16 de abr de 2015

Por lugares incríveis — Jennifer Niven


Autora: Jennifer Niven
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765572
Páginas: 336
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Por lugares incríveis é o encontro de Finch e Violet, no alto da torre da escola, avaliando as opções de se jogar ou não. Esse exótico primeiro contato é o primeiro passo para uma inusitada amizade, que não aconteceria se não resultasse de uma série de acontecimentos trágicos, como a morte da irmã mais velha de Violet, Eleanor. Depois disso, como boa literatura juvenil que se preze, a vida dos personagens começam a se cruzar constantemente. Se antes eles não trocavam oi, de repente eles estão sempre nos mesmos lugares. Logo, juntos num trabalho de geografia, em que Finch e Violet começam a se conhecer ao mesmo tempo que se aventuram pelos lugares mais notáveis da Indiana.

O plot do livro é esse, mas, claro, vai muito mais além. Vamos combinar que uma simples história de amizade/romance no ensino médio não causa esse alvoroço todo como foi na rede social do pássaro azul. Foi sabendo que precisaria de mais do que o bom e velho clichê que Jennifer Niven decidiu usar depressão como seu pano de fundo. E já vou soltar a bomba: não gostei do livro quanto todo mundo que vejo falando.

Eu já li vários similares e muitos conseguiram ir além, ser mais marcantes do que Por lugares incríveis. Perdão, Leonard Peacock, por exemplo, que é um dos livros que eu mais repito como (um dos) favorito da vida. Eu senti que Niven sabia o que fazer e como fazer para arrancar sentimentos do leitor, para jogar direto com o feeling final e fazer ele ser ~aquela coisa~, e foi justamente isso. O modo como as coisas foram acontecendo eram bastante previsíveis e prontas para tocar. Em alguns momentos, eu tinha a impressão que estava lendo João Verde. Desculpa, porém sim.

O casal não me convenceu. Finch é incrível, você repara na força do personagem desde os primeiros capítulos narrados por ele, porém Violet... Preguiça dela, sabe? Eu tive a impressão que ela não estava tão comprometida com o momento do mesmo modo que Finch, e talvez seja proposital, mas não gostei. Além de que achei que o romance parecia forçado, colocado ali porque era o esperado e não apenas uma consequência natural das coisas. Eu não senti química, mas a autora insistia que existia então só resta ao leitor aceitar... Certo?

Na soma final, as expectativas eram altas e aquela comoção geral da nação só serviu para me deixar mais decepcionada. Se ninguém tivesse dito que seria excelente, talvez eu amasse Por lugares incríveis. Em compensação, passei o livro todo esperando o momento que tocaria meu coração, que eu começaria a chorar como um bebê, que se tornasse algo revolucionário na minha estante. O livro acabou e eu fiquei com aquele desagradável gosto de "isso é tudo?". Eu acredito que seja um livro muito bom, com uma mensagem interessante de um tema relevante, porém já vi autores fazendo melhor.

Sim, estou falando de Matthew Quick. É mais forte que eu.

Um comentário:

  1. Oi Joana!
    Expectativa demais sempre atrapalha uma leitura, né? Quando decido que vou ler um livro, fujo o máximo possível de todos os comentários, principalmente quando são intensos como os que Por Lugares Incríveis recebeu, para preservar minha experiência de leitura.
    Pena que você não gostou do livro. Eu gostei muito (e também adoro Leonard Peacock)
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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