16 de nov de 2015

O conde enfeitiçado • Julia Quinn


Os Bridgertons #6
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414400
Páginas: 304
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Eu dei minhas primeiras quatro estrelas para Julia Quinn. Precisei de tantos minutos para assimilar essa informação que, bem, estou escrevendo essa resenha há mais de mês depois de concluir a leitura. Nossa. Um dia difícil.

Seis livros. Os Bridgertons foram minha família preferida da terra da literatura de época por quase 85% desse tempo. É uma boa estatística, se você for pensar. Desde o primeiro livro de Julia Quinn que abri, me apaixonei por sua escrita, seus personagens, sua forma única de ser clichê falando de romances históricos. Seus livros eram especiais, seja apresentando mais uma história de amor impedido, ou então uma releitura de Cinderela. Foi tudo cinco estrelas. Até aqui.

O que eu esperava de O conde enfeitiçado era romance aliado a comédia. Coisa que já tinha sido feito até aqui, porém dessa vez eu queria ver a graça surgindo a partir de personagens supersticiosos. Era isso que o título sugeria, não? Já que magia não existe no nosso mundo trouxa, pessoas que acreditam nela existem - e estas rendem ótimos plots de superstição. Essa era minha mente confabulando sobre o que seria apresentado na história de Francesca, e apenas isso.

Francesca Bridgerton tinha casado no quinto volume, caso você não lembre. Ela casou e era feliz com seu marido, John. Porém, nesse livro, John faleceu, e Francesca tem a chance de reencontrar o amor mais perto do que imagina, pois o primo de seu falecido marido, Michael, sempre fora apaixonado por ela. Gente, sabe uma coisa chata? Triângulo amoroso. Sabe uma coisa ainda mais chata? Triângulo amoroso em que um personagem nem respira mais.

A mão romântica de Julia Quinn está no livro o tempo inteiro, então você consegue sentir a tensão sexual fluir dos personagens, o relacionamento ser construído com credibilidade e encantando ao leitor simultaneamente. Isso acontece, assim como aconteceu em todos os livros de Quinn que li até então. Porém, dessa vez, o que impede Francesca e Michael de ficarem juntos é a sombra de John, o que acaba, por sua vez, desencadeando vários plots melancólicas e passagens cansativas. 

Por mais que a narrativa seja em terceira pessoa, Quinn sabe escrever da forma que os anseios de seus personagens se tornem claros, como se fossem os próprios narradores. Aí que está o problema. Acompanhar Francesca e John não é aquela coisa SENTIMENTOS, apenas sentimentos. Sentimentos tristes, inclusive, porque apesar do tempo que passe, há muita tristeza e luto no meio deles, independente do tempo que tenha passado desde o falecimento de John. O fato de Francesca ser um pouco afastada de sua maravilhosa família também não ajuda muito.

Em certo momento, a história de O conde enfeitiçado cruza com a do quarto livro, e sabe o que eu fiz? Reli Os segredos de Colin Bridgerton, o que me confirmou meu argumento que Julia Quinn tem capacidade de escrever tão, tão mais que o que estava sendo apresentado. Ainda é um romance histórico bom, comparado com outros do gênero, porém ao lado das obras da autora, é o mais fraco. QUE DÓ.
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