11 de mar de 2015

Para sir Phillip, com amor — Julia Quinn


Para sir Phillip, com amor — Os Bridgertons #5Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413625
Páginas: 288
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Adoro que Julia Quinn escreva como uma máquina. Toda vez que quero ficar triste pela série Os Bridgertons ter passado da metade e se aproximar do final, lembro dos outros inúmeros livros da autora que já tiveram seus direitos comprados e serão lançados por aqui em breve. Não sei vocês, mas eu perdi as contas. Só sei que são muitos, são lindos, e podem ser lançados mensalmente para me dar doses certeiras de felicidade. Porque, vamos e convenhamos, os livros de Julia Rainha são isso: doses certeiras de felicidade.

No quinto livro, reencontramos Eloise, a Bridgerton solteirona de 28 anos. Idosa, não? Ela, que sempre gostou de mandar e receber cartas, enviou condolências para sir Phillip, que perdeu a esposa (prima de Eloise) recentemente e acabou criando uma amizade. Um ano de carta vai, carta vem, sir Phillip convida Eloise para visitá-lo e, quem sabe, tornar-se sua esposa. Não é o romance que ela sempre esperou, mas nessa idade avançadíssima, não se pode ser muito exigente. Não depois que até sua melhor amiga solteirona já encontrou o amor de sua vida.

Eu sei que leio muitos livros parecidos, mas sempre fico meio ~assim~ quando encontro duas sinopses parecidas em um período pequeno de tempo. Para sir Phillip, com amor e Paixão ao entardecer são romances históricos que começam com correspondências. Porém, diferente de Lisa Kleypas, no livro de Julia Rainha não leva muito tempo para que ocorra um pedido de casamento e os personagens se encontrem para se conhecerem pessoalmente. Acredite: é bem diferente. E obrigada por isso.

Eloise é uma ótima protagonista para romance de época. Ela é a frente de seu tempo e, por mais que se comporte adequadamente, ela tem muito mais determinação do que as outras mocinhas típicas. Isso sempre foi uma característica da autora, mas nunca senti tão forte quanto com Eloise. Ela tem bastante atitude, o que fica visível quando ela foge no meio de uma festa para encontrar Phillip em sua propriedade e, quem sabe, aceitar um pedido de casamento (depois de rejeitar seis). É impossível não se encantar por ela.

E quando você gosta da protagonista, você quer que ela seja feliz. Apenas o melhor, correto? Então arrisco dizer que esse livro foi o que menos gostei da autora até agora. Porque Phillip, embora tenha seus momentos, não é exatamente o cara romântico que me acostumei com os irmãos Bridgertons. Ele é muito recluso, arisco e, em algumas partes, bastante egoísta. Eu não quero dizer machista porque tento não julgar livros históricos nesse aspecto, porém... Hum... Não é usual da autora, sabe? O jeito de Phillip é bastante justificável se somar a cultura histórica com sua criação, mas ainda achei bastante irritante a forma como ele vê Eloise como a solução para seus problemas domésticos, e that's all, folks. Ele consegue ser meigo em alguns momentos, mas em outros é simplesmente intransigente, o que se torna irritante. O problema não foi isso em si, mas sim o fato de vir de Julia. Eu tenho muitas expectativas com essa mulher, e seus outros personagens masculinos eram sempre cavalheiros e compreensivos, você sabe...

A melhor parte do livro fica por conta da interação familiar - tanto do lado de Eloise como de Phillip. Ele tem dois filhos gêmeos de oito anos que, né, são crianças na literatura e você sabe que crianças na literatura sempre tem certo carisma. Além disso, por mais que Eloise tenha fugido de Londres, os Bridgertons em peso tem sua participação na história e, não que seja novidade, mas eles são muito maravilhosos. Juntos, então, era amor de mais para pouco espaço. Talvez eu estivesse um tanto sentimental quando li, mas alguns diálogos ousaram molhar meus olhos. Ou então eram ninjas cortadores de cebola, nunca se sabe.

É incrível como o mais fraco dos livros ainda seja muito, muito bom. Para sir Phillip, com amor pode ter sua falha descrita numa só palavra: comunicação. Bendita seja, que cria problemas para tantos e tantos enredos. Se os personagens (a.k.a. Phillip) falasse mais sobre o que sente e espera, eu não teria ficado nem ligeiramente irritada. Mas bem, pelo menos temos Eloise para preencher diálogos já que ela tem uma eloquência invejável. Por um gênero com mais protagonistas como ela, posso pedir?

Um comentário:

  1. Eu morro de vontade de ler os livros dessa série, uma resenha melhor que a outra! *-*
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br

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