1 de dez de 2014

Ligeiramente casados — Mary Balogh


Ligeiramente casados — Os Bedwyns #1Autora: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413212
Páginas: 288
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Não gosto da ideia de casamento por conveniência. Começa pelo fato de que não é romântico e, além disso, não consigo lembrar de um livro que tenha começado assim e fosse verdadeiramente incrível. Acho que não há tempo para a química acontecer naturalmente e os personagens se vêem obrigados a ficarem juntos. Pode se tornar fofo depois de um tempo, mas, até que isso aconteça, a autora precisa criar calos de estar sentada por tanto tempo na frente do computador. Será que vale a pena?

Na trama do primeiro livro da série Os Bedwyns, conhecemos o Coronel Aidan Bedwyn, que passou anos na guerra. Em sua volta para a Inglaterra, a primeira parada é o solar Ringwood, para dar a notícia do falecimento do capitão Percival Morris à sua irmã, Eve, uma boa e extremamente caridosa moça que administra o solar enquanto espera pelo retorno do irmão da guerra e do flerte-possível-futuro-marido. Só que com a morte de Percival, a vida de Eve vira ao avesso. Ela fica prestes a perder seu lar para um primo ganancioso, a não ser que cumpra o requisito do testamento do pai e se case. Que bom que lá está Aidan, que deu sua palavra de protegê-la custe o que custar.

Tenho impressão que já vi essa história antes. Honra é algo muito comum para os heróis de romances históricos, e ter isso como plot é bastante comum. Então o cara honrado, de palavra, se vê obrigado a casar com uma desconhecida para que ela mantenha sua casa, mesmo que isso signifique abrir mão de um casamento por amor e a chance de uma família (já que, como ele é honrado, jamais trairia a "esposa"). Não tem nenhuma novidade nos acontecimentos de Ligeiramente casados, então não demora muito para você perceber que a leitura não vai passar de um passatempo bem ok.

Eve é tipo uma Madre Teresa. Pense na melhor pessoa que você conhece, multiplique sua bondade por 10, e ela ainda parecerá a Bruxa má do Oeste (Leste?) se comparada à Eve. Os funcionários do solar são rejeitados por outras casas, ela adota órfãos e chama parentes distantes e carentes para morar consigo. É uma bondade exagerada, daquele tipo que renuncia vaidades, egoísmo e características necessárias para a vida em sociedade com um pouco de amor próprio. A personagem chegava a irritar em alguns momento, sempre pensando nos outros, se preocupando com os outros, blablabla os outros. CHEGA, MULHER, VOCÊ JÁ GANHOU SEU ATESTADO DE SANTA, AGORA PARTE PRA OUTRA.

O romance anda aos poucos. Eles precisam se conhecer, se gostar, surgir uma amizade, que, por obrigação do gênero, deverá se tornar numa química insana que o leitor sentirá há 200 anos de distância. Não é o que acontece. Pelo menos, não a parte de insanidade e muito mais. Você se vê obrigado a shipar o casal, já que né, mas não de uma forma que a leitura se torne viciante até que eles admitam estar apaixonados. Nãã, é bem tranquilo de um modo monótono.

Ligeiramente casados é um livro simpático. Não é romântico demais, nem bem escrito demais, nem bom demais. Na verdade, demais é uma palavra que não se encaixa em sua descrição. É um livro simpático. Um passatempo simpático. Uma leitura simpática. Pena que simpatia não garante leitores para os próximos volumes.

7 comentários:

  1. estou curiosa por esta trama só por se parecer com Procura-se um Marido, porém na versão histórica hahaha
    também acho sem noção essa necessidade de personagens homens terem essa necessidade de se fazer herói --'
    não parece nada muito novo na trama, mas estou curiosa para ler. gosto de romances assim, então acho que vou gostar deste ;x ehehehe

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  2. Eu adoro romances históricos!
    Mas, pela sua resenha este livro é somente simpático.
    Então, acredito que não lerei!

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  3. Adoro romances!!
    E os da Mary são maravilhosos, tem tudo romance, comedia, drama, suspense e ligeiramente casados é muito bom

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  4. Eu já li toda a série e posso dizer com certeza que esse é o mais fraco da série, o maior problema desse livro são os protagonistas, simplesmente não funcionaram pra mim, a série melhora imensamente depois, mas não é uma série Julia Quinn de qualidade me entende? Recomendo ler um dar um tempo antes de ler o próximo, não é o tipo de série que você devora em uma semana.

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  5. Julia Quinn me fez amar com todo o meu coração romances histórios cheios de clichês e pode me chamar de teimosa mas bati o olho nessa capa e já não gostei por me lembrar muito de Os Bridgertons e não chegar nem aos pés da Rainha, vamos combinar.

    Beijos

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  6. Eu gosto muito do estilo e acho que a tal da "honra" faz parte dele. Pode ser batido, clichê e qualquer coisa do gênero, mas confesso que eu gosto. rs
    Talvez tenha faltado um algo a mais para tornar essa história melhor. A falta de química do casal deve pesar negativamente nesse sentido.
    Ainda não sei se vou ler. Preciso ponderar um pouco!
    bjs

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  7. Já li incontatáveis histórias assim, e já enchi o saco. Sinceramente! Até gosto do tema, casamento por conveniência, mas apenas quando é muito bem escrito. Tem que ter um enredo bem forte, uma história bem desenvolvida e muitas emoções, para me conquistar. Mas, como eu já vi que esse não tem, ainda não sei se vou arriscar lê-lo. Além do mais, eu gosto dos romances históricos por causa dos seus personagens, que em comparação com os romances atuais, são bem fortes. O que a Eve não parece ser.

    Pode ser que em 2015 eu decida da uma chance, mas por agora... Não mesmo!kkk

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