28 de nov de 2014

Resultado: Mar de tranquilidade

Demorou. Eu sei. Admito. Posso jogar a culpa para as estrelas?
Quem levou o EXCELENTE Mar da tranquilidade para casa foi...
Parabéns, Aninha! - E obrigada a todos vocês que participaram ♥ Vou te enviar um email e você tem 72 horas para responder com seus dados completos. Enquanto isso, tem O diário secreto de Lizzie Bennet e Onde deixarei meu coração sendo sorteados. Qual o melhor? EU NÃO SEI! Corre!
Beijinhos  

27 de nov de 2014

Bela distração — Jamie McGuire


Bela distração — Irmãos Maddox #1
Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576863397
Páginas: 304
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Depois da gloriosa decepção que foi Belo Casamento, comecei a repensar todo meu relacionamento com Jamie McGuire e Travis Maddox. Eu já falei mil vezes sobre isso e posso continuar repetindo o quão mal elaborado foi o último livro, e criei muitas dúvidas sobre a habilidade da autora - coisa que eu confiava cegamente até então. Assim, quando eu perdi a confiabilidade, ganhei implicância. Sabe quando você quer ler um livro só para falar mal? Essa cara sou eu. Mas vou morder a língua porque quero tecer apenas muitos elogios para Bela Distração. Droga, McGuire, você fez de novo!

O irmão Maddox que vai abrir a nova série de new adults da autora é Trenton, que tem uma participação importante no final de Belo Desastre. Nesse livro nós vamos conhecê-lo melhor: ele perdeu a namorada num acidente e largou a faculdade após o trauma. Desde então ele vive com o pai e trabalha como tatuador. Nos contando isso está Cami, que vem de uma família problemática e luta pela própria independência desde que completou 18 anos - mesmo que isso signifique dois empregos mais faculdade. Eles estudaram juntos quando pequenos, mas nunca se falaram... Até Trenton decidir que queria ser seu amigo. Mas Cami namora o T.J., cara!

Vamos combinar que a fórmula é, hm, parecida. O Maddox pegador escolhe uma garota comum, que desdenha de seu longo histórico de ficadas, para se tornarem melhores amigos. Blablabla, acontecimentos, você sente uma química danada e uma tensão sexual palpável. Mas diferente de Belo Desastre, não há nada que os aproxime além deles mesmos. Não tem nenhum plot como a aposta para que os personagens se unam, é apenas o cenário, o desenvolvimento e eles mesmos. Eu gostei, mas de inicio fiquei esperando quando viria o enredo de verdade.

Travis e Trenton são muito parecidos, porém o irmão mais velho é ~grazadeus~ menos obcecado e ciumento. É nas protagonistas femininas que há as maiores diferenças. Trenton e Cami são mais velhos que Travis e Abby. Eles já são adultos por lei, são mais maduros e experientes. Cami não tem aquela coisa de "não posso ficar com você" por nenhuma razão, esse discurso parte do pressuposto que ela tem namorado e o leitor (e Trent) precisam aceitar isso. Arrisco dizer que gostei mais dela do que Abby, que ainda era uma das personagens de NA com que mais simpatizei (até Belo blergh Casamento).

Alguns diálogos são absurdamente parecidos. Jim Maddox deve ter ensinado as palavras corretas para os filhos repetirem para suas amadas, já que dizem as exatas mesmas coisas. Mal posso esperar para ver o próximo livro com as mesmas declarações cercadas de palavrões. 

Tem um pequeno mistério na trama por conta de T.J., o namorado de Cami. A gente passa o livro inteiro juntando pistas que você nem sabe se são pistas para então, bem no final, CABOOM. Eu não sei se era porque eu estava com McGuire então baixa cota, mas fiquei de DES MAI A DA com a revelação. É o tipo de bomba que não se espera dela, sabe? E, de repente, a trama ganha um novo sentido, muito mais claro, e você quer reler tudo de novo para perceber detalhezinhos que deixou passar batido. 

O livro promete, na quarta capa, participação de Travis e Abby. De longe, a pior coisa que McGuire podia ter feito. A história de Bela distração acontece simultânea a de Belo desastre, então temos cenas inéditas do casal anterior? Não. Temos fatos repetidos pela quarta vez? Sim! Temos os mesmos diálogos que já decoramos de tanto que a autora repetiu? Sim! Jamie, pelo amor de Deus, pela última vez: LARGA. DESTE. OSSO.

Mas eu amei. Mesmo com repetição, mesmo com deja vu, mesmo querendo não amar. Eu amei. Bela distração acerta nos mesmos pontos que Belo desastre fez sucesso, e provou que para um new adult funcionar, só o que precisa é de um casal que derrama química entre as páginas. Poderia ter o ponto de vista intercalado e bilateral, poderia ser mais longo, poderia ser depois dos acontecimentos finalizados do livro antecessor, mas é incrível e eu já quero o próximo. 

25 de nov de 2014

05 livros para a Black Friday!

A intenção era não comprar livros na Black Friday. Eu, inclusive, tinha desistido de escrever esse post porque poderia aguçar minha carteira que está lutando em se manter fechado. PORÉM, uns comentários meio animados demais para alguns títulos me fizeram pensar duas vezes antes de rejeitar as promoções sem nem olhar, e elaborei uma listinha dos cinco livros que, se em promoção, vão entrar para minha readlist de férias. Eu sou filha de Jesus também, né.


Já falei deste livro antes? Provavelmente. Desde que vi que Amor em jogo seria lançado no Brasil, quis esse livro. Quando a timeline inteira pipocou elogios, entrei em surto. Comprei? Nope. Vou comprar? Talvez. É uma história bastante clichê que envolve uma garota certinha e um bad boy. O diferencial fica por conta da relação deles: Derek é enteado da mãe de Ashtyn, e eles vão morar junto e se aturar. Pode parecer nada de mais, mas né, tantos elogios que a autora recebeu devem ter um motivo por trás. E eu não preciso de muito para ser convencida a ler new adults, vamos combinar.







Já nesse caso a curiosidade surgiu pela capa e sinopse, não pelos elogios de quem leu - porque, até onde vi, não criou tanto amor assim. Mas me falar de livros de terror é quase tão instigante quanto falar de new adults, e estou aqui, prontíssima para a leitura, mesmo sem ter certeza que é bom. Asylum vai preencher meu furo de histórico cultural por não assistir American Horror Story, e espero que o livro seja tão bom quanto azamiga diziam que a segunda temporada era. A trama é protagonizada por Dan, que descobre que seu lar no programa de verão costumava ser um sanatório para criminosos insanos. 






A playlist da minha vida lembra A música que mudou a minha vida, e por associação totalmente sem sentido com um dos meus livros favoritos, entrou para wishlist. O elogio da MTV também ajudou, mas a base é a relação aleatória de títulos. A protagonista é Elise, uma garota apagadinha na escola, mas que se encontrou sendo DJ numa boate underground. A parte mais incrível - além da vida dupla - é que a playlist de Elisa não tem nada conceitual, alternativo e incomum para reles mortais como nós (sou traumatizada com Just listen). É noite de pop, bebê!








Juro que só reparei depois que tinha dois livros de Simone Elkeles na lista. Mas gente, essa mulher é muito elogiada por escrever new adults, é chocante que eu ainda não tenha lido nada de sua autoria. Mas vamos lá: Química perfeita é sobre uma líder de torcida e um delinquente juvenil que são obrigados a serem parceiros de laboratório. Notei que Elkeles é absurdamente clichê, porém who cares? Stephanie Meyer não fez o maior sucesso unindo personagens num trabalho em dupla? Só que agora a aula é de química e ninguém é sanguinário, DETALHES. É uma pena que eu coloquei o livro na lista só por estar entre top desejados, já que a chance de estar a venda é minúscula, muito menos com preço bom.





E, por fim, Mentirosos. O livro está sendo chamado de genial com tanto afinco pela comunidade blogueira verde e amarela que é impossível não querer descobrir o que a autora fez para ser tão incrível assim. Parece ser uma daquelas histórias dexxxtruidoras, que derruba forninhos e nos deixa mais des-mai-a-das que Juliana. Quer dizer, é isso que dizem. O enredo vai focar em Candence e sua família rica e autoritária em que todos devem dançar conforme a música dos mais velhos. Até que ela sofre uma acidente, perde a memória e sei lá o que acontece MAS EU QUERO SABER.









E você? Já decidiu as futuras compras? Sabe de alguns links legais pré-black friday? Vai me mandar sinal de fumaça se algum desses cinco livros aparecerem nas páginas de R$9,90 do Submarino? Comente!

24 de nov de 2014

Magisterium — Cassandra Clare e Holly Black


O desafio de ferro — Magisterium #1Autoras: Holly Black e Cassandra Clare
Editora: #irado
ISBN: 9788581635576
Páginas: 384
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Eu já disse que leria até a lista de supermercado da Cassandra Clare, mas isso não significa que eu sempre vou gostar. Não quando ela escrever em dupla, pelo menos, e seu talento se mesclar com o talento de outra pessoa que pode não me agradar tanto assim. Se de um lado estava minha autora favorita, do outro estava Holly Black, que me fez largar um livro pela metade. Por isso, por mais que eu tivesse expectativas, elas se contradiziam e baixavam. Afinal de contas, eu amo Cassandra falando de Shadowhunters e nesse livro, nada de Herondales.

A história é uma fantasia infanto-juvenil protagonizada por Callum Hunt, aprovado sem querer no Desafio de Ferro, que garantiu sua entrada numa escola de magia Magisterium. Só que Callum nunca teve a intenção de estudar lá, seu pai condena o Magisterium - por algum motivo secreto - desde que ele se conhece por gente, mas, de alguma forma, foi admitido e terá seus poderes treinados. 

É um livro com um ótimo plot inicial e um final arrebatador, mas que faz dormir em quase todo o desenvolvimento. Quando você lê o prólogo misterioso, conhece Callum e entra no Magisterium, tudo parece se encaminhar para um infanto juvenil mais do que excelente, só que desanda. O começo é bastante frenético e instigante, o que se segue não vai nesse ritmo. Bastante pacato, até. Uns picos de intensidade não são suficientes para cativar o leitor que tinha adorado as páginas iniciais. Da mesma forma que uma reviravolta incrivelmente danada no final (senti suas mãos, Cassandra!) não apaga que houveram 200 páginas massantes no meio.

Não gosto de comparar, mas é impossível não lembrar de Harry Potter durante a leitura. Impossível. Acho que a estrutura de uma escola de magia sempre é semelhante, e a importância do protagonista para o enredo também não destoa muito de um livro para o outro, mas ainda assim. As confusões que Callum e seus amigos se metem são algo que, com certeza, o trio ~parada dura~ de Hogwarts também se meteriam e se não fosse pelo final, poderíamos considerar Magisterium a encheção de linguiça perfeita para os fãs saudosos da série.

Meus sentimentos são bem contraditórios quanto a Magisterium, pois por mais que eu tenha ficado incrivelmente animada em algumas partes, o livro me deu sono em muitas outras (e dormir meio dia é façanha na minha vida). Alguns elementos da narrativa são bem contrastantes no estilo das autoras, e fiquei meio chateada pelo sumiço do senso de humor de Cassandra. Porém Holly ainda deixou ela derrubar o forninho nas páginas finais e isso garantiu que eu lesse o próximo volume.  

22 de nov de 2014

Playlist da semana!

Alerta de: estou muito farofa essa semana. Já estou adianto para você: é a mais pura realidade. Decorei letra da Selena Gomez, inventei coreografia para todas as músicas de 1989 (exceto Clean, pois blergh) e escutei uma variedade de boy bands. Alternativo conceitual? Haha, não dessa vez, baby. Mas vem que está grande e surpreendentemente diversificada.
Começando pelas excelentes Me and my broken heart, da Rixton, essa boyband dilicinha que tem um jeitinho danado de verão (lembra de Make out?), e Shut up and dance, da Walk the moon, que é uma bomba de farofa zúper dançante com um clipe mó oitentista. E ainda não saindo dos anos 80, tem parceria de Bruno Mars e Mark Ronson: Uptown funk!, que lembra muito os sitcoms da década. E sim, você pode até dizer que não é legal, mas eu sei que você vai bater o pézinho no chão na próxima vez que Bruno cantar isso numa premiação.
A gente continua com a mestra da farofa, Nicki Minaj, e sua nova parceria com a maravilhosa Skylar Grey. A música, Bed of lies, é uma mistura de rap com piano que é fórmula do sucesso (aka Love the way you lie). E depois de chorar pop em Heart wants what it wants, a outra inédita de Selena Gomez na coletânea For you é Do it, que gente, É POP SEM CHORUME. E outra moça que está seguindo os passos de Nicki na coroa de farofa de festa é Iggy Azalea, que tem feat com TODO MUNDO, inclusive Ellie Goulding. Heavy Crown é uma agradável surpresa por ser pop dark e conseguir combinar o rap de Iggy com a voz agudíssima de Ellie.
Mas como eu sei como ser um pouco indie nessa vida, TEM SINGLE NOVO DE BASTILLE, OBRIGADA JESUS. Torn apart é eletronico, dançante, mas é Bastille então ~ é cool cult ~. E finalizando com a LINDISSIMA Human, que eu só descobri porque resolvi assistir os episódios de The Voice com a participação da Taylor Swift. Joana está DES MAI A DA

21 de nov de 2014

O sangue do Olimpo — Rick Riordan


O sangue do Olimpo — Os heróis do Olimpo #5
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575958
Páginas: 432
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Pronto. Terminei. Não apenas a saga Os heróis do Olimpo, como terminei meu relacionamento com Rick Riordan. Sabe quando os livros dão tantas voltas e repetem as mesmas fórmulas que você tem a impressão que está sendo enrolada por ter que ler tuudo aquilo de novo? Pois então, é por isso que faz muito tempo que não leio Nicholas Sparks. Vou completar muito tempo, também, sem ler nada do Riordan, afinal, se for pra ler coisas repetidas, eu leio receitas de bolo.

Ultimo livro. Adeus? Uma batalha épica e sangrenta (cof cof) como foi em O último Olimpiano? Era essa a expectativa. Como Heróis do Olimpo foi absurdamente parecido com Percy Jackson, a ideia é que o último volume seguisse o mesmo esquema de se despedir em grande estilo. Porém Rick não concordou. Ele não quis escrever uma grande batalha novamente, ele quis repetir sua fórmula. O sangue do Olimpo é como qualquer um da carreira do autor: tem heróis lutando contra o apocalipse iminente, vilões que querem sangue de semideuses, inimigos tão facilmente persuasivos que se passam por idiotas. Sabe o que tem de novo? Nadinha.

O livro é narrado por cinco personagens. Ótimo, então a gente vai ter a visão da maioria dos sete protagonistas! De novo: nadinha. Jason, Piper e Leo dividem espaço com Nico e Reyna. Sabe os protagonistas dos livros anteriores? Riordan, aparentemente, também não. Nem para se dignar de dar o ponto de vista de Annabeth e Percy, que a gente acompanha a DEZ FUCKING LIVROS. Não gostei, de verdade. Além disso, Frank, que era um dos meus favoritos, ficou bem apagadinho, e Leo, melhor parte da saga desde o princípio, perdeu seu charme em meio a tanto mimimi de "saudades, Calypso".

Mas então. A história segue aquele esquema batido e previsível. Mas lembre-se que Gaia ainda precisa renascer e condenar a humanidade pois isso é a base de tudo. Digo para você: que clímax ridículo! Dá a impressão que Riordan esqueceu que era livro conclusivo, foi lembrado pelo editor e encaixou uma cena de guerra no meio do enredo. Só não digo que eu dormi nela porque levo mais de cinco minutos para pegar no sono.

Para mim, o livro não teve qualquer emoção. Dia desses já tinha comentado o quanto é chato terminar uma série e não se abalar com isso, e de novo repito. Por mais que Heróis do Olimpo tenha tido ótimos momentos, seu final beira o medíocre por não fazer lembra o que a série tem de especial. Certo, os momentos Percabeth são fofinhos, mas vamos combinar que não é isso que constitui um livro de ação infanto juvenil. Um livro FINAL de ação infanto juvenil. Caro Rick, você já deu o que tinha que dar. Tchau.

19 de nov de 2014

Timestorm — Julie Cross


Timestorm — Tempest #3Autora: Julie Cross
Editora: Jangada
ISBN: 9788564850712
Páginas: 368
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Tempest foi incrível, mas não se pode dizer o mesmo da continuação, Vortex. É difícil avaliar uma trilogia quando o primeiro e o segundo volume são tão distintos, seja em ideia ou execução. Você acaba esquecendo o que amou (eu tenho sérias dúvidas se Tempest foi realmente tão bom quanto eu lembro) e não tem bem certeza do que esperar do volume final – se é que pode esperar alguma coisa. Não é legal terminar uma trilogia e não estar triste por dar adeus, sabe? 

Uma confusão danada: é esse o ponto em que estávamos. Está tudo uma bagunça, o leitor não tem mais ideia de quem é quem, quem está vivo de verdade ou vivo de mentira, em que dimensão estamos, que ano é hoje e quem sou eu, eis a questão. Loucura das grandes em que Julie Cross tem apenas de solucionar de modo crível. Aquele modo crível que eu elogiei tanto em Tempest, já que foi a única autora que me convenceu que viagem no tempo pode funcionar. Sabe o que eu acho? Que Cross usou e abusou tanto de sua habilidade no primeiro livro que esgotou para o restante. 

Para Vortex, eu tinha expectativas baixíssimas beirando o chão. Para Timestorm, eu já pensava mais positivo pelo segundo livro não ter sido tããão ruim quanto eu esperava. Isso não é lá um elogio, mas funcionou razoavelmente. A questão é que a trama chegou num ponto tão desamarrado e cheio de furos, sem nenhuma linha lógica concisa por qual o leitor poderia usar como base para criar teorias, que a sensação que dá é que o editor disse para Cross escrever qualquer coisa e fique isso como final. Grande coisa que você achou que este seria um dos melhores livros da vida quando conheceu a trilogia alguns anos atrás. 

Em Timestorm, todo mundo que já morreu, está vivo. Tudo que era mentira, Jackson viajou para o passado e fez ser verdade. O que era verdade, virou mentira. Não há certezas nem nada. É uma bagunça, e só consigo pensar nessa palavra para colocar a situação em que o livro começou. E, cá entre nós, já começa em tal estado frenético que, para o leitor que esperava, no mínimo, ser introduzido, fica a ver navios tentando entender o que aconteceu entre o último ponto de Vortex e a primeira letra maiúscula de Timestorm. E deixa eu te ensinar uma coisa, Cross: CLIFFHANGER É UM TROÇO SÉRIO, não dá para brincar de colocar e apagar. Durou o que? Quatro tweets do Malafaia? 

Eu estava ansiosa pelo livro e assim que chegou, já pulei a fila e dei passagem imprópria para o último livro de Tempest. Sinceramente, só foi decepcionante se considerar o primeiro livro, porém se pensar no que foi apresentado em Vortex, Timestorm não fez nada além do esperado. Criou confusão, arrumou confusão, a bagunça ficou ligeiramente organizada e dá para dizer que, ok, Julie Cross conseguiu flertar com notas altas e marcações de favoritos para sua trilogia de estreia. Vamos esperar que na próxima vez ela não apenas flerte, como troque o status para relacionamento sério.

18 de nov de 2014

Os 04 últimos filmes que assisti!


Eu não sou uma pessoa de filmes. Até uns anos atrás, chegava a assistir um por dia, quisá mais, porém hoje? Er... nem. Dá preguicinha, sabe? Você já não tem muito tempo livre, e aí dedicar mais de hora para uma história que ~muitas vezes~ não empolga? Botão de pause tá aí pra isso. É por essas e outras que  levo semanas para assistir uma única história e meses para ver reunir uma quantidade suficiente para compor um post. Mas simbora, juntei! Consegui! É natal!

Malévola

Achei a proposta de Malévola excelente, principalmente considerando que estamos em meio a várias releituras e adaptações exóticas de contos de fadas. Transformar uma das principais vilãs da história da nossa infância em protagonista? Justificar sua maldade e criar afeição mesmo na crueldade? Sensacional! A fotografia do filme também foi muito bem feita e em momento algum perde aquele ar de "produção Disney", seja em takes mais sombrios ou piadinhas veladas de um corvo sentimental e mais maduro que muita gente. Além do mais, o roteiro manteve uma estrutura semelhante ao conto de fadas original, alguns elementos continuavam lá - como as fadas atrapalhadas, por exemplo -, mas a originalidade rolou solta e foi isso que fez o diferencial. 

What if

Estamos falando de Daniel Radcliffe fazendo comédias românticas. ALELUIA, MIGOS!, achei que nunca veria o ator depois de Harry Potter, já que suas escolhas de roteiro são as que, normalmente, me fazem dormir. Mas neste filme, não. A história é super clichezinha de garoto e garota são amigos, tem química, mas garota tem namorado. O filme inteiro é uma graça, e se encaixa naquela lista que não acrescenta absolutamente nada na vida: é apenas fofo. Há comédia, um pouco forçada as vezes, mas consegue arrancar algumas risadinhas em meio aos "awn, que doce".

Se enlouquecer, não se apaixone

Apesar do título péssimo, várias coisas me puxaram para Se enlouquecer, não se apaixone:
  1. Emma Roberts;
  2. Ser baseado em um livro de Ned Vizzini;
  3. Ned Vizzini que é co-autor do melhor infanto juvenil que li esse ano;
  4. Ned Vizzini que escreveu episódios de Teen Wolf; e
  5. O livro em questão ser baseado na depressão do próprio autor.
O filme conta sobre Craig, um adolescente realmente sobrecarregado da vida que interna numa clínica psiquiátrica para conter seu impulso de cometer suicídio. A história propõe várias discussões interessantes sobre depressão, dramas pessoais e a forma que cada um tem para lidar com os problemas, e, por essa razão, há uma pegada bem introspectiva. E sabe o que não combina com histórias introspectivas? Animação. Por mais que Se enlouquecer, não se apaixone seja um bom filme, ele é bastante paradão, com branco e verde em demasia, e, para mim, não funcionou bem o bastante para que eu não levasse semanas para concluir.

As últimas palavras

Já vou avisando, meu gosto cinematográfico não é nada requintado. Arrisco dizer, até, que é mais farofa que meu gosto musical (e, né). Então sim, eu assisti comédia do Eddie Murphy e pode me julgar por ter achado bastante engraçadinha. O plot é sobre um cara que adora falar e tem a vida posta em jogo quando uma árvore mágica surge em sua casa e perde folhas a cada palavra falada. Não tem nada de especial, você consegue prever cada um dos 90 minutos, mas sabe quando você não tem força de fazer nada e precisa de algo que não peça por pensamentos? Bingo.

17 de nov de 2014

|Resenha + Sorteio| O diário secreto de Lizzie Bennet — Bernie Su, Kate Rorick


Autores: Bernie Su, Kate Rorick
Editora: Verus
ISBN: 9788576863410
Páginas: 364
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Genial. Essa é, simplesmente, a melhor palavra que encontro para descrever The Lizzie Bennet Diaries e tudo que envolve a web série. Aproximar leitores que fogem de clássicos à obra mais conhecida de Jane Austen e ainda fazê-los se apaixonar é algo incrível, e merece muitos prêmios por isso. No entanto, se eu não posso ir lá abraçar Bernie Su e toda equipe, pelo menos eu destino um coraçãozinho de favorito lá no skoob para esse pessoal maravilhoso. É essa minha forma de agradecer esse amor em forma de Orgulho e Preconceito no século XXI.

Caso você tenha passado 2013 dormindo (ou não tenha twitter), The Lizzie Bennet Diaries foi uma web série de 100 episódios que adaptava Orgulho e Preconceito para a nossa época. O diário secreto de Lizzie Bennet é o livro lançado após o sucesso estrondoso, que mostra a realidade de Lizzie por trás das câmeras. Nessa versão moderna, Lizzie Bennet é uma estudante de mestrado de comunicação em novas mídias e resolve criar um vlog para um trabalho da faculdade. Na internet, ela expõe sua vida: a mãe casamenteira que não vê a hora das três filhas desencalharem; A chegada de um novo e rico morador na pacata cidade que parece ser um potencial candidato para tirar uma das irmãs Bennet da mesa das solteiras; A chegado do melhor amigo insuportável desse novo morador: William Darcy.

Não é transcrição dos vídeos, é literalmente um por trás das câmeras. Todas as situações que Lizzie narrou em seus vídeos, ela conta para seu diário - com direito a mais informações e diálogos. É um abraço das duas formas que temos para conhecer Lizzie: vendo-a em seus vídeos, lendo seu diário. Eita, invasão de privacidade. Mas deixa, a gente te ama, Lizzie e quanto mais melhor ♥

Meu receio era que o livro se perdesse por partir de um roteiro. Romantização de seriados tendem a dar muito errado, mas com Lizzie Bennet o resultado superou o certo. Superou a maravilha, a excelência, a genialidade e todas essas palavras que eu vou repetir inúmeras vezes durante os parágrafos que se seguirem. É um livro de verdade, um diário de verdade, com todas as características narrativas que ajudam na fluência. Você não tem impressão que está faltando alguma coisa, que aquilo foi tirado de vídeos do youtube roteirizados. É essa a parte mais legal: tudo é extremamente bem feito.

Minha grande experiência com a versão original e secular de Orgulho e Preconceito é o filme com a Keira Knightley. Eu não li o livro de Austen, mas pelo que sei, a adaptação cinematográfica é bem fiel e me deu uma longa base para analisar o seriado e, agora, o diário. Por esta eu afirmo: é muito fiel. São detalhes pequenos, mas todos retratados de alguma forma para essa história atual e moderna.

Falando nisso, é incrível ver o trabalho em trazer a história para nosso dia a dia. Não basta acontecer no século XXI, O diário secreto de Lizzie Bennet retrata o exato mundo como a gente conhece, com uma influência absurda das novas mídias e tecnologias. E assim como no livro original, nessa versão a mocinha ainda é afrente de seu tempo. Lizzie é descolada, moderna, determinada - e tudo de um jeito muito dias atuais. AI MEU DEUS ISSO É MUITO GENIAL!!!

Como eu já tinha assistido a web série e não estava com tempo sobrando para ler o livro e rever os episódios simultaneamente, acabei deixando para assistir só umas passagens especiais depois de terminar o livro. Digo para você: é uma experiência maravilhosa. Coisas que são apenas citadas na web serie são retratadas com exatidão no livro, e vice versa, tornando a leitura absurdamente mais enriquecedora. São meios que se completam perfeitamente e, fica dica, deveria ser mais adotado. Quero web série de tudo, bjs


Maravilhoso. Excelente. Sensacional. Incrível. Genial. Eu continuaria, mas daqui a pouco o blogger vai acusar que já repeti palavras demais e devo parar. Mas o que posso fazer se O diário secreto de Lizzie Bennet é digno de tanto amor? Um dos melhores livros de 2014 e, ainda, uma das melhores coisas já criadas na Terra. E encerro minha sessão de elogios pedindo agora o Diário secreto de Emma.


Sorteio?

14 de nov de 2014

Se eu ficar — Gayle Forman


Se eu ficar #1Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635415
Páginas: 224
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Enquanto a timeline dava pulinhos na cadeira toda vez que alguma novidade de Se eu ficar surgia, eu estava focada em fangirlar outras coisas. Me sinto muito esquisita em dizer isso, mas a verdade é que eu não entendo qual o apelo desse livro. 

Cheguei a conclusão que sou insensível.

Se eu ficar é a história de Mia, que perde os pais e o irmão em um acidente de carro. Ela vê tudo acontecer, vê os corpos sendo retirados do local e levados. O seu também, aliás. Ela está em coma. 24 horas para decidir se abandona tudo ou continua viva, ao lado do namorado, Adam. 

O grande problema, eu falo para você, é que a história já começa no ponto alto. O acidente não leva dez páginas para acontecer, e cadê tempo para se conectar com os personagens? Para conhecê-los a fundo e chorar por sua morte? Você começa o livro e Mia já tem a família arrancada de si - e para uma alma que estava observando tudo, ela até que levou numa boa.

Faltou desespero. Se eu estava receosa com Se eu ficar por achar que seria dramático demais, o pecado foi ser justamente o contrário. Por mais que houvesse um pouco de dor, não era nem metade do que eu acharia satisfatório para ser crível. Mia perdeu o pai, a mãe, o irmão mais novo! Os avós perderam esses e correm o risco de perder a neta também! Custa gritar sobre a injustiça do mundo e chorar até abastecer o Sistema Cantareira? 

Ao longo do livro, a autora vai introduzindo flashbacks como uma tentativa de, então, criar a empatia necessária. Se o espirito de Mia não está se jogando no chão de tristeza, talvez o leitor faça isso. Acredito que isso seja muito particular de cada um, e de novo retomo que sou bem insensível, mas não achei que tenha funcionado. A autora explorou muito o relacionamento de Mia com Adam, quando, na verdade, eu esperava que o ambiente familiar fosse o foco. Mia e os pais se davam maravilhosamente bem (o que, convenhamos, é raro em young adults), e mesmo assim não há aquela força emocional que embalasse o livro, que vamos esclarecer uma coisa, tem seu plot inicial (e principal) na morte dos personagens.

Eu li muitas resenhas do livro em busca de empolgação, já que todo mundo só amava e eu não tinha vontade nenhuma de ler. A maioria comentava de alguns capítulos em especiais que eram mais emocionantes, e passei a leitura inteira atrás delas. As poucas passagens pelas quais minha garganta sugeria que estava se fechando de emoção e não de gripe passavam rapidinho e a sensação que sobrava era um descrente "isso é tudo?". 

O resultado final é um livro curto, com uma narrativa fluida e algumas frases de efeito que colaboram para as duzentas e poucas páginas não se tornarem enfadonhas. Se eu fosse uma pessoa ruim, eu diria "para não ficarem enfadonhas como Mia", mas digamos apenas que a protagonista tem seus momentos. Eu li Se eu ficar e entendo menos ainda a comoção que o livro causou, e para isso repito: meu nome do meio é insensibilidade (tem presença, não é?). Do fundo do meu coraçãozinho de pedra, eu acho que não vale essa coisa toda e é uma história bem esquecível. Desculpa.

13 de nov de 2014

Simplesmente acontece — Cecelia Ahern


Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635453
Páginas: 448
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Eu juro para você que queria muito ter gostado desse livro. Queria de verdade. Queria tanto que até o pulei na pilha assim que chegou, e eu enumerava razões para que Simplesmente acontece se tornasse um dos meus amorzinhos do ano. Eu queria entrar para o fã clube de Cecelia Ahern, queria saber o final da história de Love, Rosie antes que chegasse aos cinemas, queria colocar o livro que estampa Lily Collins e Sam Caflin numa ala de queridinhos. Queria, queria, queria. Acabei frustrada.

Mas enfim: a história. Vou ser bem rápida, pois há pouco o que falar. Alex e Rosie são melhores amigos desde sempre. Eles deveriam ficar juntos, pular da friendzone, viver um romance de cinema e ser felizes para sempre. Só que o destino vai contra e Cecelia Ahern passa 450 páginas e 50 anos nos colocando nós na garganta. 

É drama, gente. Não é romance, não é doce, não é meigo e nem encantador. É drama. Esses momentos mais leves e fofinhos servem só para não impedir o leitor de abandonar aquele conjunto de desencontros que insistem em acontecer consecutivamente. E, pior de tudo, não é algo que se conclui em um ano ou dois. Acompanhamos o casal de seus 7 aos 50 anos. É muito tempo. É um fucking tempo. Você tem noção do que é torcer por uma dupla desde a primeira linha e acompanhar quase 500 páginas de drama? Chega, Cecelia, francamente.

Outra coisa: o formato. A narrativa é feita por cartas, bilhetes, emails... Nunca, jamais, por uma prosa normal com descrição aliada com diálogos. Eu não curto esse estilo, e principalmente nesse tamanho de livro, se torna maçante muito rápido. É desanimador cansar dessa escrita e ver que ainda faltam centenas de páginas para concluir. Se você não parar para pensar, parece que isso daria dinamicidade ao enredo, mas é pelo contrário, balela. Mais parece monólogos infinitos, descrições desnecessárias e um eito de mimimi introspectivo.

Para contar a história também não foi a melhor ideia da autora. O tempo passa muito rápido de um ano para outro, e vamos lembrar QUE SÃO MUITOS ANOS para acompanhar. Parece que nesse formato o assunto não rende, e quando algo parece ser falado por tempo suficiente para o leitor se envolver e gerar empatia, já parte para outra. Não ajuda a se conectar com os personagens, suas histórias e seus tempos de vida. Não ajuda em nada.

Se me perguntar o que eu gostei em Simplesmente acontece, precisa me dar vários minutos para pensar. Estou até me sentindo absurdamente insensível por isso, mas é a verdade. Ok, eu gostei do inicio: quando Rosie e Alex eram jovens, inocentes e havia aquela impressão que poderia brotar um romance de esquentar o coração do leitor. Não acontece, dá angustia e, por favor, é muito tempo para ficar sofrendo. Espero do fundo do coração que o filme seja melhor que o livro, pois não vou aguentar mais uma decepção com essa história que investiu mais em marketing do que conteúdo.

12 de nov de 2014

Garota de domingo — Letícia Black


Autora: Letícia Black
Editora: Novo Século
ISBN: 978-85-4280-359-4
Páginas: 240
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Expectativas: o que me fez gostar de Garota de domingo. O fato de não tê-las, quero dizer. O livro estava na estante, era curtinho e eu peguei em um fim de semana, porque o título falava em domingo e eu queria ser temática. Não sabia muito e ninguém na timeline tinha lido ou falado a respeito. A experiência de abrir um livro sem qualquer bagagem sobre ele. Melhor experiência.

Em garota de domingo, conhecemos Pam que é apaixonada por Davi. Ele parece gostar dela também, porém só aparece na sua casa aos domingos (normalmente ressacado) e não retorna a ligação em qualquer outro dia da semana. Faz sentido que, quando Pam acha e bisbilhota a agenda do amado, ela encontra seu nome escrito nos domingos, enquanto várias outras garotas são divididas em categorias para os outros seis dias da semana. Quer dizer, na verdade não faz sentido algum - e ela quer mais é descobrir porquê não pode ser a garota de todos os dias.

Repare que a sinopse não tem nada demais. É sobre uma garota apaixonada sendo feita de boba que decide correr atrás do seu cara porque acha que nunca vai existir nenhum outro para substituir. O tipo de história que você vê em livros, filmes, músicas e pela janela. É tão absurdamente banal que funciona logo por isso: o leitor se prende em descobrir por que Davi é babaca e Pam não desapega? Eu mandaria o site da OLX para ela, porém se fizesse isso, não teria esse ótimo livro para contar que li.

Como eu disse, o leitor se prende no enredo. O mistério é leve, mas é cativante e instigante. Bem escrito, sabe? A narrativa flui tão bem que eu fiquei um tanto surpresa por não pegar uma antipatia tremenda dos personagens. Eu torcia pelo casal e ficava me julgando por isso, porque obviamente é um relacionamento bem deturpado. Não que eu não tivesse torcido para que Pam reconhecesse que era ~meio burrinha~, mas torci mais ainda para que eles superassem seus problemas e entrassem no estágio de namoro saudável, você sabe, quando o casal se falam mais de uma vez por semana e não inclui vomitar em cima do outro e minha cabeça dói NUNCA MAIS VOU BEBER.

Porém há furos na trama. São coisas que se você está lendo compulsivamente não repara, mas se parar para pensar, são erros bem óbvios. Não estou falando de ter tido a impressão que ninguém trabalha nessa história *cof cof*, mas alguns detalhes que, bem, não fazem sentido. Se fazem, o relacionamento de Pam e Davi é ainda mais superficial do que pareceu em seus piores momentos. Além disso, o timing da história inteira é extremamente conveniente, o que não põe a perder, mas né.

Eu fiz uma resenha positiva, mas isso não é para você ficar ensandecido achando que achou o novo melhor livro da sua vida. Lembre lá da primeira frase: o grande truque com Garota de domingo (assim como qualquer outro livro na Terra) é não esperar nada da história e ser surpreendido por ela. Foi isso que me fez gostar, grudar e não dar tanta bola pros defeitos que encontrava ao longo da narrativa. No final, é um livro legal, bem escrito e que, bem, não chegou a ser de domingo pois eu devorei inteiro no sábado.

11 de nov de 2014

Vortex — Julie Cross


Vortex — Tempest #2Com spoillers EM BRANCO do anteriorAutora: Julie Cross
Editora: Jangada
ISBN:  9788564850408
Páginas: 384
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"Esse livro é ruim. Tipo muito ruim. Uma grande decepção." Mas calma, não é esta minha opinião, estou apenas reproduzindo tudo o que me disseram quando falei sobre minha empolgação para com a continuação de Tempest, a única história de viagem no tempo que já arrecadou cinco estrelinhas brilhantes comigo.  Deram a entender que, em Vortex, Julie Cross tinha sido substituída por um ghost writer do James Patterson, o que me fez esperar um péssimo livro. E sabe até que não é?

Talvez nas semanas que antecederam a leitura, eu estivesse particularmente simpática e não tenha conseguido encontrar grandes ruindades em livros, porém prefiro acreditar que a expectativa mais baixa que o chão foi o que colaborou para eu gostar, nem que seja um pouco. Mas vamos por partes.

O que me conquistou em Tempest foi o romance, e como sou louca de ficar agoniada com finais, ao separar meu ship, Julie Cross conquistou uma leitora para o resto da trilogia. Males que vem para o bem, será? Mas o que importa é que, em Vortex, ela tinha um campo livre para fazer o que desse na telha. Foi justamente o que fez. Com nada para se apegar, o segundo volume da série vai colocar Jackson como agente do Tempest, sem poder contatar Holly ou Adam, apenas tocando com a sua vida como agente secreto do governo com a habilidade de viajar pro passado, tão repleto de problemas que não cansam de o seguir, independente do ano.

Obviamente, não é um livro do mesmo nível do primeiro, afinal, aquele monte de gente estava falando mal por algum motivo. No meu ponto de vista, o grande erro de Cross foi reformular tudo que a gente conhecia por verdade. Como viagens no tempo tem um pano de fundo muito mutável, é necessário que a história tenha, no mínimo, uma base para o leitor se guiar e a autora se sustentar. Só que Cross, muito espértcha, esqueceu deste mísero detalhe e reformulou todas as garantias do leitor. É uma loucura total, com personagens novos, cenários novos e uma ínfima linha lógica que serve para manter os dois livros conectados, baseados apenas em intrigas de governo, o que, cá entre nós, é muito pouco.

O caso com viagem do tempo é que nada é definitivo, o passado está sempre a um passo de distância e pode ser reversível. Acho que isso deu uma sensação de liberdade muito grande para a autora, que sentiu que podia fazer o que quisesse, criar a confusão que imaginasse, matar quem respirasse, e tudo ok, uma hora se resolvia. É isso que eu quis dizer no parágrafo anterior, que há uma zoeira muito grande e isso atrapalha a leitura. Parece que Cross está brincando, mas na verdade, ela está beirando perder o fio da meada. E, olha aqui, miga, mandar Jackson para 2007 não soluciona sua vida, viu?

Minha implicância mór com o plot vai por conta da dificuldade que tenho em compreender sobre alterações e linha cronológica quando não há sensatez por trás. Estou meio confusa em afirmar que, nesse livro, a autora bamboleia entre explicar e deixar furos. Vou contar para vocês: é confuso pra dedéu. Quando Jackson começa a fazer análises com Universo A, Universo B, dimensões e blablabla, minha cabeça entrava em parafuso. Talvez eu não estivesse me concentrando o suficiente, mas acho que esse tipo de livro tem que ser acessível ao leitor, que (normalmente) não é mestre em física ou expert em universos paralelos. Se você não é e compreendeu, parabéns, agora me ensina.

Romance. O que eu mais gostei em Tempest e mais estava ansiosa para reencontrar nesse livro. POXA POXINHA, JULIE, PRECISAVA DISSO TUDO? Como o tempo mudou, Universo sei lá qual, essa confusão toda que viajar no tempo acarreta (e eu fico felicíssima que acarrete mesmo), as coisas são diferentes em Vortex. Holly aparece? Sim! A gente shippa? Sim! Com o coração na mão? Só o que restou dele! Poxa poxinha, Julie!

Eu achava que era muito ruim, e acabei gostando. Bom. Três estrelas - nem meia a mais, nem a menos. Eu li 90 páginas, abandonei, algumas semanas depois eu retomei e não larguei. É fluido, é atrativo e com uma narrativa interessante. É também bastante furado, bastante zoado, mas tudo certo, é o circo sendo armado para o volume final. Que a Julie Crossa de Tempest volte para a Julie Cross de Timestorm, por favor.

PS: Essa resenha foi escrita antes de eu ler Timestorm. Spoiller? A Julie Cross não voltou.

10 de nov de 2014

Um amor de cinema — Victoria Van Tiem


Autora: Victoria Van Tiem
Editora: Verus
ISBN: 9788576863342
Páginas: 294
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Não consigo lembrar qual foi a última vez que li um chick lit que tinha cara de chick lit. Impressão minha e da minha estante ou o gênero realmente deu uma ligeira pausa? Parece que eles não são publicados mais na mesma frequência, que não tem mais os mesmos leitores aficionados, ou então as autoras não tem mais o senso de humor que dá aquele jeitinho engraçado que é obrigatório nesse tipo de trama. Tenho a impressão que todos esses livros acabam esquecendo a comédia antes do romance e perdem a identidade geral que o leitor procura antes de embarcar. Uma pequena garantia de que isso não aconteceria era escolher um chick lit sobre comédias românticas. É, claramente, impossível de se perder no principal.

A protagonista é Kenzi, uma mulher de quase 30 anos que luta pela aprovação de sua família. Por mais bem sucedida que pareça, ela nunca chega aos pés do irmão médico e da cunhada perfeita (que é melhor amiga de sua mãe). Então o jogo parece estar a seu favor quando é pedida em casamento pelo impecável Bradley, que tem a aprovação geral. Só que, bem, a vida não parece tão estável quanto Kenzi imagina, e logo é obrigada a encarar uma missão para não perder o emprego. O ex-namorado, Shane, é seu mais novo cliente na empresa de publicidade, e os dois precisam reviver dez comédias românticas para entrar em contato com a artista interior dela. Um contato que ela tinha abandonado quando teve o coração partido em mil pedacinhos.

Listas são listas e, apenas por isso, são amor. Usar uma lista como artimanha de construção de narrativa é pontuar todo o desenvolvimento da história, e garantir que as coisas não saiam do trecho estabelecido. E importante: isso funciona. Principalmente para o gênero, que brinca com a previsibilidade como essencial, ter uma lista no plot principal é fazer que tudo ande como o combinado e não haja risco da autora perder a mão. 

Esse é o grande trunfo de Van Tiem, e, arrisco dizer, também o único. O elemento que mais claramente funciona para o enredo é ter essa lista de dez filmes com cenas clássicas para forçar o casal principal a reviver. Hollywood já criou o clima para a cena, então a autora só vai lá e lhe entrega uma versão com novos nomes e cenários mais atuais. Quando isso acontece, falha um pouco na originalidade. Uma coisa seria montar o livro a partir de situações cinematográficas. Outra coisa é repetir diálogo por diálogo e construir a história inteira a ponto que feche com o que foi dito em tal filme, mesmo que pareça um grande diálogo de duplo sentido. 

Kenzi também não chega a ser uma pessoa excepcional, maravilhosa, que surpreenda o leitor e seja capaz de carregar o livro nas costas. Não é nem como se ela precisasse ter essa força toda, porém seria muito bem vindo se ela fosse uma protagonista competente suficiente para tal missão. No fundo, Kenzi é extremamente banal e mimizenta. Precisa de aprovação dos pais, de um noivo disposto a casar e ter filhos no período de um ano, que tudo vá de acordo com o cronograma perfeito estabelecido pela cunhada. É um caso muito pessoal, mas eu fui incapaz de me conectar com ela. Parece que o relógio biológico dos outros fala mais alto do que está na sua frente, e se torna irritante.

Quanto ao triângulo amoroso, tive impressão que Van Tiem fez tudo para não deixar brechas para o leitor discordar de sua escolha. De um lado temos Shane e aquelas cenas que você já conhece, com a química que você já viu no filme, e um passado romântico que foi o momento mais feliz da vida da protagonista. Do outro, temos Bradley e sua falta de personalidade. Sabe, não é preciso fazer um cara absurdamente zerado para que ele pareça perfeito. Bradley não tem defeitos, mas ele também não tem absolutamente nada que nos faça gostar dele. É uma pessoa que apenas respira na trama, e a autora nem tentou fazer um suspense ou criar uma dúvida. 

Não que os nomes dos capítulos, dispostos em sumário no inicio do livro, não tivessem entregado o final antes mesmo da primeira linha.

Parece comédia romântica, mas daquelas bem fraquinhas. Um amor de cinema não tem cena em aeroporto, o que já é um ponto positivo. Eu gostei do livro, mas só como mais um na fila. Não há nada de especial, de realmente elogioso e criativo. Um chick lit que se aproveita de comédias românticas e une a história como chamarisco para os dois públicos que, normalmente, são os mesmos. Não digo que seja leitura obrigatória para os fãs do gênero, mas se tiver oportunidade, pode dar uma chance.

Sorteio: Onde deixarei meu coração

Essa semana tem resenha todos os dias e você sabe como a gente começa semanas assim? Com sorteio, MAOE! Onde deixarei meu coração é lindo, é maravilhoso, é excelente e você deve querer ler. Participa, vai!
Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora. No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa. Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Regras:

  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 11/12;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  
 a Rafflecopter giveaway

Beijinhos e boa sorte ♥

9 de nov de 2014

Playlist da semana!

AI QUE DILIÇA! A playlist de hoje está exatamente assim. Tem novidade, tem soundtrack, tem Billboard, tem single novo, tem farofa e a música mais ouvida da Turquia. Estou falando: tem música para todos os gostos!

Começando pelo retorno de Imagine Dragons e Selena Gomez. A primeira banda, que é uma das minhas favoritas da vida, finalmente anunciou o novo álbum e liberou o primeiro single: I bet my life ♥ O mesmo aconteceu com Selena, que liberou a choroso (e ainda pop) The heart wants what it wants, que dá a impressão que o novo CD vai ser tão beat quanto o anterior.


Wicked wonderland é outra dilicinha que, obrigada Shazam, deixou meus dias mais animados com sua batida eletrônica misturada de saxofone (?). Goodbye apareceu da minha mania de procurar as músicas mais ouvidas em países aleatórios. Aparentemente, o esquisitinho eletrônico single de Feder é top na Turquia. Goodday eu cliquei sem querer e gostei, mas, pelo que lembro, é uma música bem antiguinha. 

Da parte que as soundtracks me apresentaram, minhas duas melhores fontes de trilha sonora para roubar: Finding Carter e Red Band Society. Da primeira, Are you living: um rock animado e meio alternativo que também combina com Red Band, que, por sua vez, me deu a LINDA Nothing stays the same de presente.
Beijinhos

7 de nov de 2014

Ser feliz é assim — Jennifer E. Smith


Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501047783
Páginas: 400
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A capa não diz nada concreto e o título é de autoajuda. Se não fosse pelo nome de Jennifer E. Smith ali no cantinho e a lembrança de seu excelente debut, Probabilidade estatística do amor a primeira vista,  talvez Ser feliz é assim se tornasse mais um livro colocado na prateleira errada da livraria. Mas bem, é da Smith, e só isso bastou para chamar atenção da nossa personalidade devoradora de young adults.

Emails trocados: foi assim que começou o livro. E não digo emails trocados do modo que eu troquei um email com você. É email trocado no sentido que foi para o destinatário errado. Um número a menos no endereço de email de tal pessoa e, de repente, você deu oi para um total estranho. Foi assim que o primeiro contato entre a silenciosa Ellie, moradora de uma pacata cidade litorânea no interior do Maine, e Graham, um lindo e talentoso ator de Hollywood. 

Sabe clichê de qualquer história que envolve um astro adolescente que é super humilde e não esperava ficar famoso da noite para o dia? Então, vamos a eles. Graham não é apenas um garoto comum de 17 anos, e ele sente falta disso. Nos emails, Ellie não sabe quem de fato ele é, o que o deixa encantado e, tudo bem, não vou julgar, apaixonado. Então: (ENEM 2014) O que você faz quando é um ator famoso e está apaixonado por uma relés mortal que mora onde Judas perdeu as meias depois de perder as botas e não sabe que você é você?
(XXXXXXXXXX) Dá ataque de diva e convence seu diretor a transferir as gravações para a cidade da amada em questão, duh

Quando você acompanha os acontecimentos, acha muito meigo, fofo e até normal a decisão de Graham de ir atrás de Ellie. É até o que o leitor mais quer e anseia, o que torna essa viagem o ponto alto do inicio da história. Mas se você parar para analisar os fatos, é um pouco esquisito e assustador. Não estou dizendo que encontrar alguém que você conheceu online não se faz, mas vamos combinar antes, sabe? Se você aparecer por aqui sem me mandar um tweet antes, traga sua ficha criminal, ok?

Mesmo assim, é um livro muito doce, feito suspiro, sabe? Você simpatiza com os personagens, suas situações, e torce para felicidade eterna como se fosse um conto de fadas. É um livro que se torna agradável de ler, e a execução da história parece ir se moldando como uma comédia romântica de praia. Uma adolescente, no caso. 

Durante a leitura, tive uma lembrança bem grande de Probabilidade, até nos diálogos. É aquela mesma fórmula de casal lindo, simpático, que funciona bem em conjunto e vive momentos leves como uma sutil sombra de drama ao redor. Contudo, o que encantou no primeiro livro por acontecer em um espaço tão curto de tempo, se torna comum e óbvio quando há mais páginas para desenrolar o plot. O clímax não parece um feito tão grande e precioso da autora, é apenas a ordem natural dos fatos de um enredo surgir e ser bem desenvolvido.

Durante a leitura, Ser feliz é assim parece ser extremamente fofo e, realmente, é mesmo. A narrativa flui, envolve e voa junto da brisa do mar da cidade cenário. Mas, numa análise geral feita depois de deixar a poeira do livro baixar, algumas coisas ficaram mal explicadas. O final, por exemplo, não é o mais trabalhado, e o encontro dos dois personagens, embora muito esperado, não é composto de situações atenuantes. Ellie deu sorte de Graham ser um incompreendido e boy magya ator de Hollywood, mas poderia ser qualquer um na fila do pão. Até onde eu sei, celebridades não são, por regra, as pessoas mais corretas e seguras do mundo. Na dúvida, desconfie.

6 de nov de 2014

04 seriados delicinhas que não passaram da primeira temporada


Séries ótimas e canceladas são totalmente a minha praia. Não que eu goste disso e busque por elas, mas acaba acontecendo tão repetidamente na minha vida que tenho até experiencia para escrever um rap (e hitaria). Na minha quarta fall season, já somei um grandioso número de séries começadas, amadas e arrancadas do meu coração sem dó nem piedade. Hoje eu decidi comentar as maiores queridinhas que não passaram do marco da temporada inicial, mas poderiam ter durado anos que eu daria muito amor. 
PS: Exclui Jane by design e 10 things I hate about you da lista porque eram escolhas óbvias demais, mas eu recomendo de todo coração.

Bunheads

Balé: um plot maravilhoso que fica esquecido dentre o monte de sinopses de super heróis e cenários de CSI que são tudo que a TV apresenta no momento. Daí a ABC Family colocou o assunto em voga, misturou drama de ensino médio com dança e mais algumas belezuras e resultou nessa Bunheads cheia de amor. Porém, como a ABC Family não tem lógica nenhuma e só gosta de série de defunto que, na verdade, não é defunto, esta foi pro beleléu.

Camp

Camp é o tipo seriado que os americanos preferem viver na pele, e não sentar na frente da TV durante 40 minutos semanais. Ok, eu entendo, mas né, aqui não tem essas coisas. A série de verão que nos mostrava as aventuras vividas por um grupo de adolescente durante um acampamento de férias foi super amorzinho e surpreendeu todo que achava que a trama seria frívola. Não que isso tenha sido suficiente para arrancar um segundo ano da NBC, mas tudo certo, é uma ótima maratona de um único dia.

Privileged

Enquanto a summer season gringa se mostrava péssima (como todas as últimas seasons, cof cof), Privileged caiu como presente nos meus arquivos de torrent. Quer dizer, mais ou menos. Eu sinto muita falta de dramas adolescentes comuns (como repito sempre) e me deparei com esse título enquanto lia o "Sobre a autora" de Hollywood é como a escola. Alí dizia que um dos livros da autora tinha sido adaptada pela CW e, né, você sabe que na década passada não existia ninguém como a CW para contar esse tipo de história. Na trama, Megan é uma aspirante a escritora que é contratada para ser tutora das netas de Laurel Limoges, uma magnata dos cosméticos. É um seriado bem despretensioso, mas uma gracinha. Ah, e é ótimo ver Lucy Hale antes de Pretty Little Liars, parece outra pessoa!

Underemployed

Você pode falar em Awkward, em Teen Wolf ou até mesmo Faking it, mas digo pra você: não houve, até hoje, melhor seriado da MTV do que Underemployed. Foi a primeira vez que vi a emissora flertar com assunto mais sério e continuar com seu jeito maravilhoso de contar histórias. O seriado é meio comédia, meio drama, meio romance, 100% lindo. Falando sobre juventude, realidade, amizade e sonhos frustrados, essa é uma daquelas tramas que eu continuo recomendando mesmo sabendo que jamais vai ser refeita. Uma pena, porque todo mundo merece doses semanais de Diego Boneta.

5 de nov de 2014

Fangirl — Rainbow Rowell


Autora: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
ISBN: 9788542803686
Páginas: 424
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Fangirl. Rainbow Rowell. É como se você colocasse o tumblr no liquidificador e o resultado fosse um livro. A autora que conquistou o mundo a Amazon com Eleanor e Park volta para contar uma história protagonizada por nós, fangirls, que fizemos de fangirlagem um estilo de vida definido por um termo muito adaptável, que não vê limites de idioma ou tempo verbal. Tão sem limites como nosso amor de Fangirl. Como o amor de Fangirl de Cath por Simon Snow.

Cath tem 18 anos e está indo para a faculdade. Não seria tão complicado se a irmã gêmea, Wren, não tivesse decidido que queria trocar seu status de dupla inseparável por um status social de verdade, o que não inclui passar fim de semanas no quarto escrevendo fanfic de Simon Snow, uma série de livros sobre bruxos que conquistou o mundo de uma maneira avassaladora. Cath sabe que não está sozinha porque tem Simon e Baz e outros personagens... Mas isso basta?

A primeira impressão que tive era que estava lendo um livro que zombava da minha cara. Muito ousado da parte de Rowell elaborar uma história que, a primeira vista, parece estar mandando você largar o livro e ir ver se as flores da primavera já começaram a nascer (aliás: já). Eu já esperava ouvir lição de moral da autora, por conta da experiência anterior com Eleanor e Park, mas não imaginava que ela ia tocar logo na ferida: quando ler vai além de um refúgio para o mundo.

Esse é um plot interessante, entretanto, 420 páginas é um tempo muito grande para montar uma simples história de autoconhecimento (porque, afinal, é disso que tudo se trata). A autora adiciona mais alguns dramas familiares, mas também não passa disso. Rowell não faz nada para apressar a obra, não acelera momentos e não deixa que nenhuma situação pareça corrida. Gosto disso, porém, nesse caso, tanta paciência se torna desnecessário. É uma história que facilmente se concluiria em 300 e poucas páginas, mas vai abordando pequenos fatos do cotidiano de Cath até que tenha preenchido o máximo que o livro poderia durar.

A gente vai seguindo Cath e sua obsessão pelo fandom de Simon Snow, seu relacionamento conturbado com a família e, principalmente, a irmã, além de como é fechada para o mundo. Por exemplo, quando Cath conhece sua colega de quarto e seu namorado enxerido, ela prova o quanto não está interessada em fazer amigos. Só aí mostra todo o desafio da autora: fazer a garota alinhar os dois lados da sua vida, já que equilíbrio é o correto e ignorar livros vai bater de frente com o leitor.

Entre os defeitos do livro, quero listar duas coisas: 1) Uso exagerado de informalidade, em que "tá", e "tô" substituí totalmente o verbo "estar" em diálogos, como se fosse a internet. Pode ser ok em alguns momentos, mas uma hora chega a um limite - e continua. 2) Rowell, você quer me dizer, então, que em pleno século XXI, numa trama localizada na faculdade (um antro de conhecimento e sabedoria) e ninguém reconhece um caso ÓBVIO de dislexia? Miga, isso já não é mais tabu, todo mundo sabe que existe e é um transtorno REAL, você perdeu uma oportunidade maravilhosa de inserir um assunto importantíssimo na trama.

É um bom livro, mas não é tudo isso. Fangirl é muito grande para o que se propõe a fazer e, vamos ser sinceros, as fanfics de Simon Snow são totalmente a melhor coisa da história inteira. O senso de humor não é afiado, o romance não é de colocar borboletas no estômago, o drama não é nem metade de como foi Eleanor & Park, em que havia uma real agonia. Entretanto, o livro contenta em ser fofinho, bonitinho, inho, inho e inho também. Legal, comum e real (dessa vez sem diminutivo), porém nem tão tocante quanto a primeira experiência que tive com a autora.

4 de nov de 2014

1989: Quando você acha que o forninho já estava derrubado, lá veio Taylor...

PODEM DAR COMO ENCERRADO O EXPEDIENTE DO MUNDO E ENTREGUEM TODOS OS PRÊMIOS PARA TAYLOR SWIFT!

Impressionante como essa moliér consegue ser a melhor coisa em termos musicais em todo ano, né? Red foi o melhor álbum do ano passado, assim como Speak Now foi do anterior e 1989 está se encaminhando para ser de 2014, esse ano bem carentinho de coisas boas. Não é a toa que em poucos dias depois do lançamento, o novo álbum de Taylor Swift já bateu recordes e está sendo apontado como o maior lançamento musical desde 2002 (aqui). Cê é uma dona muito destruidora mesmo, hein?


Falar de Taylor é falar de amor. Literalmente. Mesmo no álbum que prometeu não falar exaustivamente sobre seus relacionamentos amorosos fracassados, essa é a palavra chave para praticamente todas as letras do álbum. E aí que tá: a gente gosta. A gente adora, na verdade. É incrível ver esses problemas de garota comum em alguém tão bem sucedida quanto Taylor, que escreve e transforma em hit histórias que, na maioria das vezes, só nos fazem ter vontade de comer Nutella. 

É em 1989, também, que o country foi totalmente deixado de lado. Em pouco lembra a garota dos cachos definidinhos que cantava Love Story numa sacada, lá em 2008. Houve uma transição para o pop, que já começava a ganhar forma em Red, e novo álbum é a evolução clara e completa. Começando pela faixa de estreia, Welcome to New York, que traduz inteiramente a vibe das 18 canções seguintes. É vibrante, repleta de sintetizadores, daquele jeito bem pop farofa que todo fã do gênero, curte.

O álbum inteiro segue essa onda: algumas canções mais animadas, outras mais chorosas, umas melodias mais fortes e pesadas, um quantidade enorme de notas agudas e gritinhos ao fundo, e ainda mais sintetizador. 1989 tem até um dedinho da amiga Lorde em New Romantics, porém um pouco mais forte e vibrante. É uma mistura bem diversificada de sons, mas que incrivelmente fecham entre si. As músicas tem a mesma essência, mas cada uma mantem suas características e individualidades. 

O destaque do álbum vai para Shake it off, que despensa apresentações, Out of the woods, que foi a primeira canção de divulgação a mostrar que o pop de 1989 poderia ser um pouco mais dark, Blank Space, que se dá maravilhosamente bem com a letra chiclete e refrão convidativo, e Wonderland, que com seu "e, e, e, e, e..." brinca de ser a nova I knew you were trouble. Só há uma música que faz referência ao passado country de Taylor: How to get the girl, que - me julgue - é uma das minhas favoritas. Por mais que essa fase pop seja maravilhosa, a gente ainda ama a Taylor do violão e do piano. Pfvr, eu ainda escuto músicas de Fearless!

Para músicas mais calminhas e românticas, vire os olhos (os ouvidos?) para This love e You are in love, que mesmo com seus títulos clichês e começos caidinhos, conquistam. São baladas profundas, não muito elaboradas, com refrões fortes e únicos. Já na parte de músicas ~dedicadas~ Katy Perry ganhou Bad Blood e boatos que Style vai para Harry Styles, que tem cabelo comprido penteado pra trás e usa blusa branca. Miga, please, alfinete mais!

Sabe aqueles álbuns que você passa de música em música dizendo que achou uma nova favorita? Pois então: 1989. Com exceção de Clean, não há uma única música que dê vontade de avançar sem ouvir até o último décimo de segundo. As letras são maravilhosas, a batida é excelente, e é um pop que consegue se encaixar em vários labels e gostos (desde que nenhum deles queira pagar de intelectual). Mais amor ainda são os três bônus em que Taylor mostra seu processo de criação e como foi o começo de I wish you would (♥♥♥), Blank space (♥♥♥) e I know places (♥♥♥). Nessas três faixas, temos a Taylor Swift do violão, a Taylor Swift do piano e, então, está completo: não tem por onde reclamar, está tudo aí!
EITA XOFANA ♥

Resultado: Quem é você, Alasca?

Acostumei a ser atrasada que é até estranho postar resultado de sorteio no dia certinho, não? O que eu desacostumei é enrolar com blablabla em post como esse. Você vai direto saber o resultado, né? Garanto que nem leu isso posso escrever qualquer coisa tipo prefiro gatos a cachorros e ninguém vai tretar.
ENFIM!
Quem levou Quem é você, Alasca? do João Verde para casa, foi...
Parabéns, Gabriele! - E obrigada a todos vocês que participaram ♥ Vou te enviar um email e você tem 72 horas para responder com seus dados completos. Enquanto isso, tem Mar de tranquilidade, esse livro maravilhoso amor da vida, sendo sorteado. Vem participar!
Beijinhos