24 de fev de 2014

A ilha dos dissidentes — Bárbara Morais

A ilha dos dissidentes —  Anômalos #1
Autora: Bárbara Morais
Editora: Gutenberg
ISBN: 9788582350751
Páginas: 304
Nota: 
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Quem não gosta de mutantes? Pfvr, eles são ótimos! Mutantes são a mistura perfeita entre genética e super heróis, eles são mais evoluídos que nós, porém ainda mais humanos que a turma do Super Homem. Acho que o único desenho animado de aventura que eu assistia era X-Men, já que adorava ver aquelas pessoas ditas normais com habilidades pra lá de especiais. E depois que a gente cresce e não tem mais tempo para assistir Bom dia e cia ao meio dia (mentira, pararam de exibir), temos que transferir essa sede de histórias para a literatura. Ah, a literatura...


A ilha dos dissidentes é o primeiro volume da trilogia Anômalos, que conta a história de Sybil. Ela é órfã e mora numa região de guerra muito pobre nos arredores da União. Sybil viveu durante 16 anos acreditando que é normal como qualquer outro humano, isso até ser a única sobrevivente do náufrago do Titanic III e ser detectada como Anômala. Uma mutante. Um A amarelo marcado na roupa que pode muito bem ser de Aberração. Mas, ainda assim, uma aberração bem importante. 

Existem duas coisas muito importantes que definiram o tempo que passei junto de A ilha dos dissidentes. Primeira coisa: o potencial. Esse livro esbanja! A sinopse é instigante, o plano de fundo é curioso e original, as possibilidades são mil. Mas lembre-se bem que as expectativas baseadas na sinopse não são certeiras nem por lei. Segunda coisa: ressaca. Tem visto os últimos Essa semana? Meu ritmo literário está uma coisa e leitura nenhuma engrena. E acaba que que A ilha dos dissidentes é um livro de momentos. Porém, quem que não está com vontade de ler nada se sente atraído por algo que parece um vai vem entre empolga-desempolga? Pois é!

De inicio, somos apresentados a Sybil quando a mesma descobre sobre sua capacidade de sobrevivência aquática. Mas pouco sabe ela sobre os Anômalos, e só então sendo transferida para Pandora, uma cidade só de mutantes, que ela vai descobrindo sobre essa realidade. É tudo novo, e o leitor vai aprendendo junto da personagem, conhecendo pessoas, lugares, histórias e regras. É interessante e faz parte da história, PORÉM não é cativante. Não são cenas que você se prende e faz seguir em frente independente de ter compromisso em cinco minutos. Talvez seja a minha falta de ânimo falando, mas o problema é que eu não via todo aquele potencial previamente anunciado, aquele jeito de distopia que conquista rápido. Era só mais um livro com cenas legais aqui e ali, mas nada que se sustentasse por 300 páginas, que é um número relativamente pequeno, se formos ver.

A protagonista é divertida, irônica, mas não uma heroína. Na verdade, Sybil me lembrou Rose, de Vampire Academy, que promete ser incrível e poderosa, mas desmaia na hora H. Ela está conhecendo aquele mundo, okay, entretanto a autora avança no tempo com bastante frequência, e se parece que a personagem está a dois dias em Pandora, na verdade são duas semanas. O tempo corre e já era hora de Sybil assumir sua personalidade forte e destemida como deveria ser. Não sei você, mas não acredito em amadurecimento de protagonista em livro distópico. Nesses casos, a narradora deve ser esperta e sagaz desde a primeira página. E tenho dito.

A autora também introduziu vários personagens que ficarem esquecidos no desenvolvimento da trama. Na verdade, muita coisa aconteceu nesse meio tempo, vários plots foram colocados no ar para só alguns serem sorteados e alongados. Tudo bem que primeiros volumes são introdutórios por natureza e ganchos são necessários, contudo o final é suficiente para garantir o leitor na continuação, não precisaria retomar histórias lááá do início. Nessa ideia, só precisaria pegar de volta alguns personagens e incluí-los no núcleo principal. As pessoas são simpáticas nesse livro!

Eu queria muito ler A ilha dos dissidentes e foi uma pena que esse livro tenha me encontrado em tão mal momento. Sem falar que contei com ele para aliviar essa fase e olha só o que não aconteceu. De fundo, é uma boa história, com uma linha de raciocínio legal e momentos eletrizantes, porém não o suficiente para dizer "OMG" e querer mais desesperadamente. Se não tivesse tantos plots apresentados e abandonados, se Sybil não fosse tão cansativa, se tivesse um romance com química de verdade, esse poderia entrar facilmente no hall de distopias favoritas. Quem sabe a continuação vai, né...
Beijinhos ♥

2 comentários:

  1. Estou com tanta vontade de ler esse livro, e é uma pena que você estivesse com uma ressaca. Tenho bastante expectativa para com ele e espero que ele a supere. Essa foi a primeira resenha que li dizendo que não gostou, mas nem tudo agrada.
    Boa sorte com a ressaca ,
    Beijos.
    http://migre.me/huvJU

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  2. Eu nunca li um livro com mutantes! Eu nunca tinha parado para pensar nisso O.O
    Já li sobre anjos, lobisomens, vampiros... Praticamente tudo!
    Agora mutantes não.
    O livro parece ser bem interessante, acho que vou colocar nas minhas futuras leituras.

    http://worldbehindmywall.fanzoom.net/

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