15 de jun de 2014

Quem teme a morte — Nnedi Okorafor


Autora: Nnedi Okorafor
Editora: Geração
ISBN: 9788581301594
Páginas: 412
Nota: 

Eu sou uma pessoa bem fácil de convencer a ler alguma coisa. Tipo bem fácil mesmo. Tão fácil que eu deveria me envergonhar. É tão fácil me convencer a ler um livro quanto fazer miojo. Ou fazer gelo. Eu sou fácil assim. THAT fácil. Me fale um gênero, já me dê o livro junto. E olha que nem faço muita exclusão de gênero, pois a grande maioria me dá curiosidade: distopias, new adults, romances históricos, distopias, chick lits, new adults, young adults, urban fantasy, sci-fi... Eu sei, eu sei. Eu quis ler Quem teme a morte apenas por ser uma distopia. Facinha facinha, viu?

Situada numa Africa pós apocalíptica, Quem teme a morte conta a história de Onyesonwu (apelidada Onye para facilitar meu trabalho). Desde que se lembra, ela sobre preconceito por ser Ewu, concebida através de um estrupo. Nesse mundo, mulheres Okekes são abusadas por homens da "tribo" rival, os Nuru. Esses filhos carregam características físicas que misturam essas duas culturas e Onye nunca aceitou quem é. Quando estão seu pai (o que a criou e a amou) morre, ela sente que algo mudou. Parte então atrás de seu pai biológico, afim de vingar sua existência.

O livro é um tanto mais forte que uma distopia comum. Ele começa com uma garotinha de 11 anos descobrindo porque as pessoas a olham estranho, precisando lidar com a ideia de estrupo e mais outras situações. Confesso que em várias partes eu fiquei incomodada, a autora não tem muita delicadeza em narrar esses trechos. Se bem que, quanta delicadeza é necessária para aliviar uma trama dessas? É uma distopia, logo deve ter cenas desconfortáveis, sim?

A autora mescla um pouco de fantasia na história. A protagonista pode ficar invisível, voar, se transformar em pássaro... É um elemento a mais na obra, mas as vezes achei desnecessário. A graça da distopia é que os personagens façam grandes coisas sem nenhuma ajuda fantástica, apenas com suas mãos e ideias. Tipo um exemplo para os revolucionários de sofá do mundo real, que não têm nenhuma habilidade além de compartilhar posts da TV Revolta no facebook.

Quem teme a morte tem, em geral, um ritmo legal, muitos diálogos, fluência o suficiente para seguir sua narrativa sem cansar o leitor. Em partes. Existe muita coisa desnecessária no livro, algumas voltas sem objetivo e até mesmo descrição insignificante. O que eu queria mais era descobrir sobre o que levou o mundo ao holocausto nuclear, e a autora esqueceu de informar essa parte. E quero nem falar sobre o final porque olha, nope.

Eu vejo onde Quem teme a morte pode ser um livro excelente, mas ele simplesmente não funcionou comigo. O livro pega o leitor de cara com cenas fortes, empolga só a tempo de dar um enrolada em seguida, e não consegui me afeiçoar completamente a protagonista, por mais que tentasse. É um livro bem diferente, bastante original e ousado, e já teve os direitos de adaptação adquiridos. Uma perguntinha: qual será a censura no cinema?
Beijinhos ♥

Um comentário:

  1. quem dera eu fosse tão fácil assim como você hahaha
    tenho vários livros na minha estante, empacados, por isso: o livro tem que me agradar muito se não largo ele mesmo, sem dó.
    este ai seria um daqueles livros que, mesmo eu lendo um trilhão de resenhas positivas, com 5 estrelas e favoritados, eu ainda assim não iria ficar curiosa
    não me interessa e pronto =/

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