4 de set de 2013

O visconde que me amava por Julia Quinn

Os Bridgertons #2
A temporada de bailes e festas de 1814 acaba de começar em Londres. Como de costume, as mães ambiciosas já estão ávidas por encontrar um marido adequado para suas filhas. Ao que tudo indica, o solteiro mais cobiçado do ano será Anthony Bridgerton, um visconde charmoso, elegante e muito rico que, contrariando as probabilidades, resolve dar um basta na rotina de libertino e arranjar uma noiva. 
Logo ele decide que Edwina Sheffield, a debutante mais linda da estação, é a candidata ideal. Mas, para levá-la ao altar, primeiro terá que convencer Kate, a irmã mais velha da jovem, de que merece se casar com ela. 
Não será uma tarefa fácil, porque Kate não acredita que ex-libertinos possam se transformar em bons maridos e não deixará Edwina cair nas garras dele.
Enquanto faz de tudo para afastá-lo da irmã, Kate descobre que o visconde devasso é também um homem honesto e gentil. Ao mesmo tempo, Anthony começa a sonhar com ela, apesar de achá-la a criatura mais intrometida e irritante que já pisou nos salões de Londres. Aos poucos, os dois percebem que essa centelha de desejo pode ser mais do que uma simples atração.

Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411973
Páginas: 304
Nota: 
Livros anteriores: O duque e eu
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Falou em romances históricos, lembrou de Julia Quinn. Ela é uma das mais conceituadas autoras da atualidade quando a gente fala sobre escrever no século retrasado e dificilmente seus livros decepcionam. É por isso que esperei tão ansiosamente por O visconde que me amava, segundo volume da série Os Bridgertons, que começou com o maravilhoso O duque e eu. É aquele livro que você sabe que vai amar logo na primeira página e depois termina com gostinho de quero mais. Sendo prática: quando é que o terceiro livro da série chega por aqui mesmo?

Eu sempre falo sobre companion books e o quão genial é essa ideia de não precisar perder contato com personagens que a gente ama, ao mesmo tempo que não irá estender sua história desnecessariamente até perder a graça. Nesse segundo livro, o protagonista é o irmão mais velho de Daphne, Anthony, o maior Libertino (com L maiúsculo) de Londres. Depois de muito tempo solteiro, ele decide que está na hora de casar e criar uma família, para dar continuação ao seu título de Visconde. Nessa temporada, a debutante mais desejada é a doce Edwina Sheffield, uma garota delicada e inteligente. Em outras palavras: a esposa ideal. Porém, para conseguir sua mão, Anthony precisa da permissão da irmã Sheffield mais velha, Kate, que abomina todos os libertinos do mundo e não quer alguém assim casado com sua irmã. Mas ele é sedutor, não? Kate terá ceder em algum momento...

Típico casal que você shippa desde o primeiro momento. É muita química e tensão sexual. Kate é uma personagem com personalidade forte, determinada, que tenta ao máximo esconder suas inseguranças e fraquezas para o bem da irmã e sua madrasta, Mary. O mesmo dá para dizer de Anthony, que precisou assumir o papel de chefe da família aos 18 anos e nunca conseguiu superar a morte do pai, a quem foi muito apegado. Os dois são muito parecidos, o que os faz bater de frente e discordar terminantemente dessa afirmação. É muito divertido ver uma mulher se impor tanto quanto Kate em pleno século 18, já que costumam pintar apenas personagens inocentes e frágeis naquela época. Kate não é nem um pouco assim.

Existe um motivo (mentira: muitos deles) para Julia ser tão amada pelos fãs do gênero, e sua narrativa é definitivamente um deles. As palavras fluem entre as páginas e essa coisa de capítulo começar e terminar na mesma página nem chega a ser um incômodo (eu normalmente não gosto e você já sabe disso). Na verdade, é até bom, porque tem mais e mais parágrafos para devorar. Mesmo assim, o livro acaba MUITO rápido. Leve em consideração que é impossível de largar. Você quer mais do casal, quer mais dos personagens secundários, quer uma solução para certo problema e sempre, sempre quer mais. E também não pense você que essa é uma história singela, um simples caso de casal que não fica junto por birra. Assim como foi em O duque e eu, Julia coloca outro elemento psicológico muito forte na bagagem emocional de seus personagens, e a gente precisa lidar com isso. Eles precisam lidar com isso.

Se eu amei? É óbvio. Não precisei nem ler a sinopse antes do livro chegar para saber que era uma história que me conquistaria facilmente e, mesmo assim, O visconde que me amava superou todas as minhas altas expectativas. Não existe nada que deixasse a desejar, nada que não fosse - no mínimo - incrivelmente cativante. Adorei rever personagens, adorei mais ainda conhecer pessoas novas. Dos romances históricos que já li, a série Os Bridgertons é definitivamente a melhor. Se você ainda não leu, está perdendo tempo.
Beijinhos

7 comentários:

  1. Nossa, que resenha positiva! *-* não tenho muita familiaridade com romances históricos, mas me animo a pesquisar mais sobre o gênero e a autora.
    Isabela

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  2. a melhor? :O
    meu deus, tenho vergonha em dizer que não li nenhum dos livros da autora ;$
    mas juro, não é por falta de vontade!!! :P
    deu para perceber que você amou o livro logo no primeiro parágrafo! hahahahaa
    quero muito ler esta serie ;~~

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  3. Eu concordo plenamente com este tipo de "séries", é tão bom rever nossos amados personagens e também conhecer a história de novos. E tenho certeza de que vou amar este segundo volume. Parece que esta família me cativou completamente e Anthony (desde o primeiro livro) sempre pareceu interessante!
    bjs

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  4. É muito melhor, masiiii fofo e bonito e gostoso e perfeito que o primeiro. Amei a trama dele, amei os personagens e amei...aaahh, amei tudo! Até os fins foram legais. Achei que acabava e tinha mais, vê se não é a coisa mais linda do mundo? *-*
    Muito bom esse livro, adora entendi porque de tanto amor pela autora e seus livros, ela cria coisas muito boas de ler u.u

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  5. Eu li "O duque e eu", mas achei que tivesse sexo demais, e acho que "O visconde que me amava" deve ser assim também. Então nem vou ler, acho.

    @mmundodetinta
    maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br

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  6. Tou contigo e não abro. Julia Quinn fez um trabalho lindo em ambos os livros. Fiquei tão apaixonada que tive que ir atrás das continuações em inglês mesmo, antes que eu enlouquecesse.

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  7. É tão bom, quando uma leitura supera as expectativas, =D

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