31 de out de 2013

Os melhores episódios de Halloween!

A gente costuma passar em branco o Halloween no Braseel e acompanhar apenas os gringos fantasiados pedindo por doces ou travessuras. Esse é um dos costumes mais americanos que existem, e vai dizer que não dá vontade de ir lá nem que seja por uma noite? Halloween é tão, tão legal ♥ E para marcar o Dia das Bruxas por aqui, eu poderia listar os melhores filmes de terror, porém hm, eu não assisto terror. E que tal escolher os melhores episódios da data? Vários seriados aproveitam das abóboras e dos esqueletos para dar uma movimentada na suas tramas, e catei os melhores Trick-or-treat episodes para entrar no clima - mesmo que seja fictício!
Trophy Wife - S01E06: Halloween 
Ai como eu amo Trophy Wife ♥ A nova comédia da ABC é totalmente maravilhosa e não tem como não ficar boba de amor com o hilário episódio de Halloween que foi ao ar na terça-feira. O plot: Jackie mostrou que o século XXI ainda não bateu na sua porte e, portanto, não conhece a fantasia do Iron Man que Bert queria, o que estraga totalmente o feriado do pequeno. E nessa hora que Kate entra pra salvar o dia e acaba se tornando a favorita do menino, indo pedir doces com ele e deixando Jackie com ciúmes. E no plot secundário, Pete encontra um garoto que suspeita ter atirado ovos na casa no ano anterior, e sequestra seus doces em troca de uma confissão forçada. Ah, você vai rir. Muito.
The Neighbors - S01E05: Halloween-ween
A Jackie está fantasiada de Effie! Repetindo: a Effie está fantasiada de Effie!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como não amar um episódio que faz uma referência tão grande e maravilhosa a The Hunger Games? ♥ O plot: Halloween não é um feriado que os zabrovianos estão acostumados, porém é o favorito dos Weavers, que não vão deixar de se fantasiar e atender as crianças porque seus vizinhos alienígenas estão com medo. E praticamente a essência de todo o seriado traduzido em apenas um episódio.
Suburgatory - S01E05 Halloween
Ainda no início de Suburgatory, um episódio sobre Halloween veio muito bem a calhar para o enredo como um todo, já que foi mais um caso de adaptação de George e Tessa no subúrbio, tão diferente de Nova York. O plot: Os dois decidem decorar a casa para o dia das bruxas com tudo que tem direito, porém os outros moradores de Chatswin acham assustador demais e os proíbem de praticarem os costumes halloweenescos.
The Big Bang Theory - S05E07 The Good Guy Reflection
Comédias com vários anos no ar tem uma variedade de episódios de Halloween para escolher, mas em The Big Bang Theory, nenhum foi melhor que o da quinta temporada. O plot: Sheldon, pra variar, se acha inteligente demais para ser assustado com pegadinhas de Halloween, porém Howard, Leonard e Raj conseguem assustá-lo brilhantemente, o que dá origem a uma linda história de vingança que vai te fazer chorar de rir (e não gritar de pavor). Na história também Leonard dividido entre namorar duas garotas e ser certinho, mas quem se importa com isso quando Sheldon está sendo vingativo? Pfvr!
Pretty Little Liars - S02E13 The First Secret
Episódios de Halloween se tornaram a melhor coisa de Pretty Little Liars, o que, cá entre nós, não significa lá grande coisa. A série se perdeu em algum momento do sucesso absurdo e esses episódios ~especiais~ eram os 40 minutos mais emocionantes de qualquer temporada, provavelmente por não eram exatamente ligados na trama principal. Vide o da segunda temporada que foi óh, excelente! O plot: Flashback. Ali está viva e -A ainda não é parte da vida das quatro liars... Não diretamente, pelo menos. O episódio é cheio de tensão, a atmosfera sombria e, quem notou os detalhes, viu que Ezra era um grande mentiroso desde o piloto. Ai saudade de quanto PLL era insanamente legal e não apenas insana.
Hart of Dixie - S02E05 Walkin' after midnight
Tudo que acontece em Blueball é digno de amor, então chega ser até redundante citar o episódio. Na verdade, ele está aqui simplesmente por ser Hart of Dixie, não pelo tema (Halloween foi apenas um plano de fundo). O plot: Zoe e Wade estão tentando se acertar, mas mais uma vez ela acaba trocando o Casanova para ajudar George em sua crise de sonambulismo. Além disso, a cidadezinha está em polvorosa por culpa das eleições e também pela festa de Halloween do Rammer Jammer. Bem, é um episódio com festa no Rammer Jammer, Zade e abóboras sorridentes, o que você quer mais?
Glee - S02E05 The Rocky Horror Glee Show
Ok, os principais arcos desse episódio são um saco, mas a parte musical é ótima (e sempre ficamos felizes quando Ryan Murphy consegue colocar musicas numa data especial de modo que tenha sentido). O plot: Emma se apaixona pelo musical cult The Rocky Horror e, numa tentativa de reconquistar a amada, Mr. Shue convoca o New Directions para fazer sua versão para a semana especial de Halloween. Vale dar o play em Dammit Janet, de Finchel, a minha favorita ♥
Don't trust the bitch in apartment 23 - S02E02 Love and monsters...
AI QUE SAUDADE DE APARTMENT 23 ♥ Eu já contei que essa é uma das minhas comédias favoritas da vida e que sofri demais com o cancelamento, então estou sempre atrás de desculpas para rever (zapear pelos canais no exato momento em que a Fox está exibindo? Hm, não tão coincidência assim). O plot: É Halloween e James vai dar uma festa para celebrar o amor (já que bruxas é muito assustador)! E também é hora de Chloe fazer sua pegadinha especial de Dia das Bruxas, quando leva um ano para transformar o pior pesadelo de uma pessoa aleatória em realidade. Ai que bitch ♥

E aí? Esqueci de algum?
Beijinhos ♥

30 de out de 2013

Desastre iminente por Jamie McGuire

Belo Desastre #2 (?)
Autora: Jamie McGuire
Editora: Verus
ISBN: 9788576862550
Páginas: 405
Nota: 
Livro anterior: Belo desastre
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Exceto por alguns capítulos vazados de Midnight Sun, de Stephenie Meyer, eu não tinha experiência com títulos que trazem a mesma história com outro ponto de vista. Na verdade, não tenho nem opinião formada sobre esse estilo literário, se é que se pode chamar assim. Todavia, isso está ficando comum e, em certos casos, não tem como resistir ter mais uma parcela de tal história, mesmo sabendo o que acontece e como termina. E, vocês sabem, não tenho guilty pleasure maior que Belo Desastre, o new adult de Jamie McGuire. Eu vejo todos os defeitos do livro, entendo quem não gosta, mas releio todo mês e nunca enjoo. É amor, não?

Se em Belo Desastre o foco da sinopse estava na aposta, Desastre iminente vai direto ao ponto. Essa não é uma história sobre um desafio, é um louco romance entre duas pessoas ditas opostas que tem mais em comum do que desejam admitir. Salvo o prólogo, o ponto de partida é o mesmo: Travis é um canalha que já levou metade das garotas do campus para seu sofá, que, de repente, se sente estranha e intensamente atraído por Abby, a garota nova que não mostrou nenhum interesse pelo seu conjunto de músculos e tatuagens, até então irresistíveis. E sim, é clichê. Eu não sei dizer o que tem de tão especial e diferente no romance de Travis e Abby que me faz amar e shippar enlouquecidamente mesmo sendo algo que costumo condenar e ficar irritada em outros livros. Existe uma bruxaria nas palavras de Jamie, eu sei disso.

Belo desastre nos apresentou uma história de amor possessiva, intensa do inicio ao fim, com personagens obcecados e problemáticos, que ficam lindos em ~livros~. Mas em sua continuação que não é continuação, conseguimos ver por trás de tudo. Ter a visão de Travis nas mãos é o jeito perfeito de conhecer a fundo todas as incógnitas do personagem no primeiro livro. Então lá vai o que todo mundo já sabia: ele é inseguro até dizer chega. É por isso que precisa tanto de Abby, é por isso que a transforma no centro de seu universo. Ela até parece uma personagem diferente através dos olhos dele, que realmente acredita não ser merecedor de seu amor. Nesse livro, conseguimos ver onde exatamente começou o encanto, a paixão, as respostas que Abby não pode nos dar. É tão, tão... Nossa, Jamie! NOSSA.

Eu sempre tive curiosidade sobre a dinâmica de Travis com os personagens secundários, como seu pai, irmãos e, principalmente, Shepley e America (esses lindos ♥). Não é apenas o casal principal, a autora criou várias criaturas maravilhosas para coadjuvar e agora eles tem mais espaço para mostrar sua beleza. Também foi nesses momentos que a veia cômica de Jamie se mostrou mais afiada. Os diálogos foram espirituosos, e o jeito irritadiço da melhor amiga de Abby é hilário quando voltado para Travis. Adoro como ela não tem filtro no que fala e não se assusta com os dois metros de puro músculo de Trav. Já contei que queria um livro só pra ela? Garanto que seria tão ótimo quanto esses.

Desastre iminente tem mais páginas que seu precedente, mas tenho a impressão que Belo Desastre é mais completo, tem mais diálogos. Várias cenas do casal foram sucumbidas na visão de Travis, substituídas por poucos parágrafos que dão uma ideia mais geral e pouco aprofundada do momento. Se você não conhece a história de trás pra frente depois de tanto reler (você não pode me julgar porque EU SEI que relê seus favoritos toda a semana), talvez nem repare nesses detalhes. Por um lado foi até bom, pois algumas das cenas mais agoniantes não se estenderam por muitas páginas. E quanto ao quesito de fidelidade entre um livro e outro, Jamie não deixou passar vírgulas. Não sei se é mais fácil ou difícil escrever um livro assim, mas a autora refez todos os detalhes, principalmente das cenas mais significativas. E sim, eu reli pra comparar (e você ainda não pode me julgar, flw).

Eu amei. Obvio que eu amei. A história é maravilhosa, intensa e cativante tanto na visão de Abby quanto na de Travis, e, assim como os protagonistas, esses dois livros se completam perfeitamente. No primeiro, Jamie me deixou o tempo todo com medo de uma bomba explodir, e aqui o sentimento se mantem. Não é porque você sabe o final, que ela não pode avançar um pouco no tempo e blow mind feelings all over the place tum dum tss. E tudo que posso dizer sobre Desastre iminente é blow mind feelings all over the place tum dum tss, do jeito mais amor que poderia ser. A espera por esse título na estante foi totalmente correspondida, e o vazio que Belo Desastre deixou está aqui de volta, um pouco maior por saber que não existe um terceiro livro vindo por aí. Contudo, isso não é desculpa pra você não ler. Ah, não é mesmo. Vou nem dizer que recomendo, já que né, redundância.
Beijinhos ♥

29 de out de 2013

Mais bruxaria em Witches of East End

Vamos voltar para a fall season de 2011 e a esperada estreia de The Secret Circle, série de bruxas inspirada nos livros homônimos de L. J. Smith. Todo mundo queria assistir por tratar de um tema pouco explorado na televisão e ter conquistado com seu piloto sensacional. Contudo, não sei você, mas dei graças quando foi ~feenalmente~ cancelada no final da primeira temporada. Não é de hoje que seriados prometem demais no piloto e, quando falam sobre algo que não drama por drama, correm muito mais o risco de se perderem depois de cinco ou dez episódios. TSC cansou tanto que me traumatizou com bruxaria na TV, mas foi só a divulgação das primeiras imagens promocionais de Witches of East End para que eu voltasse atrás e adicionasse a estreante da Lifetime na watchlist. O problema é que esta pode muito bem se tornar The Secret Circle 2.0, e bem, a gente não deseja isso nem pro seriado favorito dazinimiga.
Baseado nos livros de Melissa de la Cruz, Witches of East End conta sobre as irmãs Freya e Ingrid, ambas bruxas e amaldiçoadas. O caso é que, a principio, nenhuma das duas sabe disso, pois sua mãe, Joanna, escondeu por toda a vida esse segredo de família. É com a chegada da tia Wendy e a morte de alguns conhecidos, que o circo vai fechando e alguns segredos precisam ser revelados, mesmo que carreguem maldições centenárias e possam terminar em mortes. Várias delas.
Se existe uma coisa muito maravilhosa em WoEE é que o tempo passa e você nem vê. Pela leva de informações que apenas o piloto tem, existem mil plots para explorar e vários ganchos que os produtores podem se agarrar. E como é um livro, consigo imaginar todo o primeiro volume apenas para introduzir metade da bagunça que a série fez nos primeiros minutos (levando em consideração que a grande maioria das autoras do gênero são enroladas -enroladoras?- e gostam de procrastinar na explicação). É frenética a jogada de dados e referências escolhidos a dedo para enriquecer o roteiro e se destacar no meio, então para uma primeira impressão, isso é para se receber de braços abertos e cartazes de boas vindas. Mas ainda assusta um pouco que não se saiba até que ponto isso vai e se a qualidade se manterá. A gente torce que sim, mas os antecedentes desanimam muito um pouco.
E ainda voltando ao ponto que é baseado em livros, não poderia faltar um triângulo amoroso daqueles bem forçados. Sim, esse é o grande ponto fraco da história e o possível-grande-capacitor-da-futura-desistência (ou cancelamento, vai saber). Freya, a mais nova das garotas, está noiva de Dash, o garoto dos sonhos, mas se sente estranhamente atraída por Killian, seu cunhado bad boy magya que - olha só - ela sonhava antes mesmo de conhecer (amiga, é impossível). Ela é cheia de mimimi, fica nessa coisa de "amo meu noivo mas vou ali visitar Killian no seu barco no meio da noite e não vou contar pra ninguém que tenho sonhos eróticos com ele". Bem diferente da irmã, Ingrid, que é racional, inteligente, adora livros e é cética em relação a tudo. Se a vida é uma batalha, você está vencendo, Ingrid! ♥
Assisti três episódios e minha opinião está limitada até aí, porém Witches of East End parece ser muito bom mesmo. A trama está sendo bem conduzida, num perfeito equilíbrio entre não deixar pontas soltas e ainda manter a curiosidade. O roteiro tem sacadas engraçadas e sagazes, os feitiços são feitos em latim e o cast masculino é muito, muito gato. Tenho impressão que os livros seriam chatos por motivos de Freya, mas até então, o seriado em si compensa a chatice de sua principal. Sou #team Dash-sai-da-ficção-e-seja-lindo-aqui-também,-muito-obrigada. No mais, acho que você deve assistir e adorar essa série, entretanto se WoEE se perder logo mais, não vou poder dizer que não imaginava. Ainda assim, o seriado é da Lifetime e uma temporada completa é curtinha e vai bem.... Eu acho.
Beijinhos ♥

28 de out de 2013

Polícia Paranormal por Kiersten White

Paranormalcy #1
Autora: Kiersten White
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501090836
Páginas: 380
Nota: 
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E quando a capa é a melhor coisa de um livro? Não estou dizendo que esse é o caso, apenas fazendo um questionamento. Você olha para ela na livraria e pensa que não pode viver sem, e quem se importa se é um romance sobrenatural ou autoajuda. É apenas maravilhosa e você quer. Era esse meu sentimento com Paranormalcy, a versão original do livro de Kiersten White. Mas então ele chega no Brasil com uma capa rosa e meiga, completamente diferente da desejada gringa, a empolgação inicial diminui. A minha com Polícia Paranormal diminuiu.

Não é incomum que autores tentem fazer uma miscelânea de criaturas sobrenaturais para se destacarem no meio. Ao invés de focar em uma única espécie, várias são abordadas e dão um pano de fundo mais amplo e cheio de possibilidades. Então vem o problema de uni-los todos no mesmo círculo de modo plausível. Para Kiersten, é aí que entra a AICP, Agência Internacional de Contenção Paranormal, e somos apresentados a Evie, a protagonista da vez.

Dá pra dizer que Polícia Paranormal é formado quase que inteiramente por clichês. Kiersten quis ser diferente, mas foi previsível em quase todos os arcos que tentou tomar, começando por sua protagonista. Até onde a gente (e ela) sabe, Evie parece ser uma humana normal adotada pela AICP para ajudar no controle de vampiros, fadas, lobisomens (...) por causa de sua habilidade ~rara~. Contudo, não demora muito para que ela descubra que sua vida foi uma mentira, blablablablabla, que suas capacidades são mais especiais e únicas que imaginava, blablablablabla. Ao mesmo tempo que ela se comporta como uma agente treinada em neutralizar paranormais, Evie sonha em ir para escola, ser convidada para o baile, ter um armário... Ela ficou o tempo todo na corda bamba entre ser uma personagem bad ass ou uma garota comum, medrosa e amante de mimimi. Sem falar que faltou muita perspicácia e sagacidade em Evie, pois algumas decisões que ela tomava eram tão absurdamente erradas que você precisava ler duas ou três vezes pra confirmar que seus olhos passaram mesmo por aquelas palavras ou não. 

E é claro que tem um romance. O ponto de partida de Polícia Paranormal é a chegada de Lend no AICP, uma espécie até então desconhecida, um tipo de metamorfo capaz de se transformar com perfeição em qualquer pessoa que queira (exceto, obviamente, Evie). Então a agente peça-rara-super-importante-que-o-mundo-todo-quer acaba gostando do prisioneiro. Oh meu Deus, cadê Shakespeare nessa hora? É aquela coisa "hum, não tenho muitas opções de quem falar por aqui, e você até que é legal" que dentro de poucas páginas evolui para algo mais. As conversas dos dois até que tem bastante química, é um casal legal de acompanhar e que você shipa por falta de algo melhor pra fazer. Existe uma sugestão de triângulo amoroso a ser explorado, embora eu ache que o mesmo seria desigual e injusto, que Kiersten precisaria suar muito a camisa pra colocar uma semente de dúvida na cabeça (coração?) do leitor. E convenhamos: suar a camisa não é algo que a autora pareça estar disposta a fazer. Quem sabe continuar levando como está e sendo essencialmente comum? Colou até aqui.

O ponto alto do livro sem sobra de dúvidas é a veia bem humorada da narrativa. Contado pelos olhos e palavras de Evie, a história consegue fazer rir em algumas partes por conta das tiradas bem humoradas e bastante sarcásticas. Entretanto, quando precisou deixar a graça de lado e abraçar o sentimentalismo da vida, a situação pareceu forçada e a protagonista não passou emoção. É como se Evie soubesse ser divertida, apaixonada, curiosa, mas quando deveria ficar triste (e olha, ela deveria mesmo!), levou poucas linhas para sucumbir a sensação. Poxa, Kiersten! Poxa, Evie! 

As expectativas diminuíram um pouco quando vi a capa nacional, e isso foi uma coisa muito boa. Primeiro que essa versão bonitinha não condiz exatamente com a atmosfera do livro, e outra que Polícia Paranormal se mostrou bem mais fraquinho do que eu imaginava. Foi uma leitura boa e com tiradas engraçadas, mas um tanto trivial. O livro não tem nada além de uma trama para passar o tempo, e no meio de tantos livros com fadas, lobisomens e criaturas inomináveis, Kiersten pecou na falta de ousadia. Logo no que parecia que o título teria de sobra.
Beijinhos  ♥

27 de out de 2013

Essa semana #92

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
As crianças trocadas - Elle Casey

♥ Li essa semana:
A bruxa de Near - Victoria Schwab
Dias de sangue e estrelas - Laini Taylor
Policia Paranormal - Kiersten White
O recruta - Robert Muchamore
Desastre iminente - Jamie McGuire

♥ Resenhei essa semana:
Esc@ndalo por Therese Fowler
A bruxa de Near por Victoria Schwab
Dias de sangue e estrelas por Laini Taylor
Lições de desejo por Madeline Hunter
Estranho irresistível por Christina Lauren

♥ Super Posts:
Promoção: Especial Assassin's Creed
Jessie J tão "Alive" quanto antes

♥ Ultima Compra: 
Keds *_*

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Kimono?

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Lexi, foge de Near enquanto tem tempo, vai! "

♥Eu falaria para o autor:  
"Jamie, você é clichê, problemática, frustrante, mas uma linda sem igual "

♥ Estado de Espirito Literário:
Destroçada.

♥Literary Crush: 
TRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAV ♥ 

♥ Feito da Semana: 
Duas provas na faculdade, uma resenha por dia, consideravelmente em dia com seriados da watchlist, li cinco livros, tive vida social. BEIJOS QUE VENCI NA VIDA JÁ.

♥Queria ver no Brasil:
Mais new adults pra tentar substituir o amor por Belo Desastre no meu coração. Ok, pode rir já.

♥ Im in mood for... :
Belo desastre e Desastre Iminente. Esse vazio de não querer mais nada não é legal.

♥Hey Mr, Postman:

♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

Prism - Katy Perry: Tô morta de amor pelo novo CD de Katy Perry, dançando com os braços pra cima até Deus me apanhar daqui a pouco. Ainda essa semana devo fazer um post pra falar melhor sobre ele, mas spoiller alert? Tá sensancional!
Beijinhos ♥ 

25 de out de 2013

Estranho irresistível por Christina Lauren

Beautiful bastard #2
Autora: Christina Lauren
Editora: Universo dos Livros
ISBN: 9788579305740
Páginas: 288
Nota: 
Livros anteriores: Cretino irresistível
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Depois de uma experiência surpreendentemente boa com Cretino irresistível, resolvi continuar dando chance para a série de romances eróticos de Christina Lauren (que, olha só, são duas pessoas diferentes!). Se você acompanha o blog, sabe que eu não gostei da leva do gênero e achei 50 tons um legítimo sofrimento em forma de trilogia. Mesmo assim, quando uma autora surpreende você com algo pelo qual não dava nada, a gente continua acompanhando. E continua sendo surpreendida.

A série Beautiful bastard é feita por companion books, aqueles livros que finalizam uma história, mas continuam cruzando personagens nas continuações. No segundo volume, revemos Sara, melhor amiga de Chloe, e conhecemos Max, antigo colega de Bennet. Ela acabou de ficar solteira, mudar para Nova York e logo em sua primeira semana, já conhece um cara lindo, alto e maravilhoso numa boate. Porém o que deveria ser só um caso de uma noite, se torna mais frequente quando ambos descobrem que tem amigos em comum e começam a ser esbarrar pela cidade. Um relacionamento novo é tudo que Sara não quer, mas Max é tão... Tão...

O que mais me agradou no primeiro livro é que, depois de muita cena de sexo sem compromisso, as autoras desenvolveram romantismo pra lá de fofo e fez seu diferencial daí. Então o melhor da continuação é que, sabendo que esse foi o ponto forte, existe um ar de romance desde os primeiros capítulos. Não é nada abertamente, o sexo ainda é parte chave de quase todo o capítulo (é o gênero, afinal de contas), mas é possível sentir uma química palpável entre Sara e Max desde as primeiras conversas. Na verdade, aí é que tá: eles conversam. Desenvolver sentimentalismo foi algo tranquilo e crível, fez você torcer pelo casal e querê-lo juntos. Pontos para Christina e Lauren.

Quem gosta do gênero tem como obrigação ler essa série. Eu não costumo dar muita chance para livros assim, mas estou admirada com o equilíbrio de elementos que as autoras conseguiram fazer. As autoras foram ao pé da letra com as palavras que definem o estilo literário, e fizeram um livro com bastante erotismo, mas com também bastante romance. Estranho irresistível é melhor que o primeiro e deixa curiosidade para a continuação e o próximo casal. Ainda está longe de ser um gênero que começarei acompanhar assiduamente, mas essas autoras são pra ficar de olho.
Beijinhos ♥

24 de out de 2013

Lições de desejo por Madeline Hunter

Os Rothwells #2
Autora: Madeline Hunter
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412017
Páginas: 277
Nota: 
Livro anterior: As regras da sedução
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Você já leu algum livro achando que estava lendo outro? Não digo confundir títulos (isso todo mundo olha a capa, duh), mas ler sinopse, esquecer de que livro se referia e trocar as ideias. Nessa caso, das duas, uma: ou sua memória para sinopses é péssima, ou são dois livros muito parecidos. Eu achava que isso não acontecia, mas li a premissa de Lições de Desejo e achei que era Paixão, de Nicole Jordan (resenha). Ler dos romances históricos com enredos semelhantes é uma experiência estranha, é como ter em mãos dois lados da mesma moeda. 

Em essência são histórias diferentes, mas que começam no mesmo ponto: salvando alguém da prisão. Em Lições de Desejo, lorde Elliot (irmão de Hayden, protagonista do primeiro livro) precisa desesperadamente de um favor de Phaedra Blair para evitar que o nome de sua família fique manchado. Para isso, ele precisa ir ao seu encontro em Nápoles, mas é uma surpresa quando ele chega lá e Phaedra está presa. Como benefício do título de marquês de seu irmão mais velho, Elliot consegue barganhar a soltura da dama, desde que a mesma fique sob sua responsabilidade até chegarem em Londres. E você sabe o que acontece quando duas pessoas que não se dão bem são obrigadas a passar muito tempo lado a lado, né?

Dos romances históricos que li, arrisco dizer que Lições de desejo é o mais ousado - e não de um jeito bom. Já falei antes que encaro o gênero como doses desmedidas de breguice e romance água com açúcar, e como é bom lê-los para nada além de suspirar, contudo, dessa vez a autora fez uma abordagem diferente. Esse foi o primeiro livro de época que li em que a personagem principal não fosse virgem. Phaedra e Elliot tem uma liberdade maior para falar sobre sexo, então, tirando proveito disso, Madeline resolveu criar tensão sexual antes mesmo de uma amizade meiga, tão característica dos casais do gênero. Leva tempo - e páginas afim - para que o casal desenvolva alguma química, algo além de provocações e beijos roubados. Depois empolga e se torna uma história fofa, você termina com o sentimento de que foi um bom livro, mas até lá...

Ainda assim, isso não é desculpa para tirar duas estrelas da classificação final. Meu outro motivo foi Phaedra. Desculpa, mas eu não gostei da mocinha que de mocinha não tem nada. A principio, foi interessante ver a história sendo narrada por alguém tão diferente das típicas ladys, mas depois se tornou apenas irritante. Phaedra é dada como uma feminista para época, com pensamentos ditos revolucionários que pegou do estilo de vida ~moderno~ da mãe, já falecida e parte importantíssima para o enredo como um todo. Entretanto, não senti força nos seus ideias sobre casamento, família e essas coisas. Ficaram forçados e sem motivo. Não parecia que ela acreditava no que dizia, apenas repassava os atos de sua mãe, na maior figura de Srta. Blair 2.0. Phaedra clamava por independência e por direitos iguais, mas não me convenceu como revolucionária. Ela não precisa queimar lingerie em praça pública, apenas acreditar no que estava falando. Só isso.

Madeline Hunter se mostrou a mais fraca das escritoras do gênero quando li os primeiros volumes das três séries de romances históricos que a editora Arqueiro lançou alguns meses atrás. Também não foi nesse segundo volume que a autora me conquistou. Lições de desejo é uma leitura legal e para passar o tempo, mas sem a veia cômica afiada, nem a parte romântica feita na medida pra suspirar, torcer pelo casal e querer a materialização de Elliot. Também faltou uma protagonista convincente e um química intensa desde os primeiros momentos. Eu gostei, mas existem vários títulos melhores pra quem quer se apaixonar em 1800 e alguma coisa.
Beijinhos ♥

23 de out de 2013

Dias de sangue e estrelas por Laini Taylor

Feita de fumaça e osso #2
Sem spoillers do anterior
Autora: Laini Taylor
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580574067
Páginas: 448
Nota: 
Livros anteriores: Feita de fumaça e osso
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A minha memória é ruim, mas tipo, muito ruim mesmo. É até engraçado como as pessoas dizem que quem tem o costume de ler muito, acaba desenvolvendo essa capacidade de lembrar com mais facilidade das coisas e comigo acontece justamente o contrário. Tenho uma dificuldade imensa em recordar detalhes e, quando tem cerca de um ano entre um livro e sua continuação, normalmente estou apagada (salvo em finais muito WTF que posso ter 87 anos e ainda recordarei esse momento enquanto faço cookies). Entre Feita de fumaça e osso e Dias de sangue e estrelas, primeiro e segundo volume da série de Laini Taylor, tudo que eu podia lembrar sobre a história de Karou sumiu. A única coisa que eu sabia é que tinha gostado MUITO. E, ok, essa é uma ótima lembrança.

Essa série em especial é uma miscelânea de informações que se entrelaçam aos poucos, de situações que puxam outras situações, acontecimentos simultâneos, vários personagens, várias criaturas, várias pessoas de nomes estranhos. Dias de Sangue e Estrela tem um fluxo intenso de atos, fatos e novidades, e cair de cabeça nele não é uma das coisas mais fáceis do mundo quando sua memória falha. São quase cem páginas até que eu recordasse os personagens, quem morreu no anterior e o que levou àquilo tudo. Claro que depois que situei, as coisas só foram. E foi muito, muito bom.

A história que Laini criou é diferente e ousada, conseguiu trazer criaturas convencionais de um modo completamente novo e ainda não visto em livros YA. E você sabe o mercado que vivemos, ver algo se destacar num meio tão saturado é motivo de comemoração com direito a cupcakes de frutas silvestres (?). Tudo que a autora apresentou no primeiro livro (que lembrei depois de um tempo) ganha forma e detalhes na continuação. Dessa vez não é mais uma garota estranha de cabelo azul. Vamos a fundo no mundo de Karou, as criaturas com quem convive e a que pertence. Tudo isso na véspera de uma batalha épica em que a garota é uma peça chave durante o "armamento" e que vai bater de frente com o inimigo por quem foi apaixonada. E, por mais que tente fugir e se enganar, ainda é.

Karou é uma boa protagonista, principalmente agora tem total ciência de seus poderes e dever com a humanidade (e os não-humanos também). Entretanto, a autora optou por dividir em vários o ponto de vista, e temos consideráveis doses de Akiva aqui também, mostrando o seu lado da moeda, do universo. Foi uma visão muito abrangente da história como um todo, complicando a parte em que você escolhe um lado para torcer. Tem prós e contras tanto no mundo de Karou como no mundo de Akiva e, quem sabe, nem sejam tão opostos assim. Por outro lado, se é necessário escolher alguém pra contar a história e abraçar de tanto amor, fico com Zuzane e Mik, amigos humanos da principal. Os dois são divertidos, fofos, esbanjando química e um balde de água fresca em meio a comoção épica e fantástica que circulava entre os sobrenaturais. Os emails que Zuze mandava para a amiga foram o ponto alto da história e ri alto.

Por incrível que pareça, Dias de sangue e estrelas, com toda a sua glória de 450 páginas, termina muito, muito rápido. Em menos de um dia passei de "eu preciso lembrar dessa história" para "cadê a continuação nas minhas mãos?". Do mesmo modo que Karou se destacava no mundo humano com seu cabelo azul, Laini Taylor se destaca no mercado literário contemporâneo por escrever uma série única e audaciosa, que flui muito bem e não deixa a desejar em momento algum. Os elementos que a gente gosta e procura em um livro estão todos ali, misturados, bagunçados e num ritmo frenético. Cá entre nós, dessa vez acho que não esqueço dos personagens ou do final. Quer dizer, definitivamente não esqueço do final.
Beijinhos ♥

22 de out de 2013

A bruxa de Near por Victoria Schwab

Autora: Victoria Schwab
Editora: Planeta
ISBN: 9788542201673
Páginas: 240
Nota: 
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Sabe quando você decide ler algo pelo simples fato do título sugerir que tem um pouco de fantasia e que também não precisa esperar nada além de mais um romance jovem com quê sobrenatural na estante? Pois então, achei de A bruxa de Near fosse assim. Olhe bem para a capa: Ela parece assustadora? Ela parece ter uma atmosfera sombria, ser um livro de época e com lendas macabras? Ai, como não devemos tomar capa como base...

Não se sabe dizer exatamente em que época da história humana A bruxa de Near está localizado, mas o cenário é um tanto antigo. No pequeno vilarejo de Near, tudo é comandado pelos Três Mestres, as mulheres devem cuidar da casa e dos filhos, enquanto seus maridos saem para trabalhar. Lá existe magia e todos sabem sobre isso - não exatamente aceitam, mas reconhecem a existência. Nos arredores da cidade, moram duas irmãs que, há muito tempo, tinham uma conexão especial com os elementos, mas "secaram" e, desde então, são apenas jogadas à escanteio. Near é um vilarejo tão pequeno que pessoas novas dificilmente são permitidas. Estranhos são excluídos e devem permanecer como tal até ganharem a confiança dos moradores (algo nada fácil, aliás). E é nesse pequeno e peculiar lugar, que conhecemos Lexi, sua irmã mais nova - Gwen -, e o estranho.

Divagar sobre Near é uma parte chave para a história. As lendas da cidade e seus costumes são essenciais para o contexto que Schwab criou tão detalhadamente. Os personagens carregam características óbvias de sua cidade natal, do meio que foram criados, e isso deixou a construção do livro muito mais rica. Mas enfim. A bruxa de Near começa quando o "estranho", apelidado de Cole pela protagonista, chega no vilarejo pouco antes das crianças do lugar começarem a desaparecer. Além disso, ter sido abrigado pelas irmãs bruxas também não o ajudou muito na imagem perante os cidadãos. Todo mundo desconfia de Cole por ser um rosto novo e desconhecido, mas Lexi tem suas dúvidas antes de acusá-lo. Ela quer descobrir a exata verdade e encontrar os desaparecidos, tudo para proteger sua irmãzinha antes que ela finalmente ceda e vá brincar com os amiguinhos que a chamam na calada da noite.

O clima do livro é muito sombrio e, ao seu modo, cativante. Schwab soube exatamente onde introduzir pontos fortes no princípio da narrativa para não levar muito tempo até que o leitor estivesse imerso e sedento por mais e mais e resoluções e crianças e lendas de Near. Sedentos pela bruxa de Near. Não se engane achando que esse é um livro sobre uma garota que descobre herança fantástica e começa a fazer oferendas ao sol em troca de harmonia com os animais de estimação. Nada, nada, nada disso. Esse livro é bizarro, um tanto assustador, e me fez pular de susto à qualquer minimo barulho que perturbava o silêncio de quando lia. As crianças sumindo, a insistência de Lexi em procurar provas e todos a ignorando (por ser mulher, jovem e imatura)... É muito, muito instigante.

A única coisa que deixou um pouco a desejar foi o romance principal, instantâneo e forçado. Lexi conhece o estranho, o chama de Cole, vai com a cara mal humorada dele e, piriripimpim, estão apaixonados (desconsideram o piriripimpim como feitiço, pois não). Com o desenrolar, os dois desenvolvem química e se tornam um casal bonitinho, porém o inicio do romance foi um pouco artificial e rápido demais. Talvez seja porque, como é um livro pequeno, a autora não quis perder muito tempo criando uma ligação sentimental sutil para evoluir aos poucos, e então colocou paixão logo no segundo ou terceiro contato. É uma pena, pois tirando esse pequeno detalhe, o livro é óh: incrível.

Se A bruxa de Near poderia ser uma história comum, ela acabou se tornando diferente de tudo que já li. O modo como a autora criou o cenário e deu significado para ele foi espetacular, assim como as histórias que Near guarda, o modo que as irmãs bruxas contavam as lendas completando o que a outra falava, o ritmo para acontecer tantas coisas em tão poucas páginas. A veia sarcástica é afiada, a atmosfera é suficientemente lúgubre, e as crianças sumindo e chamando Gwen para brincar conquistou meu coração amante de livros medonhos. E quer saber ainda qual a melhor parte? Nada de continuação! A bruxa de Near começa ótimo, tem desenrolar ótimo e conclui ótimo também. Eu recomendo.
Beijinhos ♥