7 de nov de 2014

Ser feliz é assim — Jennifer E. Smith


Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501047783
Páginas: 400
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A capa não diz nada concreto e o título é de autoajuda. Se não fosse pelo nome de Jennifer E. Smith ali no cantinho e a lembrança de seu excelente debut, Probabilidade estatística do amor a primeira vista,  talvez Ser feliz é assim se tornasse mais um livro colocado na prateleira errada da livraria. Mas bem, é da Smith, e só isso bastou para chamar atenção da nossa personalidade devoradora de young adults.

Emails trocados: foi assim que começou o livro. E não digo emails trocados do modo que eu troquei um email com você. É email trocado no sentido que foi para o destinatário errado. Um número a menos no endereço de email de tal pessoa e, de repente, você deu oi para um total estranho. Foi assim que o primeiro contato entre a silenciosa Ellie, moradora de uma pacata cidade litorânea no interior do Maine, e Graham, um lindo e talentoso ator de Hollywood. 

Sabe clichê de qualquer história que envolve um astro adolescente que é super humilde e não esperava ficar famoso da noite para o dia? Então, vamos a eles. Graham não é apenas um garoto comum de 17 anos, e ele sente falta disso. Nos emails, Ellie não sabe quem de fato ele é, o que o deixa encantado e, tudo bem, não vou julgar, apaixonado. Então: (ENEM 2014) O que você faz quando é um ator famoso e está apaixonado por uma relés mortal que mora onde Judas perdeu as meias depois de perder as botas e não sabe que você é você?
(XXXXXXXXXX) Dá ataque de diva e convence seu diretor a transferir as gravações para a cidade da amada em questão, duh

Quando você acompanha os acontecimentos, acha muito meigo, fofo e até normal a decisão de Graham de ir atrás de Ellie. É até o que o leitor mais quer e anseia, o que torna essa viagem o ponto alto do inicio da história. Mas se você parar para analisar os fatos, é um pouco esquisito e assustador. Não estou dizendo que encontrar alguém que você conheceu online não se faz, mas vamos combinar antes, sabe? Se você aparecer por aqui sem me mandar um tweet antes, traga sua ficha criminal, ok?

Mesmo assim, é um livro muito doce, feito suspiro, sabe? Você simpatiza com os personagens, suas situações, e torce para felicidade eterna como se fosse um conto de fadas. É um livro que se torna agradável de ler, e a execução da história parece ir se moldando como uma comédia romântica de praia. Uma adolescente, no caso. 

Durante a leitura, tive uma lembrança bem grande de Probabilidade, até nos diálogos. É aquela mesma fórmula de casal lindo, simpático, que funciona bem em conjunto e vive momentos leves como uma sutil sombra de drama ao redor. Contudo, o que encantou no primeiro livro por acontecer em um espaço tão curto de tempo, se torna comum e óbvio quando há mais páginas para desenrolar o plot. O clímax não parece um feito tão grande e precioso da autora, é apenas a ordem natural dos fatos de um enredo surgir e ser bem desenvolvido.

Durante a leitura, Ser feliz é assim parece ser extremamente fofo e, realmente, é mesmo. A narrativa flui, envolve e voa junto da brisa do mar da cidade cenário. Mas, numa análise geral feita depois de deixar a poeira do livro baixar, algumas coisas ficaram mal explicadas. O final, por exemplo, não é o mais trabalhado, e o encontro dos dois personagens, embora muito esperado, não é composto de situações atenuantes. Ellie deu sorte de Graham ser um incompreendido e boy magya ator de Hollywood, mas poderia ser qualquer um na fila do pão. Até onde eu sei, celebridades não são, por regra, as pessoas mais corretas e seguras do mundo. Na dúvida, desconfie.

3 comentários:

  1. achei que tinha sido somente eu que pensasse que Ser Feliz é Assim se tratava de um livro de autoajuda kkkkk
    e eu nem tinha reparado no nome da autora ali no cantinho ;x
    OMG, que trama clichê, porém, LINDA! hahaha

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  2. Amei sua resenha e como venho da leitura de A Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista, com certeza vou babar nesse clichê! PS: concordo que precisamos confiar, desconfiando!

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  3. Também imaginei que fosse um livro de autoajuda.
    Adorei o outro livro da autora, mas esse não me parece tão bom assim. Não gosto da premissa da história, ela é batida demais. Mas isso não seria o suficiente para me fazer deixar de ler. O que mais me incomoda é que a trama parece não ter sido tão bem desenvolvida.
    Por hora, não pretendo ler.
    bjs

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