17 de jul de 2014

Bates Motel: A série de terror até para quem não curte terror

Eu não assisto filme de terror nem sendo paga. Até a história mais boba, que todo mundo reclama que não dá sustos, é capaz de me tirar o sono por semanas, quiçá meses. Quando eu era pequena, imaginava que ao crescer (tipo ter 13 anos) eu seria capaz de assistir O Exorcista e dormir tranquilamente no escuro na mesma noite. Eu assistiria as 3h da madrugada, também, já que eu seria super badass. Então estou aqui, com 17 anos na cara e sem nem poder encarar o rosto de Isabelle Fuhrman por muito tempo. Só que entre minhas desaventuras na vida, estavam os seriados de terror que ganham rios de elogios. Eu queria entrar no grupo que ama essas histórias de assassinos, cheias de suspense e terror psicológico. Então assisti Bates Motel. Não me convide para ver Psicose, MAS GENTE QUE SÉRIE MARAVILHOSA É ESSA????

Você pode não ter assistido ao filme, que é um clássico de terror dos anos 60, mas com certeza já viu a épica cena de esfaqueamento no chuveiro com uma das trilhas sonoras mais agoniantes do cinema. Pelamor, até eu já vi! Em Bates Motel, conhecemos o passado de Norman, o assassino do filme. Nessa história ele é adolescente, vive com a mãe controladora e ambos acabaram de mudar para uma cidade pequena, longe de tudo, para administrar o motel que, inclusive, serve como cenário para o filme. É uma trama para conhecer a formação de um dos personagens mais memoráveis do cinema, e tem seu brilhante desenvolvimento partindo apenas desse principio: o que levou Norman a se tornar tal pessoa.

Quando você costuma ter medo de histórias assustadoras, ficar preso aos detalhes da atmosfera é algo comum, numa tentativa de prever onde o psicológico deve se preparar para tomar sustos e tudo mais. Então, mesmo que a cena inicial de Bates Motel seja um tanto tensa, o que se segue são amenidades, relacionamento de mãe e filho, fotografia clara e nada que caracterize terror.

Até que a atmosfera muda. 

Existem nuances no clima da série, observáveis desde o primeiro episódio, até ao longo dos 19 que se seguirem. Se uma hora está tudo bem e tocando Katy Perry ao fundo, na outra a vibe pesou e a censura subiu. Quanto a isso, não espere levianidades e cenas cortadas. Bates Motel é produzida por canal à cabo e não tenta contar fatos em meias palavras. O primeiro episódio tem estrupo, tem esfaqueamento, morte e muito sangue. Mas isso vai intercalar com algumas paisagens bucólicas e, no final, estará equilibrado. Na medida do possível, digo.
Norman é um dos personagens mais contraditórios que já conheci no meu enorme currículo de séries assistidas. Ele desperta sentimentos contraditórios, e isso é incrível. Você tenta arranjar desculpas para seu comportamento estranho, você tenta enxergar um bom menino por trás da expressão assustadoramente fixa. O mesmo para Norma, que é absurdamente protetora em relação ao filho. No fundo, debaixo daquelas camadas de tranquilidade que beiram frieza, ela é uma boa mãe. Ela só quer o melhor para seu pequeno menininho, não? Por mais que ele seja esquisito, goste de dissecar animais mortos, etc. Na real, todos os personagens tem certo apelo. Até o xerife incherido consegue, com o tempo, ganhar o telespectador. Claro que algumas pessoas, como Dylan (irmão de Norman) e Emma (colega de escola), nem precisam de tempo. Já aparecem e já conquistam. SEUS LINDOS ♥

A atuação é IMPECÁVEL, de verdade. Você se lembra do menino franzino que protagonizou A fantástica fábrica de chocolates ao lado de Johnny Depp? Pois é, o tempo passou para ele também e agora interpreta Norman, que para melhorar o pacote, tem grandes semelhanças com o ator de Psicose. Norma ganha vida por Vera Farmiga, que é cara registrada em inúmeros filmes de terror. O elenco secundário também merece seus prêmios de excelência, porque olha... Uma história dessas precisava de um cast bom o suficiente para que se sustentasse: e tem. Como tem!
Bates Motel pode ser considerado terror. E é. Porém se encaixa na label psicológica do gênero, pois não precisa apelar para criaturas sobrenaturais e das trevas para arrancar vontade de dormir alheia. Foram duas temporadas de 10 episódios cada, cheias de sangue, com vários personagens mortos, porém de susto mesmo? Uma única cena. Temporada 1, episódio 4. De resto, é apenas um roteiro muito bem amarrado, que consegue prender quem está assistindo e puxá-lo. Você vai se inclinar em frente ao notebook (ou TV, sei lá), pode escrever.
Beijinhos ♥

PS: Não, ainda não tenho capacidade mental de assistir American Horror Story. Mas aceito incentivos, vá que né.

Um comentário:

  1. tocaqui. também tenho pavor de filmes de terror, ainda mais se eu tiver que assistir sozinha! hahaha
    posso assistir e pular o epi 4? hahahha
    meu deus, fiquei curiosa para ler, ainda mais por saber que não é assim tão assustador... mas só de pensar naquelas musiquinhas apavorantes me dá um frio na barriga ;x
    eu comecei a assistir American Horror Story. consegui assistir 4 episódios e me sinto vitoriosa por isso! hahahahah 8)

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