17 de set de 2014

Livros e autores que eu não li. Nem pretendo.

Dia desses, eu estava no bar da faculdade e um colega, que nem tenho lá muita intimidade, veio me perguntar se eu já tinha lido a biografia de Maquiavel. Aconteceu também com Diabo veste Prada, Harry Potter, Maze Runner, Machado de Assis, A culpa é das estrelas e outra infinidade de livros por aí. Eu sou tipo um mural de referência literárias, com a diferença que sou humana. Joana, aquela menina do Keds estampado que está sempre enchendo o feed do facebook com "Já li/Já li/Já li", sabe? Vou ali perguntar se ela já leu todos os livros do mundo (fato verídico: já me perguntaram isso).

De qualquer maneira, eu tive a ideia de escrever esse post para todos os livros que me perguntam, eu digo não e preciso justificar. Não sou de ter preconceitos literários (meu gênero preferido é new adult, pelo amor de Deus!), mas tem certos nomes que não chegam na minha estante. Nomes conhecidos, famosos, best sellers, e que eu não tenho para emprestar (e não é por ser egoísta, embora as vezes...). Esse é um post feito para vocês me julgarem. Ou me convencerem, sei lá.




Em A guerra dos tronos, o primeiro livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin - considerado o Tolkien americano - cria uma verdadeira obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos.





Eu já assisti o seriado e acredite: já foi grandioso da minha parte. Guerra dos Tronos, ou As crônicas de gelo e fogo como saga inteira, reúne várias coisas que me dão preguiça de começar: muita gente, muita descrição, muita morte, nada de felicidade, e um tamanho de tijolo gigante. É uma leitura que eu tenho certeza que se arrastaria por semanas, e eu tenho uma preguiça danada disso (e ficar presa numa história só por esse tempo me dá agonia). Eu sou o que os fãs chamam de poser, e já me considero bem contente com isso. Sabe qual meu personagem favorito? O TYRION!
Nossa, Joana, que poser você!


A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.



NÃO LI. Sou a única no mundo que ignora essa história? SOU SIM.  E explico para você.
Sabe quantas vezes eu assisti O menino do pijama listrado? Também não sei, pois perdi as contas depois da décima vez. Você tem noção de quantas noites eu fiquei angustiada com a tristeza dessa história? É o número de vezes que assisti vezes sete dias que compõe uma péssima semana em que fiquei muito chorosa. Isso extrapola minha cota de histórias tristes com crianças na segunda guerra mundial. "Ai, Joana, é história, você não pode ignorar história". Me observe ignorando.
E quanto ao filme? Minha mãe comprou. Não assisto nem sendo paga.



Quando uma modelo problemática cai para a morte de uma varanda coberta de neve, presume-se que ela tenha cometido suicídio. No entanto, seu irmão tem suas dúvidas e decide chamar o detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra, ferido física e psicologicamente, e sua vida está em desordem. O caso lhe garante uma sobrevida financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais ele mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrias ficam as coisas e mais perto do perigo ele chega.




J.K. Rowling é rainha? Verdade, é mesmo. Concordo com você. Porém, para mim, a J.K.Rowling rainha é aquela que teve audiência no Ministério da Magia por expor o mundo bruxo para trouxas como nós. Essa que escreve para o público adulto e com pseudônimo? No máximo, princesinha. Eu tenho muito receio de ler, não gostar, ficar de cara com a autora e ter Harry Potter estragado. E nós não queremos isso, né? Ah, Morte Súbita também entra no balaio: não leio.



 O Senhor dos Anéis (The Lord of the Rings) é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R. Tolkien. A história começa como seqüência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.



Até uns anos atrás, eu me sentia mó solitária por não conhecer a história de Senhor dos Anéis. Eu sabia que tinha alguém que dizia "My precious" para um anel e isso era tudo. Então, eu resolvi assistir os filmes. Passei 3 semanas e 4 dias só para finalizar o primeiro (e nem quis ver o restante). Pronto, a história não é pra mim. Depois disso, um primo que ama a série, comentou que ficou nove meses para terminar um livro de Tolkien. Foi o que bastou para euzinha.

Um assassinato dentro do Museu do Louvre, em Paris, traz à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo. A vítima é o respeitado curador do museu, Jacques Saunière, um dos líderes dessa antiga fraternidade, o Priorado de Sião, que já teve como membros Leonardo da Vinci, Victor Hugo e Isaac Newton. Momentos antes de morrer, Saunière consegue deixar uma mensagem cifrada na cena do crime que apenas sua neta, a criptógrafa francesa Sophie Neveu, e Robert Langdon, um famoso simbologista de Harvard, podem desvendar. Os dois transformam-se em suspeitos e em detetives enquanto percorrem as ruas de Paris e de Londres tentando decifrar um intricado quebra-cabeças que pode lhes revelar um segredo milenar que envolve a Igreja Católica. Apenas alguns passos à frente das autoridades e do perigoso assassino, Sophie e Robert vão à procura de pistas ocultas nas obras de Da Vinci e se debruçam sobre alguns dos maiores mistérios da cultura ocidental - da natureza do sorriso da Mona Lisa ao significado do Santo Graal.
A verdade é que não rola. Eu lembro que quando saiu o filme e foi aquele alvoroço todo, eu comecei assistir e desisti na cena sadomasoquista do loiro fanático religioso. Eu não tinha nem 10 anos, poxa! Depois, uns três anos atrás, já mais madura (e sabendo o que esperar), eu tentei assistir e dormi. Aconteceu a mesma coisa com outras adaptações dos livros do autor e acabei pegando bode de Dan Brown. Nem tentei ler algum de seus livros, pois é muita teoria da conspiração para se tornar atraente aos meus olhos. Sem falar que, se eu decidisse hoje por ler O código Da Vinci, a chance de gostar é quase zerada, pois tenho certeza que vou ficar cética demais para achar interessante essa polêmica toda. Esse sentimento tem um nome e a internet me informou que é bode.

BÔNUS: A culpa é das estrelas

Aqui se aplica aquela mesma teoria de A menina que roubava livros: eu sei que é triste, eu sei que vou chorar, vou perder meu tempo com isso? Claro que não! Eu amo o livro, amei a história, tenho síncopes de amor pelo Gus, mas não quero assistir essa adaptação que vocês dizem ser a mais fiel de todos os tempos. Justo quando eu queria um diretor revolucionário para mudar o enredo e mostrar pro João Verde como que se faz! Eu sei que é lindo, mas vocês realmente acham que esse "chorei o suficiente para acabar com a seca de São Paulo" é atraente? Não é, querido. Não vou brincar com meu coração dessa forma apenas por duas horas de "Okay? Okay.". E nem entrei no quesito de Shailene Woodley, porque né.
Se algum dia minhas amigas decidirem assistir, me amarrarem na cadeira e me derem MUITO chocolate, eu assisto. Por livre e espontânea vontade? De jeito nenhum.
Beijinhos ♥

2 comentários:

  1. me identifiquei! só porque a pessoa sempre me ve com um livro na mão, acha que eu já li de tudo --'
    meu gênero preferido também é NA, porque... ah, porque é né ♥ hahaha
    este, na verdade, foi um post para me identificar.
    também nunca li George Martin, e sinceramente, nem tenho vontade. não gosto deste gênero então nem arrisco.
    quanto A Menina que Roubava Livros, o problema comigo é outro. eu comecei a ler logo que ele foi lançado. todo mundo falava mil maravilhas e lá foi eu, se atracar em uma leitura que eu sabia que não ia gostar por motivos de: Guerra. não gosto de livros assim! abandonei ele logo nas primeiras páginas...
    acontece que, com a noticia de que o livro ia ser adaptado, eu decidi tentar lê-lo novamente. fui, toda faceira, comprei o livro, logo que sai da livraria passei na banca de jornal da minha cidade, deixei o carro aberto por um piscar de olhos e, acredite, roubaram o meu livro.
    reclamei no face e uma amiga minha veio aqui em casa me emprestar ele. mais uma vez tentei ler e não rolou. não passei nem da metade dele =/
    não li nem HP quem dirá Morte Súbita e O chamado do Cuco! hahahaha
    O senhor dos Anéis é mais um da série: não leio porque não gosto deste gênero. Beijos.
    Dan Brown nem me interessa também. até ganhei um livro dele inicio do ano (que nem lembro o nome!) ainda nem tirei do prasticu.
    aaah, ACEDE é muito amorzinho. o filme então, quase deu para ALAGAR São Paulo! hahaha
    OMG, acho que meu comentário ficou maior que o seu post! kkkkkkkk

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  2. Nunca li (mas pretendo) A menina que roubava livros pelo mesmo motivo. Já imagino como seja o final e decorrer da história e fico angustiada só em pensar. E sobre ACEDE... Não recomendo tb! Amo o livro, mas fiquei completamente triste qnd soube que sairia um filme, pois imaginar as cenas do livro já foi triste o suficiente, e eu ainda iria ver aquilo na tv, tornando tudo mais real??? POOO, como a menina acima disse: ALAGUEI O CINEMA!! Horrível! Saí c a cara completamente inchada e não tenho coragem de assistir o filme de novo de jeito nenhum.

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