29 de set de 2014

Dexter HQ — Jeff Lindsay

Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
ISBN: 9788542203356
Páginas: 120
Nota: 

Dexter HQ é um lançamento recente que coloca, pela primeira vez, o personagem numa revista de quadrinhos. Se você for discutir comigo que HQ e quadrinhos não é a mesma coisa, nem perca seu tempo – eu não tenho conhecimento suficiente no assunto para compreender seus argumentos.

Eu acreditava que, por se tratar do primeiro exemplar desse novo formato, o autor repetiria a história do primeiro livro, só que numa versão sintetizada e menos discursiva. Foi uma agradável surpresa me deparar com outro enredo, novos personagens secundários e um plot inteiramente novo para que fosse desenvolvido.

Como é sintetizado e essas coisas, é bom já ter uma pequena noção de quem é quem antes de ler a HQ. Dexter solta os nomes de Deborah, Rita, Harry e outros personagens, sem fazer uma explicação prévia, e pode ficar confuso. Porém, exceto isso, é completamente desnecessário saber a fundo a história de Dexter para que a HQ se torne compreensível.

Uma coisa que me desagradou é que todo inicio de capítulo, havia uma repetição de fatos no maior estilo “previously on...” do que tinha acontecido na página anterior, e quem eram os principais personagens da trama. É totalmente desnecessário, pois os capítulos são tão frenéticos que você não larga o livro no meio, então tem todos os fatos na memória fresca.

É, sem sombra para dúvidas, uma versão mais leve. A narrativa é mais bem humorada, não há descrição extensa (ou desenhos) de defuntos e coisas chocantes que Dexter já viu em sua carreira (como perito ou assassino, tanto faz), e está longe de ser algo que “devemos manter afastados de crianças por isso, isso e aquilo”. Bobagem, gente, se Dexter HQ fosse programa de TV, a classificação indicativa seria, no máximo, 10. Já pode sair o próximo, viu?

Resultado: A música do coração e No limite da ousadia

Resultado em dose dupla. Três leitores sortudos aumentaram a estante com um livro maravilhoso. Quem? Quais? Vem!

27 de set de 2014

Playlist da semana - Especial nacional!


Playlist verde e amarela no ar! A ideia é que tivesse saído no primeiro fim de semana do mês, já que era semana do país e tudo mais, porém quem disse que eu lembrei? Culpa de você, feriado no sábado! Podemos, então, aumentar para mês do país? Ainda estamos em setembro por mais alguns dias, e acho playlists temáticas um tanto divertidas. Por conta disso, separei músicas nacionais que eu escutei no rádio, que ozamigo me recomendou, que o Shazam indicou e que apareceram na televisão da vida. Vem que está legal até pra você que tem pastas e pastas lotadas só de bandas gringas. Toca aqui, migão!

O forte do Brasil não é pop, então a maioria do que eu gostei é um monte de melodia de violão, dessas bem levezinhas, ou então um rock bem animado que Bandslam me ensinou a adorar! Tem bandas que você conhece: começa com Capital inicial, segue com Skank, os moços daquela banda do Superstar (eu sei o nome, mas quem conhece por Malta?). Depois vem Onze:20, essa banda que nunca ouvi falar (que eu lembre?) e está no Top 100 do Shazam Brasil. Já Belga é uma banda indie, e vem em dobradinha das duas músicas que eu adorei: Cresça e O que o coração diz.

O próximo, Felipe Cordeiro, tem um sonzinho bem bossa nova, que eu normalmente torceria o nariz, mas me fez dançar. Na sequencia, HABEMUS POP! Mahmundi tem uma pegada bem oitentinha e achei absurdamente surpreendente se tratando do que a gente (não) vê por aqui. Continua com Vespas Mandarinas, uma banda de rock com um nome ex-ce-len-te! Eu fecho com outra banda de nome ótimo: Mustache & os Apaches, que faz um som tão esquisito e engraçadinho quanto ao nome. Esses paulistas poliglotas tem música em português e inglês, mas eu escolhi Gigolo meio que por engano e adorei.









Beijinhos ♥

26 de set de 2014

Bazinga! - Um guia para a vida com Sheldon Cooper — Toni de la Torre

Autor: Toni de la Torre
Editora: Lafonte
ISBN: 9788581861906
Páginas: 224
Nota: 

Eu não sou fã de não-ficção, mas livros de seriados (que assisto) sempre me atraem. Não sei se é porque gosto de ver a ideia em outro formato, mas o caso é que chama a minha atenção: seja um “por dentro dos bastidores”, um romance baseado em roteiros (não sei como ainda insistem nessa ideia frustrada), ou então um guia. Por exemplo, um guia de sobrevivência ao personagem menos carismático da história dos sitcoms: Sheldon Cooper, aquele lindo.

Não sei você, mas eu sempre gostei do Sheldon – seja em parâmetros de The Big Bang Theory, ou então na amplitude de comédias em geral. O personagem sempre se mostrou muito identificável, falando coisas que a gente pensa e o filtro guarda, tanto que isso é uma característica que o autor do livro, Toni de La Torre, evidencia logo no começo. Por mais que não pareça, Sheldon é um dos personagens que mais se assemelha aos seriadores, e aí está seu apelo – e o que faz o seriado ser renovado mesmo que todas as piadas já tenham sido contadas.

Com um senso de humor velado e uma linha de raciocínio muito lógica, Toni escolhe os pontos de personalidade mais marcantes de Sheldon e comenta sobre eles, seja a falta do sensor sarcasmo, a inabilidade social e a organização diária. Sua relação com os outros personagens também vem a tona, principalmente em comparações com Penny – a personagem mais destoante da trama. Ah, e olha só: DESCOBRI O SIGNIFICADO DE BAZINGA! Obrigada, Toni!

A narrativa é engraçada por se mostrar científica. É uma escrita muito simples e objetiva, e se torna cômica quando o autor divide sua opinião dando razão para Sheldon. Afinal, seria um mundo muito mais simples se as pessoas se comunicassem de forma objetiva, sem floreios ou espaços para que o próximo tire as próprias conclusões. Poxa, Sheldon, você tá certão, migo.

Além dos textos do guia, Bazinga! -  Um guia para a vida de Sheldon Cooper, ainda conta com um glossário com direito a referências específica de qual episódio aquela referência for vista, e uma seleção de frases de Sheldon (que também aparecem ao longo da narrativa). É a melhor parte, sem dúvidas. Mostra todo o humor do personagem em diálogos que representam o que o seriado tem de mais engraçado, mesmo já estando com humor cansado. Deu vontade de rever, sabe? Para os fãs de The Big Bang Theory, eu super recomendo esse livro.

25 de set de 2014

Sorteio: Dark House

Se Joana está postando sorteio, uma coisa é certa: ela perdeu a noção do tempo e não conseguiu escrever post nenhum a tempo de sair de casa para faculdade. Isso significa que criar sorteio é bem mais rápido (se bem que: não é) e estou evitando teias de aranha ali no canto. E, né, eu sei que vocês gostam. Vem participar, vem!
Há sempre algo fora do normal em Perry Palomina. Embora ela esteja vivendo uma crise ao passar pela síndrome pós-faculdade, assim como qualquer garota de vinte e poucos anos, ela não é o que chamaríamos de comum.Perry possui um passado que prefere ignorar, e há também o fato de que ela consegue ver fantasmas. Tudo isso vem a calhar quando se depara com Dex Foray, um excêntrico produtor que está trabalhando em um webcast sobre caçadores de fantasmas.Dex, que se revela um enigma enlouquecedor, arrasta Perry para um mundo que a seduz e ameaça sua vida. O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça e faz com que ela se apaixone por um homem que, como o mais perigoso dos fantasmas, pode não ser o que parece.

Regras:

  • É necessário endereço de entrega no Brasil;
  • Todas as informações requisitadas serão conferidas, e quem não estiver seguindo todas as regras será desclassificado;
  • O sorteio será feito pelo Rafflecopter e o resultado será divulgado no blog, em até 3 dias após o término da promoção, no dia 25/10;
  • O ganhador tem um prazo de 72 horas após a divulgação do resultado para entrar em contato com o blog e enviar o endereço;
  • O prêmio será enviado para o ganhador no prazo de 30 dias;
  • Não nos responsabilizamos por extravios cometidos pelos Correios.  
Beijinhos e boa sorte ♥

24 de set de 2014

Dark House — Karina Helle

Dark House — Experimente o terror #1
Autora: Karina Helle
Editora: Única
ISBN: 9788567028392
Páginas: 349
Nota: 
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"Experimente o terror".
Desculpe, mas achei pretensioso. Sabe, eu tenho sério problemas com esse tipo de chamada, pois eu amo livros de terror, e nunca cheguei a ser tão aterrorizada quanto a tal frase de capa promete. Normalmente, livros desse gênero vem com esse tipo de primeira impressão para fazer com que o leitor já se emocione em passar noites sem dormir, ou então trocar a lâmpada do abajur para algo mais forte, que permita ver se há sombrar embaixo da cama. A questão é: livro nenhum põe terror a esse ponto. E isso é uma pena, porque estou constantemente frustrada.

Mas enfim, tirando o nome presunçoso da série, Dark House é o primeiro volume de uma trilogia (creio eu), que vai focar em Perry Palomina, uma garota de 22 anos que já se meteu em todo tipo de problema quando adolescente. Agora, formada e seguindo sua vida pacata como recepcionista, ela vê uma reviravolta acontecer ao seu redor após publicar uma história de terror que aconteceu com ela, no farol abandonado do tio, no blog de moda da irmã caçula. De repente, todo mundo conhece o nome de Perry e quer mais de sua aventura assustadora no farol que parece ser lar de algumas almas penadas, chamando atenção de Dex, um produtor de web séries que quer transformar a experiência de terror da garota em um show da internet. 

A premissa é muito interessante. Adoro ver histórias que se interligam com internet já que, veja bem, a nossa vida é assim também. Acho muito sem noção quando cruzo com um livro jovem adulto cujos protagonistas não tem nem facebook, o que acaba distanciando da realidade. Em Dark House, é praticamente a vida como conhecemos. Redes sociais tem um peso forte para a trama, e ainda com um pouco de acesso aos bastidores da criação de web séries. Ponto para Karina, ela soube se tornar real.

Já em termos de terror, é muito bom que a questão da web série dê um equilíbrio para que a trama não se tornasse forçada, numa tentativa de passar terror e suspense onde não tem. Karina soube em que investir, como uma senhora bizarra que aparece do nada e diz as coisas mais sem sentido. As lendas sobre o farol, o grande cenário da trama, foram feitas para colocar a pulga atrás da orelha, mas não senti que a autora queria me colocar medo de verdade. É um livro introdutório, a trama recém está sendo iniciada, e o grande susto (se é que ele vem) está apenas sendo moldado. Eu gostei disso, mas me fez criar mais implicância com o nome da série.

Adorei Perry como protagonista. Ela é muito forte e independente, e tem um passado bastante pesado, com direito a drogas e cutting. Do outro lado está Dex, que beira a ser um enigma. O personagem é bastante fechado, introspectivo, e demora a ganhar afeição do leitor. Demorou comigo, pelo menos. Isso me impediu de criar ship logo de cara? Nem um pouco. O romance está lá, mas a autora desenvolveu muito pouco nesse primeiro livro, deixando bem em segundo plano. Queria aumentar as expectativas para a continuação, né Karina? Três sílabas para você: con-se-guiu!

O livro me lembrou bastante Mara Dyer, com aquela sugestão de loucura mesclada a sobrenatural, só que sem a forçação de barra para parecer assustador. É um livro bem equilibrado, que mistura diversão com momentos mais sombrios e alguns personagens verdadeiramente bizarros. Tem reviravolta, tem gancho, e estou muito ansiosa pela continuação. Que ótimo que a editora Única não é de demorar, né? NÉ?
Beijinhos ♥

23 de set de 2014

Dupla identidade: Tem serial killer e é nacional, minha gente!

"Que diferença faz uma pessoa a menos no mundo?"
É bem comum, quando assistimos seriados americanos, filmes americanos, lemos livros gringos e só música internacional, ouvir que "vivemos o estilo de vida americano e não damos valor para obras nacionais". Olha só: tudo mentira. Nós damos valor sim, mas precisa nos conquistar antes. Precisa ser original, falar de temas polêmicos, ter uma ótima direção e nada de medo de tabus. Precisa misturar tudo isso, flertar com a genialidade, e *pimba* temos amor, telespectadores, e título em português na grade do Banco de Séries. Viu, nem somos tão exigentes assim?


Serial killers são complexos, enigmáticos e uma das personalidades mais intrigantes do mundo. Edu é o Ted Bundy do Rio de Janeiro: advogado, estudante de psicologia, conselheiro de pessoas que querem cometer suicídio. Além disso, trabalha com o senador Oto e aspira carreira política. É um exemplo de cidadão, com a exceção que, no calar da noite, também é assassino. Tentando desvendar a mente por trás dos corpos de mulheres encontrados, está o policial Dias e a psicóloga forense Vera, recém chegada do FBI. 


A intenção não é fazer o mistério de "Quem matou" que a gente viu no mais recente exemplo da Globo, O Rebu. O assassino está ali, com o rosto amostra e mãos sem luvas, desde o primeiro minuto. A brincadeira da trama é mostrar como ele se insere na sociedade e passa despercebido, no maior estilo Dexter: "Lobo em pele de cordeiro". Quem desconfiaria do cara? Aquele que faz trabalhos voluntários, que estudou justiça e os mistérios da mente humana. Ele é o exemplo do moral e dos bons costumes, afinal de contas. Exceto que ele não é nada disso.

Além disso, o seriado vai abordar o enredo aliado a outros plots, como o clichê de investigadores que tiveram um passado romântico (saquei tudo: ele queria formar família, ela é fã de independência, eles terminaram, ela foi pros Estados Unidos, etc) e a intriga política, que vai dar muito pano para manda, já que vai interligar os vários núcleos.

Não consigo imaginar melhor ator para Edu do que Bruno Gagliasso. Por favor, quem não lembra do papel que fez como esquizofrênico em Caminho das Índias? Isso sem citar os outros vários personagens fortes que compõe o currículo do rapaz. O elenco vai continuar em alto padrão, como Marcello Novaes, Débora Falabella (saudades, Avenida Brasil ♥), Marisa Orth e por aí vai. Tem também Luana Piovani no papel da psicologa forense, e mesmo com sua atuação robótica, esse pode ser o papel que me faça derrubar a (grande) implicância que tenho com a atriz.


O pé atrás fica por conta da escritora que controla a obra: Glória Perez. Desculpa, mas o desastre que foi Salve Jorge e seus MUITOS furos de enredo continua vivíssimo na minha memória, e dá até medo de que uma premissa tão interessante dessas seja comprometida por detalhes falhos. A imensa pesquisa que a autora fez para escrever o seriado está até disponível na internet, porém logo no piloto, já vem um erro medonho: um assassino sem luvas e um corpo sem digitais. É tão básico que eu imaginei que seria explicado de alguma forma, mas ficou apenas ali, pairando no ar essa grande incompetência de enredo. É algo mínimo para pôr toda série a perder, mas são pequenas passagens como esta que podem fazer essa se tornar outro nome gerador de péssimas lembranças que foi assinado por Glória. E, francamente, nada de tweets como "Vocês não sabem voar" dessa vez. A não ser que Edu tenha uma espécie de mutação genética que faz seus dedos serem mais lisos que bochecha de bebê, tá errado isso aí sim.

Preciso reservar elogios para a fotografia e a edição. É um seriado bonito de se ver, sabe? A atmosfera vai sofrendo nuances como a personalidade de um psicopata e conseguimos passar de uma cena ensolarada na praia para uma rua deserta e sombria no meio da madrugada. Outra coisa é que fiquei admirada com a ousadia da direção em mostrar, sim, corpo desfigurado. Tem muito menos sangue do que o esperado pelos amigo da timeline (grazadeus!), porém eu sentiria falta se não tivesse aqueles flashes investigativos que são básicos para histórias do gênero, mas que acho geniais por algum motivo sei lá.


Os 40 minutos passaram voando e estou achando estranho ter que esperar uma semana por um episódio de produção nacional. É muito bem feita, com elenco de primeira, ótima edição de arte, e se não fosse pelo Edu e seus dedos lisos (de tanto esfregar os braços da moça?), seria A+. Por enquanto, vamos tirar o sinal e deixar as expectativas no alto: parece promissor. Sexta tá aí?

22 de set de 2014

Encontrada — Carina Rissi

Encontrada — Perdida #2
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
ISBN: 9788576863182
Páginas: 476
Nota: 
Anterior: Perdida
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Vou falar pra vocês: poucos livros eu aguardei tanto o lançamento como Encontrada. Desde que li Perdida, ano passado, eu contei os segundos, minutos e dias para a Bienal do Livro deste ano, quando (mais provavelmente) a continuação desse romance maravilhoso estaria disponível nas livrarias. Não estou falando de apenas esperar, de querer ler, de adicionar nos desejados do skoob: era uma necessidade desse livro. Obsessão? Podemos chamar assim se você quiser.

Eu não tenho dúvidas que Carina Rissi é minha escritora nacional favorita. No ranking de escritoras do mundo todo, acho que ela também se encontra pelo topo. Isso se dá, simplesmente, pelas muitas (MUITAS MUITAS MUITAS) vezes que já reli seus livros, seja por ressaca literária ou saudade. Perdida é um dos meus livros favoritos da vida e a continuação, Encontrada, não ficaria para trás. Se tem uma coisa certa no mundo é que os romances da Carina são A+(+ + + + +)

Enfim, o enredo. Continuação, simplesmente isso. Perdida já tinha tido um final (maravilhoso e imbatível, a propósito), porém em Encontrada, nós revemos Sofia e Ian, as vésperas do casamento, com a garota ainda em suas tentativas de se adaptar no século XVIII, antes do encanamento de banheiro e microondas. A trama não vai nada além de Sofia sendo uma garota do século XXI tentando viver com os costumes de 200 anos atrás, mas quem disse que precisava ir mais que isso?

Veja bem, se Carina quiser escrever 1000 páginas só de diálogos entre Ian e Sofia, eu estaria bastante feliz. O casal basta para sustentar a história, com toda sua química e OWN MEU DEUS QUE LINDOS!!!! É muito amorzinho o modo como ele tenta entender as necessidades modernas da noiva, como ganhar o próprio dinheiro, assim como Sofia tenta se comportar e aprender a criar cardápios para ser uma boa Sra. Clarke. Só essa dinâmica basta para o livro funcionar e ganhar cinco estrelas, coração de favorito e todo meu amor. Cá entre nós, estou me achando uma leitora de coração muito mole depois dessa resenha.

A narrativa é divertida e Sofia continua a protagonista de momentos cômicos. Sua jornada de adaptação rende ótimos momentos, assim como a interação com as outras pessoas do século 18, que a olham de um jeito estranho e não entendem suas expressões do novo milênio, ou melhor, "do lugar de onde veio". 

Eu já falei na resenha de Perdida e volto a repetir: não tem como esse livro dar errado. Por favor, o enredo criado por Carina é um encontro de chick lit, romance histórico e fantasia, cheio de personagens amor e com um dos maiores OTPs da literatura. É óbvio que o resultado só pode ser repleto de amor. O único pé atrás que eu tinha com o livro seria o final, pois o parâmetro posto em Perdida era inalcançável. Encontrada conseguiu bater? Não, pois se é inalcançável... dã. Ainda assim é amor, ainda assim é lindo, E ÓBVIO QUE VOCÊ DEVE LER. 

Bônus: Se você ainda não tá sabendo: tem filme de Perdida saindo ano que vem! Mais notícia boa? Encontrada não foi o último volume da série e ainda tem um terceiro livro sendo narrado por Ian, que, pelo que entendi, é outra história, não apenas um novo POV. AI QUE AMOR!
Beijinhos ♥

Desafio: contar quantas vezes a palavra amor (e variações) aparecendo nessa resenha. VALENDO!

19 de set de 2014

Adeus! 07 séries que abandonei sem dó ou piedade

Na mesma frequência que eu começo séries, eu abandono outras. Não, mentira, caso contrário minha watchlist não sofreria grandes alterações de tamanho. A questão é que, de uns tempos para cá, eu comecei a cansar de certas tramas, de plots repetidos e enredados, e fui abandonando. Começou com uma, tomei coragem e deixei outra, e hoje o Banco de Séries me informou que já larguei 31 seriados, sem compaixão alguma pelo cast ou produtores. Quais? Separei sete! 

Agents of SHIELD

A questão não é que estava ruim, só estava parado e não dava vontade de assistir, sabe? Eu decidi largar Agents no 16º episódio, quando já vinha semanas que eu assistia com os olhos no celular e exclusivamente de maratona, com vários episódios acumulados. Eu até penso em retornar, mas tenho receio que volte para o mesmo jeito sem sal, com apenas raros picos de empolgação, e eu não tenho paciência (nem tempo) para isso. Vá que cancelem na segunda temporada? Eu maratono, daí.

New Girl

Me disseram que a gente não deve abandonar comédias, mas o que fazer quando a graça vai embora? New Girl sempre foi um seriado de muitos altos e baixos, conseguindo arrancar gargalhadas e bocejos no intervalo de poucas semanas, o problema foi que, nessa terceira temporada, o sono estava ganhando a disputa pela atenção durante os 20 minutos. O ápice da chatice foi quando surgiu a irmã da Jess: credo, péssimo, tchau.

Outlander

Duas semanas atrás, eu estava EMPOLGADÍSSIMA com Outlander, só que aí veio um pequeno intervalo sem maratona, e eu desempolguei. O seriado é novinho, tem pouquíssimos episódios, porém o que acontece é ainda menos coisas. É um seriado bastante parado, com momentos de animação que normalmente envolvem sangue e me fazem desviar o olhar. Sem falar que eu tenho uma preguiça danada desses seriados que vão além de 40 minutchénhos. Se o roteiro der uma guinada e ficar sensacional e imperdível, me avisem.

Pretty Little Liars

Se não me engano, esse foi o primeiro seriado que abandonei depois de já ter um longo histórico de episódios assistidos. Foi como todos os casos de tédio descritos acima, elevados na trigésima quarta potência. Pretty Little Liars começou bem, só que todo mundo se perdeu, levando o mistério, o suspense e a graça junto. Ficou chato pra cacilda, e tenho agonia da ABC Family quando vejo essa série ser renovada por anos quando, obviamente, não tem enredo nenhum para segurar. Vamos se tocar que a única solução restante é amarrar os fios e dar um final digno, né? O series finale eu assisto.

The Vampire Diaries

Larguei e voltei algumas várias vezes durante a vida, porém depois da quarta temporada, o adeus foi definitivo. É difícil você curtir uma série quando ODEIA a protagonista (quem I can't, I can't é eu com você, Eleninha), mas a terceira temporada foi tão excelente que eu achei que podia manter o nível e ser amor para todo sempre. Entretanto, o que se seguiu foi uma quarta temporada mais morta que os Salvatore, e uma grande incoerência entre matar personagens e revivê-los na semana seguinte.

Twisted

Essa eu confesso para vocês: abandonei gostando. O que eu não gosto é de ser feita de trouxa, o que eu vi que estava acontecendo. Twisted é tipo Pretty Little Liars, com aquele mistério todo, personagens ambíguos, E NENHUM RESPOSTA CONVICTA. Não é o simples caso de você juntar pistas para chegar numa resposta e depois partir para outro mistério. Nope, nada disso: é dar voltas e voltas e voltas e chegar em lugar nenhum e ser enganado e feito de bobo. Não curto isso não. Se Twisted tiver livros, eu lerei compulsivamente. Esperar pela boa vontade da ABC Family? Me obrigue.

Veronica Mars

Esse seriado foi minha maratona das últimas férias, e a única temporada que consegui assistir completa foi a primeira (e é excelente, btw). Já as seguintes, foram a mesma fórmulas levadas a exaustão e não funcionou mais. Sem falar que fazer OTP e não deixar end game foi uma das coisas mais sem sentidos de todas as temporadas. Então, obrigada ao fandom que fez aquela vaquinha em prol do filme (obrigada mesmo!). Foi o que salvou o seriado de se tornar uma das maiores decepções da minha vida.
Beijinhos ♥

18 de set de 2014

O jogo perfeito — J. Sterling

Autora: J. Sterling
Editora: Faro Editorial
ISBN: 9788562409165
Páginas: 224
Nota: 
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Ao longo dos muitos new adults que já li na vida, aprendi que esse não é um gênero que deve ser levado a sério, a ponta de faca. Ao mesmo tempo que você vai encontrar obras maravilhosas que vão quebrar seu coração e depois cola-lo de volta, você também vai se deparar com algumas histórias que mais parecem piadas do Danilo Gentili de tão forçadas. Claro que, ainda, existem os livros forçados e os ~~forçados~~, porém se você não levar a sério, vai acabar se divertindo. Em O jogo perfeito, por exemplo, eu dei foi muitas gargalhadas.

A sinopse é aquele clichêzão sem fim. Cassie é a garota comum que não se deixa encantar por Jack Carter, que eu deixo você adivinhar... Exato: O melhor jogado do time, astro do beisebol, que já saiu com todas as garotas da faculdade e não repete ficada. Então, como Cassie não o quer (e o despreza), ele se apaixona por ela. É spoiller? Não, porque um capítulo depois, ela já cedeu (para ele parar de encher o saco, aff) e estão namorando. E se você acha que correr é o principal problema desse livro, está mó enganado.

É aquela premissa com todos os lugares comuns possíveis. A autora viu um plot que conseguiu arrecadar muitos fãs de new adult, e investiu. O romance que começa com ódio (sentimento que durou menos que esmalte nas unhas quando você lava a louça), o desprezo da reles mortal pelo cara popular (que é o MAIS POPULAR DE TODOS), tudo isso. Como então eles ficam juntos logo do inicio, a autora precisa correr atrás do prejuízo e preencher as 200 páginas restantes. É aí que começa a graça.

Esse livro é muito absurdo, de verdade. Eu juro para você que estou rindo quando lembro das situações para escrever essa resenha, porque é muito absurdo mesmo. Absurdo, absurdo, absurdo de verdade. Já tinham até comentado comigo, no twitter, que o livro não tem pé nem cabeça por conta do cara ser um bacaca e fazer coisas imperdoáveis, então eu já sabia. Tenho só a concordar, com a diferença que isso pode ser realmente engraçado se você se portar como um mero observador que não está ali para julgar. 

Mentira, julguei muito. Cassie, miga, você é muito tapada, hein.

As situações que a autora coloca, sempre numa rapidez frenética que deixa os diálogos artificiais e a linha do tempo curtíssima, são o cúmulo do absurdo. Sim, vou repetir essa palavra mil vezes porque nenhum sinônimo conseguiu passar o mesmo nível de significado. Quer dizer, eu posso falar que os acontecimentos de O jogo perfeito são um disparate, insensatos, incoerentes e até uma patacoada, porém algum desses termos explica o quão absurdo é? Não, nenhunzinho.

Eu achei hilário, de verdade. Acho que a autora não tinha intenção de ser engraçada, mas foi bastante quando não conduziu sua trama com o mínimo de lógica e sensatez. O jogo perfeito não lida bem com clichês, com romance, com ódio, com casais, ou com a vida em si. Esse é apenas o primeiro volume de uma série que não vou acompanhar, por mais risadas que eu possa dar. Existe um limite de absurdo, e minha mente nem consegue viajar o suficiente para idealizar o que J. Sterling pode fazer com mais páginas em sua mão. 
Beijinhos ♥

17 de set de 2014

Livros e autores que eu não li. Nem pretendo.

Dia desses, eu estava no bar da faculdade e um colega, que nem tenho lá muita intimidade, veio me perguntar se eu já tinha lido a biografia de Maquiavel. Aconteceu também com Diabo veste Prada, Harry Potter, Maze Runner, Machado de Assis, A culpa é das estrelas e outra infinidade de livros por aí. Eu sou tipo um mural de referência literárias, com a diferença que sou humana. Joana, aquela menina do Keds estampado que está sempre enchendo o feed do facebook com "Já li/Já li/Já li", sabe? Vou ali perguntar se ela já leu todos os livros do mundo (fato verídico: já me perguntaram isso).

De qualquer maneira, eu tive a ideia de escrever esse post para todos os livros que me perguntam, eu digo não e preciso justificar. Não sou de ter preconceitos literários (meu gênero preferido é new adult, pelo amor de Deus!), mas tem certos nomes que não chegam na minha estante. Nomes conhecidos, famosos, best sellers, e que eu não tenho para emprestar (e não é por ser egoísta, embora as vezes...). Esse é um post feito para vocês me julgarem. Ou me convencerem, sei lá.




Em A guerra dos tronos, o primeiro livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin - considerado o Tolkien americano - cria uma verdadeira obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos.





Eu já assisti o seriado e acredite: já foi grandioso da minha parte. Guerra dos Tronos, ou As crônicas de gelo e fogo como saga inteira, reúne várias coisas que me dão preguiça de começar: muita gente, muita descrição, muita morte, nada de felicidade, e um tamanho de tijolo gigante. É uma leitura que eu tenho certeza que se arrastaria por semanas, e eu tenho uma preguiça danada disso (e ficar presa numa história só por esse tempo me dá agonia). Eu sou o que os fãs chamam de poser, e já me considero bem contente com isso. Sabe qual meu personagem favorito? O TYRION!
Nossa, Joana, que poser você!


A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.



NÃO LI. Sou a única no mundo que ignora essa história? SOU SIM.  E explico para você.
Sabe quantas vezes eu assisti O menino do pijama listrado? Também não sei, pois perdi as contas depois da décima vez. Você tem noção de quantas noites eu fiquei angustiada com a tristeza dessa história? É o número de vezes que assisti vezes sete dias que compõe uma péssima semana em que fiquei muito chorosa. Isso extrapola minha cota de histórias tristes com crianças na segunda guerra mundial. "Ai, Joana, é história, você não pode ignorar história". Me observe ignorando.
E quanto ao filme? Minha mãe comprou. Não assisto nem sendo paga.



Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.




J.K. Rowling é rainha? Verdade, é mesmo. Concordo com você. Porém, para mim, a J.K.Rowling rainha é aquela que teve audiência no Ministério da Magia por expor o mundo bruxo para trouxas como nós. Essa que escreve para o público adulto e com pseudônimo? No máximo, princesinha. Eu tenho muito receio de ler, não gostar, ficar de cara com a autora e ter Harry Potter estragado. E nós não queremos isso, né? Ah, Morte Súbita também entra no balaio: não leio.



 O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings) é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como seqüência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.



Até uns anos atrás, eu me sentia mó solitária por não conhecer a história de Senhor dos Anéis. Eu sabia que tinha alguém que dizia "My precious" para um anel e isso era tudo. Então, eu resolvi assistir os filmes. Passei 3 semanas e 4 dias só para finalizar o primeiro (e nem quis ver o restante). Pronto, a história não é pra mim. Depois disso, um primo que ama a série, comentou que ficou nove meses para terminar um livro de Tolkien. Foi o que bastou para euzinha.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
A verdade é que não rola. Eu lembro que quando saiu o filme e foi aquele alvoroço todo, eu comecei assistir e desisti na cena sadomasoquista do loiro fanático religioso. Eu não tinha nem 10 anos, poxa! Depois, uns três anos atrás, já mais madura (e sabendo o que esperar), eu tentei assistir e dormi. Aconteceu a mesma coisa com outras adaptações dos livros do autor e acabei pegando bode de Dan Brown. Nem tentei ler algum de seus livros, pois é muita teoria da conspiração para se tornar atraente aos meus olhos. Sem falar que, se eu decidisse hoje por ler O código Da Vinci, a chance de gostar é quase zerada, pois tenho certeza que vou ficar cética demais para achar interessante essa polêmica toda. Esse sentimento tem um nome e a internet me informou que é bode.

BÔNUS: A culpa é das estrelas

Aqui se aplica aquela mesma teoria de A menina que roubava livros: eu sei que é triste, eu sei que vou chorar, vou perder meu tempo com isso? Claro que não! Eu amo o livro, amei a história, tenho síncopes de amor pelo Gus, mas não quero assistir essa adaptação que vocês dizem ser a mais fiel de todos os tempos. Justo quando eu queria um diretor revolucionário para mudar o enredo e mostrar pro João Verde como que se faz! Eu sei que é lindo, mas vocês realmente acham que esse "chorei o suficiente para acabar com a seca de São Paulo" é atraente? Não é, querido. Não vou brincar com meu coração dessa forma apenas por duas horas de "Okay? Okay.". E nem entrei no quesito de Shailene Woodley, porque né.
Se algum dia minhas amigas decidirem assistir, me amarrarem na cadeira e me derem MUITO chocolate, eu assisto. Por livre e espontânea vontade? De jeito nenhum.
Beijinhos ♥