29 de jul de 2015

No início não havia Bob • Meg Rosoff


Autora: Meg Rosoff
Editora: Galera
ISBN: 9788501401410
Páginas: 240
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Eu admiro quem tem certeza sobre o que acredita a respeito de religião e coloca fé em alguma coisa tendo como prova nada além da própria crença. Não sou dessas. Eu sou cheia de dúvidas e abraço qualquer trama que proponha uma interpretação nova, por mais viajada que seja. Meg Rosoff propôs um Deus adolescente. Eu adorei essa ideia.

O que Rosoff criou é uma das premissas mais bizarras e criativas entre livros jovem adulto. A leitura não se levou a sério e foi muito feliz em suas escolhas ousadas de enredo. Sabe como foi escolhido o Deus da Terra? Um jogo de poker. Quem ganhou foi a mãe de Bob, que não quis o planeta mixuruca e deu para o filho. Bob, com a ajuda do assistente, o responsável senhor B., criou a vida terráquea. Criou inúmeras espécies e foi muito criativo a respeito disso. Porém quando decidiu criar humanos, fez a sua imagem e perfeição. Logo, somos a imagem e perfeição de um adolescente temperamental – eis a chave do que porque alguns dias dão vontade de queria estar morta.

VAI DIZER QUE NÃO É GENIAL?

Mas a criação da Terra não é importante. A trama começa quando o planeta foi inundado. Você sabe, Bob foi tomar banho de banheira e esqueceu a torneira ligada enquanto tirava uma soneca. Esse é o começo de uma série de desastres naturais que ameaçam destruir a vida humana, tudo porque Bob resolveu se apaixonar Lucy, uma menina bonita que trabalha num zoológico. Uma humana. O planeta reflete os sentimentos do seu criador e está gerado o caos. Ser adolescente é dose, né?

Paralelamente, acompanhamos plots do céu e da Terra. Sr B. não aguenta mais ter que arrumar todas as bagunças que Bob cria. O animal de estimação de Bob, Eck, está condenado a morte por mais uma aposta de poker da mãe do menino. E bem, Lucy tem seus problemas comuns de humana – incluindo uma nova paixão que parece ter uma luz própria emanando de si. 

A autora foi muito feliz em descrever a criação do mundo, todo o processo e o desenvolvimento, porém sinto que falhou em omitir a participação importantíssima de personagens religiosos característicos. Por vezes se fala que Bob tem essa mania de se envolver com humanas e que isso nunca termina bem - alguma delas foi Maria? E onde Jesus entra na história? Porque as pessoas exclamam "Jesus!", então ele obviamente existe. Rosoff inovou tão bem em tantos paralelos, que gostaria de vê-la em mais esse assunto - que é relevante, convenhamos. Ignorá-lo foi uma falha.

É danado de criativo. Rosoff não propõe algo rico e poderoso na literatura jovem. Seu objetivo é puramente viajar muito e mostrar que consegue interligar tramas absurdas com um toque de realismo muito natural. A gente vive em constantes inconsistências de humanos e então que a autora aproxima da realidade algo que parece muito mais mistificado do que pode ser de verdade. No inicio não havia Bob pode parecer o livro mais insano que você tem na sua estante, mas acredite em mim, tem um dos quotes mais sinceros e reais do mundo inteiro.

2 comentários:

  1. OMG, que trama mais engraçada
    sabe, eu não tinha ficado curiosa por este livro. tinha uma ideia totalmente errada sobre ele Oo
    mas fiquei mega curiosa depois dessa sua resenha. Bob parece ser uma graça e totalmente atrapalhado kkkkkkk
    quero ler logo! *-*

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  2. CÊ TÁ ME DIZENDO QUE DEUS É ADOLESCENTE? ENTÃO TÁ TUDO EXPLICADO!!11
    Gente,amei sua resenha kkk até antes não tinha ainda ouvido falar desse livro,achei a capa tão fófis e a resenha bem chamativa *-* já kero

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