30 de jun de 2015

05 motivos para assistir Humans


Eu ia esperar Scream para então falar qual foi minha estreia favorita desse mês. Até uns dias atrás seria The Whispers. Hoje eu já não posso mais esperar para declarar meu amor por Humans - e tenho cinco motivos para você vicie nessa trama também.

1. Estamos no futuro - e ele parece estranhamente com o presente
As coisas não mudaram muito no mundo: ainda há pessoas que ordenam, pessoas que obedecem e todos ainda mandam no próprio nariz no limite do possível. A hierarquia social é a mesma. Ainda assim, há novos membros da população - e eles são importantes. Synths são robôs comprados por pessoas para auxiliar no dia a dia. Como funciona escravidão quando estamos falando de máquinas?


2. Os robôs são como pessoas comuns. Muito bizarro!
Quando a gente pensa em robôs, a primeira imagem é algo prateado que fala com pausas excessivas. Em Humans, os Synths são feitos a margem e semelhança humana, com exceção da cor dos olhos e da coordenação motora. É muito fácil para eles se infiltrar em qualquer meio - e isso deixa muito mais incrível qualquer possível trama.

3. Plots! Plots! Plots everywhere!
Essa não é apenas uma série sobre uma família do subúrbio que compra um synth. Há muito mais! Temos um cientista aposentado que se recusa a atualizar seu synth por uma versão mais moderna porque tem apego emocional pelo antigo. Tem um vilão que está caçando robôs que têm um ~pequeno defeito não de fabrica~. Temos um humano atrás desses mesmos robôs por um motivo diferente. E isso é só a parcela mais superficial de tudo que se passa nos 45 minutos semanais desse enredo.


4. O núcleo jovem é ótimo!
Minha personagem favorita (depois da synth Anita) é Mattie, filha mais velha da família que ocupa o plot principal. Ela, junto de seu melhor amigo, reúnem a maior parcela de desconfiômetro dessa população fictícia. Mattie nota que Anita é diferente dos outros synth, percebe os detalhes que ninguém mais vê e ainda é hacker. Vai ter alguém que vai fazer diferença nesse seriado e aposto que será Mattie!

5. Os roteiristas parecem ter muito para contar
Humans é baseada em Real Humans, produção britânica, então se eu estiver consumida de curiosidade, posso buscar spoiler na versão original. Não vou fazer isso para me deixar surpreender de acordo e levar pequenos sustos, como quando Anita surtou com Mat... Oi? O que? Deixa para lá. Com essa enormidade de personagens, cada um com suas nuances, a liberdade dos roteiristas é enorme e vai ter coisa incrível vindo aí, eu sei. Mal posso esperar para o episódio do próximo domingo, pois COM CERTEZA vai ter alguma outra reviravolta que não notei as pistas antes. Queridos produtores, podem me fazer de trouxa que eu deixo.

29 de jun de 2015

Agência de investigações holísticas Dirk Gently — Douglas Adams


Dirk Gently #1
Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413953
Páginas: 240
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Lista de autores que quero conhecer:
Douglas Adams
Como nerd que se preze, eu conheço a existência de Douglas Adams. Sei que ele escreveu O guia do mochileiro das galáxias, que passou anos em promoções loucas no submarino. Sei que ele disse que 42 é o melhor número (eu sei que não foi exatamente isso, pode guardar a pedra de volta no bolso). Ainda assim, eu não tinha lido nada do cara. Mudei essa condição com Agência de investigações holísticas Dirk Gently

Eu não gostei.

Depois de ter uma singela decepção e precisar de duas tentativas para chegar ao final da história, eu fui ler a respeito e vi que a escrita do autor é justamente o que eu achei: enrolada, lenta, que entrega pouco e cheio de pontas soltas. Eis o problema é que logo o que me desagradou que fez a fama como escritor. A escrita é cômica, mas não segurou só com isso. Eu precisava de uma história concisa desde o inicio, o que não aconteceu, e ter confusão como primeira impressão é meio que um tiro no pé para o ex-futuro-relacionamento entre euzinha e Adams.

Uma coisa que me atrapalhou bastante é não há apenas um fundo narrativo. Adams apresenta o núcleo principal, e outro paralelo, de menor relevância. Esses dois arcos parecem andar separadamente, um deixando o outro a margem, para então ligar os dois de forma que os personagens de um sejam decisivos para o outro. Se você ficou confuso, tudo bem, está na linha certa. É apenas um nó gigante na cabeça, quando você não sabe quem é realmente importante para a trama. 

Na trama, Richard namora Susan, irmã de Gordon, chefe de Richard. Um dia, Richard deixa uma mensagem na secretária eletrônica de Susan, se arrepende, decide escalar o prédio para apagá-la. Sem muito tempo de diferença, Gordon morre, e Richard se torna o principal suspeito. Para defender-se, ele conta com a ajuda de um antigo colega de faculdade, o detetive Dirk Gently, que o flagrou durante a escalada. 

O principal problema é que o protagonista, Dirk Gently, demora muito para aparecer. Eu fiquei procurando por ele nos primeiros capítulos, e colocando seu nome em qualquer rosto que era descrito, só para depois apagar a imagem mental e começar novamente outro caça ao Dirk. 

Quando a história engrena e toda a confusão começa a ganhar sentido, parece bom - mas eu já estava exausta. Agência de investigações holísticas Dirk Gently é muito cansativo para leitores de Adams de primeira viagem, e não há nada que tenha sido muito cativante para que eu diga que faz valer a leitura. Dizem que quem gosta dos outros trabalhos do autor, considera esse tão bom quanto. No mais, não vou dar segunda para essa primeira impressão.

Sorteio: Sr. Daniels

Da lista de livros que amei e quero compartilhar com todo mundo. Sr. Daniels é incrível e muito mais do que aparenta ser. Você não gosta de new adults? Não é problema, pois como eu já repeti trocentas mil vezes: ele é tão mais que isso ♥
Sr. Daniels - Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings vê sua vida mudar completamente. Além de ter de aprender a conviver sem parte de si mesma, ela precisa se adaptar a uma nova rotina. Enviada pela mãe para a casa do pai, com quem mal conviveu até então, ela viaja de trem para Edgewood, Wisconsin, carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã.
Na estação de trem Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil, e a atração é imediata. Os dois compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. Ao sentir-se esperançosa quanto a sua nova vida, Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor. E não consegue acreditar quando descobre, no primeiro dia de aula, que Daniel, o belo músico de olhos azuis com quem já está completamente envolvida, é o Sr. Daniels, seu professor de inglês.
Desorientados, eles precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, eles ainda precisam tentar de todas as formas superar os antigos problemas e sobreviver a novos e inesperados conflitos.
Regras:
  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 29/07;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  

Beijinhos e boa sorte

27 de jun de 2015

Os 05 CDs que estou ouvindo sem parar


Não tem playlist por motivos que, quando se joga muito The Sims (culpada), é mais fácil selecionar álbuns do que montar listas de aleatórios. Agora estou aqui querendote contando os CDs que ouvi e viciei nessas duas semanas de quase-férias que passei minhas noites revezando entre ver The Hills e manipular pessoas de computação gráfica. Que joguinho danado esse que vicia, né?


Echosmith são uns lindos merecedores de todo o sucesso que estão fazendo desde o estouro de Cool kids. A banda colocou três músicas maravilhosas nas soundtracks da MTV, e o álbum debut Talking Dreams é um lembrete de 12 músicas do porquê os som dessa turma é tão apaixonante. Seguindo a onda do indie pop animadíssimo que emplacou nas paradas, Talking dreams é uma seleção de batidas parecidas que não deixam você ficar parado. O que faz as músicas não terem muita identidade própria, faz do álbum algo conciso e continuo, pois há um inicio, meio e fim muito completo e coerente. Você vai dançar e vai cantar e vai entender porque indie pop é tão delicia. Favoritas: a faixa título, Talking dreams baby lets drive away to NYC, March into the sun, Bright e Come together


A divulgação está tão ruim que ninguém está levando a sério o retorno da garota do Call me maybe. Mas para gente, o segundo álbum de Carly Rae Jepsen, E-mo-tion, está sensacional! Excelente mesmo! E só precisei de uma música para saber disso. Posso ser fácil de agradar, tudo bem, mas coloquei até os personagens do The Sims para dançar comigo ao som da faixa inicial, Run away with me. O CD está super dançante, tem um feeling oitentista bem de leve, e digamos apenas que a música mais morte é I really like you. A versão original, não o bônus remixado por Liam Keegan. Favoritas: Run away with me, Emotion, Making the most of night e Let's get lost.

Of monsters and men é amor antigo, graças ao We ♥ it, e estou apaixonada pelo novo álbum, Beneath the skin, que já ouvi mais vezes do que é recomendado saudável. As músicas continuaram na vibe folk que as vezes pende para algo mais animado, outrora melancólico, sem perder a intensidade da melodia. O mix de vozes, a rouquidão combinada com os acordes, os tons que parecem calmos, mas é só questão de segundos. Outra coisa que adoro na banda é que a maioria das bandas folk são cantadas por homens e não aqui, bebê. Favoritas: Crystal, Hunger, Slow life e We sink.


Ah sim, Sia está fazendo um sucesso medonho e 1000 forms of fear é justificativa mais que excelente. As músicas dessa senhora dextruidora são muito evocativas, fato observado por todas as vezes que tentamos cantar os hits mais famosos fazendo mais exercício nos músculos faciais do que Tyra Banks recomenda. As melodias são incríveis, e faz preciso concordar quando dizem que essa é um dos melhores álbuns dos últimos tempos - é pop, mas ainda assim é experimental e um pouco esquizofrênico e as letras são um tantinho tristes... O resultado é sensacional! Favoritas: Burn the pages, Dressed in black, Elastic heart e Fair game.

Sim, 2009. Eu já falei que não gostei do novo álbum de Kelly Clarkson, mas a considero RAINHA nos seus trabalhos anteriores. Para isso, tudo que tenho a dizer sobre All I ever wanted é:
I WANT YOU TO KNOW
THAT IT DOESN'T MATTER
WHERE WE TAKE THIS ROAD
SOMEONE'S GOTTA GO
AND I WANT YOU TO KNOW
YOU COULDN'T HAVE LOVED ME BETTER
BUT I WANTED YOU TO MOVE ON
SO I'M ALREADY GONE

26 de jun de 2015

Matando borboletas — M. Angelais


Autora: M. Angelais
Editora: Verus
ISBN: 9788576863366
Páginas: 224
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Cada caixinha contém um trecho da sinopse oficial da quarta capa de Matando borboletas, e decidi escrever essa resenha e analisar o livro a partir disso. Acho que vai ser o único modo de organizar meus pensamentos.




Sphinx e Cadence — prometidos um ao outro na infância e envolvidos na adolescência.
Primeira coisa que pensei quando li isso é que seria um livro de época. Só muitos anos atrás para as pessoas serem prometidas umas as outras (ou na India conservadora). Mas não. Sphinx e Cadence foram prometidos pelas próprias mães, ainda crianças, quando fizeram um pacto de sangue, planejaram o futuro e combinaram que seus filhos casariam para que criassem juntas os netos. Aliás, sobre pactos de sangue: não faça. Os dois foram criados de forma próxima, Cadence sabendo dos planos da mãe para seu futuro com a amiga, até que uma coisa aconteceu e ele e sua mãe foram morar definitivamente na Inglaterra.
Sphinx é meiga, compassiva, comum. Cadence é brilhante, carismático — e doente. Na infância, ele deixou uma cicatriz nela com uma faca. Agora, conforme a doença de Cadence progride, ele se torna cada vez mais difícil. Ninguém sabe ainda, mas Cadence é incapaz de ter sentimentos.
Cadence é sociopata. Pode ficar tranquilo que não é spoiler - eu sabia disso quando comecei a ler e posso garantir que fica muito mais interessante quando você tem essa informação e sabe o que está rolando. Preciso acrescentar que personagens com patologias mentais são muito instigantes de acompanhar, e eu gosto de ver esse plot em livros com feeling jovem adulto, coisa que não acontece muito. Cadence é imprevisível, faz e diz coisas bizarras que dão uma agonia que preenche a narrativa. Então símbolo de check no item de cenas sutilmente assustadoras.

Já Sphinx é o tipo de protagonista que não tem como gostar e defender. Durante o livro, as pessoas ficam dizendo como ela é uma boa garota. Não, ela não é uma boa garota, ela é uma pamonha com zero senso de preservação e amor próprio. Por ser "boa", ela sempre foi muito submissa as vontades dos outros, principalmente a Cadence. Porém isso toma proporções meio bizarras as vezes, e a garota, que deveria estar fugindo mais rápido que o Papa Leguas, continua lá. Eu queria bater nela com o livro, mas arrisco de ela aceitar minhas livradas, já que ela não sabe chutar quando é macumba.
Sphinx quer continuar leal a ele, mas teme por sua vida. O relacionamento entre os dois vai passar por muitas reviravoltas, até chegar ao aterrorizante clímax que pode envolver o sacrifício supremo.
É bizarro o modo como Sphinx é fraca e, de certa forma, masoquista. Eu não consegui entender a razão do comportamento dela, porque ela aceita tudo e faz o que faz. Dá mais incomodo ver ela tomar suas decisões sobre Cadence, do que Cadence dizendo coisas doentes para a menina. Uma coisa é o comportamento de um sociopata diagnosticado, outra é uma pessoa normal COM NOÇÃO DE SI reagindo a isso. 

O clímax é uma coisa tão surreal que me deixou demasiadamente angustiada - não tanto pelo que Cadence dizia, mas pelo que Sphinx pensava a respeito. É muito, muito desagradável e doentio (pelos motivos errados). Ainda assim, é um livro bom no que se compromete a fazer - que não é ser uma história de amor ou redenção. É matando borboletas que Matando borboletas se torna algo único no seu tipo.

25 de jun de 2015

Pitch Perfect 2 e a sabedoria de que não se mexe em time que está ganhando


Não se mexe em time que está ganhando. Não se troca o certo pelo duvidoso. Tem um outro ditado com galinhas de ouro, mas esse eu esqueci. O que eu quero dizer é, bem, óbvio: se algo está dando certo, não há porque reformular. Há controvérsias, porém essa máxima se aplica com filmes que ganham continuações inesperadas, como o caso do meu chuchu Pitch Perfect. Depois de ser um grande sucesso de bilheterias, a produtora resolveu investir na sequencia dessa história já finalizada. Esse é, convenhamos, o maior desafio: colocar reticências no que tinha ponto final.

E aí que entram todos esses ditos populares. A bilheteria do primeiro filme foi surpreendente, e o que acontece nesses casos é um cuidado especial e uma atenção redobrada para não se deixar levar por erros comuns e a apagar a boa imagem que o antecessor tinha deixado para com os que assistiram e imploraram por uma continuação. É chocante pensar o quão fácil seria perder a mão e errar. Se fossemos listar, ficaríamos exaustos com a quantidade de produtores que fizeram escolhas péssimas ao adicionar o número 2 ao lado de um sucesso de bilheteria.

A tática usada pela linda Elizabeth Banks, que dirigiu o longa, foi não esquecer o que deu certo. Em Pitch Perfect 2, temos um roteiro escrito nos moldes do antecessor, dando alguns elementos e cenários novos para o que já tinha acontecido antes. Claro que as cenas não são repetidas e há character development, afinal, entre uma história e outra há um intervalo de 3 anos, mas é bem notável que vários elementos são trazidos de volta.

Há competição, mas não com os Troublemakers. Há Riff off, mas não dentro da universidade. Há uma festa após a entrada de uma nova Barden Bella, mas Bellas e Troubles convivem amigavelmente. Há uma cena de ensaio, cheia de takes e música agitada, num estilo caótico, mas sem Nicky Minaj ao fundo. Infelizmente, não há "horizontal running". Mas você consegue ver o que quero dizer? A base de Pitch Perfect está lá, ainda que em situações novas. Parabéns para Banks e a equipe de roteiristas que soube não esquecer sua fórmula.

O acréscimo principal do elenco foi Hailee Steinfeld, que provavelmente vai assumir o papel principal no lugar de Becca/Anna Kendrick na já anunciada continuação. Também há Flo, a latina que diz coisas comicamente melancólicas, tirando o monopólio de dizer esquisitices de Lilly, que, por sua vez, se manteve surpreendentemente ainda mais silenciosa nessa continuação. Um pouco apagada também ficou Stacie, além das outras coitadas Bellas que ninguém sabe o nome (uma é Jéssica?). Houve o crescimento gigantesco no papel de Fat Amy Patricia, o que acabou forçando o humor e tirando o lugar dos outros personagens que tinham sido tão bem montados anteriormente. Se eu vou reclamar de algo, é isso: onde está aquele equilíbrio entre todas as garotas ~secundárias~?



No geral, Pitch Perfect 2 é um filme maravilhoso. Ele foi feito para agradar os fãs e conquistar novos - os números da bilheteria americana estão lá pra provar isso. Essa inesperada história que virou uma bem sucedida franquia resume tudo que há de mais maravilhoso para assistir numa tarde regada a pipoca. Aproveita que as férias estão chegando e se joga!

    Algumas outras considerações:

  • A trilha sonora está cheia de amor, como era esperado, mas nenhum cover ou mash up chega aos pés da canção original, Flashlight. 
  • Um arco muitíssimo bem vindo foi o estágio de Becca, que contou com os maravilhosos diálogos entre seu chefe e Dax, e um ótimo mash up natalino com a participação de Snoopy Dogg.
  • Falando em participação, a lista de personalidades americanas que deram as caras foi extensa. Desde Obama, até a Fátima Bernardes americana, Nicolle Wallace. Assista até o final dos créditos e ainda tem Adam Levine ♥
  • Quem chorei no final? OWN  ♥

Resultado: O garoto dos olhos azuis

O resultado está atrasado, eu sei, mas você sabe: final de semestre = um pé nas férias, o outro na culpa de não ser exatamente férias e você estar se comportando como tal. Você também é assim? 
No mais, quer saber se você ganhou ça dilicinha chamado O garoto dos olhos azuis AUTOGRAFADO? Então:

24 de jun de 2015

A herdeira — Kiera Cass


A herdeira — A seleção #4Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765657
Páginas: 392
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Kiera Cass, você fez! Você aumentou sua trilogia! Você ficou mais rica! E você ainda manteve um horda enorme de fãs que ficaram felizes com a ideia de gastar mais dinheiro! Isso, meus caros, é o que chamo de sucesso. E, caso você esteja se perguntando, não digo isso em tom de crítica - Kiera Cass é, sem dúvidas, a autora que todos nós queremos ser um dia, falando sobre príncipes e princesas ou não.

A herdeira é o quarto livro de A seleção, ou então um começo novo de uma série spin off. Cerca de 20 anos após o final de A escolha, reencontramos Maxon e America - porém eles não são mais os protagonistas. Eadlyn é a primogênita do casal, a futura rainha de Illea, país que está enfrentando uma ameaçadora crise. Como meio de distração para a população, é convocada uma nova seleção, dessa vez com 35 garotos competindo pelo coração da princesa - que não quer ter o coração competido por ninguém.

Muito ouvi falar que Eadlyn é uma das piores protagonistas de todos os young adults. Isso serviu, basicamente, para jogar no chão minhas expectativas e começar cercada de receios. Então que encontro a princesa: mimada, séria e absolutamente independente. De certa forma, eu entendo porque ela foi alvo de tantas críticas pela população leitora. Ela não é exatamente a simpatia que personagens principais costumam ser. Ela não é nem metade tão carismática quanto Maxon. Ela é a futura rainha de uma monarquia em crise, e age como tal. Vamos e convenhamos, se eu fosse criada para ser a pessoa mais importante de um país, ser a primeira mulher a governar, eu seria INSUPORTÁVEL. Eadlyn pode ser chata, mas é muito compreensível.

Como Eadlyn não pretende se apaixonar, e nem queria uma seleção para começo de conversa, a competição em si não tem aquele foco todo. Além disso, já que mudou o ponto de vista em relação a trilogia e não é mais uma selecionada contando, é bastante diferente o modo como é narrado. Eu não li o conto sob os olhos de Maxon, mas mesmo se tivesse, ele e a filha são tão diferentes que o tom é novo mesmo para quem leu. Ao invés de competir pela atenção de alguém, ela é o alvo de todos os charmes e flertes - e não quer isso. Então sim, A herdeira consegue se destacar em relação aos livros de America. É o outro caso completamente diferente.

Kiera Cass aprendeu com seu erro e trabalhou bastante a parte social do livro. Ainda não é uma distopia, mas dessa vez ela formou uma base concreta para caso queira dar importância para o plot ao finalizar o último volume. A revolta social foi bastante crível, e por vezes eu lembrei de Jogos Vorazes, coisa que não tinha acontecido na trilogia após o primeiro livro. 

No geral, eu gostei. Até que bastante. Eadlyn é chata e irritante, mas é compreensível, então fico em cima da corda bamba se adoro ou não. Além disso há uma evolução visível na personagem com o decorrer da história, a autora conseguiu desenvolver isso, além de criar bons personagens secundários e ambientar bem a situação de Illea. A herdeira é uma evolução de A seleção, e como sou forte defensora do capitalismo, digo que pode vir mais livros que estou preparada.

O que não estou preparada é para comentar sobre Maxon e America mais velhos por motivos de que os tiros não são leves. AIN.

23 de jun de 2015

Desafio de leitura da Teen Vogue para o segundo semestre


Eu amo listas de livros para ler que revistas e sites propõem quando se aproxima alguma época de procrastinação, como férias. Por mais que a gente acredite que está por dentro dos livros legais do momento, sempre tem algo pronto para ser descoberto. Foi nessa vibe de ver indicações e ficar doida por elas que resolvi aproveitar a lista de livros para ler no verão da Teen Vogue, e me propor um desafio durante o resto de 2015 - já que todos os livros são gringos e os lançamentos nacionais tem minha prioridade.

A revista listou 30 young adults, e selecionei 12 para ler até o final do ano. Quais?

  • Spoiled - Heather Cocks & Jessica Morgan: Com essa capa sensacional, Spoiled é sobre uma garota comum e apagadinha que descobre ser filha de um astro do cinema depois que a mãe falece, sendo obrigada a mudar para a glamurosa Califórnia. Espero futilidade, vilã passiva agressiva e um lembrete de porquê meu tipo de série favorito é justamente sobre pessoas ricas que fazem intriga enquanto tomam sol na beira da praia particular. LIFESTYLE GOALS ♥
  • The wrath & the dawn - Renée Ahdieh: Eba, temos uma trama ousada e original (mentira, é baseada em Mil e uma noites, mas quem não conhece: ousada e original). Certa ilha é comandada por um assassino, que casa com uma garota diferente toda noite, para que a mesma amanheça morta no outro dia. É uma surpresa geral quando há uma voluntária: Shahrzad quer casar com Khalid, e planeja ficar viva por mais que uma noite... para vingar a morte de sua melhor amiga. Como eu disse: ousada e original. Espero adicionar genial nessa lista de qualidades até o final do ano. 
  • Rebel Belle - Rachel Hawkins: Desde Hart of Dixie, acho Belles um plot sensacional, repleto de garotas ótimas com vestidos rodados. A protagonista da nova série de Rachel Hawkins (Hex Hall, lembra?) é uma Belle que quer ganhar a coroa do baile da escola, mas acontece um ~imprevisto~ e, no mesmo baile, ela descobre ser de uma linhagem de guardiãs e ganha super poderes. Não é novidade, mas é com Belles ♥ Aliás, SAUDADES AB!

  • Open road summer - Emery Lord: Quero ler esse livro desde que vi Becca Fitzpatrick recomendar. Uma coisa que você precisa saber sobre os livros que Becca recomenda: eles são maravilhosos. Open road summer é sobre Reagan e sua melhor amiga, Lilah, uma cantora famosa de country, que fazem uma viagem no verão para curar seus corações partidos. Como romance contemporâneo, não tem nada de especial. Mas, né, Becca falou, tá falado.
  • Honey girl - Lisa Freeman: A fonte da capa é péssima, mas a história parece que não. O ano é 1979 e a protagonista acabou de perder o pai, sendo obrigada a mudar para a California (de novo?). Mas, dessa vez, não tem Hollywood - tem Mean Girls mandando na praia e vários segredos prontos para serem descobertos e causarem confusão. E não do tipo sessão da tarde.
  • Vanishing girls - Lauren Oliver: Eu ainda tenho esperança de ler um livro de Lauren Oliver e não querer matá-la no final. Esperanças focadas, agora, em Vanishing girls, em que a irmã da personagem principal some, assim como outra garotinha, o que é suspeito e pode estar interligado. Uma palavra para você, Lauren Oliver: PLEASE!

  • The secrets we keep - Trisha Leaver: Meio The Lying Game, o livro é sobre duas irmãs gêmeas em que uma sempre viveu na sombra da outra mais popular, até que sofrem um grave acidente e a popular, Maddy, morre. Quando Ella acorda, todos acreditam se tratar da outra irmã e... preciso falar mais? O único problema é que a única avaliação do skoob é uma solitária estrela.
  • Lying out loud - Kody Keplinger: PARA TUDO, The DUFF ganhou um companheiro! Não que tenha algo a ver com os velhos personagens além da localização, mas enfim. A personagem principal é uma mentirosa compulsiva, que responde um email da melhor amiga para fazer uma pegadinha e acaba criando alguns problemas - para todo mundo. Quero apenas comentar que com uma amiga dessas, inimiga se faz desnecessário.
  • NIL - Lynne Matson: TERROR, MIGOS! 365 dias para escapar de uma ilha onde não há regras. É o que mais quero ler dessa lista ♥

  • Something real - Heather Demetrios: A capa é tão maravilhosa e colorida que estou com dó de ler em ebook. Além desse livro, Bonnie também é protagonista de um reality show - junto com seus 11 irmãos. Ela cresceu na televisão, mas teve uma folga quando o seriado foi cancelado. Mas isso até sua mãe, a produtora executiva, resolver colocar de volta no ar e ter novamente câmeras por todo lado. Parece divertido, não?
  • Dorothy must die - Danielle Paige: Os gringos falaram muito desse livro! Adaptar clássicos é a nova parada, e reformular O mágico de Oz para transformar Dorothy em vilã é muita ousadia. Achei genial! E considerando o sucesso lá fora, essa trama deve ter sido muito bem feita. 
  • Hollywood Witch Hunter - Valerie Tejeda: É o único da seleção que não foi lançado nem na gringa. Estou usando como argumento para meu longo prazo de leitura? Pois é. Sobre a trama, uma caçadora de bruxas em Hollywood. Que objetivo, não? Isso é resumidamente tudo que tem na sinopse.
Você quer dar uma olhada em todas as indicações e fazer essa maratona comigo? Cata aqui a lista completa e me conta nos comentários!

22 de jun de 2015

Red hill — Jamie McGuire


Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576863380
Páginas: 350
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Zumbis são aquelas criaturas que eu acho que adoro, mas nunca encontrei uma história que gostasse. Ah, isso é spoiler da resenha? Sim. No geral, eu quero interpretar um zumbi em The Walking Dead, porém não suporto assistir o seriado. Gosto de pegar livros sobre os mortos vivos e ficar animada com o possível terror psicológico, mas fico entendiada com 10 páginas. 

Só sei que prefiro zumbis á unicórnios. Mas não me pergunte porquê, pois não tenho resposta. 

De qualquer forma, Red Hill é a tentativa de Jamie McGuire de escrever um new adult diferente, ambientado num mundo pós apocalíptico. De inicio eu achei a ideia legal, mas cada vez que avançava na narrativa, via que não tinha muita lógica misturar esses dois elementos. Ao trabalhar um, o outro ficava a margem e simplesmente não se completavam. Então, com isso, fica definido que somar zumbis e new adult não dá certo.

E outra que o livro mal é new adult. Acho que essa definição foi usada para puxar os fãs de Belo desastre (cá estou eu, logo funcionou), mas não tem muito sentido. São três personagens principais, sendo que apenas uma - Miranda - se encaixa na faixa etária de estar no inicio da idade adulta. Os outros dois, Natan e Scarlet, são adultos completos, com filhos e todo o pacote. Miranda, então, que deveria ser uma força expressiva na narrativa para justificar a label do gênero, é tão insignificante que se ela não tivesse ponto de vista durante o livro, pouca diferença faria. 

Não que Natan e Scarlet sejam interessantes e importante e grandes personagens. Preguicinha, sabe? O pouco que gostei de Scarlet foi quando ela estava como enfermeira no inicio da epidemia, logo nas primeiras páginas. Já o que tem de bom em Natan não é Natan, mas sua filha pequena, Zoe. Ela, sim, tem carisma, tem algo de diferente a apresentar ao leitor. Natan e Scarlet? Mé. Miranda? Mé, mé.

Em compensação, a ambientalização de McGuire ficou muito rica e bem feita. Parece realmente real, sabe? É até um tanto assustador, mas bastante próximo a realidade a forma como um vírus criado por cientistas conseguiu se alastrar pelo mundo numa velocidade tão alta. Fiquei um pouco neurótica com o que existe e a gente, meros mortais que não entendem química, não sabe? Talvez.

Banho de água fria como todos os livros de zumbi que já li até hoje. Red hill pode parecer diferente e único, uma mistura ousada, mas não cumpre a expectativa toda que promete. Eu não gostei dos personagens, sozinhos ou casal, e o resultado negativo de quando isso acontece é óbvio. Agora fez sentido do porquê que McGuire não sai do seu porto seguro com sobrenome Maddox: há muito risco envolvido.

18 de jun de 2015

05 livros mais legais que serão lançados em junho

Cata Mar de tranquilidade ali em baixo ♥

Eu fiz esse esquema de post com livros gringos no mês passado; deu certo. Esse mês, peguei lançamentos nacionais para compor a wishlist. Mês que vem, vou fazer dos dois jeitos e ainda no começo do mês, já que post de lançamentos no dia 20 é (quase) cúmulo da procrastinação. E que tal você aproveitar o espaço de comentários ali em baixo pra me contar se gosta dessa ideia ou se devo esquece-la?
PS: O post é composto apenas por livros que não li - e quero. Tem outras coisas ótimas lançadas esse mês (como os que já li ).


Ally Carter é conhecida por ser original escrevendo young adults aparentemente comuns. São livros com personagens normais vivendo situações incríveis - que pouco são vistos na literatura, e, quando são, normalmente tem o nome dessa autora estampado na capa. Em queda livre é o primeiro livro da série Segredos diplomáticos, lançado pela editora Guarda Chuva, e vai trazer como protagonista uma garota "comum" que vai morar com o avô, um embaixador americano, e vai investigar a morte da mãe. Por investigar, entendemos uma série de confusões dignas da sessão da tarde e um garoto bonitinho filho de outros embaixadores. Depois de tanto flop, estou realmente contando que dessa vez que Ally Carter caia nas graças do povo leitor dessa internet de meu deus e haja o reconhecimento que essa senhora criativa merece.


Juízo quanto a new adults é algo que eu fracasso em ter e, como prova, está aí listado mais um volume de After, aquela série que a gente sabe que não é boa, mas não desapega porque é muito boa. Tem lógica? Obviamente não. Gostar de After não tem lógica alguma. São personagens irritantes e problemáticos e que não se ajudam, vivendo tramas clichês e que se estendem desnecessariamente por 500 páginas, numa coleção de impressionantes 5 livros. Basicamente, é um new adult de 2500 páginas. É de se admirar, não? Se é pra admirar positivamente, já é outra história. Mas ok: simbora para parte 1000-1500 disso. Estoy ansiosa. Êta xofana.



Eu comentei sobre Tocando as estrelas nesse post, mas não sabia que estava vindo para o Brasil. Curiosamente, o mundo foi eficiente e já temos (ou teremos nos próximos dias) a versão traduzida do debut de Rebecca Serle, que se tornará um seriado no ano que vem. A trama, maravilhosa por sinal, é sobre uma garota do ensino médio que se torna estrela de um best seller para o cinema e, de uma hora para outra, começa a sofrer um assédio absurdo de fãs e paparazzis. É como se Kristen Stewart estivesse no ensino médio antes de fazer Crepúsculo. Só espero que essa protagonista seja mais simpática. Oi? O que? Falei nada não...




Mais uma capa brega de new adult. Até quando? De qualquer maneira, apesar de ser mais uma exibição desnecessária de músculos, Meu Romeu também é um livro que ganhou destaque interessante entre alguns blogueiros da timeline, antes mesmo de chegar ao Brasil pela editora Globo. O casal protagonista, na verdade, é um ex-casal, obrigados a trabalhar junto numa versão de Romeu e Julieta para Broadway. Estou um pouco receosa com a história porque acredito que ex é ex por um motivo, mas vou me manter quieta e esperar Leisa Rayven me surpreender. Espero apenas que a carga emocional do livro não seja nível Romeu e Julieta original, pois não gosto disso. Obrigada de nada.



Eu quero ler Interlúdio desde que vi essa resenha da Tati, do Cabine Literária. Porém, na época, o livro estava esgotado. Agora, que ganhou uma nova (e linda) roupagem, estou louca para por as mãos nesse livro. Eu não vou falar mais, porque quero deixar a resenha da Tati empolgar você como me empolgou. 

17 de jun de 2015

Sr. Daniels — Brittainy C. Cherry | A história de como fui mó otária


Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
ISBN:  9788501104502
Páginas: 310
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Aliada dos comentários da timelinda do twitter, me considero preparada para o que der e vier e os autores aprontarem. Acredito que sempre vou seguir alguém que dará bons conselhos e terá lido livro X para preparar o terreno quando necessário. Foi o que aconteceu com Sr. Daniels, livro comparado com Romeu & Julieta na rede social do passarinho azul. Romeu & Julieta é triste. O que eu fiz? Me preparei.

Joana se considera o suprassumo da esperteza.

Coitada da Joana.

Sabendo que seria sofrido, fui ~conferir o número de páginas~ e, SEM QUERER, acabei lendo as ultimas linhas. Você sabe, "saber o que esperar". De certa forma, com isso, me considerei preparada para a leitura. Me achei esperta. Acreditei que tinha vencido Brittainy Cherry no seu próprio jogo. Achei que não seria otária e fui otária. 

Bem otária.

Sr. Daniels é, a principio, mais um romance sobre uma garota triste que se apaixona por um professor gato e também triste. Complexo de Pretty Little Liars, mas só para começar a delinear essa conversa. Ashlyn perdeu a irmã gêmea e, com isso, metade de si. Foi obrigada a mudar para outra cidade para viver com a família do pai, que lhe abandonou há anos. Ainda no trem, ela conhece Daniel Daniels, com lindos olhos que escondem traumas terríveis no seu passado. 

Aí você me diz que essa é uma história clichê sobre a garota do ensino médio e seu professor e já vimos isso antes.

NÃO! Nada disso. Meu amigo, não seja otário como eu fui. SEJE MENAS

A história de Sr. Daniels (e me refiro ao livro, não o protagonista) vai bem além disso. Porque, veja bem, é mais do que o casal principal. Tão mais! Esse é um livro rico em personagens secundários, que são tão lindos e bem apresentados que caminham ao lado dos protagonistas, e não atrás deles como é o costume. Nesse passo, conhecemos a família do pai de Ashlyn - Ryan, que não assume para a mãe que é gay; Hailey, que não assume para a mãe que é budista; e a mãe deles, uma religiosa fervorosa. E é aí, meu caro, na soma de tudo isso, que temos um livro para lá de especial.

De inicio achei que a autora estava apressando sua narrativa, mas ao decorrer dos plots, você percebe que, na verdade, Cherry só queria ter mais espaço para desenvolver outros plots para quebrar nosso coração. O que parecia corrido, é muito crível. E, mesmo que não fosse, os personagens são tão bem trabalhados que basta. Se a situação é apressada, os personagens são bem desenvolvidos. Não há equilíbrio - o peso vai para o lado do "isso é bom pra cacilda!!!".

Não vou falar mais por motivos de a) provei meu ponto; b) a lágrima quer escapar e eu não. vou. deixar. Sr. Daniels é um livro MA-RA-VI-LHO-SO com sílabas separadas e bem declaradas. Tudo funciona nesse livro: o amor, a dor o fogo que arde sem arder, os personagens e o conjunto completo. É incrível! Leia! Mas desista de ser mais esperto que a autora porque, desculpa, você vai falhar e vai se sentir miserável com isso. Veja o número de páginas no skoob.

16 de jun de 2015

05 livros da promoção por R$10 no Submarino que recomendo forte


Eu sou dessas pessoas abusadas que olham páginas de promoções de livros na internet, e só se interessam pelos livros que já tem - o que sei que não faz sentido nenhum, caso você esteja analisando minha lógica. O que eu posso fazer de útil com essa minha habilidade de raramente torrar dinheiro? Convencer você a não seguir o meu exemplo! EBA! Afinal, a economia precisa girar, não é mesmo?

O submarino está com uma promoção interessante de muitos (e digo MUITOS) livros por 10 dilmas, e fiz uma seleção dessa seleção com cinco livros que eu, como amiga, recomendo muito você a ler. 


Um quote quotável de 189 páginas. Um quote gigante. Um livro que faria você cometer o crime de usar marca texto se não tivesse tags disponíveis por perto. Garota, interrompida é um livro antigo, mas que ganhou destaque novamente depois de ganhar uma nova roupagem pela editora Unica. Você pode não conhecer a fundo, mas com certeza já ouviu falar ao menos o nome da obra quase biográfica de Susanna Kaysen, que teve uma adaptação ainda no milênio passado e rendeu Oscar para Angelina RAINHA Jolie. O livro é ambientado em 1967, em uma instituição para garotas com problemas mentais. Acima de qualquer personagem, apenas o cenário já é suficiente para provar o mérito.
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Meu outro chuchu. Eu preciso falar sobre Perdão, Leonard Peacock? De verdade verdadeira, preciso mesmo? Sinto que vivo repetindo o quão tocante e maravilhoso é esse livro. O quão destruidor e arrasador e furacanioso (?) é a obra de Matthew Quick. Se é sua primeira vez por aqui (oi!) e não me viu repetindo, vou dar só o tema: suicídio. O restante da dor você descobre sozinho quando ler essa obra prima da literatura young adult.
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A chance de comprar O teorema Katherine por valor ótimo é agora - quando ainda não foi confirmada a óbvia adaptação, já que tudo que John Green escreve vira ouro e vai para o cinema. Diferente dos outros livros do autor, Katherine é um young adult mais despretensioso e sem tantas mensagens subliminares para te fazer refletir. É nerd? Sim. Tem quotes legais? Tem. Mas, ainda assim, é o mais ousado que você vai encontrar dentre os livros de Verde até o presente momento. Curioso, né? Que o ousado seja justamente o clichê?
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Você não vai me encontrar falando bem de Nicholas Sparks aos quatro ventos. Porém, há a chance de você me encontrar repetindo amor por alguns poucos e específicos títulos. A última música é um deles. Ah, mas Joana, esse livro tá sempre em promoção! Verdade, mas eu normalmente não falo sobre o quanto gosto da história, já que faz anos (ANOS!!!!!!!) que li, então catei a oportunidade para re-recomendá-lo. Tantos anos que o Liam tá mó novinho na foto da capa, né? E a Miley tinha cabelo! Estamos antigos, amigos. 
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Julia Quinn, diferente de Nicholas Faíscas, eu tenho uma placa anunciando para o mundo que recomendo tê-la na estante. Qualquer livro. É selo Joana de garantia (Você confia se quer. Eu confio. As vezes.) que o que essa senhora escreve vai ser cheio de amor para todo o sempre. Bonzão, lindão, clichêzão. Julia Quinn é tão rainha que seu sobrenome tem quase isso como tradução. E, mais, até quem não gosta de romances de época, se apaixona pelas histórias da autora. Você quer mais que isso? Para quê?
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15 de jun de 2015

A rainha vermelha — Victoria Aveyard


A rainha vermelha — #1Autora: Victoria Aveyard
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765695
Páginas: 419
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Alguns livros despertam seu interesse quando são lançados. Já outros causam burburinho bem antes disso. É o caso de A Rainha Vermelha, lançamento de amanhã da editora Seguinte. Os gringos aceitaram esse livro com os braços abertos, e o resultado é um best seller com adaptação nas costas e um tempo relativamente minúsculo nas livrarias. É óbvio que, ao chegar no Brasil, a comunidade leitora verde e amarela já está empolgadíssima e com expectativas altas. Eu me incluía nesse grupo.

Há uma miscelânea de referências acerca de A rainha vermelha. Na carta de apresentação que veio junto ao livro, nomes como As crônicas de gelo e fogo e A seleção eram alvos de comparação. Isso serve para delinear os gostos do leitor? Sim, mas também para colocar parâmetros onde, muitas vezes, não existem. 

Mas enfim: a história. Numa sociedade dividida pela cor do sangue, os de sangue vermelhos vivem a margem dos prateados, soberanos porque a cor de seu sangue os dá poder. Nesse cenário está Mare Barrow, vermelha - até que se prove o contrário. E isso acontece quando, no meio da seleção para nova rainha, na qual ela estava como empregada, ela tem um surto de energia... elétrica. Com esse poder recém descoberto, impossível para alguém de sangue vermelho, Mare é colocada aos cuidados da família real, prometida ao príncipe mais novo, Maven, obrigada a aceitar uma nova e ameaçadora vida junto a realeza.

Eu vejo onde os fãs estão se apegando, mas não consigo entender o porquê de taaaaanto alarde. De certa forma, A rainha vermelha não é um livro único no gênero. O contrário, inclusive. Como tem uma variedade grande de coisas acontecendo, há uma soma de muitos fatores - e o que era para parecer original, apenas lembra um gigante já-vi-isso-ali-aquilo-lá-também. E considerando que eu já abri o livro dando de cara com referências, estava mais alerta mais semelhanças que poderia ter deixado de lado.

Mas o maravilhoso de A rainha vermelha - e note que digo "maravilhoso", e não "bom" ou "legal" - são os personagens, principalmente os secundários. O conjunto deles, sendo mais específica. Mare, por exemplo, é uma protagonista ok quando sozinha, mas realmente interessante quando cercada por outras boas criaturas.

E quando digo boas criaturas, não estou me referindo à amor no coração. Muito, muito pelo contrário, aliás. Outra coisa excelente em A rainha vermelha é que as pessoas não prestam. É muito maneiro!!!! O romance, por exemplo, forma o melhor triangulo amoroso da literatura, em que todos os "interessados" estão preocupados consigo em primeiro lugar E AI QUE LINDO, QUE REALISTA, FELIZ DIA DOS NAMORADOS ATRASADO PARA TODOS!

Não é 100%, mas atinge tranquilamente os 80 - o que justifica o sucesso. Pode parecer A Rainha Vermelha não tem nada de mais durante quase que toda a história, mas então Victoria Aveyard prova que não tinha apenas uma carta, como um baralho inteiro nas mangas e avança muito além da categoria comum de "livro introdutório de série". Se seguir no ritmo que terminou, aí está uma quantidade significativa de personagens para se observar muito atentamente. 

14 de jun de 2015

Playlist nostálgica de The Hills


Uma das coisas que me mantêm firme em The Hills - cuja maratona abandonei por meses e retomei ontem - é a trilha sonora. Melhor do que aqueles dramas exagerados, infinitas tortas de climão e os silêncios pra lá de constrangedores, a música de dez anos atrás é pra morrer de amor. Meu Shazam passa ativado em todos os episódios, para dar um nome para aquela melodia que já sei a letra de cor. A playlist de hoje não está de cheia de novidades. Pelo contrário, é apenas um lembrete do que já ouvimos e dançamos muito antes.

12 de jun de 2015

05 ótimos romances que ainda não foram lançados no Brasil


Normalmente, faço posts sobre ships favoritos no dia dos namorados, porém eu ficaria excessivamente repetitiva se repetisse a dose esse ano. O que eu vou fazer? Aproveitar que sexta também é dia de resenha gringa e postar um Top 5 com romances mó lindinhos que ainda não ganharam versão em português. Em outras palavras, estou induzindo você a entrar em minhas campanhas de pedir esses belezudos para as editoras nacionais. Esperta eu, né não?


Li Metamorphosis em 2013 e estou abismada que 2013 não é nem ano passado mais. 
Devo comprar Renew. 
Devo convencer você a ler esse livro também. O new adult vai contar a história de Scarlett, que está muito bem e contente tendo romances só em livros. Porém quando vai para a faculdade, sua melhor amiga, Even, a incentiva a criar seus próprios romances - e não estou falando de escrita criativa. De repente, três lindos garotos entram na jogada e Scarlett se vê envolvida num quarteto romântico. 
Ok, você achou clichê e bobinho. NÃO É. Jamais! Metamorphisis é lindo e vai muito além disso. Ele vai além dos clichês do gênero. Ele tem dor de verdade, e não do modo costumeiro como quando encontramos personagens cheios de traumas. Eu só digo que prepare seu lenço, porque migos...


O outro new adult (quase tudo aqui é NA - sou óbvia, desculpa) é Beautiful Broken Rules, um dos melhores livros que li ano passado e esqueci de falar a respeito por motivos de procrastinadora mór. Com uma pequena inversão de papeis, nesse livro quem não quer compromissos é a garota. GO GIRL! Emerson tem suas regras e quer manter o coração intocado - nada de sentimentalismo, nada de repetir ficada mais de 3 vezes, nada de namorado. Quem não entende isso e quer provar o contrário é Jaxon, novo colega de quarto de seu melhor amigo.
O livro é daqueles que fisga e te deixa agoniado com o final mesmo sendo completamente óbvio. Eu adorei como a autora criou os personagens e, principalmente, a protagonista. Já falei que adoro personagens principais problemáticos? LINDÕES! ♥


Um dos melhores livros de 2013. TREZE!!! Credo!
Enfim. Você já deve ter percebido, eu amo histórias de amor que começam com ódio. Sou esquisita? Talvez. 
My favorite mistake é dessas: Taylor e Hunter se odeiam. Ela o odeia, pelo menos. Isso o intriga. Isso faz surgir uma aposta em que, ao passar mais tempo com ele, Taylor precisa decidir se o odeia de verdade, ou o ama de verdade. 
É new adult óbvio para cacilda. Clichê, comum, repleto de brigas hilárias entre o casal (acho que a resposta para o esquisita não é mais talvez) e daqueles que a gente ama e quer devorar assim que é apresentado aos protagonistas. 
Agora o porquê da capa estar com grafia errada é um mistério da humanidade. Quem deixou esse U passar?


Deveria ser a resenha de hoje, mas aguarde provavelmente na semana que vem. Ugly love não é bem um new adult, mas é dextruidor como todos os livros (bons) de Colleen Hoover. O livro divide a narrativa entre Tate, estudante de enfermagem que muda para o apartamento do irmão, e Miles, um piloto que mora no apartamento da frente. Ele é super fechado, misterioso, gato, e claro que isso chama atenção. Já no ponto de vista de Miles, somos levados ao passado até entender o porquê dele ser uma pessoa tão fechada que tem regras sobre seu passado e futuro. 
Não vou falar mais porque ainda escreverei resenha, mas digamos apenas que se eu ficar encarando essa capa, meu coração vai se quebrar (e é preciso de muito chocolate para colar, então não obrigada). 

Por fim, meu chuchu que atende pelo nome de Just one song. Eu nunca vou cansar de repetir sobre ele e inseri-lo em toda bendita lista de melhores romances de qualquer coisa. ELE É MUITO AMOR!
Os personagens principais são Nicole e Zach. Nicole está há mais de ano devastada por um acidente que acabou com sua família. Ela passa seus dias apenas respira e sobrevive. Na primeira vez que sai depois de todo esse tempo - obrigada pela melhor amiga - ela conhece Zach, um cara lindo e simpático. O que ela não sabe é que Zach é uma estrela do rock E AIN MINHA ETERNA FIXAÇÃO POR ROMANCES ENTRE CELEBRIDADES E RELES MORTAIS.
Just one song reforçou minha esperança em casar com o Ed Sheeran. Sem mais. 

11 de jun de 2015

Reboot — Amy Tintera


Autora: Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401090
Páginas: 352
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Obrigada a você, @ cujo esqueci, que disse na timeline que esse livro era ruim. Acredito que seja mérito seu que cheguei sem expectativa nenhuma na primeira página desse livro, e estava apaixonada logo no final do primeiro capítulo. Obrigada, obrigada, obrigada!

Não sei se você me segue no skoob, ou simplesmente acompanha por aqui, mas eu não tenho me apaixonado por histórias com muita facilidade nos últimos tempos. O que eu gosto são geralmente contemporâneos, e olhe lá. Distopias e gêneros próximos a ação pouco entram na minha pilha, e já não sinto mais a mesma empolgação de tempos atrás. Reboot foi uma rara exceção, porque achei a sinopse diferente. Daí disseram que era ruim, e desanimei. Daí eu li esse livro e amei. 

O mundo que a gente conhece foi dizimado por um vírus. Muitas pessoas morreram, e alguns jovens foram salvos pela CRAH, um corporação que consegue reviver humanos. Ou quase, porque cada minuto que eles passam mortos diminui um pouco da humanidade que existe dentro de cada pessoa. O recorde é de 178 minutos. Wren. Uma máquina mortífera e sem sentimentos. Ela não chora, não se abala, é a melhor treinadora e a melhor lutadora - capaz de escolher um novato para treinar a cada nova leva de renascidos. Sua escolha sempre foi o maior número, o mais capaz e inumano nos novatos. Isso até que um simples 22 chamasse sua atenção - e não apenas por esse número ser um recorde de tão pequeno. 

Posso estar super analisando, mas Reboot consegue ter uma mensagem muito poética. É como Delírio antes de Lauren Oliver estragar, só que menos óbvio. Há uma certa metáfora, bastante sutil, na forma como o que significa a perca da humanidade, no caso, o que nos define como humanos. Wren 178 perdeu muito disso, Callum 22 não perdeu quase nada. Esse contraponto na verdade é uma soma, e fiquei encantada com a forma delicada e ao mesmo tempo realista como Tintera evoluiu os personagens e a narrativa.

Wren é tipo a melhor protagonista de todos os tempos. É sério: MELHOR. Ela diz coisas como:
- Tente não gritar quando eu quebrar seus ossos. Isso me incomoda. Você pode chorar se quiser, não tem problema.
COMO NÃO AMAR? E Callum é a definição de adorável. Se você procurar pela palavra encantador no dicionário, vai ter uma foto dele. É impossível que não.

Reboot é uma série, mas funciona muito bem como livro único. A trama evolui sem correr e há muita coisa acontecendo e se desenrolando, de modo que ao chegar ao final, você consegue notar como Tintera criou plots e subplots e amarrou tudo certinho. Há equilíbrio entre distopia, ação e romance, e esses elementos evocam do leitor o sentimento certo na hora certa. Minhas pernas ganhava movimento próprio nas cenas agoniantes e se derretiam nas cenas mais meigas. Uma pena que o Tocantins não me pertence para eu dar a autora, pois ela merece muito mais que Palmas.

10 de jun de 2015

O Principe dos canalhas — Loretta Chase


Autora: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413991
Páginas: 288
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Eu não sei como foi na sua timeline, mas na minha, a recepção para Loretta Chase no Brasil foi mais empolgada do que quando a Arqueiro anunciou que começaria a lançar romances históricos. Tinha muito capslock anunciando que os livros dessa senhora eram sensacionais, e, depois, muita resenha estampando cinco estrelas brilhantes. Sem dúvidas eu estava animadíssima, e foi só a ressaca literária dar uma trégua para que o livro ganhasse prioridade na pilha. 

Sem mais delongas: fez sentido toda animação que vi.

O Príncipe dos Canalhas tem uma plot inicial bastante batido dentre os romances do gênero, com personagens de personalidades fortes, definidas e... clichês. De um lado Sebastian, Marques de Dain, legítimo canalha que todas as pessoas respeitáveis devem se manter longe. Mas não a senhorita Jessica Trent, que precisa salvar o irmão da sombra de péssima influencia do Marques. 

Eu vou dar um motivo para você ler esse livro, e esse motivo atende pelo nome de Jessica. Sem exagero, ela é DE LONGE a melhor protagonista de romance histórico que já tive o prazer de conhecer. Ela é divertida, afrente da sua época, decidida e dona do próprio nariz. Ela é tão independente, em tantos sentidos, que o romance ganha um tom diferente só por ela ser assim, muito mais sagaz que todos os outros personagens, os somando. Ainda há os diálogos entre ela e a avó, que também é uma senhora moderna para os anos 1800, e são simplesmente impagáveis - levando consideração época e tudo mais. 

Dain também é um personagem interessante, mas não consegue brilhar mais que Jessica. Ele é tão cheio de traumas que parece uma personagem de new adult e dá vontade de consolar, mas por vezes, era ofuscado pela esperteza da sua companheira protagonista. Enquanto ele é declaradamente esperto, Jessica vai mais além e é brilhante, justamente por ninguém esperar que uma mocinha bonita, solteira e sem rios de dinheiro consiga superar a todos no quesito inteligencia. Isso foi incrível, e vou continuar a repetir sobre a superioridade cerebral de Jessica até que você pegue esse livro e leia. Garanto que não vai levar muitas páginas para você ver ela dando um show nos caras. GO, GIRL!

O desenvolvimento do romance é muito crível. É óbvio que dois personagens com tanta personalidade seriam atraídos um ao outro, e Dain e Jessica combinam muito - seja nos poucos diálogos amigáveis ou nas muitas discussões. Eu só fiquei um tantinho irritada com os sentimentos que mantinham para si. Quer dizer, não digo nem sentimentos, mas simplesmente coisas que deveriam ser faladas, mas ficavam no ar, quando poderiam resolver os dramas e agonias do casal. Para duas pessoas tão espertas, eles conseguiram me irritar bastante nessa parte.

No geral, O príncipe dos canalhas é um livro excelente, com ótimos protagonistas, um bom pano de fundo e uma ligeira ousadia no que se trata de romances de época. Não achei que superou Julia Quinn e seus livros amores-de-toda-vida, mas sem dúvida vou ficar alerta para os novos lançamentos de Loretta Chase.

8 de jun de 2015

O descompasso infinito do coração — Bianca Briones


Batidas perdidas #2
Autora: Bianca Briones
Editora: Verus
ISBN: 9788576864042
Páginas: 406
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Você provavelmente já em ouviu falar sobre As batidas perdidas do coração, da Bianca Briones, lançado no ano passado. Na verdade, sou meio repetitiva quando falo sobre tal e consigo descrevê-lo em três letras: dor. Como boa leitora masoquista que sou, não satisfeita em ter o coração partido e perder semanas para engolir a história, eu estava a face da empolgação para ler a continuação, O descompasso infinito do coração, que traria outros protagonistas. Mais do que isso, eu queria chorar a beça como foi com o primeiro livro. Eu queria sofrência forte. DOOOR! 

Não queria decepção, que foi o que eu tive.

Meu primeiro receio foi quando vi que a sinopse tinha filhos e divórcio. Começa, então, a discussão de onde se encontra a tênue linha de divisão entre new adults e romances adultos comuns. Embora seja possível, não é comum ver esses plots tratados em NAs - e romances de gente crescida não me encantam com a mesma facilidade. Eu já comecei o livro com um pé atrás - mas, veja bem, ele poderia ter ido para frente. Ou poderia ter me amparado para o tombo de quando me jogasse no chão pela overdose de dor. Mas o que aconteceu com meu pé? Ganhou um acompanhante. O outro pé, aliás.

De inicio, reencontramos Clara, amiga de Viviane, alguns vários anos após o fim de Batidas Perdidas. Vários anos. Ela casou, teve dois filhos, e agora descobriu que o marido a traiu e está desolada. De volta ao Brasil e pronto para ser um ombro amigo está Bernardo, que sempre foi apaixonado por ela. E é isso. Romance de gente crescida, tô te dizendo. Alias, gente crescida não é necessariamente madura e tenha uma prova de cinco letras para apresentar a você: Clara. 

Vamos começar a discorrer sobre a protagonista.

Clara engravidou jovem e casou. Sempre teve problemas com seu peso. É insegura até o último fio de cabelo. Porém, ela tem uma noção interessante que é a senhora do seu próprio destino e sair de sua zona de conforto de vitima só depende dela. Clara deixa bem claro (HILÁRIO) para Bernardo e seus amigos que ela não quer ser salva como uma mocinha indefesa. Mas falar é fácil, eu queria vê-la agir. Eu fiquei com uma agonia danada da garota, e achei ela MUITO. CHATA. MESMO. Contudo, Bianca Briones é uma senhora muito sagaz e deu uma explicação para o modo como Clara é, que fica impossível você chamá-la de chata sem parecer uma vaca insensível. Só que eu achei conveniente, muito pouco trabalhado e não aceitei. Isso faz de mim uma vaca insensível? Talvez.

Já Bernardo é o galã da Malhação com alguns anos a mais. É sério, o sobrenome do menino é Albuquerque. Ele é rico, simpático, ombro amigo, bonzinho, tudo isso que os roteiristas da novela das cinco e meia adoram. Ele é legal, claro, mas estereotipado. Então, com esse casal que dá preguiça, eu só tive que me apegar aos personagens secundários - esses sim com alguma coisa interessante a se falar. As partes em que Rafa dava as caras de volta, só posso ♥♥♥♥♥♥♥!!!!

No final, eu parei de encarar o livro como drama, esqueci que ele tinha um antecessor maravilhoso, e aceitei que fosse cômico. O descompasso infinito do coração aborda temas interessantes, mas não trabalha direito com nenhum. Os filhos de Clara, por exemplo, são sombras do que deveriam ser - e isso é algo comum em vários plots da narrativa. Por fim, eu quero ler o próximo, recomendo o primeiro, mas esse? Só se você gostar de verdade de livros de pessoas crescidas que não cresceram de verdade.

Resultado: No mundo de Luna


Não vou dizer já, não vou dizer já, não vou dizer já JÁ?
Você é o feliz sorteado de No mundo de Luna e vai levar essa maravilha para enfeitar sua estante e criado mudo? Então vem!