24 de nov de 2014

Magisterium — Cassandra Clare e Holly Black


O desafio de ferro — Magisterium #1Autoras: Holly Black e Cassandra Clare
Editora: #irado
ISBN: 9788581635576
Páginas: 384
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Eu já disse que leria até a lista de supermercado da Cassandra Clare, mas isso não significa que eu sempre vou gostar. Não quando ela escrever em dupla, pelo menos, e seu talento se mesclar com o talento de outra pessoa que pode não me agradar tanto assim. Se de um lado estava minha autora favorita, do outro estava Holly Black, que me fez largar um livro pela metade. Por isso, por mais que eu tivesse expectativas, elas se contradiziam e baixavam. Afinal de contas, eu amo Cassandra falando de Shadowhunters e nesse livro, nada de Herondales.

A história é uma fantasia infanto-juvenil protagonizada por Callum Hunt, aprovado sem querer no Desafio de Ferro, que garantiu sua entrada numa escola de magia Magisterium. Só que Callum nunca teve a intenção de estudar lá, seu pai condena o Magisterium - por algum motivo secreto - desde que ele se conhece por gente, mas, de alguma forma, foi admitido e terá seus poderes treinados. 

É um livro com um ótimo plot inicial e um final arrebatador, mas que faz dormir em quase todo o desenvolvimento. Quando você lê o prólogo misterioso, conhece Callum e entra no Magisterium, tudo parece se encaminhar para um infanto juvenil mais do que excelente, só que desanda. O começo é bastante frenético e instigante, o que se segue não vai nesse ritmo. Bastante pacato, até. Uns picos de intensidade não são suficientes para cativar o leitor que tinha adorado as páginas iniciais. Da mesma forma que uma reviravolta incrivelmente danada no final (senti suas mãos, Cassandra!) não apaga que houveram 200 páginas massantes no meio.

Não gosto de comparar, mas é impossível não lembrar de Harry Potter durante a leitura. Impossível. Acho que a estrutura de uma escola de magia sempre é semelhante, e a importância do protagonista para o enredo também não destoa muito de um livro para o outro, mas ainda assim. As confusões que Callum e seus amigos se metem são algo que, com certeza, o trio ~parada dura~ de Hogwarts também se meteriam e se não fosse pelo final, poderíamos considerar Magisterium a encheção de linguiça perfeita para os fãs saudosos da série.

Meus sentimentos são bem contraditórios quanto a Magisterium, pois por mais que eu tenha ficado incrivelmente animada em algumas partes, o livro me deu sono em muitas outras (e dormir meio dia é façanha na minha vida). Alguns elementos da narrativa são bem contrastantes no estilo das autoras, e fiquei meio chateada pelo sumiço do senso de humor de Cassandra. Porém Holly ainda deixou ela derrubar o forninho nas páginas finais e isso garantiu que eu lesse o próximo volume.  

Um comentário:

  1. Dá um pouco de medo quando um autor que a gente gosta se junta com outro não-tão-bom para escrever um livro. rs
    Aliás, a premissa é boa e o final parece ser também. Mas como não desanimar com o desenvolvimento mais ou menos da história? Tem gente que não se importa se o final for bom. Para mim, particularmente, o livro perde vários pontos num caso assim.
    bjs

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