22 de jun de 2015

Red hill — Jamie McGuire


Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576863380
Páginas: 350
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Zumbis são aquelas criaturas que eu acho que adoro, mas nunca encontrei uma história que gostasse. Ah, isso é spoiler da resenha? Sim. No geral, eu quero interpretar um zumbi em The Walking Dead, porém não suporto assistir o seriado. Gosto de pegar livros sobre os mortos vivos e ficar animada com o possível terror psicológico, mas fico entendiada com 10 páginas. 

Só sei que prefiro zumbis á unicórnios. Mas não me pergunte porquê, pois não tenho resposta. 

De qualquer forma, Red Hill é a tentativa de Jamie McGuire de escrever um new adult diferente, ambientado num mundo pós apocalíptico. De inicio eu achei a ideia legal, mas cada vez que avançava na narrativa, via que não tinha muita lógica misturar esses dois elementos. Ao trabalhar um, o outro ficava a margem e simplesmente não se completavam. Então, com isso, fica definido que somar zumbis e new adult não dá certo.

E outra que o livro mal é new adult. Acho que essa definição foi usada para puxar os fãs de Belo desastre (cá estou eu, logo funcionou), mas não tem muito sentido. São três personagens principais, sendo que apenas uma - Miranda - se encaixa na faixa etária de estar no inicio da idade adulta. Os outros dois, Natan e Scarlet, são adultos completos, com filhos e todo o pacote. Miranda, então, que deveria ser uma força expressiva na narrativa para justificar a label do gênero, é tão insignificante que se ela não tivesse ponto de vista durante o livro, pouca diferença faria. 

Não que Natan e Scarlet sejam interessantes e importante e grandes personagens. Preguicinha, sabe? O pouco que gostei de Scarlet foi quando ela estava como enfermeira no inicio da epidemia, logo nas primeiras páginas. Já o que tem de bom em Natan não é Natan, mas sua filha pequena, Zoe. Ela, sim, tem carisma, tem algo de diferente a apresentar ao leitor. Natan e Scarlet? Mé. Miranda? Mé, mé.

Em compensação, a ambientalização de McGuire ficou muito rica e bem feita. Parece realmente real, sabe? É até um tanto assustador, mas bastante próximo a realidade a forma como um vírus criado por cientistas conseguiu se alastrar pelo mundo numa velocidade tão alta. Fiquei um pouco neurótica com o que existe e a gente, meros mortais que não entendem química, não sabe? Talvez.

Banho de água fria como todos os livros de zumbi que já li até hoje. Red hill pode parecer diferente e único, uma mistura ousada, mas não cumpre a expectativa toda que promete. Eu não gostei dos personagens, sozinhos ou casal, e o resultado negativo de quando isso acontece é óbvio. Agora fez sentido do porquê que McGuire não sai do seu porto seguro com sobrenome Maddox: há muito risco envolvido.
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