6 de mar de 2015

Bliss — Lauren Myracle



Sexta feira. Dia de resenha de livro gringo. Aqui. Oficial. É sério, pode cobrar.


Autora: Lauren Myracle
Editora: Amulet Books
ISBN: 0810940728
Páginas: 480
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Alguns livros despertam a minha curiosidade de maneira que "hum, quero ler". Outros despertam a minha curiosidade de maneira "MEU SANTO DEUS CADÊ PRECISO". Esses são mais raros e mais especiais. Bliss foi um deles. O young adult de Lauren Myracle surgiu na minha frente por dias, nas mais variadas situações. Para mim, já estava no ponto de ser um sinal divino. Comprei, paguei o frete mais caro, algumas semanas depois já tinha matado a curiosidade. Tinha me afogado em expectativas também.

1969. Bliss é filha de hippies e vai morar com a avó para cursar o ensino médio depois que os pais mudam para o Canadá. A partir disso, você precisa saber de duas coisas:

  1. 1969 foi o ano do julgamento de Charles Manson no caso Tate-Labianca, transmitido ao vivo na TV. Essa também é a época do terceiro movimento racista Ku Klux Klan. Feito isso, contextualização histórica: check.
  2. A protagonista é a típica garota legal. É sério. Bliss entrou pra minha lista de protagonistas favoritas. Ela é muito eu e você - sem pender para ser excelente demais nem chata demais. Ela é determinada, simpática, esperta, tem iniciativa e se considera "amiga" como se fosse uma característica elogiosa. Como eu disse: eu e você.
Como Bliss é muito legal, ela não tem dificuldade em se misturar no colégio. Mimimi da garota nova? Não aqui. Ela faz seu grupo de amigos, se dá bem com a rainha do pedaço, mas também estende a mão para Sandy, que é excluída por todos por ser meio esquisita. É um sopro de ar fresco encontrar alguém assim em livros YA: que não faz de adaptação um grande dilema. O que é ainda mais interessando considerando a criação da personagem, já que hippies não eram exatamente bem vistos naquela época.

A ideia é que Bliss seja um livro de terror. Entretanto, a impressão que tive foi que Myracle não tinha bem ideia do que fazer para que a trama parecesse bizarra e acabou misturando várias coisas. No final, você não sabe no que se apegar. Há sobrenatural, referências ao caso de Charles Manson,  segregação racial pesada, relacionamentos esquisitos com gatos e uma amizade unilateral bastante sinistra. Porém o resultado é confuso. Todos esses plots são expostos mas nenhum deles é trabalhado para se tornar grandioso. Acho que a autora não quis pecar por dar força demais à algo em especial, mas foi aí que perdeu o encanto, pois nada chama atenção de verdade.

Ou, talvez, eu tivesse expectativas demais. Acredite, eu tinha muitas. Eu tinha acabado de ser surpreendida por Filme noturno e tinha colocado uma tremenda pressão para que Bliss fosse tão engenhosamente assustador quanto tal. Sem falar que um young adult, se bem executado, seria algo completamente fora da caixinha. Mas não é. Ele tenta, a autora se esforça, mas não se destaca. Para mim, Bliss foi diferente, mas não ousado. Foi interessante, mas não cativante. Foi bom, mas não incrível.
Nível de inglês: Intermediário 

Um comentário:

  1. Oi Jo,
    não conheço a autora e nem conhecia este livro, e sei lá, não me interessei muito não ;x
    não parece ser um livro tão assustador assim, e acho que se a autora tivesse seguido mais este caminho, eu teria me interessado mais ;x

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