30 de jun de 2013

Essa semana #75

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Interligados 2 - Gena Showalter

♥ Li essa semana:
Interligados - Gena Showalter
A parasiense - Ines de la Fressange e Sophie Gachet
A fada e o bruxo - F. Medina

♥ Resenhei essa semana:

♥ Super Posts:

♥ Ultima Compra: 
Coca cola.

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Box  da quarta, quinta e sexta temporada de Gossip Girl, porque quero fazer maratona linda ♥

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Adam, pfvr, é óbvio que se ~você~ existe, vampiros e lobisomens também respiram por aí, né."

♥Eu falaria para o autor:  
"Parabéns, Gena, achei criativo!"

♥ Estado de Espirito Literário:
Com sono demais pra conectar com algum espirito literário.

♥Literary Crush: 
ainda não superei o Will, aquele lindo :(

♥ Feito da Semana: 
Muitas e muitas coisas. E ainda consegui programar uma nova edição do projeto "Uma resenha por dia" para ir ao ar nessa semana, a partir de amanhã.

♥Queria ver no Brasil:
Legendas.tv porque né

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
YA

♥Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):
Will & Will (e já tá no facebook!)

♥ Super quote:
Nada...

♥Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

Made in America - Cimorelli: Eu já tinha recomendado a música antes, mas agora tem clipe e é muito amor, minha gente.

Twisted - O novo seriado de mistério da ABC Family já está na minha watchlist e povoando minha mente de teorias mitabolantes. O novo PLL: sim ou certeza?
Beijinhos ♥

29 de jun de 2013

Playlist da semana!

É sábado, estamos todos animados porque é fim de semana - e início de férias para muita gente -, então bora dar play e sair dançando pelo quarto com essa playlist. Tem coisa linda demais essa semana ♥
High Life - Nelly Furtado ft. Ace Primo: Muitas saudades para a época que Nelly Furtado só tinha hit incrível e não saia do meu replay. Mas depois de anos, olha ela sendo linda com música maravilhosa aqui de novo ♥ High life é muito legal, divertida, gruda "La, la, la, la..." e boatos que será a melhor música da trilha sonora de Os Smurfs 2!
50 ways to say goodbye - Train: Começa a música e você acha que foi transbordada para o mais novo filme do Zorro (o que é algo ótimo, já que amo Zorro). Mas não, é Train sendo aquela banda animada, divertida e sensacional que eu amo e quero convencer todos vocês a amá-la também. Não existem palavras pra descrever o quão incrível é esse single.
Hide and seek - Imogen Heap: Sabem, eu estou bem controlada com trazer as músicas da soundtrack de The O.C. para cá, já que é tudo ótimo e indie. Mas Hide and seek não teve como segurar, eu amei demais. Provavelmente você já ouviu antes, afinal o "Hm what you say, oh that you only meant well, well of course you did" é bem famoso. A música é bem calma, com muito efeito nas vozes e tão lindinha. Toda música que fecha temporada é, convenhamos.
I Would - One Direction: Parafraseando Justin Bieber (?): never say never. Essa sou eu dando o braço a torcer e admitindo que, sim, existe uma música legal do One Direction. I would é a primeira deles que gostei, e acho que é por causa das vozes: achei diferentes. Não que agora eu virei Directioner (é assim?) e tome o lado do fandom nas brigas do twitter contra The Wanted. Não.
Finally found you - Enrique Iglesias ft. Sammy Adams: Não sei porque, mas sempre achei que Enrique Iglesias era um desses cantores de jazz. Juro. Depois de um pesquisa vi que estava completamente errada, mas foi só depois de ter ficado morta ft. enterrada com Finally found you, tão pop e animada. A participação do Sammy Adams também não deixa para menos, né? Obrigada, Song Pop, por essa descoberta.
Problem - Natalia Kills: Mais uma música para a lista de esquisitinhas que eu acabo adorando. Problem é estranha: meio pop, meio alternativa, meio rap. Mas acaba que a confusa se torna legal e divertida, e você fica com "that girl is a problem" na cabeça. BTW, a voz da Natalia me lembrou a Cher Lloyd.
Falling in - Lifehouse: E vamos fechar com algo mais calminho e romântico, certo? Falling in é super bonitinha, daquelas músicas que dizem ser rock, mas é tão doce e meiga que eu acho necessária a criação de um subgênero. É amor, gente!
Beijinhos ♥

28 de jun de 2013

Star-Crossed por Rachael Wing

E se o seu maior inimigo também for o seu grande amor? Jen Anderson sempre sonhou em interpretar Julieta e sua grande chance chegou com o papel principal na peça do colégio! Mas nem tudo são flores: quem vai fazer Romeu é ninguém menos que Chris Banner, que além de insuportável é filho do maior rival da família de Jen. Só que a garota não vai deixar que isso a impeça de brilhar. Ou vai?... Porque, quando ela percebe que está apaixonada de verdade por Romeu, quer dizer, por Chris, tudo parece desabar! Será que esse romance tem chance de não terminar em tragédia? Venha descobrir isso em uma história irresistível!

Autora: Rachael Wing
Editora: Fundamento
ISBN: 9788576768838
Páginas: 170
Nota: 

Eu tenho a leve impressão que já li Romeu & Julieta na versão original (traduzida, claro). Impressão, porque minha memória é péssima e nunca tenho certeza de nada. E do mesmo modo que não curto clássicos, não acho que tenha gostado muito do livro (tanto que, se li, não me marcou). Contudo as versões atualizadas sempre chamam a minha atenção, afinal, a pior parte da história são os preceitos da própria época (eu acho, ok?!). Imagine então que o livro tem uma capa mortalmente meiga, se passa no ensino médio e Olá, século XXI! Isso tem um grande, grande apelo comigo.

Por algum motivo desconhecido, os Anderson e os Banner se odeiam por mais de vinte anos. E tanto ódio assim não conseguiu ficar em só uma geração: seus filhos, Jen Anderson e Chris Banner, não conseguem se ver nem pintados de ouro. Mas se isso já é complicado só em dividir os corredores, as coisas saem do controle quando ambos são selecionados para interpretar Romeu e Julieta na peça da escola. Jen poderia desistir, mas abandonar seu sonho de ser atriz por um Banner? Jamais!

Todo mundo já sabe da meu não ortodoxo favoritismo por casais que começam do ódio. Acho que o romance flui melhor, tem mais tensão sexual e contam com começo e desenvolvimento bem mais emocionantes. Contudo, não sei bem se serve para Jen e Chris. A implicância que eles têm um com o outro é muito superficial e boba, já que os motivos que tem para tal nem vem deles, e sim dos pais que dizem o que deve ser feito (odiado, no caso). Porém os dois ficam muito bonitinhos como casal, e eu shippei bastante.

Já a narrativa de Star-Crossed é um tanto... diferente. O livro é escrito em segunda pessoa, como se o leitor fosse Jen. Quer dizer, se considerarmos "você" segunda pessoa, embora a conjugação seja de terceira. Enfim. Você é Jen, você faz o que Jen faz, você pensa o que Jen pensa. Quatro capítulos depois você já está inteirado na história, e o modo que Rachael escreve deixa de ser esse tanto incomum. Variando entre alguns capítulos, está a história dos pais de Jen e Chris, para conhecer o motivo do ódio entre as famílias. Essa parte é contada bem parcelada, e aos poucos, se tornou o que eu mais ansiava no livro inteiro.

Star-Crossed é muito pequeno mesmo, tem só 170 páginas e eu li em pouco mais de uma hora, antes de dormir. Entretanto, essa rapidez que as coisas andam quase sempre é sinônimo de desenvolvimento pouco aprofundado e, nesse caso, final corrido. É bonitinho, levinho, está longe de ser uma leitura que muda a vida de alguém. É o caso típico de "foi bom enquanto durou". Vamos levar em consideração que Rachael tinha 14 anos quando escreveu, então... Curou minha ressaca literária (eu acho), e se enquadra na faixa de livros que todo mundo deve ter na estante pra vir depois de uma leitura mais pesada. Nada demais, mas é legal.
Beijinhos ♥

27 de jun de 2013

Séries para acompanhar nas férias!

É de conhecimento geral que as boas séries costumam estrear em setembro. Não por ser melhor que as outras, mas por estar em maior quantidade, o que aumenta a variedade, e consequentemente, o grau de amor. E é um tanto irônico que a época mais calma da televisão gringa é logo a de férias - tanto aqui quanto lá. Você passa julho inteiro em casa, sem poder colocar o nariz na janela para não congelar, e o número de séries para assistir é bastante limitado. Pensando nisso, resolvi juntar as séries da minha watchlist que não estão de folga por agora, e podem muito bem ocupar suas tardes de ócio. 
Baby Daddy
Dos sitcoms que ninguém dava nada, Baby Daddy é a maior surpresa. A série teve uma primeira temporada curtinha, só com 10 episódios, mas voltou no final de maio e já foi renovada para a terceira. A produção foca em Ben, que descobre ter uma filha bebê, Emma, de um namoro que não deu certo. Ele conta com a ajuda da mãe, do irmão, do melhor amigo e de uma amiga de infância para cuidar a criança, e o plot principal é esse. Baby Daddy é super amorzinho, e tem que levar em consideração que mesmo Emma sendo uma fofura com perninhas gordas (todo bebê que passa da fase cara-de-joelho é ♥), ela não é a única fonte de "own" da série. O triângulo amoroso Danny-Riley-Ben é ótimo - até hoje não sei com quem shippo a garota! BTW, Danny é LIMDO (com M de muitíssimo), e nessa temporada... Gzus! Mais uma coisa: Baby Daddy serve pra lembrar que estamos velho: Riley é interpretada por Chelsea Kane, de J.O.N.A.S., e Ben é Jean-Luc Bilodeau, de 16 desejos. ABC Family importando Disney kids, será?
Drop Dead Diva
Eu já falei os motivos pelos quais você deve assistir a série aqui, mas agora que a quinta temporada estreou, no último domingo (♥♥♥), estou reforçando a ideia. Drop Dead Diva É MA~RA~VI~LHO~SA! A protagonista é Deb, uma aspirante a modelo, mas que morre no piloto. Num erro do céu, ela volta para a Terra, mas no corpo da advogada super inteligente, Jane. Explicar toda a confusão para chegar ao ponto que estamos levaria muito tempo, e aquele outro post que citei antes ajuda mais, mas o importante é dizer: MELDELS, que reviravolta! A quinta temporada tá prometendo demais, sem falar que o novo anjo da guarda de Jane é lindão e está toda hora mostrando o abdômen (#piriguetagy).
Melissa & Joey
Foi quase um ano desde que Melissa & Joey entrou em hiatus na segunda temporada, e depois disso o retorno foi adiado e adiado. Mas no final de maio, a sitcom voltou à grade da ABC Family e voltamos a shippar Melissa e Joey até de olhos fechados. Na série, Melissa é uma política que contrata Joey para cuidar da casa e dos sobrinhos, já que foi responsável por ter o levado à falência. Não é hilária, mas é divertida. O romance rola-não-rola é fofo e rende boas piadas. Sem falar que a terceira temporada tem Sterling Knight, um figurino melhorado, e já garantiu a quarta no ano que vem. 
Pretty Little Liars
Maior clichê da summer season, sem dúvidas, é Pretty Little Liars. O seriado já está na quarta temporada,  e continua confusa e cheia de dejavus (se liga no feeling series premiere da foto do season 4 premiere). PLL é o seriado que a gente ama reclamar, achar defeitos, ficar indignada com os desfechos mal feitos (tipo um porco), mas não consegue abandonar. Precisa de sinopse? Acho que não, né. A quinta temporada já tá garantida, mas sou do grupo que torce para que acabe logo. Não só por poder reverter sem culpa, mas que né, já deu de -A, né?! As vezes sinto que Marlene é paga para nos fazer de bobos. Não, pera...
Teen Wolf
Arrisco dizer que Teen Wolf é a melhor série adolescente que está no ar. A primeira temporada foi OK, a segunda foi OMG, e a terceira se encaminha para um grande OHMYFUCKINGGOD! Só mais uma série sobre lobisomens que entrou na carona do sucesso de Crepúsculo e The Vampire Diaries? Er, acho que não. Os plots estão muito bem feitos, muito bem amarrados, e Scott largou de ser chato em tempo integral. Mas quer saber qual ainda é a melhor melhor melhor coisa de Teen Wolf? Stiles, o melhor personagem da televisão ever! Sem falar na cota de beleza do seriado: Colton Haynes pode ter saído para ser efetivo em Arrow, mas ainda tem Tyler Roechlin e Daniel Sharman sendo... Bem, sendo eles ♥
Twisted
Twisted is the new Pretty Little Liars, e tenho dito. O novo seriado da ABC Family é mais um mistério adolescente que me conquistou logo no piloto. O protagonista é Danny (o lindo do Avan Jogia, de Victorious), que matou a própria tia aos 11 anos. Passado alguns anos, ele é liberado do reformatório e volta para a cidade natal, onde é tratado como o psicopata que é, levantando a curiosidade de Jo e Lacey, suas melhores amigas - e testemunhas - da época em que matou a tia. Existe um feeling muito grande de PLL na série: as pontas soltas, o final enigmático. A emissora está adotando esse estilo como seu sucesso-mór, e existem duas alternativas: ou é cancelada com dez episódios, no final da summer season, ou teremos Twisted por um bom tempo. Se não se perder, estou contando com a segunda opção. E não, tem nada a ver com achar Avan Jogia gato. O mistério é realmente muito bom.
Under the Dome
Stephen King na televisão é sinônimo de sucesso. Tanto que Under the Dome, que estrou nessa segunda, teve um índice de audiência enorme e gritante. A série é baseada no livro de mesmo nome (Sob a Redoma, no Brasil) e fala sobre uma cidade alheia ao mundo sob uma redoma. É complexo, pesado, enigmático e muito, muito bem feito. São muitos personagens, muita coisa acontecendo, e assim como com os cidadãos, tem algo de sufocante da série. Em outras palavras: prende. Começa com defunto, tem vaca repartida ao meio (não sou veterinária nem nada, mas... Aquela vaca não precisava ter órgãos e ossos?), não existe censura com a quantidade de sangue, mas prende.  Em todos os graus de bizarrice, estou ansiosa pelos próximos episódios.
Beijinhos♥

26 de jun de 2013

Trabalhar no paraíso pode ser um inferno por Simon Rich

Entediado, Deus decide que a Terra já deu o que tinha que dar. A menos que dois anjos idealistas façam um milagre acontecer... Bem-vindo à Céu Ltda., a corporação mais mau administrada que existe. Desde tempos remotos, seu fundador e presidente (conhecido em alguns círculos como Deus) passa os dias jogando golfe. Quando resolve aparecer no trabalho, não é para acabar com guerras ou pôr fim à fome, mas sim para procurar seu nome no Google e ler o que os humanos pensam dele. Na verdade ele nem pensa muito na Terra, até o momento em que uma funcionária recém promovida a anjo lhe faz uma reprimenda e Ele é obrigado a pensar naquele planeta que criou e que... não deu certo! Diante dessa constatação, resolve mandar os homens pelos ares. Como não é uma decisão definitiva, só o resultado de uma aposta que propõe a seus anjos subalternos fará com que o Todo Poderoso desista de seu grande plano. Será que os anjos conseguirão ganhar essa aposta? Qual truque esconderão na manga para salvar a humanidade do Juízo Final?

Autor: Simon Rich
Editora: Planeta
ISBN: 9788542201178
Páginas 209
Nota: 

Por alguma razão que desconheço, o nome de Simon Rich ainda não está na boca do povo. O autor é engraçado, divertido, tem tramas inovadoras, mas não é muito conhecido por aqui. Acho que isso é algo que deve mudar. Vamos e convenhamos, quantas vezes você vai na livraria e dá de cara com livros sobre anjos? Exato. Agora quantos desses livros o Céu é uma empresa com muitos e muito setores, Deus é um personagem com falas e, mais importante, não existe relacionamento amoroso entre anjo-humano? Exato, exato, exato.

Na grande glória do Céu Ltda., Deus está entediado. Criar humanos nunca foi seu principal objetivo para a Terra, e depois de anos e anos, ele não aguenta mais. E se Deus não suporta mais a Terra, o que acontece? O apocalipse! Um mês e tudo será destruído (mas Ele ainda não decidiu de que modo), fim. Só que Craig, um anjo do departamento de milagres, realmente adora seu trabalho e não quer ver a vida na Terra ser dizimada. Por esse motivo, ele faz um acordo com Deus: Craig teria um mês para cumprir uma das milhares de preces que Ele estava com preguiça de ler, e nós, humanos, seriamos poupados.

Acredite: Trabalhar no paraíso pode ser um inferno (abreviado para TNPPSUI daqui para frente) tem quase nada de religião, exceto pela figura dos personagens. O funcionamento do Céu é muito, muito divertido de ler, de acompanhar. Craig é ótimo, e o modo como adora seu trabalho, mesmo com toda ingratidão dos humanos que nem reparam que aconteceu um milagre em sua vida, é até inspirador. A tentativa dele e sua amiga-anjo-comparsa-salvadora-de-humanos, Eliza, em salvar a Terra acaba se tornando uma confusão louca e muito engraçada. Nesse mês que tinham, eles decidiram juntar um casal de tímidos que não se viam por anos e mal conseguiam trocar dez palavras nessas raras ocasiões. Gente! ♥

A história é muito boa, a ideia é maravilhosa, eu amei os personagens e esse livro seria cinco estrelas se não fosse a quantidade de páginas. TNPPSUI é corrido, principalmente a parte da missão. O livro tem três capítulos, por assim dizer, e o milagre que Craig e Eliza precisavam fazer acontecer levam as partes finais mesmo, mais ou menos 80 páginas. Se o autor explorasse mais essa situação e desse mais cinquenta páginas, por exemplo, daria tempo de colocar mais tiradas cômicas, e um final melhor trabalhado. Mas essa é a única coisa que tenho a reclamar. É bem escrito, divertido, rápido de ler e diferente de tudo que tenho na estante. Se eu recomendo? Óbvio.
Beijinhos ♥

25 de jun de 2013

Cinco filmes: Musicais!

Certo, não são bem musicais. Aqueles filmes que as pessoas saem cantando do nada, como Mamma Mia, não são bem a minha praia (mas ainda sou fã de Glee, #mimdeixa). Essa seleção são filmes com música além da trilha sonora (o que, consequentemente, faz dele a própria trilha sonora). Uma coisinha extra: por eu já ter comentado antes, Pitch Perfect não está na lista - mas se você ainda não viu, corre! É um dos melhores do estilo (e da vida) ♥ 
Indicando Lemonade Mouth por motivos de: sou fã da Bridgit Mendler e filmes da Disney são (um dos) meus Guilty pleasures. O filme começa quando cinco desconhecidos se encontram na detenção e descobrem que têm talento, formando uma banda de garagem. É quase como se The Breakfast Club formasse uma banda (essa sou eu me escondendo para não apanhar). Como todo filme do canal, ele tem aquele ar bobinho, meiguinho e com lição de moral pra perseguir seus sonhos, nunca desistir, enfim. Eu gosto. E tem o lindo do Nick Roux no elenco ♥ 
Se High School Musical fosse uma pessoa, The American Mall seria seu gêmeo bivitelino. Que produções para serem parecidas, meldels! Deixando de ingenuidade, óbvio que alguém tirou inspired, né. Na versão MTV, o cenário é o shopping center. A protagonista é ninguém menos que Nina Dobrev, que interpreta Ally, uma garota tímida que canta e compõe em segredo. Nesse mesmo shopping, o grupo de faxineiros é uma banda arrecadando dinheiro para os instrumentos e Joey, o líder deles, é apaixonado por Ally. E tem também Madison, a mimada filha do dono do shopping e vilã. Semelhanças, será? Até as coreografias são parecidas. Just saying.
A exceção pra regra do sem musicais literais na minha vida é Rock of Ages, filme de 2012 com Diego Boneta, Tom Cruise e Julianne Hough. O filme é baseado no musical da Brodway, que fez muito sucesso em 2005, e conta a história de Sherrie, uma garota do anterior que chega em LA querendo se tornar cantora, mas já de chegada é roubada e precisa se contentar em ser garçonete ao lado do novo namorado, Drew. Os acontecimentos acontecem em algum momento entre os anos 80 e 90, e tem um figurino bem característico, exagerado. Os números musicais são hits dessa época, como I wanna know what love is, Any way you want e Every rose has it thorn.
Eu lembro de querer correr para o cinema quando Glee: The Movie estreou em 3D, com uma parte da turnê que o elenco fez entre a segunda e terceira temporada. GENTE, É TÃO AMOR! São músicas que o elenco já apresentou nas primeiras temporadas, com direito à Warblers com Blaine (ainda lembram que ele só entrou no New Directions na terceira? Parece uma vida atrás), comentários de bastidores (Rachel dyvando like always) e casos de bullying e superação da vida real. É tão bonitinho - e tem Loser like me ♥
E saindo da ficção, o documentário da Katy Perry: Part of me, com bastidores da grande turnê que ela fez em 2011, o mesmo ano em que se divorciou de Russell Brand. O filme ainda tem como Katy chegou onde está, sua família, amigos... Cá entre nós, é um tanto invasivo - mas a gente curte, né? Sem falar que as músicas do show são as melhores da sua carreira (exceto por Part of me, que não fez parte da setlist), como Firework, Teenage Dream e ET. E a parte mais emocionante (que eu, confesso, chorei junto) foi no Braseel. Até quem não é Katycat vai amar!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

24 de jun de 2013

Louca para casar por Madeleine Wickham

Milly está a quatro dias de um casamento digno de contos de fada com Simon, um jovem rico por quem é perdidamente apaixonada. É a cerimônia mais aguardada do ano pela alta sociedade, mas um detalhe pode pôr tudo a perder. Dez anos antes, Milly se casou com um amigo americano gay para que ele vivesse na Inglaterra com o parceiro, mas logo ambos perderam o contato e nunca se divorciaram. Tudo permaneceria em segredo se não fosse a chegada de Alexander, o fotógrafo, que por acaso também presenciou a primeira união. Agora ela terá que correr contra o tempo para encontrar o “marido” e obter o divórcio antes que todos descubram que a noiva, na verdade, já é casada.

Autora: Madeleine Wickham
Editora: Record
ISBN: 9788501094032
Páginas: 348
Nota: 

Até hoje não superei que Sophie Kinsella é um pseudônimo. Imagino que você já saiba disso, né? Que a autora mais engraçada do século, na verdade, nem existe. Que toda vez que você se declarou fã dessa pessoa, estava dizendo que gostava de um nome, não do escritor em si. E, pfvr, me deixem ser dramática a respeito. Então veio a descoberta e Madeleine Wickham chegou ao mercado editorial brasileiro carregando a label de ser Sophie Kinsella. Em todos os casos de autores-pseudônimos que "conheci", existia uma influência fortíssima e não dava para diferenciar o estilo de escrita. É o que me faz acreditar que não, Sophie Kinsella não é Madeleine Wickham. Talvez um alter-ego, no máximo. Mas a mesma pessoa com a mesma personalidade? Er... Nope!

A protagonista é Milly, que está a quatro dias de subir no altar e se tornar a Sra. Simon Pinacle, um dos maiores herdeiros da Inglaterra. Isso é o sonho da vida da sua mãe, e mesmo na confusão dos preparativos finais, está tudo as mil maravilhosa. Quer dizer... Estava, até o fotografo do casamento chegar e reconhecer Milly de uma parte enterrada de sua vida: o primeiro casamento aos 18 anos, para ajudar um casal de amigos gays na faculdade. Ninguém sabe que ela casou. Ninguém sabe que ela continua casada. Mas agora a verdade pode vir a tona na véspera do grande dia, e Milly está cada vez mais desesperada.

A sinopse tem cara de Kinsella, mas já para por aí. Se fosse um chick lit, a abertura pra comédia seria enorme e tenho certeza que choraria de rir. Entretanto esse é um romance em sua forma mais básica, focando nos casais e nesse desenvolvimento. E em dois livros lidos, deu pra reparar que Madeleine gosta de mexer com várias duplas ao mesmo tempo. Além de Milly e Simon, tem os pais de Milly, Olivia e James, os amigos que ela ajudou, Rupert e Allan (e também a esposa de Rupert), e mais outro que seria spoiller, mas que também são jogados na trama. E, surpreendentemente, não é confuso. A autora sabe muito bem conduzir os acontecimentos e não pesar a mão com ninguém. É cheio de drama e confusão ao ponto de ser divertido (porque somos meros observadores, claro), porém me fez chorar em certas ocasiões. Louca para casar tem uma carga emocional - por um dos casais - que o título bobinho com capa cor-de-rosa está longe de revelar.

Então vamos lá: eu não gostei de Milly. Achei insegura demais, confusa demais. Simon também é um grande hipócrita e não me conquistou. Deixo espaço para declarar amor por Rupert e Allan, aqueles lindos que foram meus favoritos na história inteira, e Harry, o pai de Simon, um magnata que passou a história inteira sendo pintado como insensível pelo filho, mas que ganhou minha atenção logo de inicio. Os personagens são bastante complexos, e considero isso um dos pontos mais e mais importantes. Por todos os motivos citados no parágrafo anterior, o "elenco" precisava ter profundidade, precisava carregar as situações nas costas. Mesmo não gostando de Milly, de Simon e de Olivia, reconheço que eles conseguiam manter os plots, e o drama ficou convincente para todos os personagens. Os mil quatrocentos e vinte e sete vírgula oito personagens.

Serviu para desprender completamente as imagens de Madeleine Wickham e Sophie Kinsella que tinha na minha cabeça. São pessoas completamente diferentes e preciso mais do que alguns documentos para me convencer. Enfim, gostei bastante de Louca para casar, me surpreendeu mesmo - pelos mais variados motivos. A narrativa em terceira pessoa é muito boa de ler, as pontas são bem amarradas e só tenho a me queixar da finalização: foi muito corrida e um tanto incompleta. Claro que você tem uma visão essencial do que acontece com os personagens, mas a cena que passei meio livro esperando, vai ficar na minha cabeça por todo sempre. No mais, não se engane pela capa meiga, pela sinopse engraçada. Louca para casar é muito, muito mais que isso.
Beijinhos ♥

23 de jun de 2013

Essa Semana #74

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
Interligados - Gena Showalter

♥ Li essa semana:
Uma curva na estrada - Nicholas Sparks
Bruxos e Bruxas - James Patterson e Gabrielle Charbonnet
Trabalhar no paraíso pode ser um inferno - Simon Rich
Louca para Casar - Madeleine Wickham
Star-Crossed - Rachael Wing

♥ Resenhei essa semana:

♥ Super Posts:

♥ Ultima Compra: 
Pincel para base, acho.

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
CLOCKWORK PRINCESS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!1 [2]

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Craig, pfvr, se você já fez algum milagre pra mim, mande um sinal. Bem óbvio."

♥Eu falaria para o autor:  
"Madeleine, isso não é pseudônimo, É DUPLA PERSONALIDADE, molier!"

♥ Estado de Espirito Literário:
Mais animada.

♥Literary Crush: 
WILL, WILL, WILL, WILL, WILL ♥♥♥♥♥♥♥ (da semana passada, mim deixa)

♥ Feito da Semana: 
Acho que consegui instalar The Sims 3. Acompanharemos. 

♥Queria ver no Brasil:
CLOCKWORK PRINCESS, ~~AINDA~~

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
YA

♥Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):

♥ Super quote:
Eles têm medo de nós. Eles têm medo de tudo.
Eles têm medo de mudança, e nós precisamos mudar.
Eles têm medo dos jovens, e nós somos jovens.
Bruxos e Bruxas - James Patterson e Gabrielle Charbonnet - Páginas 245 (achei que bateu com a fase que o Brasil tá passando, ficou adequado)

♥Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):

A thousand years por Gardiners Sisters: Então eu publico um post sobre covers melhores que as versões originais e, no outro dia, azamiga manda esse cover LINDO de A thousand years. Gente ♥
Beijinhos ♥

Resultado: Descomplica!


Minha capacidade de enrolar num primeiro parágrafo de resultado: 0! Então vamos lá. No sorteio dos códigos de acesso ao Portal Descomplica, eram 4 vencedores por aqui, 3 no twitter e outros 3 no facebook! Pelo rafflecopter os vencedores foram... 
Os dez vencedores serão contatados até o final do dia, então se você levou, pode aguardar!
Beijinhos ♥

22 de jun de 2013

Playlist da semana!

Yeap, playlist em pleno sábado. Talvez você nunca tenha reparado, mas o blog tem uma espécie de agenda: resenhas nas terças, quintas e sábados, playlist na sexta, Essa Semana no domingo e assim vai. Mas agora mudei. Fica mais fácil para mim escrever sobre livros na semana, sobre música no sábado. É um pouco mais complexo que isso, mas acho que não vai afetar a grande situação mundial. Ok, chega de embromação que tem muita coisa linda pra dar o play ♥
Miss movin' on - Fifth Harmony: É a segunda vez que falo de FH só essa semana aqui no blog, mas xente do coração, como não amar? Miss movin' on é o mais novo single da girlband, mais calminho e super amorzinho. O refrão fica preso na cabeça e não tem como não ficar cantarolando - mentalmente ou não - a música por horas afim. Quero falar: QUE MUNDO É ESSE EM QUE FH PERDE PRO TATE?
C'mon let me ride - Skylar Grey ft. Eminem: Dúvidas que Skylar é a cantora mais versátil da atualidade? Depois do mais que melancólico Final warning (já recomendei antes, lembra?), nunca imaginei que ela conseguiria fazer uma música divertida, animada, com participação do Eminem e que dá vontade de ficar dançando como rapper no refrão. Pfvr ♥
What love is made of - Katy B: Eu gosto de música eletrônica, afinal elas são animadas e eu adoro tudo que é animado, mas vamos e convenhamos: tem que ter letra junto para não ficar cansativo. E What love is made of tem. É a batida que a gente adora plus a voz mais que ofensiva de Katy B.
Follow me - 30H!3 ft. Neon Bitch: Sdds, 30H!3 ♥ Eu lembro que quando a dupla estourou com suas parcerias maravilhosas, era só o que se ouvia - mas depois calmô. E agora resolvi desenterrar a participação deles na soundtrack de Alice (lá em 2010), a canção hitzinha com o jeito que a gente tanto amava. Cadê single novo, pfvr? PS: Escuto eles e lembro de Cobra Starship. Estou sozinha?
Smoke & mirrors - Paloma Faith: Florence and the machine meets Amy Whitehouse meets todas essas novas cantoras britânicas moderninhas e ainda acho que descrevi a música de um jeito errado. Sem mais.
California - Phaton Planet: Quem me segue no twitter (passa lá: @JoanaArgenta) já sabe que estou fazendo maratona de The O.C., então nada mais óbvio que a clássica música de abertura estar fazendo ponta por aqui. Mas né, essa playlist tava muito pop, precisava um pouco do meu novo espirito ~indie~.
Energy and consequences - Blake Hazard: E mais uma indicação alternativa! Já falei o quão amor são as séries da MTV para descobrir novas músicas mais desconhecidas e underground? Energy and consequences é mais calma e o refrão é muito bonitinho. Esteve em Awkward ♥
Drunk on love - The Wanted: E é claro que eu preciso fechar com chave de ouro, o que é sinônimo dos lindos do The Wanted e sua nova música mais que maravilhosa. Preciso falar? Eles são incríveis, tem sotaque britânico e só lançam hits animados. Dá pra querer mais?
Beijinhos ♥

21 de jun de 2013

Bruxos e Bruxas por Gabrielle Charbonnet e James Patterson

Witch & Wizard #1
No meio da noite, os irmãos Allgood, Whit e Wisty, foram arrancados de sua casa, acusados de bruxaria e jogados em uma prisão. Milhares de outros jovens como eles também foram sequestrados, acusados e presos. Outros tantos estão desaparecidos. O destino destes jovens é desconhecido, mas assim é o mundo sob o regime da Nova Ordem, um governo opressor que acredita que todos os menores de dezoito anos são naturalmente suspeitos de conspiração. E o pior ainda está por vir, porque O Único Que É O Único não poupará esforços para acabar com a vida e a liberdade, com os livros e a música, com a arte e a magia, nem para extirpar tudo que tenha a ver com a vida de um adolescente normal. Caberá aos irmãos, Whit e Wisty, lutar contra esta terrível realidade que não está nada longe de nós.

Autores: Gabrielle Charbonnet e James Patterson
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632216
Páginas: 288
Nota: 

Arrisco dizer que tinha tempos que eu não via uma divulgação tão grande para um lançamento de um livro como foi com Bruxos e Bruxas, de James Patterson e Gabrielle Charbonnet. Nas últimas semanas, foram emails anônimos, cartaz de busca e até mesmo DVD com carta anônima chegando pelo Correio. O merchan foi um divisor de águas. Muita gente ficou de saco cheio antes mesmo de ler, mas eu estava no grupo morto de curiosidade pela história. Afinal, misturar magia e distopia é a versão literária de cozinhar com chocolate: não tem como dar errado. Certo?

O mundo é o que você conhece. Ou, ao menos, era até o partido político Nova Ordem se infiltrar e acabar por dominar todos os pontos de comando global. Não existem mais presidentes, juízes, ou carcereiros, apenas Os Únicos: O Único Que Prende, O Único Que Julga, sendo o poder mór com O Único Que É O Único. A Nova Ordem é uma grande ditadura, e os jovens são vistos como uma grande ameaça. Principalmente os irmão Whit, de 17 anos, e Wisty, de 15, que foram presos no meio da noite sem nem saber o que tinham feito de errado. Sem nem saber que eram errados por natureza.

A ideia é muito, muito boa. Fazia tempo que eu estava esperando uma distopia que realmente tivesse fantasia, e não apenas um gene mutante na protagonista. Em Bruxos e Bruxas é bruxaria mesmo, daquele jeito que a gente conhece desde pequeno: varinha, feitiços não verbais e transfiguração. Só que faltou explicar muita coisa - ou tudo. Assim como os protagonistas, nós somos jogados no meio da história. Whit e Wisty nunca souberam que tinham poderes, e até seu "sequestro" ignoravam a existência da Nova Ordem (o que me faz acreditar que eles viviam embaixo de uma pedra, porque olha....). James e Gabrielle tinham assuntos dobrados para nos convencer, e por isso, o cenário e a fantasia acabaram não rolando. Eles não tem consciência de seus poderes, e todos os fatores mágicos que eu citei acima não passam de meros enganos. Literalmente, sem-querer-querendo.

Não sei vocês, mas sempre estranho quando um livro tem capítulos muito curtos. Curiosamente, acho que não flui. Em Bruxos e Bruxas, tem capítulo de uma página e, no máximo, quatro. Você lê, lê, lê, passaram 3217 capítulos e 20 páginas. Entende o que quero dizer? Se todos os capítulos tivessem narradores intercalados (a visão varia entre Whit e Wisty) seria uma coisa, mas não é bem assim. Por vezes o mesmo personagem tem seu ponto de vista por dois ou mais capítulos de duas páginas, quando poderia ser um único de seis ou oito. Claro que não é uma leitura demorada (foi menos de dois dias para mim), contudo, ela poderia ser mais gostosinha.

Mesmo assim, Bruxos e Bruxas não é um livro ruim. Ele pode ter sido mal executado, mas continua sendo uma ideia maravilhosa com um potencial imenso. Eu gostei bastante de Wisty e acredito que Whit também poderia ser um ótimo personagem se parasse de se lamentar pela namorada sumida, Celia. Falando nisso, o romance no livro é muito fraco e de segundo plano. Cá entre nós, isso é uma coisa boa. Livros desse estilo funcionam muito melhor quando dão foco para intriga política e feitiços. Pode não ter sido ~~aquela~~ coisa que eu estava esperando, porém tenho curiosidade pelo próximo volume.
Beijinhos ♥

20 de jun de 2013

10 razões para amar How I Met Your Mother!

Em épocas de hiatus na summer season, a gente faz grandes maratonas e assiste séries que nunca tinha cogitado antes, pelos mais variados motivos. Pode ser que essa mesma tivesse muitas temporadas, e você seja um ser humano preguiçoso. Ou então se é um lançamento que você não tenha dado chance quando viu o banner do piloto, leu a sinopse, e então os elogios vieram tarde. Contudo, mesmo escondida na última página da agenda, todo mundo tem uma lista de séries que precisa assistir antes de morrer, como a de livros para ler e lugares para conhecer. E em toda minha glória de pessoa desocupada, resolvi aproveitar que a watchlist tá mais calma e embarcar nos 184 episódios de How I Met Your Mother, a comédia mais famosa desde... 
1 - ... Friends! 
A comédia dos seis amigos em Nova York que praticamente dividem apartamento, não respeitam privacidade alheia e passam boa parte do tempo na cafeteria Central Perk é realmente semelhante à comédia dos cinco amigos em Nova York que praticamente dividem apartamento, não respeitam privacidade alheia e passam boa parte do tempo no MacLaren's Pub. E eu poderia citar ainda mais semelhanças, considerando que todo meu conhecimentos sobre Friends são episódios soltos e comentários da timeline, mas não é esse o objetivo. A ideia é: mesmo quase 10 anos depois da finalização da série, ainda tem muito fã carente por aí. Os que não estão é porque descobriram Ted, Robin, Barney, Marshall e Lily no ano seguinte.
2- It's gonna be legen... Wait for it... Dary! Legendary! 
Nada consegue ser mais HIMYM que os bordões e diálogos maravilhosos. Quando os roteiristas descobrem algo que gruda na cabeça do povo, acaba se tornando a marca registrada da série. Por exemplo: Legendary, Have you met Ted?, Self high five, Suit up!, além do lindo bate papo no episódio 6x21: Ok! No okay is lame! I thought Lame was a gay bar... Was wasn't was Where! Where? No Was is where Wrong was... Right?. Isso vale por 1829382 motivos para você assistir, mas continuemos...
3 - É comédia e faz rir...
4 - ... mas também consegue ser séria e fazer chorar.
Ser inteligente nunca foi problema para HIMYM, que desafia todos os preceitos que dizem que comédia boa é comédia estúpida. Nem de longe. E é por isso que a série consegue fazer piadas e deixar as bochechas doendo de tanto uso, mas pode, no mesmo episódio, abordar um plot mais sério e desidratar. HIMYM não é nada boba, e isso é uma das melhores coisa sobre.
5 - Barney!
Sabe todos aqueles lindões bordões que falei antes? Quem você acha que é o criador? (os roteiristas) Barney é o melhor personagem da série, sem mais. Ele é engraçado, divertido, egocêntrico, e mais engraçado ainda. Ele é o típico mulherengo que quer dar tapas de luva em todos os bullies que disseram que morreria sozinho, e por isso faz de tudo para levar mulheres para a cama. Se é um cafajeste? Total, mas você ainda o ama mesmo assim. É um dos privilégios de ser AWESOME (e sim, essa é outra palavra repetida em todo episódio por Barney. Normalmente quando está se referindo a si.).
6 - Muitos ships. Zero melação.
O formato de How I met your mother é Ted contando para seus filhos como conheceu a mãe deles, o que faz da série, basicamente, uma grande história de amor (embora a gente só conheça a "mother" no season eight finale). Mas desde a primeira temporada tem Marshall e Lily sendo o casal mais sincronizado da televisão e, algumas temporadas adiante, Barney e Robin sendo o ship que ninguém nunca imaginou. Principalmente considerando que Robin entrou na série como possível interesse amoroso de Ted. 
7 - Elenco recorrente!
E como HIMYM segue Ted na busca do amor de sua vida, o que não faltam são encontros e namoradas, sem falar nos mais de 280 casos de uma noite de Barney (sim, ele conta). E nesses arcos, muitas ~atrizes~ já passaram. Falando rápido: Jennifer Morrison, Jennifer Lopez, Katy Perry, Britney Spears, Rachel Bilson, aquela garota insuportável de Gossip Girl que fazia a Ivy e nunca lembro o nome, Laura Prepon...
8 - Máquina do tempo, será?
HIMYM consegue brincar com passado, presente e futuro e ainda criar universos paralelos. Não basta a série já estar no ar à oito anos e poder acompanhar o envelhecimento dos atores/personagens ao longo das temporadas, precisa fazer uso de maquiagem, peruca e efeitos especiais para provar qualquer ponto de qualquer história. A gente vai para 1996 e vê Ted, Marshall e Lily na faculdade, logo depois estamos em 2030 com Ted contando a história para seus filhos, e estamos no presente novamente. E perder a credibilidade por todas essas passagens temporais? No way!
9 - Os roteiristas e sua forma muito particular de dar spoillers
Tenho uma teoria sobre a forma que HIMYM foi escrita. Para mim, os roteiristas não escrevem um episódio por vez, nem uma temporada. A história foi criada do inicio ao fim em uma noite, porque só isso explica a genialidade que as tramas vão e vem. Quantas séries que você conhece que desenterram plots antigos e dados como encerrados? E acaba que muitas são próprios spoillers da série, do que vai acontecer. Começa que, se a ideia é Ted encontrar sua alma gêmea, a gente já sabe que, em algum momento, ele desencalha - afinal está contando sobre isso para seus filhos em 2030. E a gente sabe que não é Robin, porque ela é tratada como Tia Robin. Parece nada, mas em várias situações, isso é bem relevante. Se não fossem esses pequenos detalhes que os roteiristas largam, eu estaria tendo um colapso nervoso/ansioso muito maior pela nona temporada em setembro.
10 - Afinal, o quão genial uma sitcom precisa ser para ter 9 temporadas?
Muitas, muitas, muitas comédias não conseguem passar da primeira temporada. As vezes, não conseguem nem exibir os episódios gravados. Então só imagine que HIMYM terá NOVE temporadas. Por motivos lógicos, a emissora já revelou que essa será a última (#xatiada) e não por questão de audiência, mas para finalizar a história com tempo e não deixar se perder. Nunca ouvi falar de alguém que tenha abandonado a série no meio do caminho: mesmo que seja sitcom, mesmo que tenha risadas ao fundo, mesmo que tenha sido longa. Quer sinal maior que a série é ótima? Aproveite que as férias estão chegando e faça a maratona! Em momento algum você irá se arrepender.
Beijinhos ♥