25 de mai de 2015

Síndrome psíquica grave — Alicia Thompson


Autora: Alicia Thompson
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501086303
Páginas: 336
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Eu juro que não entendo porque não existe uma quantidade absurda de romances contemporâneos situados na faculdade. Eu sinto muita falta disso, assim como sinto falta desse cenário sendo retratado em filmes e séries. É uma lista pequena de histórias passadas nesse lugar maravilhoso, com suas fraternidades e sociedades, e precisamos comemorar sempre que vemos um novo título sendo adicionado nesse seleto número. Dito isso, vamos levantar copos em homenagem à Síndrome psíquica grave, o novo componente desse ambiente.

O cenário universitário será protagonizado por Leigh, caloura de psicologia com tendencia pensar excessivamente sobre tudo. Ela adora super analisar as coisas, inclusive seu namoro que não vai para frente com Andrew, sua competição silenciosa com uma colega que também quer estudar distúrbios alimentares, e sua singela atração pelo colega de quarto do namorado, Nathan. Somando isso as pressões óbvias de estar na faculdade com a responsabilidade de se tornar adulta, temos o que? Exatamente, uma síndrome psíquica grave.

Leigh é uma das melhores protagonistas que já tive o prazer de conviver por algumas páginas. Eu me identifiquei para caramba com ela, o que, me ajude, significa que super analiso tudo? Acho que não, porque não sinto como se ela fizesse isso também. Leigh é a personagem que todo mundo adora jogar na cara que está "pensando muito e, consequentemente, vendo o que não existe", mas, na verdade, ela pensa racionalmente de uma forma moderada sobre as situações, ok? Me sinto no dever de defender essa protagonista que pode afastar leitores por acreditar que tem muito mimimi. Não tem, falou? 

O desenvolvimento é clichê, mas encantador. É a velha trama high school dando uma amadurecida e ganhando um novo ambiente, porém sem deixar cruzar a linha para new adult. O romance, por exemplo, é uma parte relevante na vida da protagonista, mas não integral (obviamente). Ela vive seus dramas com o namorado (que é um abusado narcisista que me despertou péssimos sentimentos) e o colega de quarto dele (que oin), mas, ao mesmo tempo, também tem seus problemas normais de caloura. É tudo muito equilibrado para ser real.

Não há muito por onde decepcionar partindo desse cenário. Eu acho sensacional essa forma mais liberal de educação das universidades americanas, então sou facilmente impressionável? Sim. Thompson ainda faz uma abordagem muito interessante sobre assuntos relacionados a psicologia, como entrada de capítulos e inserção durante o enredo. Devo dizer que entendi mais com essas citações do que em um semestre de aulas sobre o assunto? Pois é.

Quero destacar duas coisas por fim: Síndrome psíquica grave ainda conta com road trip e alguns momentos hilários a respeito dos pais hippies de Leigh. Somando tudo, é bem fácil ver porque esse foi o livro que escolhi para me tirar da medonha ressaca literária. Só não dei as cinco estrelas brilhantes que, por mais divertido, eu só fui ficar 100% presa no enredo quando estava na metade. Mas convenhamos, chegar na metade (gostando) foi mais do que todos os 13 livros que comecei antes de pegar esse. 

Não que eu vá agora super analisar a ressaca literária. 

Eu não faço isso. 

Nem Leigh.
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