2 de set de 2015

Quando Saturno voltar • Laura Conrado


Autora: Laura Conrado
Editora: Globo Livros
ISBN: 9788525060037
Páginas: 248
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Duas coisas que me fizeram querer ler Quando Saturno voltar
1. Migos do twitter amam Laura Conrado; 
2. No mundo da Luna, que amo forte, amo pra vida toda, e tem uma trama semelhante. 
Dois fatores não muito expressivos, porém fortíssimos para mim. Se Carina Rissi transformou misticismo num dos meus romances favoritos, com certeza Laura Conrado, que o twitter ama, também faria um bom trabalho.

Eu entendo que a trama de chick lits é, teoricamente, uma mulher de quase trinta anos tendo uma crise de meia idade, precisando encontrar um pai para seus dois filhos, que serão um casal e se chamarão Paula e Paulo. Não vou usar a base do gênero contra ele, prometo. A questão é que, em alguns casos, o livro não rola de ser engraçado como uma comédia romântica, e acaba se tornando desesperado como um drama de baixa qualidade. 

Isso é um tiro no pé.
A protagonista é Déborah, que trabalha como assessora de imprensa de um time de segunda divisão e tem um namorado sério há anos, Sérgio, futuro médico. Não é o emprego ou o cara dos sonhos, mas, veja bem, é um emprego e um cara (que será médico!). Então que uma vez no Chile, Déborah conhece uma cigana que lhe fala sobre uma guinada na vida e a volta de Saturno. Quando Déborah encontra um cara bonito no avião, Henrique, só pode ser disso que a cigana falou! CARA, SÓ PODE SER! CLARO QUE É!

Na sinopse fala que Déborah vai conhecer Henrique, e então ele vai desafiá-la a mudar sua vida. Hum, pera lá, não. O que eu esperava quando comecei o livro era essa super história sobre amadurecimento, sobre jogar o conforto para o alto e revolucionar a própria rotina monótona. E isso não acontece. Déborah conhece Henrique, sai com Henrique. Ela tem um namorado, que mesmo sendo chato, é um namorado. Começou errado, miga. 
No decorrer do livro, a protagonista não vai melhorando e crescendo por vontade própria, ou por se sentir desafiada por esse cara novo. Não! Na verdade, Déborah só cresce depois de se afundar na própria crise e se afogar com os próprios erros. Tá proibido errar e aprender? Óbvio que não! Só quero dizer que simplesmente não é tão instigante quando você se levanta por estar sendo obrigada a sair do chão, não por vontade própria. Não sei se fui clara, mas sei lá, não senti força vindo de Déborah, só autopiedade.

E tenha santa paciência para autopiedade.
O desenvolvimento é meia boca e o final é corrido e sem jeito. Não sei dizer para você, contudo, o porquê que não larguei o livro e o devorei no total de uma manhã. A narrativa flui, mesmo que o enredo todo faça querer bufar. Talvez eu tenha começado com o livro errado de Laura Conrado, mas, bem, Quando Saturno voltar não foi aquela experiência toda que o twitter prometeu. 

2 comentários:

  1. Morri com seus gifs hahahhahha
    Toda vez que vejo o título desse livro, eu sempre acho que tem a ver com aliens hahhaha
    Beijos!
    http://balaiodebabados.blogspot.com.br/

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  2. Oi, Jo!
    Menina do céu, eu amei Saturno! Na verdade, faço parte dessa galera do Twitter que ama a Laura. Por já ter lido os livros da saga Freud antes, eu já tinha me apaixonado pela escrita e considerei esse com uma qualidade superior a dos outros.
    Déborah tem sim muitos momentos pé no saco, mas eu acabei me identificando muito com a personagem e acredito que isso contribuiu para eu gostar tanto da história.
    Uma pena você não ter curtido. =(

    Beijos.

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