25 de jun de 2015

Pitch Perfect 2 e a sabedoria de que não se mexe em time que está ganhando


Não se mexe em time que está ganhando. Não se troca o certo pelo duvidoso. Tem um outro ditado com galinhas de ouro, mas esse eu esqueci. O que eu quero dizer é, bem, óbvio: se algo está dando certo, não há porque reformular. Há controvérsias, porém essa máxima se aplica com filmes que ganham continuações inesperadas, como o caso do meu chuchu Pitch Perfect. Depois de ser um grande sucesso de bilheterias, a produtora resolveu investir na sequencia dessa história já finalizada. Esse é, convenhamos, o maior desafio: colocar reticências no que tinha ponto final.

E aí que entram todos esses ditos populares. A bilheteria do primeiro filme foi surpreendente, e o que acontece nesses casos é um cuidado especial e uma atenção redobrada para não se deixar levar por erros comuns e a apagar a boa imagem que o antecessor tinha deixado para com os que assistiram e imploraram por uma continuação. É chocante pensar o quão fácil seria perder a mão e errar. Se fossemos listar, ficaríamos exaustos com a quantidade de produtores que fizeram escolhas péssimas ao adicionar o número 2 ao lado de um sucesso de bilheteria.

A tática usada pela linda Elizabeth Banks, que dirigiu o longa, foi não esquecer o que deu certo. Em Pitch Perfect 2, temos um roteiro escrito nos moldes do antecessor, dando alguns elementos e cenários novos para o que já tinha acontecido antes. Claro que as cenas não são repetidas e há character development, afinal, entre uma história e outra há um intervalo de 3 anos, mas é bem notável que vários elementos são trazidos de volta.

Há competição, mas não com os Troublemakers. Há Riff off, mas não dentro da universidade. Há uma festa após a entrada de uma nova Barden Bella, mas Bellas e Troubles convivem amigavelmente. Há uma cena de ensaio, cheia de takes e música agitada, num estilo caótico, mas sem Nicky Minaj ao fundo. Infelizmente, não há "horizontal running". Mas você consegue ver o que quero dizer? A base de Pitch Perfect está lá, ainda que em situações novas. Parabéns para Banks e a equipe de roteiristas que soube não esquecer sua fórmula.

O acréscimo principal do elenco foi Hailee Steinfeld, que provavelmente vai assumir o papel principal no lugar de Becca/Anna Kendrick na já anunciada continuação. Também há Flo, a latina que diz coisas comicamente melancólicas, tirando o monopólio de dizer esquisitices de Lilly, que, por sua vez, se manteve surpreendentemente ainda mais silenciosa nessa continuação. Um pouco apagada também ficou Stacie, além das outras coitadas Bellas que ninguém sabe o nome (uma é Jéssica?). Houve o crescimento gigantesco no papel de Fat Amy Patricia, o que acabou forçando o humor e tirando o lugar dos outros personagens que tinham sido tão bem montados anteriormente. Se eu vou reclamar de algo, é isso: onde está aquele equilíbrio entre todas as garotas ~secundárias~?



No geral, Pitch Perfect 2 é um filme maravilhoso. Ele foi feito para agradar os fãs e conquistar novos - os números da bilheteria americana estão lá pra provar isso. Essa inesperada história que virou uma bem sucedida franquia resume tudo que há de mais maravilhoso para assistir numa tarde regada a pipoca. Aproveita que as férias estão chegando e se joga!

    Algumas outras considerações:

  • A trilha sonora está cheia de amor, como era esperado, mas nenhum cover ou mash up chega aos pés da canção original, Flashlight. 
  • Um arco muitíssimo bem vindo foi o estágio de Becca, que contou com os maravilhosos diálogos entre seu chefe e Dax, e um ótimo mash up natalino com a participação de Snoopy Dogg.
  • Falando em participação, a lista de personalidades americanas que deram as caras foi extensa. Desde Obama, até a Fátima Bernardes americana, Nicolle Wallace. Assista até o final dos créditos e ainda tem Adam Levine ♥
  • Quem chorei no final? OWN  ♥
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