9 de mai de 2014

Real — Katy Evans

Real — Real #1
Autora: Katy Evans
Editora: Novo Século
ISBN: 9788542801774
Páginas: 304
Nota: 
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As vezes eu pergunto que, se lesse hoje Belo Desastre, talvez não tivesse os mesmos sentimentos de quando li na primeira vez, há quase dois anos atrás. Eu mudei, sabe? Meus gostos mudaram, minhas opiniões mudaram e o meio que o mundo mudou também. Se for pensar, cada livro de Jamie McGuire que eu lia, era uma sensação de amor menor. Sim, aquele primeiro livro foi ápice, foi a primeira vez e eu já reli várias vezes... mas é a primeira impressão que fica. Talvez, se minha primeira impressão fosse hoje, eu acharia um livro machista, obsessivo e tudo mais. Assim como achei de Real.

Real é o new adult de estreia de Katy Evans que, pra começo de conversa, não é new adult. Precisamos criar definições para o gênero? Ok. New adult é aquele livro que os personagens já saíram do ensino médio, estão começando a vida, não sabem o que esperar do mundo e do futuro. Os protagonistas tem em média 19-22 anos, normalmente estão na faculdade e seu universo é esse. Logo, Real não é um new adult. É um erótico mesmo.

O casal da vez é Brooke e Remy. Ele é lutador de boxe, lindo, musculoso, com covinhas, macho alfa, tudo isso. Ela é fisioterapeuta voltada para atletas, pois já tem um longo conhecimento do ambiente competitivo. Depois de uma luta, ele a convida para o seu quarto de hotel e, ao invés de pegar ela de todos os jeitos possíveis como ela queria, Remy a oferece um trabalho a seu lado, enquanto a turnê de lutas durar. Só que, bem, um trabalho é o que Brooke menos espera de Remy.

Machista? SIM! Muito. Absurdamente. Remy é envolvido pela aura de macho alfa, de ser o gostosão supremo e ter todas as mulheres ao seus pés. Seria um ótimo livro, então, se Brooke tivesse personalidade e fizesse ele lutar (sem trocadilhos) por ela, pelo relacionamento, alguma coisa. Meu ponto? Que ela não se dobrasse, poxa. Que Brooke tivesse um pouco de amor próprio e não caísse de quatro todo santo minuto. Remy pisca, Brooke começa a queimar por dentro. Remy fala "oi", Brooke quer rasgar suas roupas. O personagem começa sem carisma algum, sendo apenas autoritário e mimado, mas isso seria irrelevante se as pessoas ao seu redor o tratassem como pessoa, não como Deus. Ok, ele quebra a cara dos outros no ringue, mas isso não é motivo para ser amado, respeitado, aplaudido, mesmo quando faz coisa errada. Não é mesmo!

A autora tem uma carta na manga para justificar as ações do seu protagonista. Tá certo, elas sempre têm. Porém vamos esclarecer uma coisa: Katy explicou os atos de Remy, mas faltou maturidade de todos os outros personagens de saber lidar. Você vai mimar e bajular alguém, independente de seus atos, só porque a pessoa tem um problema? Não, cara, você não vai. Você vai ajudar a solucionar esse problema, mas não vai passar a mão na cabeça da pessoa, dizer que tá tudo bem e, por favor, me beije enquanto faço isso. É irritante como todos (eu disse TODOS) se submetem a Remy, suas vontades e seus caprichos. Ele não é perfeito - e, pelo amor, encarem isso.

Três estrelas. O livro começou com quatro, foi pra dois e encontramos um meio termo. Vamos relembrar que minhas expectativas foram frustradas. Eu coloco muita antecipação em new adults, independente do que parecem ser ou não. Real não foi nem um pedaço do que eu imaginava. Discordei das ideias da autora, de Brooke, das atitudes de Remy e, praticamente, de todo personagem que dava as caras. Existe um fio romântico que funciona em alguns trechos e no final, mas só também. E nem vamos entrar no mérito da tradução, porque nossa. O que dizer das cenas de sexo que parecem letra de funknejo?
Beijinhos ♥

2 comentários:

  1. sabe de eu comecei a ler este livro e não gostei e acabei largando ;x
    comecei a ler ele em ebook, então pode ser que isso tenha influenciado um pouco ;S
    achei machista ao extremo, e isso me irritou demais!
    quem sabe um outro dia eu tente ler de novo, mas para o momento agora, não rola =/

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  2. Aii essa capa me chamava muito a atenção, e até mesmo antes de vir para o Brasil eu tinha interesse no livro, mas nunca tinha parado para ler uma resenha. Acredito que o conceito de new-adult, vem caindo e muito de uns tempo pra cá, mas fazer o que virou modinha fazer new-adult. Gostei de sua visão sobre o livro.
    Beijos, http://miiheomundoliterario.blogspot.com.br/

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