30 de mar de 2015

Ruína e Ascensão — Leigh Bardugo


Ruína e ascensão - Sombra e ossos #3Autora: Leigh Bardugo
Editora: Gutemberg
ISBN: 9788582352335
Páginas: 344
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Eu aprendi a diferença entre fantasia e sobrenatural há pouco tempo. Tudo a mesma coisa? Não segundo o twitter. Desde então, reparei que minha estante é quase lotada de sobrenaturais e não deixa muito espaço para fantasia. Não é meu gênero favorito? Bem possível. Um dos poucos (verdadeiramente poucos) títulos com esse estilo foi a trilogia Grisha, uma ótima leitura não marcante. Ler o último volume, Ruína e Ascensão, foi apenas reforçar o por quê desses livros não funcionarem para mim: eu não os considero memoráveis.

Com a exceção, obviamente, de Harry Potter, mas enfim.

O livro final da trilogia Grisha serviu para o único propósito de dar um ponto final para a saga de Alina e seus companheiros de batalha. Batalha essa que tem tudo para ser o ápice épico (?) dos três volumes, sendo capaz de encerrar esse ciclo do jeito fantástico que fantasias se obrigam por conta do trocadilho.

Não vou dizer que isso não aconteceu. Aconteceu. Marcou? Nem um pouco. Foi épica? Não que eu lembre. Eu senti uma dificuldade tremenda para me reconectar com os personagens e sua situação atual, como se o livro anterior tivesse ocorrido há anos. Por boa parte do inicio, eu lia sem vontade, apenas em busca do que elemento que me fisgou anteriormente. Sendo sincera, eu nem lembrava o que era, mas sabia que existia e era bom. Então eu fui lendo, avançando, desbravando preguiçosamente o universo da Alina, Órfã, Santka, Conjuradora do Sol, se encaminhando para ter tantos nomes quanto Daenerys, Mãe dos Dragões (e esse evento no facebook). Só fui ficar genuinamente empolgada com o enredo quando Nikolai deu seu ar da graça, e nisso já tínhamos andado um considerável número de páginas.

A melhor parte do enredo fica entorno do crescimento de Alina como protagonista, abraçando seus poderes e capacidades, mas eu não conseguia evitar de enxergar Bella se descobrindo como vampira nessas cenas. Além disso, sentia a trama fraquejar quando o romance entrava na história. Os sentimentos da protagonista são muito óbvios durante toda a narrativa, por mais que a autora queira induzir uma ou outra coisa. Contanto, como eu ainda sou ressabiada com a reviravolta do primeiro volume e não consigo não gostar de Darkling, fiquei irritada como o foco ficava em Maly. A simples respiração do garoto quando aos olhos de Alina me irritava. Eu não consigo ver sal nesse heroizinho entediante, porém ele é retratado como o mais corajoso dos guerreiros. E vou achar eternamente injusto que Nikolai não receba seu devido valor, em qualquer âmbito narrativo: ele é tão obviamente o melhor personagem, custa alguém reconhecer?

O livro tem força junto dos personagens secundários. Bardugo insiste em colocar Alina como o centro das atenções e, por mais que ela cresça e se desenvolva como heroína, ela nunca se torna rainha da situação de fato. E talvez foi isso, aliado com a lembrança de volumes antecessores muito bons, que eu não consegui me encantar com Ruína e ascensão. Pior que isso: o gosto de adeus que ficou foi bem desagradável. Se eu entrar numa fase de fantasias futuramente, vou reler e ver se mudo de opinião. No momento? Um tchau bem fácil de dizer.
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