11 de jun de 2015

Reboot — Amy Tintera


Autora: Amy Tintera
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501401090
Páginas: 352
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Obrigada a você, @ cujo esqueci, que disse na timeline que esse livro era ruim. Acredito que seja mérito seu que cheguei sem expectativa nenhuma na primeira página desse livro, e estava apaixonada logo no final do primeiro capítulo. Obrigada, obrigada, obrigada!

Não sei se você me segue no skoob, ou simplesmente acompanha por aqui, mas eu não tenho me apaixonado por histórias com muita facilidade nos últimos tempos. O que eu gosto são geralmente contemporâneos, e olhe lá. Distopias e gêneros próximos a ação pouco entram na minha pilha, e já não sinto mais a mesma empolgação de tempos atrás. Reboot foi uma rara exceção, porque achei a sinopse diferente. Daí disseram que era ruim, e desanimei. Daí eu li esse livro e amei. 

O mundo que a gente conhece foi dizimado por um vírus. Muitas pessoas morreram, e alguns jovens foram salvos pela CRAH, um corporação que consegue reviver humanos. Ou quase, porque cada minuto que eles passam mortos diminui um pouco da humanidade que existe dentro de cada pessoa. O recorde é de 178 minutos. Wren. Uma máquina mortífera e sem sentimentos. Ela não chora, não se abala, é a melhor treinadora e a melhor lutadora - capaz de escolher um novato para treinar a cada nova leva de renascidos. Sua escolha sempre foi o maior número, o mais capaz e inumano nos novatos. Isso até que um simples 22 chamasse sua atenção - e não apenas por esse número ser um recorde de tão pequeno. 

Posso estar super analisando, mas Reboot consegue ter uma mensagem muito poética. É como Delírio antes de Lauren Oliver estragar, só que menos óbvio. Há uma certa metáfora, bastante sutil, na forma como o que significa a perca da humanidade, no caso, o que nos define como humanos. Wren 178 perdeu muito disso, Callum 22 não perdeu quase nada. Esse contraponto na verdade é uma soma, e fiquei encantada com a forma delicada e ao mesmo tempo realista como Tintera evoluiu os personagens e a narrativa.

Wren é tipo a melhor protagonista de todos os tempos. É sério: MELHOR. Ela diz coisas como:
- Tente não gritar quando eu quebrar seus ossos. Isso me incomoda. Você pode chorar se quiser, não tem problema.
COMO NÃO AMAR? E Callum é a definição de adorável. Se você procurar pela palavra encantador no dicionário, vai ter uma foto dele. É impossível que não.

Reboot é uma série, mas funciona muito bem como livro único. A trama evolui sem correr e há muita coisa acontecendo e se desenrolando, de modo que ao chegar ao final, você consegue notar como Tintera criou plots e subplots e amarrou tudo certinho. Há equilíbrio entre distopia, ação e romance, e esses elementos evocam do leitor o sentimento certo na hora certa. Minhas pernas ganhava movimento próprio nas cenas agoniantes e se derretiam nas cenas mais meigas. Uma pena que o Tocantins não me pertence para eu dar a autora, pois ela merece muito mais que Palmas.

Um comentário:

  1. Sempre passo por esse livro na livraria e nunca sei se quero ou não ler. Confesso que após tua resenha, me interessei fortemente pela história! Quando der na telha de ler distopias novamente, vou buscar esse :-)

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