29 de jan de 2014

Sr. Segunda Feira — Garth Nix

Sr. Segunda Feira — As Chaves do Reino #1
Autor: Garth Nix
Editora: Fundamento
ISBN: 9788576763291
Páginas: 256
Nota: 
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Embora fantasia infanto juvenil não seja meu gênero favorito, eu costumo dar chance quando vejo comentários positivos na timeline. E, em certos casos, eles não costumam ser poucos. Isso dá para dizer de As chaves do Reino, de Garth Nix, que reúne um grupo de leitores bem apaixonados ao redor do mundo - que se atrevem, inclusive, a relacionar à Percy Jackson e Harry Potter. Na maioria das vezes, comentários assim são apenas desnecessários, porém nesse caso, acho que é a mais pura balela.


Sr. Segunda Feira é o primeiro volume da série que já conta com quatro livros no Brasil. Ele conta sobre Artur, um menino asmático que precisa se adaptar com a nova escola. Então, no meio de uma de suas crises de asma, ele acaba encontrando duas peculiares figuras (para dizer o mínimo) que lhe entregam um misterioso objeto que pode ser a chave para o grande problema que enfrenta sua comunidade: uma epidemia que chegou sem avisar e mandar cartaz de conscientização e está deixando todo mundo de quarentena.

Quando o livro começou e as primeiras sugestões à epidemia surgiram, eu fiquei enlouquecida. Tenho fraco por livros com o tema e a jogada de sci-fi no que parecia ser uma ambiente fantasioso me conquistou rapidinho. O problema é que a história não era sobre isso, e logo minha empolgação - que quase estava chegando ao ponto tweets-apaixonados - se reduziu a um pouco mais que nada. Se você me conhece, sabe que leio rápido. Quando abri Sr. Segunda-Feira, tinha acabado de sair de dois livros de 500 páginas que acabaram em dois dias cada, talvez nem isso. E então, na glória de suas menos de 250 páginas, Garth Nix passou uma semana no meu criado mudo - o que é um tempo gritantemente longo, vamos combinar.

A história desandou quando tomou forma. Irônico, não? No caso, o problema para mim é que ela não se tornou concisa. Garth Nix foi criativo, foi original, criou criaturas mitológicas nunca vistas antes e construiu sua história brincando com o tempo. E toda essa ousadia na liberdade poética deixou as coisas confusas. Ou você lê todas as linhas reunindo toda atenção do mundo, ou as coisas se perdem. Você deixou passar uma palavra sem se ligar: opa! O pior foi que não achei a escrita de Garth tão empolgante assim, e se pisquei durante a leitura, já perdi o fio da meada. Então voltava, lia de novo e de novo e de novo e fazia café e entendia a história. Até aí eu já estava bastante entediada.

Dei duas estrelas porque gostei do inicio, do botãozinho epidêmico que o autor colocou e não apertou. Não dá para tirar o mérito de Sr. Segunda Feira como uma história única - pois é e dificilmente você vai encontrar algo parecido no mercado, mas nem sempre se pode dizer isso como um elogio. No mais, eu achei confuso, enrolado, e o protagonista sem muito carisma além de asma. Então esse é outro caso: se nenhum personagem conquista, a leitura já começa decaída. E nesse caso, terminou também.
Beijinhos ♥ 
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