22 de abr de 2015

Uma loja em Paris — Màxim Huerta


Autor: Màxim Huerta
Editora: Essência
ISBN: 9788542204704
Páginas: 256
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Andei lendo muito sobre Paris recentemente. Porém o único que me apresentou uma visão de época da Cidade Luz foi Uma loja em Paris, escrito pelo espanhol Màxim Huerta. Dividido em dois tempos, o romance foi algo diferente e notavelmente mais sério do que costuma habitar as prateleiras da minha estante. Mas independente de não ser o que leio com frequência, gostei bem mais do que esperava.

De inicio somos apresentados a Teresa, uma órfã rica que foi criada por uma tia rígida e, quando adulta, decide parar de viver a sombra de sua parente viva e ir viver alguma emoção em Paris. O destino é escolhido por conta de uma tabuleta de uma loja de tecidos parisiense que ela se sentiu impelida a comprar desde que passou os olhos num antiquário. Teresa muda para Paris para comprar a loja da tal tabuleta e descobrir porque ela sente tanta ligação com o nome da dona, Alice Humbert. Nada como ter dinheiro, não?

Então estamos lendo sobre Teresa, sobre o amor de sua vida que a abandonou, sobre a decisão de ir para Paris e a relação de inferioridade com a tia. Depois, em outro capítulo, sem aviso prévio, somos transportados para a Paris de 1920, quando Alice Humbert, aquela Alice Humbert da tabuleta, viveu. E foi assim que o livro deixou de ser uma história comum para ter algo mais.

Quando estamos com Teresa, o que chama atenção é a narrativa, a sutil poesia das palavras, por mais que os diálogos sejam doídos de tão óbvios e teatrais. É com Alice que a história fica realmente interessante - que há um plot mais instigante que uma mulher rica e entediada. Ao contrário de Teresa, Alice é uma garota pobre e apaixonada tentando crescer em Paris, o que a coloca em situações terríveis e dramáticas.

Eu não gostei que não há um aviso de quem é a narradora do capítulo. As vezes eles terminam num momento bom, e você quer saber o que acontece em seguida, e entra no capítulo pronta para *tcharam* e... Teresa. Ou então Alice, mas em maioria Teresa. As duas histórias são bastante diferentes e me atraíram separadamente, de modo do que o que eu gostava de verdade, via quase que unicamente nas partes antigas, cheias de intrigas e polêmicas.

Uma loja em Paris surpreendeu e superou as baixas expectativas. Se tá bom? Tá ótimo! Eu nunca tinha ouvido falar de Huerta, embora ele seja bastante conhecido na Espanha, e vou ficar mais curiosa a respeito do seu nome, já que me fazer gostar de algo que não é minha praia é uma missão quase nível hard. Não é uma leitura única e mágica, mas se você tiver a oportunidade, vale dar uma chance.
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