilarejo, na Finlândia. Assim como os motivos para o presidente estar sendo caçado, sinto que a resposta final foi muito preguiçosa. As reviravoltas que levam a ela são legais, mas como tudo nesse livro, poderia ter sido mais trabalhado.

Normalmente considero 272 páginas uma média legal, mas nesse caso, eu pediria muito mais. A grande caçada é uma ótima ideia e que rende uma história cheia de potencial. Potencial, esse, que Dan Smith não conseguiu extrair como poderia. É um bom livro, mas que ficaria melhor como filme. 

5 de jul de 2015

Sorteio: A rainha vermelha


O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
Quer ganhar? Participe!

Regras:
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 05/08
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  
 a Rafflecopter giveaway

Beijinhos e boa sorte

3 de jul de 2015

Sempre — J. M. Darhower, e a fórmula (não) secreta das fanfics


Forever #1Autora: J. M. Darhower
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579308475
Páginas: 544
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   Sempre foi um livro que me chamou atenção desde a primeira vez que vi, há bastante tempo. Como o título era em português, eu estranhava só encontrá-lo em sites gringos, e só fui me ligar que não temos monopólio do idioma quando vi o lançamento brasileiro. Com essa, eu decidi que pre-ci-sa-va ler o livro, que já colecionava uma horda de fãs ao redor do mundo.

   Para quem não sabe, Sempre surgiu de uma fanfic de Crepúsculo. Essa resenha vai ser com os itens essenciais e óbvios que são obrigatórios quando um livro nasce dessa forma.

  • Eita, a idealização

   É comum que new adults sejam idealizados. Porém, quando em fanfic, isso ganha proporções ainda maiores. Os personagens não são perfeitos, veja bem, mas seus defeitos são facilmente perdoáveis e justificados. Há um cuidado enorme em fazer dar certo, em não aprofundar algo o suficiente para machucar, em não tocar em alguma ferida que seja muito grande que não possa ser fechada logo.
   O problema nessa situação é que Sempre aborda temas como escravidão e máfia. São fortes e complicados por natureza. A autora não deveria apagar as partes mais pesadas - e, de certa forma, não o fez. Há várias coisas que Haven, a protagonista, fala que viu e viveu e dão embrulho no estômago. Porém essas mesmas coisas não retomam a narrativa e, se alguma coisa grande e dolorosa acontece, não são usadas muitas páginas para desenvolver, acabar e superar.

  • Livro meets tijolo
   Uma fanfic é alimentada com certa frequência. Uma que fez tanto sucesso quanto Sempre teve fãs enlouquecidos que enxiam o saco da autora para postar cada vez mais. O resultado é uma história enorme, cheia de plots que não acrescentam em nada. Darhower faz muitas ligações para dar uma base aos personagens e seus relacionamentos - o que acontece, mas não diminui o fato de que deveria ser enxugado. Entretanto, existe um motivo para uma fanfic dar tão certo: ela vicia. A escrita, mesmo sendo comunzaça, prende o leitor de uma forma muito danada. Então acontece aquela coisa básica de você saber que está lendo enrolação desnecessária, mas não. consegue. largar. argh*.
*Argh de "ai, como gostei do que não deveria".

  • Romance aquela "coisa"
   Some a idealização com um tamanho descabido de livro. Coisa é a melhor palavra para descrever o romance. De um lado temos Haven, escrava, do outro temos Carmine, príncipe da máfia e filho do mestre de Haven. É proibido e repleto de dor. O que, como sou ridícula, achei merecedor de "own". Seguinte: por mais que eu achasse algumas situações absurdas e com desenvolvimento bem forçado (o que é irônico, considerando que é um romance de fucking 540 páginas), eu shipei forte. Os personagens não são bons sozinhos (Haven é baseada na Bella, ou seja, eu quis por vezes dar com o livro na cabeça dela), mas são grandes sofredores que podem encontrar felicidade ao lado do outro. Eu tenho coração de vez em quando, sabe?

  • Erros amadores
   Não um, nem dois. São coisas pequenas e, em maior parte, irrelevantes, mas ainda assim geram estranheza. É como se a autora quisesse amarrar algo sem ter uma corda antes. Ou, então, ela tomar uma decisão mais adiante na narrativa sem lembrar que no meio daquelas tantas páginas ela já tinha vetado essa possibilidade. Não são problemas de tradução (embora tenha um de revisão nos agradecimentos), apenas coisas que foram passando despercebidas - aceitáveis numa fanfic para internet, merecedoras de edição quando se torna livro.

  • Edward era legal porque era vampiro, desculpa
   Como fanfic de Crepúsculo é o que mais tem por aí, lá vai: Edward era tudo isso e "proibido" porque, olha só, não era humano. Seu problema era esse. Tirando sua sede por sangue, pessoa maravilhosa que brilhava no sol, sem mais. Quando trazem um genérico desse personagem para o mundo real, criam alguém maravilhoso com algum desvio de padrão e fazem parecer aceitável, naquele esquema de idealizar tudo. O que não acontece, porque diferente de ser um vampiro, ser alguém grosseiro não é uma explicação capaz de perdoar automaticamente. Carmine passou por coisas ruins? Sim, várias situações horríveis. Precisa sair por aí distribuindo cara feia e mudança brusca de humor? Não com todo mundo, querido. Se toca.

Por fim, eu gostei porque não consegui largar, mas não gostei porque poderia ser tão mais. Não estou dizendo que o que foi feito não foi bom, mas Sempre poderia melhorar em vários aspectos - desde apresentar uma visão mais pertinente da escravidão (estou contente por nunca ter comprado no Aliexpress, btw), como desenvolver o romance e outros relacionamentos paralelos de forma mais crível e tranquila - porque páginas para isso não faltam. 

2 de jul de 2015

Apenas um ano — Gayle Forman


Apenas um ano — Apenas um dia #2Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581636719
Páginas: 352
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Eu li  Se eu ficar e não achei grande coisa, mas gostei da continuação Para onde ela foi. Nessa lógica, como eu adorei Apenas um dia, eu esperava A-M-A-R Apenas um ano.  Eu, inclusive, considerei comprar a versão original gringa, para não precisar esperar pela continuação. Agora fico feliz por não tê-lo feito, pois senão estaria afogada nas minhas lágrimas de decepção.

Eu devorei Apenas um dia e queria da continuação uma única coisa, simples e básica: continuação. É tão singelo o meu pedido que Gayle Forman não o ter atendido só me deixa mais irritada. Eu queria que aquele final, completamente aleatório e agoniante, ganhasse um desenvolvimento. É pedir de mais, pelo visto, porque o que a autora fez foi tudo, menos me dar o que eu tão humildemente queria.

É o ponto de vista de Willem, fim. No ano que se passa depois do encontro de um dia com sua Lulu, acompanhamos ele viver sua vida, voltar para Holanda, pensar na garota que conheceu e não perguntou o nome de verdade. É como o primeiro livro, de Alison, só que bem menos cativante, porque não há uma visível evolução da narrativa e dos personagens. É apenas Willem, só que sem todas aquelas frases legais que me fizeram encher o primeiro livro de tags.

É engraçado como Willem parecia misterioso aos olhos de Alison, cheio de história para contar e cativar, mas quando teve sua chance, ele sumiu. E quando eu tive o baque que o livro não seria aquela cachaça toda, eu fiquei tão desanimada que nem consegui me interessar pelo cenário ou personagens novos. Eu desisti de me interessar pelo livro, e continuei lendo apenas em respeito (e esperança) ao final.

Correndo o risco de falar pleonasmos, mas que bom que quando Apenas um ano chegou ao final, acabou. Eu teria desistido se tivesse algo para desistir. 
(mentira, porque se tivesse algo além do final, essa resenha seria completamente diferente).

1 de jul de 2015

Batida do coração — Katie Ashley


Batida do coração — Runaway Train #2
Autora: Katie Ashley
Editora: Pandorga
ISBN: 9788584420247
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Meu primeiro contato com Katie Ashley foi péssimo - não tenho nada de positivo para falar a respeito de A proposta. Meu segundo contato, por vez, foi o contrário: eu amei - embora, como todo new adult, eu tenha coisas a reclamar. Por motivos óbvio, então, eu quis ler a continuação de Runaway Train, Batida do coração. Nesse exato momento, Katie Ashley soma mais qualidades e A proposta parece apenas um desvio de padrão que não é para ser levado em consideração.

No segundo volume da trilogia Runaway Train, o personagem principal é AJ, o baterista que eu sei que, se você leu Música do coração, você lembra. AJ é divertido, lindo, egocêntrico e adora seduzir em espanhol. Quem não cai - aparentemente - em suas investidas é Mia, uma enfermeira que nunca tinha ouvido falar da banda vencedora de Grammys. Ela teve o coração partido, passou por poucas e boas (ou muitas e péssimas), e não aceita nada além de um fim de semana com o cara. AI PROTAGONISTAS DE NEW ADULT, JÁ OUVI ISSO ANTES!

Eu cometi o erro grave de ler a sinopse da quarta capa. Deixe eu falar sobre a sinopse oficial: é um spoiler puro. Quando eu estava na escola, a gente fazia resumo de livros e contava o final. Se o livro existisse naquela época, meus colegas desonestos só copiariam a sinopse, pois está TUDO ALI. Não leia, é sério. Perde muito da graça quando você está tentando entrar na história esperando uma coisa logo no inicio, e leva 250 páginas para chegar no ponto alto da sinopse, sabe? A impressão, mesmo que não seja totalmente verdadeira, é que o enredo não está andando. Se eu não soubesse o desenvolvimento, eu talvez achasse o fluxo de narrativa normal, mas como não...

Achei também que, diferente do outro livro, não houve aquela base emocional para o relacionamento. É extramente sutil o modo como surgem sentimentos, que passa de uma ficada ocasional para algo mais sério. AJ é um personagem naturalmente encantador, então você não tem como saber se aquele é seu comportamento comum ou se tem paixão envolvida. Assim como Mia, que tem uma carga muito pesada para carregar nas costas, mas fica levando o leitor em banho maria, sem falar de verdade o mal que a aflige. São pequenas coisas que poderiam fazer diferença na composição da história, dando uma profundidade que aquelas cenas de pegação não dão. Desculpa, porém pois é né migos.

Tenho a mania de ler em português e traduzir para inglês para treinar o cérebro. É bobagem, mas as vezes ajuda a perceber trocadilhos interessantes para o enredo que foram perdidos na tradução. Por exemplo, tem um momento que o filho de Brayden, companheiro de banda de AJ, pergunta se Mia é namorada de AJ. AJ responde que ela é uma garota, e sua amiga. Não faz sentido em português, mas, em inglês, o garoto pergunta se ela é sua girlfriend, e ele diz que Mia é girl e sua friend. Fiquei chateada que essa, entre outras coisas, ficaram falhas. A narrativa de Ashley é legal, e tenho vontade de ler no original para ver se tem mais algumas boas tiradas escondidas.

A ultima coisa que preciso declarar meu amor é que AJ e Mia formam um dos casais mais legais de new adult. Eles agem como iguais, e isso é raro - sempre tem um que lambe o chão em que o outro pisa. Não aqui, bebês. E, com isso, apesar das várias pequenas falhas, eu gostei bastante de Batida do coração. Ainda prefiro Música, mas estou animadíssima para o terceiro e último, protagonizado por Rhys. Quero ver amadurecimento em todo mundo como foi com Abby, do outro livro para este.