16 de dez de 2013

Eva por Anna Carey

Eva #1
Autora: Anna Carey
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092755
Páginas: 288
Nota: 
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Não que eu seja esnobe quando as gênero literários que leio (ha-ha-ha, não, claro que não!), mas sempre acabo dando preferência para alguns em específico. É por isso que new adults e distopias pulam a pilha, mesmo quando elas estavam enormes e previamente organizadas. Não consigo me controlar quando as chances de encontrar um novo favorito são maiores, e eles pulam da estante antes mesmo que eu perceba. A vontade de ler é maior que a minha sanidade, entende?

E foi assim que puxei Eva, de Anna Carey, para minhas mãos. Aguardando o lançamento desde meados do primeiro semestre, o livro é uma distopia com uma sinopse cheia de potencialidades. Nele conhecemos um mundo destruído por uma praga, que fez quase toda população mundial ser dizimada. Os sobreviventes foram divididos por sexo e cada um seguiu seu rumo. Os meninos, enviados para campo de trabalho forçado. As meninas, para escolas internas. E é lá que conhecemos Eva, a protagonista. Ela já aceitou a realidade a seu redor, já entendeu que homens são a escória da humanidade (exceto por, obviamente, o Rei) e que depende dela - e de suas colegas - o futuro de todos. Só talvez não do jeito que ela imagina.

Arrisco dizer que Eva é, até hoje, uma das distopias mais fracas que já li. Sim, tem potencial e possibilidades mil para que a autora desenvolvesse uma história coerente e de tirar o fôlego, mas não foi bem conduzido. Começa que em menos de trinta páginas, Eva já descobre que todo o mundo que conhecia era uma mentira e se revolta com as paredes. Esse suspense que a sinopse faz? Não prende ninguém. Pouquíssimas páginas e você já sabe porque as mulheres são separadas dos homens, o que acontece quando elas saem da escola e qual é essa missão super importante que têm para com a Terra. Garanto que você até já desconfia, né?

Mas ok, a autora revelou tudo rapidamente e partirmos daí... certo? Em parte. Por dar o nome para o livro e a trilogia, a gente espera que Eva seja super badass, que ela descubra a verdade sobre o governo, comece a enfrentar todo mundo, inicie uma rebelião... Você sabe, esse tipo de coisa que Katniss nos diz que protagonistas de distopias devem fazer. Mas o que acontece? Eva foge, simples assim. Ela vai para o meio da tão temida floresta, chorar em baixo de árvores, reclamar da vida cruel, desconfiar de moscas e não gerar simpatia nenhuma com o leitor. Por outro lado, depois de um tempo ela conta com a ajuda de Arden, essa sim a badass dos tempos de escola. Elas nunca se deram bem como colegas, mas precisam se aliar em troca da sobrevivência. Eu gostei bastante da segunda garota, desde que ela não fosse tão sentimental quanto Eva. Já basta uma, né, pfvr.

Senti muita, muita falta de uma ação mais forte do governo. Não existe um embate de frente entre Eva e o Rei, ou algum submisso do Rei. Eles poderiam se enfrentar, discutir, a protagonista e seus amigos poderiam ter mais informações sobre o governo e tudo mais... Porém não. Pense bem: qual o objetivo de ter uma sociedade destruída por uma praga se esse assunto não dá espaço para uma ficção científica de primeira? A autora poderia ter explicado de onde veio essa doença que matou 99% da população humana, não deixar para os outros volumes de sua trilogia. Esse é o introdutório, a pulga atrás da orelha deveria ter sido largada em algum momento entre essas 288 páginas. Eu quero que Carey me faça desconfiar de um vírus proposital largado pelo governo por algum motivo cruel, não que essa dúvida seja fruto do meu longo histórico de distopias lidas.

O outro livro de Anna Carey no Brasil é As irmãs Sloane, um infanto juvenil pra lá de levinho e despretensioso. Não estou julgando e dizendo ser impossível, mas essa mudança brusca de gênero foi... brusca demais. Ela manteve a mesma atmosfera doce e bobinha (de um jeito meigo) quando o livro pedia o completo contrário. Eva me chamou atenção por ter uma boa ideia, mas não me conquistou graças a sua má condução. É clichê, pouco aprofundado e com protagonista infantil demais para a situação toda. Uma pena, mas esse não é o livro para os amantes de universos distópicos.
Beijinhos ♥

15 comentários:

  1. Há tempos que quero ler esse livro, gostei bastante do enredo e fiquei super curiosa pra saber mais sobre Eva e sobre o tal vírus que dizimou a raça humana, mas agora lendo sua resenha foi como um balde de água fria! rsrs, concordo com você que para uma distopia a personagem devia ser mais forte e menos melodramática, em vez de ficar lamentando a sua vida cruel ela devia era lutar contra tudo isso e nos dar uma mega dose de ação!
    Ainda assim preciso ler esse livro, quero saber como será o desfecho dessa história.
    Valeu!!

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  2. Realmente as vezes é difícil o autor acertar e conseguir escrever uma boa distopia. A sinopse de Eva me deixou empolgada, mas as resenhas que eu li acabaram com essa empolgação, cadê as personagens fortes?Cadê as personagens cativantes, mas uma distopia é sempre instigante, então acho que vou ler essa história, com um interesse especial na Arden, personagens fortes são sempre interessantes rs

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  3. Ainda não tinha ouvido falar do livro e consequentemente, é a primeira resenha e primeiras impressões que tenho dele. Acho que as distopias estão sempre "no fio da navalha", tem que ser muito bem desenvolvido para convencer, senão desanda. Que pena que Eva não alcançou suas expectativas, mas tem livro que é assim mesmo, infelizmente.

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  4. Talvez a falta de ação seja devido a ser o primeiro livro... Quero ter esperanças que a autora que teve uma ideia tão legal para uma distopia não destrua a história porque não sabe desenvolver melhor o livro.

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  5. A capa é linda! E tô numa fase distópica. Concordo plenamente com você quando diz que numa distopia a protagonista tem de ser forte e não ficar de mimimi. Afinal será ela a ditar o ritmo, a causar na história! Acho que saquei a "missão" das meninas hahahaha

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  6. A capa é linda! Concordo plenamente com você quando diz que o protagonista tem de ser forte e não ficar de mimimi pelos cantos. Afinal será ele a ditar o ritmo, a causar na história. Acho que saquei qual a "missão" das meninas hahahahaha

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  7. não gosto de distopias, principalmente se elas envolvem fim do mundo, doenças mortais, morte da população toda e outras coisas deste tipo...
    não conhecia a autora, nem este outro livro dela, e não pretendo lê-la não ;x

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  8. Já tinha visto esse livro mas não sabia que se tratava de uma distopia. Gosto muito de distopias, e para mim elas tem de ser bem construídas e, pelo menos um pouco, inovadoras. Não curti o fato do livro ser clichê e bobinho, já que distopias que me agradam são fortes e com protagonistas marcantes. Claro que uma pessoa normal ficaria apavorada e poderia até pensar em fugir, mas uma protagonista de séries distópicos são fortes e não podem se deixar levar pelo medo.
    Não seria um livro que eu leria, adoro distopias, e nem li todas que desejo ainda, então esse livro não entrará na minha lista. Uma pena.
    Beijos!

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  9. Fiquei surpresa com as duas estrelas e super desanimada com o livro... Porém, a sua não foi a primeira resenha que li criticando a história da Anna que tinha TUDO para ser muito boa, infelizmente. Sei que vou ler algum dia, afinal 288 páginas não é nada, mas tenho uma lista loooonga aqui e vou dar prioridade a outros livros.
    E eu já li spoilers, então sei qual é a missão delas... Fiquei meio "WTF" com a situação toda rs

    Beeijos

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  10. Ahhh, eu amo distopias... Mas pra mim o personagem principal tem que ser "o melhor"... pelo visto não este o caso, ou é questão de gosto. Fiquei com vontade de conferir. Não por agora, mas vou colocar este livro na lista de "talvez". Bjs

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  11. Eu faço o mesmo que você, pulo as distopias e new adult na frente e que pena que esse livro não lhe agradou, é a primeira vez que vi falar dele e como disse que não rolou não vou ler apesar que gostei muito da capa,(amo capas).

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  12. Puxa, que pena. A sinopse é tão promissora! Uma amiga está lendo e gostando e até achei que gostaria de encarar uma distopia. Não é meu gênero favorito, mas até me interessei.
    Sem empatia com o leitor fica chato acompanhar a aventura da personagem, detesto isso.

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  13. Não sou muito fã de distopias, mas essa promete um amadurecimento que não há nas outras. E uma pena que você não tenha gostado, porque até eu que não curto distopias, me interessei. Não sei se pela temática que parece bastante com a realidade de alguns países ainda hoje e também do passado, da divisão das pessoas pelo sexo. Achei bem original. Estou curiosa para conhecer a escrita da Anna Carey, ainda que eu esteja fugindo dessas trilogias.

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  14. Tenho que concordar, também achei Eva uma distopia fraca, fora que é um livro muito cansativo também!!

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  15. Bem, acho que quero distancia desse livro. Amooo ler distopias, mas odeio personagens chorões que nem essa Eva. Meu deus! Ela podia ir fazer tanta coisa mas prefere chorar as pitangas no cantinho? Não, esse não é o meu tipo de livro com certeza.

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