24 de abr de 2015

Me and Earl and the dying girl — Jesse Andrews

Sexta feira. Dia de resenha de livro gringo. Aqui. Oficial. É sério, pode cobrar.


Autor: Jesse Andrews
Editora: Harry N Abrams INC (comprado no Brasil pela Rocco)
ISBN: 9781419701764
Páginas: 295
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The DUFF estreou no cinema gringo e ainda não chegou no Brasil nem como livro. O mesmo está prestes a acontecer com Me and Earl and the dying girl, que estreia em junho no país do Tio Sam, e pode ou não ser lançado em verde e amarelo ainda esse semestre. Enquanto isso, a gente agradece a professora de inglês do fundamental e se joga na versão original. Obrigada, teacher! PS: Se você quiser saber mais livros e filmes que serão adaptados, clique aqui.

“This book is probably making my life seem more interesting and eventful than it actually is. Books always try to do that. If you just had headlines from every single day of my life you would get a better sense of how boring and random it is.”
O livro é a história de Greg, que está no último ano do ensino médio e é amigo de todo mundo. Ao mesmo tempo, ele não é amigo de ninguém. Esse acordo funciona muito bem para ele - nada de bullying, nada de expectativa. Ele passa seus dias assistindo e fazendo filmes ruins com Earl, o mais próximo de melhor amigo que tem. Isso até ser obrigado pela mãe a ser amigo de Rachel, uma garota que conheceu num grupo de judeus e agora foi diagnosticada com leucemia.

O maravilhoso de Me and Earl and the dying girl é que o livro foge do novo esteriótipo de young aduls envolvendo câncer. É o senso de humor afiado parecido que o que a gente conheceu com John Green, só que melhor. Logo no prólogo, Greg avisa que ele só está escrevendo esse livro ruim porque desistiu da carreira de cineasta já que seu último projeto foi péssimo. É aquela narrativa pessimista e cética que funciona por ser hilária. Acima disso, não é um livro cercado por clichês; nada de romance, de lição de vida, de lágrimas. Greg também deixou isso claro em seu prólogo. Só nisso você já percebe qual o clima das quase 300 páginas que se sucedem.

Não existe um grande plot, apenas bons personagens. Se você ler a sinopse oficial, vai pegar spoiler do que acontece nos últimos capítulos, então dispense. A ideia geral é apenas Greg sendo esse cara legal, se obrigando a passar tempo com Rachel, a apresentando para Earl para os três serem amigos de seu jeito meio solitário. É uma trama comum e, ao mesmo tempo, muito única. Os personagens não tentam ser mais interessantes do que são (vide o quote lá de cima) e isso os torna ainda mais reais e atingíveis. Isso é sucesso, isso é mérito de Andrews e estou aplaudindo.

Não sei se você conhece, mas um dos meus blogs favoritos é o Improbabilidade Infinita que tem cronicas sensacionais e é pessimamente atualizado. Enquanto eu lia Me and Earl (...), tinha a impressão de estar no blog. Então se você já leu a escrita de Ygor, sinto que te comprei nesse argumento. Se você ainda não perdeu horas nesse link excelente, fique sabendo que é divertido, engraçado, cheio de sacadas ótimas e irreverentes. Diria genial, mas estaria sendo audaciosa. Eu gostei ainda mais do livro depois de ter feito essa conexão, porque sinto que por mais repetitiva que eu seja dizendo o quão deliciosa é a narrativa, não estarei sendo clara. Digamos mais, apenas, que eu não deveria estar lendo na aula de psicologia, que tende a ser mais silenciosa e propensa a destacar ruídos de risos comprimidos. 

Eu só não dei cinco estrelas porque achei Rachel muito apagada, entregando seu espaço para Greg e Earl que tomavam sem nem exitar. Porém, apesar disso, não tem como não adorar o livro. Me and Earl and the dying girl é divertido e especial e tem os mais maravilhosos diálogos em forma de roteiro. Estou ansiosíssima pelo filme que promete ser tão bom quanto!
Nível de inglês: Intermediário
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