31 de mai de 2013

Playlist da semana!

Estou cada vez mais animadas com as playlists de sexta-feira, com minhas descobertas maravilhosas de jeitos mais inesperados possíveis. Estou me considerando uma detetive musical, *cof cof*. Anyway, tem novidade - e se você leu o título, já percebeu! Como sete ou oito músicas duas vezes por mês não estavam dando conta, a coluna se tornou semanal!!1!!!onze! E você pode comemorar dando o play, ok? ♥
People like us - Kelly Clarkson: Como se precisasse de outra razão para amar Kelly, ela surge com esse novo single totalmente incrível. People like us é tudo que a gente adora na cantora: com refrão maravilhoso, letra linda, animado sem ser eletrônico... Não confio em pessoas que não passam horas cantarolando depois de escutar.
Fool like me - Cobra Starship ft. The Plasticines: Call me maybe é a música mais grudenta e viciante que você conhece? BITCH, PLEASE. Fool like me é animada, extremamente divertida, a letra é ótima, sambou em Carly Rae Jepsen e ... Ah, pfvr, é Cobra Starship, #fimcabôterminoutheendkaboom
Final Warning - Skylar Grey: Com clipe mais bizarro ever e ritmo melancólico sem ser Lana Del Rey, Final Warning entrou pra lista de músicas que não saem do replay tão cedo. Skylar é diferente do que costumo ouvir, é diferente do que não sai do #1 do Billboard, mas é muito viciante. E já falei sobre o clipe bizarro?
Made in America - Cimorelli: Minhas amigas são viciadas em Cimorelli (aquele grupo de cover que comentei aqui, lembra?) e sempre que sai nova original song, o link do youtube é certo no meu inbox. Eu adoro as músicas delas, mas a nova, Made in America, foi amor no primeiro refrão - é a melhor de todas, todas, todas. É agitadinha, fofinha, com coral que só grupo enorme pode fazer e título da música soletrado. Por alguma razão que não sei explicar, adoro isso!
Little Talks - Of monsters and Men: Estava eu no We ♥ it, quando alguém do meu dashboard hearteou "Keep calm and listen to Of monsters and Men" e, sei lá porquê, eu levei a sério e baixei algumas músicas. TUM DUM TSS, eis aqui a grande descoberta musical dessa semana. A banda é ÓTEMA! Little Talks é  minha favorita: meio folk, totalmente animada e com clipe MUCHO LOCO *sai dançando pelo quarto*! HEY!
Free - Zac Brown Band: Eu odeio trilha sonora para os livros que leio já que fico MUITO emotiva. Até agora não entendo o que me deu na cabeça para baixar Free, que Katie McGarry colocou na soundtrack de No limite da atração para um certo momento do livro. Eu desidrato só com os primeiros acordes de violão. A música é linda e PELO AMOR DE DEUS, NÃO CITE MÚSICAS NO FINAL DE UM LIVRO!!!
Bad blood - Bastille: Nunca achei que eu fosse o tipo de pessoa que adorasse músicas alternativas de cantores desconhecidos, mas acabei surpreendendo até a minha pessoa ~~sou tão cult~~. Bastille é desses cantores bem underground meets folk, e acabei adorando algumas músicas. Bad blood é muito, muito legal - se você curte essa coisa indie, claro. ~~ME SENTI HIPSTER, BEIJOS GALERA~~
Beijinhos ♥

30 de mai de 2013

A probabilidade estatística do amor à primeira vista por Jennifer E. Smith

Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.

Autora: Jennifer E. Smith
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501095442
Páginas: 224
Nota: 

Acho que não comentei antes por aqui, mas nunca gostei muito de livros que se passam num curto espaço de tempo. Birra minha, óbvio. Eu explico: histórias que se passam em um ou dois dias tendem a ser pequenos, não aprofundados, com plots corridos e sem dar tempo de se encantar pelos personagens. Quando quis ler A probabilidade estatística do amor à primeira vista (APEDAAPV para simplificar), não sabia que tudo que acontecia era num prazo de exatas 24 horas. Também não sabia que era tão pequenino em suas 220 páginas. Eu também não fazia ideia que um livro tão pequeno pudesse me encantar tanto.

Uma série de eventos resultaram em Hadley perder o voo para a Inglaterra. Isso pode ter sido algo horrível: ela se atrasaria para o casamento do pai (com uma mulher que ainda nem conhece), teria que correr pela capital de um país do outro lado do oceano, e ainda teria mais tempo de remoer seu medo de aviões. Mas também poderia ser algo ótimo. O atraso no voo de Hadley lhe deu um novo companheiro no assento ao lado: Oliver, e se não fossem esses quatro minutos, ela nunca teria o conhecido. 

APEDAAPV é a coisa mais meiga de todo o mundo. Hadley e Oliver podem ter tido um começo meio clichê, no aeroporto e com voo atrasado, mas os dois estão longe de ser previsíveis e comuns. Isso fica muito visível pelos diálogos que travam durante a viagem - repleto de tiradas inteligentes, divertidas, bem humoradas e meigas. Os personagens são únicos. Jennifer E. Smith soube medir a mão em todos os elementos, e conseguiu criar em poucas páginas uma química imensa entre o casal protagonista e empatia enorme para com o leitor.

Jennifer também tem um jeito muito particular de escrever. A narrativa é em terceira pessoa no presente, mas se prende ao que está acontecendo com Hadley. As situações são apresentadas de um jeito bem poético, e logo a primeira página já me ganhou. As palavras fluem, e a leitura passa voando (ps: é um trocadilho, 2bjs), e ao mesmo tempo, plots vão surgindo e não fica só nesse romance. Repare que o livro se passa em 24 horas, e de Nova York à Londres são "apenas" sete. O centro da história sai um pouco daí e vai focar nos problemas familiares de Hadley e Oliver - principalmente no relacionamento de ambos com os pais. A autora soube explorar isso muito bem, inserir drama e dar um nó da garganta do leitor, e ainda manter seu jeito fofo e suave de narrar. Preciso dizer que Jennifer E. Smith é uma escritora maravilhosa?

Sem mais, APEDAAPV me ganhou. São 224 páginas de muito amor. Os personagens são ótimos, a narrativa é gostosíssima de ler, a história é maravilhosa e mais profunda do que parece. Oliver é completamente encantador, e super quero um audiobook para ouvir seu belo sotaque britânico. Cá entre nós, estou nesse momento indo para o aeroporto me apaixonar. Se eu recomendo o livro? ÓBVIO.
Beijinhos ♥

29 de mai de 2013

Melissa, Joey e a química inegável de um ship repetido!

Tem vezes que repetir um ship de um filme/série em outra é só uma tentativa certeira de conquistar um público e manter a audiência já fiel. Os boatos de um novo filme com Robsten, por exemplo, pelo qual todo o fandom de Twilight daria um rim (quem dirá os dois, mais o pâncreas) para ver, faz um sucesso tremendo sem nem mesmo existir. Contudo, não é tão comum ver essa artimanha em uso, que não nas novelas da Globo. Mas e não é que a ABC Family resolveu aproveitar de seu ship mais carismático e repeti-lo na televisão?
Em Melissa & Joey, comédia da ABC Family, Melissa Joan Hart (a Sabrina, gente!) interpreta Mel, uma política que cria seus dois sobrinhos, Lennox e Ryder. Como trabalhar, administrar a casa e cuidar de dois adolescentes não é tarefa fácil, ela contrata Joey (Joseph Lawrence), que faliu recentemente por culpa dela, como babá - título que se recusa a aceitar. O seriado já tem duas temporadas e a terceira estréia hoje na gringa..
Em My Fake Fiancé, comédia romântica da ABC Family, Joey Lawrence (de Blossom, gente!) interpreta Vince, um viciado em jogos de azar que tem uma dívida imensa e zero condições de pagar pagar. Já Melissa é Jennifer, que quando trocava de casa, o caminhão de mudança é roubado com todas as suas coisas dentro. Numa tentativa de ganhar presentes e dinheiro suficientes para mobiliar a casa e pagar a dívida, os dois se unem num noivado falso - já que se conheceram na mesa de encalhados de um casamento e partilham as mesmas opiniões céticas sobre a instituição. Já é sessão da tarde!
Nas duas produções, o casal segue o mesmo ritmo. Tanto Mel e Joey quanto Jennifer e Vince começam se odiando, e não aguentam a presença alheia. Eles tem uma química imensa, e mesmo que não sendo um ship realizado no seriado, todo mundo torce que aconteça alguma coisa logo. O que acontece aí é uma infinidade de palavras atravessadas, tiradas irônicas, e tensão sexual. Já falei que acho muito mais amô casais que partem do ódio, nos poupa daquela melação sem sal de esbarrar com livros nos braços, os olhos se cruzarem e paixão instantânea em 3, 2... Sejamos sinceros, é muito mais fácil você gostar de alguém depois de alguma implicância boba do que se apaixonar perdidamente por quem fez você tropeçar, cair, machucar o joelho e, de quebra, sujar seus livros. Pfvr, né.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Resultado: O teorema Katherine!

Eu sei que esse resultado está algumas horas atrasado, e eu até posso conseguir uma desculpa convincente (que até o Jornal Nacional vai confirmar #eikeimportante), mas acho que será desnecessário, não? Sem enrolação, quem levou O teorema Katherine (resenha ♥) para casa foi...
a Rafflecopter giveaway

Parabéns, Alexandre! Você tem até as 19h do dia 01/06, sábado, para enviar seu endereço completo para poderosasegirlies@gmail.com ou clicando aqui. Se não houver contato, o sorteio será refeito no prazo de 48 horas. Quem não levou, não desanime que tem vários sorteios lindos no ar e novidades ÓTEMAS vindo por aí ♥
Beijinhos ♥

28 de mai de 2013

A seleção por Kiera Cass

A seleção #1

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes. Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765015
Páginas: 360
Nota: 

Palavras não exprimem minha curiosidade com A seleção, trilogia distópica com capa linda de Kiera Cass. Eram tantos comentários positivos, era um piloto da CW com Ethan Peck, o mundo exigia que todos lessem esse tão aclamado livro. Eu fui com sede ao pote e sem saber no que estava me metendo, com pouco mais do que uma sinopse pouco aprofundada e comentários soltos da timeline. E não é que me deparei com um Jogos Vorazes de vestido longo?

Aconteceu terceira guerra mundial, os Estados Unidos quebraram, nasceu Illéa. Nesse novo governo, as pessoas são dividas por castas, sendo 1 a realeza, até os mendigos no 8. A protagonista é America, uma 5. Ela cresceu numa realidade pobre, passando frio no inverno e vendo os pais passarem por todas as dificuldades para que os filhos não tivessem fome. É então que America é selecionada para participar do concurso A seleção, em que 35 garotas de todas as castas competiriam por um noivado com o Príncipe Maxon, e a coroa de futura Rainha de Illéa.

Até aí, ok, a premissa é muito boa e interessante. O problema - que acaba se estendendo por todo o livro e, possivelmente, a trilogia inteira - é que America já tem um namorado, Aspen, da casta 6. Não só por serem de castas diferentes, mas namorar é ilegal em Illéa, e a ideia de entrar - e ganhar - um concurso em que o prêmio é um marido, é estressante demais para a protagonista. America peca numa característica que acho essencial em qualquer ser humano: a capacidade de abraçar qualquer oportunidade. Ela está num castelo, o público gosta dela, Maxon é incrível, mas mesmo assim ela passa a maior parte do seu tempo reclamando de sua vida cruel e do quanto gostaria de estar passando fome e se esgueirando na noite fria para encontrar Aspen. Falei, repito, crio um cartaz se preciso for, mas dá para culpar Aspen por todos os defeitos do livro. Existem duas Americas (me poupe de piadas que, geograficamente falando, são três): uma com potencial para ser uma boa protagonista, e a outra, um porre apaixonada e incompreendida. Se Aspen cruza os pensamentos de America, pode ter certeza que ela será insuportável por páginas afim.

Querendo ou não, não teve como não lembrar de Jogos Vorazes por muitos e muitos fatores. Claro que é uma versão menos sádica e sem tantas mortes gratuitas, mas existem semelhanças enormes - principalmente na preparação de America para entrar n'A seleção, e em personagens. Aspen é tão Gale que tenho vontade de chorar de desespero (já que odeio os dois com todas as minhas forças) e May, irmã mais nova da protagonista, é quase a Primm (e isso está longe de ser um elogio). Também faltou um pouco da cara de distopia, faltou a opressão gritante do governo. Para um primeiro volume distópico, ficou muito morno, muito introdutório. A pior coisa que acontece para o povo de Illéa são as castas, e para sobreviventes do ano 2.0 como nós, isso não é algo tão chocante e perturbador assim. Acontece hoje, conhecemos essa realidade. Estamos preparados para mais, Kiera, pode mandar!

Mesmo assim, A seleção conseguiu ser inteiramente compensada por Maxon. Eike personagem maravilhoso, gzus! Assim como tudo que cercava Aspen me irritava, tudo que girava em torno de Maxon me deixava amor. Ele é um lindo, gente, e foi o que fez o livro ser muito bom. Não é algo tão maravilhoso quanto eu achei que seria, mas isso não tira seu encanto. É uma leitura rápida, cativante, e que desperta a curiosidade. Se não tivesse Aspen, seria maravilhoso. Não pretendo ler A Elite até o último volume ser lançado, mas contudo, recomendo.
Beijinhos ♥

27 de mai de 2013

Os 9 melhores looks do Festival de Cannes!

E o Festival de Cannes finalmente terminou. Já falei o quão torturante são aqueles vários dias consecutivos de vestidos maravilhosos, gente ryca e magra, e premieres de filmes que você está comendo os dedos para assistir (porque as unhas já foram mês passado)? Porque, meldels, como é! Mas como comentar cada look de cada celebridade que passou pelo tapete vermelho é missão impossível (já tive minha cota de cansaço falando sobre 48 no MET Ball - aqui), resolvi escolher meus nove favoritos. Sabe quem nem foi tão difícil assim?
Adele Exarchopoulos: Eu sei que é ~~polêmico~~, eu sei que muita gente não curtiu, mas eu AMEI! A versão vestido do macacão que Miley Cyrus usou no Billboard Music Awards semana passada (aqui) é ainda mais incrível: saia rodada, xadrez com prata, brilhos no crochê, vazados, feeling sessentinha. Pfvr, é muito amô!
Cheryl Cole: Sendo sexy sem ser vulgar. Mesmo tendo muita transparência, os bordados são estratégicos e não são poucos. Renda com brilho é um dos mais óbvios combos de tapete vermelho, mas é sempre leendo e ryco. O bordô é cor da temporada, combinou com ela, e deixou mais elegante. 
Claire Julien: Ah, vai dizer que essa coleção ozada da Balmain (a mesma do primeiro look) não ficou linda e inusitada? To amando ver por aí! A cropped e saia brancos com vazados e crochê que Claire usou tem um quê retrô (não consigo parar de imaginar Twiggy usando), a silhueta é legal, e ofuscou todo cast de Bling Ring na Photocall. Perdeu, Emma!
Fan Bingbing: Elie Saab reinou no tapete vermelho, mas poucas fizeram tão bem quando Fan Bingbing e seu modelo amarelo clarinho! O estilo do vestido é a cara do estilista, com bordados no busto e saia fluida, numa delicadeza única! 
Lea Seydoux: Praticamente todo post de looks, eu declaro meu amor por vestidos curtos com manga longa. Mas, gente, como não amar? É moderninho, a estampa barroca é trend, mas ficou super delicada com as cores claras. O único problema foi a beauty do look, achei pobrinho. Um pouco de maquiagem não faria mal - nem um penteado qualquer.
Nicole Kidman: A atriz usou vários vestidos maravilhosos, mas nenhum superou esse modelo off white de rendão. Ok, é um pouco noiva demais, mas ficou tão lindo... Um dos poucos casos que gola afogada não me incomodou. 
Sara Forestier: De todos os looks não-ortodoxos que escolhi nessa seleção, acho que esse é o que mais me surpreendeu por adorar. O modelo é diferente, hypado, o peplum é enorme e mullet, a cartela de cores é invertida, já que a ideia da linha central é alongar a silhueta - o que dá mais certo com tons escuros nas laterais, e o vermelho foi um ótimo ponto de cor. Ficou phyna!
Taissa Farmiga: Não sei porque, mas não consigo olhar esse vestido e não imaginar um terno - mesmo alfaiataria passando longe da modelagem. Acho que é por causa das cores, a disposição do preto e branco, além do decote. Pfvr, isso é coisa da minha cabeça ou tem uma lembrança? No mais, adorei a renda, o brilho, a transparência leve. Mesmo tendo várias informações, não pesou nem um pouco. E novamente outra pessoa do cast de Bling Ring ofusca Emma Watson. HEY!
Ziyi Zhang: Eu preciso falar. Realmente, preciso? ♥
Beijinhos ♥

26 de mai de 2013

Essa Semana #70

Essa semana é um meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária... 

♥ Leitura do momento:
A vez da minha vida - Cecelia Ahern

♥ Li essa semana:
Rainha da fofoca fisgada - Meg Cabot
O fim de todos nós - Megan Crewe
No limite da atração - Katie McGarry

♥ Resenhei essa semana:
PS: Agora você pode votar qual será a próxima resenha do blog na enquete ali na sidebar! Vai ♥ 

♥ Super Posts:

♥ Ultima Compra: 
Nope - Submarino só me estressou - mas me impediu de gastar. Há males que vem para o bem... Certo?

♥ Desejo Comprar Urgentemente:
Ainda Entre o agora e o nunca! (e ainda aceito de presente, okaaaaay?)

♥Conversa imaginária com personagem fictício:
"Lizzie, pessoas fofoqueiras falam da vida alheia, não de si mesmo. Isso que você faz é chamado egocentrismo."

♥Eu falaria para o autor:  
"KATIE, QUERO MAAAAAAIS."

♥ Estado de Espirito Literário:
RESSACADA LITERARIAMENTE. It sucks.

♥Literary Crush: 
NOAH, NOAH, NOAH, NOAH ♥

♥ Feito da Semana: 
Tomei coragem de começar HIMYM e seus 184 episódios.

♥Queria ver no Brasil:
Próximo livro da Katie McGarry. Vou fechar os olhos e contar até 3, ok? 1, 2, 3 CADÊÊÊÊÊÊ??

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
Im in mood for NADA

♥Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):
Uma curva na estrada

♥Super Quote:
- Você já se conhece?
- Claro. Gosto tanto de mim mesma que estou planejando passar o resto da minha vida comigo.
A vez da minha vida - Cecelia Ahern - Página 50 
♥ Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):
How I met your mother (que resume todos os meus dias ultimamente)
Beijinhos ♥ 

25 de mai de 2013

No limite da atração por Katie McGarry

Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma “esquisita” cheia de cicatrizes nos braços e alvo preferencial de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada. Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente. No limite da atração é um livro sexy e envolvente sobre o amor de duas pessoas que estão perdidas e que juntas tentam desesperadamente se encontrar.

Autora: Katie McGarry
Editora: Verus
ISBN: 9788576862161
Páginas: 364
Nota: 

Não posso dizer que eu seja uma pessoa difícil de agradar, literariamente falando. Claro que eu encontro muitos motivos para criar complicações (caso contrário, você veria apenas resenhas cinco estrelas por aqui), mas quando gosto do livro, apenas gosto - sem implicâncias, sem enxergar pequenos problemas, relevando qualquer pormenores. Eu gosto, fim. E nessa abertura, entram os livros que amo - que poderiam ter  narrativa chata, vários erros de revisão, e mesmo assim, eu ainda amaria. Mas como descrever o quão incrível é quando o livro em questão tem uma história ótima, uma narrativa ótima, personagens ótimos, e tudo mais? Faltam palavras para essa resenha de No limite da atração.

A sinopse seria um tanto clichê se não fosse o grau de complexabilidade dos personagens, que impede o simples "garoto encontra garota". Echo passou de abelha rainha da escola para a garota esquista, não é vista sem mangas compridas que escondem suas cicatrizes assustadoras, e sabe que a vida nunca vai ser a mesma de antes da noite que não consegue lembrar. Noah também era o garoto prodígio, estrela do time, mas tudo saiu dos trilhos quando sua casa incendiou e os pais morreram, o colocando sob custódia do Estado e o separado dos irmãos mais novos. 

É muito importante ressaltar que os problemas que Echo e Noah enfrentam não são coisas simples, rasas. É muito mais do que se apaixonar pelo cara errado e viver um romance proibido. No limite da atração não é sobre isso. Os protagonistas viveram traumas enormes que os assombram cada minuto do dia, e encontram um no outro, alguém que consegue minimamente entender pelo que passam. Mesmo tendo 360 páginas dentro da cabeça dos dois, não consigo nem imaginar como deve ser estar no lugar de Echo e Noah. Ela vive com o pai controlador, a madrasta fútil, quase foi morta pela mãe (calma, não é spoiller) e perdeu o irmão. Ele pula de um lar adotivo para o outro, tem uma péssima reputação, e só o que quer é a custódia dos irmãos para reunir sua família, o que é quase impossível para um adolescente de 18 anos que tem um emprego de meio turno. 

O romance é tão lindo que dói (sério, dói mesmo). Como a narrativa é em primeira pessoa, revezada entre Noah e Echo, a gente tem uma visão geral do que está acontecendo entre os dois, dos sentimentos e inseguranças que ambos nutrem e não revelam em palavras. Noah é um dos personagens mais apaixonantes (e apaixonados) que já conheci, e os capítulos dele foram os meus favoritos. Além disso, até os personagens secundários me intrigaram. O pouco que a gente tem da mãe de Echo já me deu um nó na cabeça, e entender o pai dela se tornou meu objetivo por páginas afim. Beth e Isaiah, amigos de Noah, são outros personagens realmente cativantes e interessantes - tanto que No limite da atração é o primeiro volume de uma série de companion books, sendo que os próximos livros serão sobre eles. Katie não sabe criar personagens que não sejam complexos - e é isso que faz do livro algo tão único e tocante.

Por mais que a vida dos protagonistas seja repleta de desgraças, o livro não tem um ar melancólico. No limite da atração é mais que um romance qualquer, não é só um new adult, não é só uma história de dois perdidos que se encontram no outro. É mais que isso, é uma união de todos os fatores citados anteriormente com ainda alguma cereja no topo. Echo e Noah são parecidos na mesma intensidade em que são diferentes, e a história deles me conquistou desde as primeiras páginas, a autora escreve de um jeito que prende o leitor ao ponto de você esquecer que precisa comer, dormir ou respirar. Sem dúvida, esse foi o melhor livro que já li esse ano e entrou no meu hall de queridinhos. Se você ainda não leu, não sei o que está esperando.
Beijinhos ♥

24 de mai de 2013

Oito clichês da minha playlist!

Lembra quando eu postei os oito nomes meio desconhecidos que todo ser humano na Terra precisa ter na playlist (aqui)? Agora eu quis aproveitar toda minha glória de criatura óbvia e postar os grandes clichês que não paro de escutar há anos, que todo mundo conhece e todo mundo ama. Ah, todo mundo pode ser um pouco muito previsível de vez em quanto, né?
Descobrir Cobra Starship mudou a minha vida. Eles são tudo que eu amo numa banda: animados, divertidos, com singles chiclete e muita, muita, ~~MUITA~~ batida eletrônica. Eles fazem as melhores parcerias (alguém lembra de Leighton Meester?), conseguem lançar música maravilhosa atrás de música maravilhosa, e qualquer aparecimento em qualquer trilha sonora é sinônimo de ♥.
Se hoje sou fã de alguns cantores indie, Florence and the Machine é a grande culpada. Primeira coisa: se você não gosta de Florence, eu não faço ideia do motivo que você respira. Ela tem tanto talento que ofende, as músicas são lindas e totalmente distintas do que é hype pelo mundo (o que a deixa mais hypada ainda). Afinal, quantos cantores você conhece que tem metade da fama de Florence and the Machine e fazem baroque pop? Pfvr, DYVA.
Meu lado música calma é normalmente composto por uma música aqui e outra acolá, e só Jason Mraz consegue passar meses e meses sem sair do meu replay. Todas as músicas do cantor são meigas, fofas, a melhor parte das novelas da Globo e ajudam muito pessoas que, assim como eu, querem aprender a tocar violão e são zero talento. É sério.
Katy sendo fofa since EVER. Ela pode não ter ganhado nenhum Grammy ~ainda~, mas vive batendo recordes de vendas com seus singles viciantes. Já são anos de carreira em que ela coloca várias músicas na nossa cabeça sem nunca dar descanso. O único porém que tenho é com California Gurls, que a esperta aqui colocou como despertador. Aí não tem amor que chegue a tempo.
Não confio em pessoas que não escutaram Kelly Clarkson por anos e anos. Pfvr, marcou uma geração - e eu só tinha 11 anos. Naquela época, Kelly tinha os melhores singles, a melhor batida pop rock, e fez todo mundo viciar em SINCE U BEEN GOOOOOOONE, I CAN BREATHE FOR THE FIRST TIIIIME. Ok, parei.
Seja a versão suja, seja a versão limpa, sou fã de Kesha e fim de papo. Arrisco dizer que ela é das minhas cantoras favoritas de todo o sempre. Mas, né, ela só tem música animada, divertida e toda aquela lista de coisas que citei para Cobra Starship. Não é amor por cada single, é amor por cada mísera música lançada em todos os tempos. E, quero ressaltar, eu amava Crazy kids muito antes de virar single e ter Will.i.am. Besos, posers (#soudessas).
Ninguém vai ser mais legal que a P!nk no mundo, então larguem disso. Seja com música agitadíssima, seja com voz e piano, ela arrasa de todos os modos possíveis. Escolher três músicas apenas foi uma sra tortura, porque perdi as contas de quantas músicas da cantora foram toques do meu celular pelos anos. 
EIKE CRIATURA FOFA! De todos os clichês da minha playlist, Taylor é o maior. Não importa que todas as suas letras sejam sobre corações partidos e namoros errados, Taylor não é deprimente, melancólica e e muito menos dá vontade de chorar abraçada numa panela de brigadeiro. Pelo contrário, inclusive. Ela só tem música fofa, clipe fofo, performance fofa... PLMDDS.
Todo mundo conhece Train por Hey, soul sister, e estou aqui para defender ~~mais uma vez~~ as músicas quase-não-tão-famosas-assim da banda. Eles são a versão animadinha de Jason Mraz e a versão famosa de Neon Trees, são divertidos e grudam na cabeça. BTW, se você precisa improvisar um karaoke, eis a melhor opção.
Beijinhos ♥

23 de mai de 2013

O fim de todos nós por Megan Crewe

Fallen World #1

Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, vai estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer. A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças – ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Nem todos, porém, assistem impassíveis ao colapso da ilha. Kaelyn é uma dessas pessoas. Enquanto o vírus leva seus amigos e familiares, ela insiste em acreditar que haverá uma salvação. Caso contrário, o que será dela e de todos?

Autora: Megan Crewe
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573305
Páginas: 272
Nota: 

Como qualquer pessoa na Terra, eu variei muito até escolher a faculdade que iria cursar. Quis ser advogada, diplomata, economista, mas nunca, nunca cogitei alguma área da saúde. Eu não assisto seriados de medicina, acho aulas de ciência/biologia extremamente cansativas, e cá entre nós, tenho um sistema imunológico maravilhoso. Acredite ou não, essa coisa de raramente pegar um resfriado só colabora para a minha falta de interesse com o assunto. E imagine minha surpresa quando O fim de todos nós, a mais nova distopia do mercado, é, na verdade, um livro mais médico do que qualquer outra coisa?

Primeira coisa: estamos no presente. O mundo que a protagonista, Kaelyn, vive, é o mesmo nosso. Ela acabou de voltar para sua ilha natal e está pronta para ser uma nova pessoa: mais extrovertida, com mais amigos e menos vergonha de se aproximar das pessoas. Mas as coisas começam a sair dos trilhos quando um novo vírus surge na ilha, e ninguém sabe como detê-lo. São cada vez mais pessoas doentes, mais pessoas mortas, e nada parece ajudar. Kaelyn, assim como todos na ilha, são obrigados a apenas ver as coisas cada vez ficarem mais alarmantes e torcer para que não fiquem doentes também.

O livro é narrado em forma de diário que, por sua vez, é escrito em formas de carta para Leo, um amigo que Kaelyn não vê a anos e está morando fora da ilha. E talvez seja aí que a autora errou. Até ler que Kaelyn tinha 16 anos, eu estava dando 13 para ela. A protagonista tem um ar muito ingenuo, muito inocente,  e não senti força por parte dela - o que é algo gritantemente importante. O modo de narrativa deixa isso muito claro, a forma como ela não está preparada para lidar com a situação. Claro, ninguém está imaginando que vai surgir um vírus letal e deixar toda sua cidade em estado de urgência, mas ainda assim. A personagem não tinha capacidade emocional para tudo que a autora fez. E, cá entre nós, Megan Crewe não deixa barato.

O fator distopia é bem raso. Por culpa da gravidade do vírus, a ilha foi praticamente abandonada e são raros os embates do povo com o governo (o que me deixa desanimada, já que eu ADORO isso). O resto disso é a doença, o vírus, pessoas morrendo. A autora mata sem pena, gratuitamente, direto, e se está muito calmo, ela mata mais 10 pessoas para recuperar a emoção. Só que como Kaelyn não tem profundidade, não gera empatia, e as situações ficam forçadas. Dá para listar nos dedos as pessoas que estão vivas do inicio ao fim, e não consegui sentir a dor da protagonista quando todos ao seu redor morriam. Então Megan coloca um romance no meio, mas naquele caos todo, não cola. 

Não nego que a autora teve uma ideia muito boa. Mesmo não me interessando por nada que tenha a ver com medicina, reconheço todo o potencial que O fim de todos nós tinha para ser explorado se o vírus desse espaço para o universo distópico. Além disso, se a narrativa fosse diferente, seria outra leitura. O diário é muito denso, e não é bem assim para acostumar com a conversa de mão única que Kaelyn mantem com Leo (aka diário). Existe uma ponta para uma continuação, mas agora que já sei realmente do que se trata, não tenho vontade de continuar na série. Se bem que até chegar ao último volume, todos os personagens estarão mortos. Suzanne Collins, querida, você foi batida.
Beijinhos ♥