27 de ago de 2013

Percy Jackson, Mar de Monstros e a esperança que nunca morre!

Por mais incrível - e absurdo - que pareça, eu gostei de Ladrão de Raios, a primeira adaptação da série Percy Jackson, na primeira vez que assisti. Em minha defesa, eu não tinha lido o livro até então, e qualquer história que me contasse sem dar sono era bem vinda. Mas depois de conhecer o trabalho de Rick Riordan, de rever o filme, de comparar as duas histórias e perceber que as únicas semelhanças são os nomes e a essência, o sentimento de espera pela sequência - adiada over and over - era o mais próximo do desânimo. Mar de Monstros só deu as caras no mundo por causa do ligeiro sucesso de bilheteria que foi o primeiro Percy Jackson, porém foi impossível acreditar numa retratação, numa nova e fiel história que fizesse o mínimo de jus com os livros que a gente ama. Mas esperamos, não? Sempre esperamos. 
Nessa segunda aventura, a árvore que protegia o acampamento Meio Sangue está morrendo, deixando os semi deuses desprotegidos dos monstros que querem acabar com sua raça (literalmente). Na tentativa de salvar todos - e cumprir uma nova profecia que o cita - Percy, Annabeth, Grover e o novo adendo ao trio (quarteto?), Tyson, o ciclope filho de Poseidon, partem escondidos em busca do Velocino de Ouro, um objeto mágico capaz de curar qualquer coisa. Ele também desperta o interesse de Luke, nosso suposto grande vilão, que deseja vingança aos deuses do Olimpo cada vez mais.
Até onde "melhor que o anterior" pode ser considerado um elogio quando estamos falando da franquia? O primeiro filme teve falhas tão absurdas em relação à história original que eram necessárias grandes mudanças para ficar digno de comparações (algo como a Fox gravar um pedido de desculpas e avisar que está recrutando atores de 12 anos para um novo Ladrão de Raios), porém no atual estado das coisas, qualquer minima diferença é bem aceita. E é aí que temos uma Annabeth loira, Dionísio engraçado, a existência de Clarice (embora a mesma tenha uma personalidade gritantemente diferente da conhecida) e um oráculo que faz profecias (devidamente modificadas, pois né)... 
Eu gostei da atuação. Eles têm expressão facial, abraçam o lado trash do roteiro, e é apenas isso que dá para exigir. Mar de Monstros apela muito mais pra lado comédia do que a aventura em si, ação e tensão pré-apocalíptica, na fórmula Riordan de escrever. Então, para o que o filme pede, o cast atende. Vale citar que os diretores fingiram que somos péssimos continuistas e trocaram atores como Hermes, Dionísio, Quíron... E dos rostos novos que vale a lembrança, temos Clarice interpretada por Leven Rambin (que fez Jogos Vorazes ao lado de Stanley Tucci, o novo Sr. D) e Douglas Smith, o Tyson, que esbanja carisma.
Por vezes tive a impressão que estava assistindo Harry Potter versão baixo orçamento. Sempre fui daquelas que achava a natureza das duas séries com características fortes muito semelhantes. Por exemplo, o espírito de aventura épica, protagonistas amigos, corajosos e benevolentes... Só que dessa vez, a coisa é mais forte. O cenário lembra, a trilha sonora instrumental também. A cena em que Percy, Annabeth e Tyson andam nas costas do pégasos colorido e brilhante pela água é tão Harry e Bicuço em Prisioneiro de Azkaban que me deixou nostálgica.
Quando saí do cinema, o sentimento era que esse foi um bom filme. Depois de analisar, a classificação caiu um pouco. Preciso citar que não acompanhei a (singela) divulgação de Mar de monstros, que não vi todos as fotos, os trailers, ou até mesmo os atores novos escolhidos. Foi tudo uma "surpresa". O gasto com figurino foi pequeno, parece que a decoração e trilha sonora migrou de Hogwarts e os efeitos visuais foram feitos pela equipe competente de Once Upon a Time (se você não assiste, pode recordar suas obras de arte no paint quando não havia internet), mas ainda assim, não é de todo ruim. Mar de Monstros é um passatempo e a Fox foi esperta de nunca prometer mais que isso.
Beijinhos ♥

6 comentários:

  1. Não gostei do primeiro filme e nem me animei a correr para o cinema para assistir o segundo, mas sua resenha me deu um pouquinho - bem pouquinho, porque gosto muito mais dos livros mesmo haha - de esperança.
    Isabela

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  2. Geralmente acontece isso mesmo nas adaptações: é bem pior que o livro. Sei que não tem como fazer algo exatamente fiel, mas o pessoal apela ao extremo, parece que só querem vender o produto, então deixam com uma carinha blockbuster (o filme para toda família! rs) e tudo bem. rs
    Não vi os filmes (e sinceramente, nem pretendo), então vou acreditar na sua opinião. rs
    bjs

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  3. "e os efeitos visuais foram feitos pela equipe competente de Once Upon a Time (se você não assiste, pode recordar suas obras de arte no paint quando não havia internet)" kkkkkkkkkkkkkkkk triste realidade hahaha
    Também tinha gostado de Ladrão de Raios, claro que antes de ler o livro. Depois achei que os roteiristas realmente não liam o livro antes. E minha opinião só se fortaleceu depois desse segundo filme (e aquela cena de Cronos? ¬¬' Seria cômico se não fosse trágico).
    Torcendo para que eles tenham compaixão pelos semideuses e façam o terceiro filme melhor ;)

    Beijos,
    salaodelivros.blogspot.com.br

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  4. Queria ver, mas vou boiar porque nem vi os outros ainda....Coloca efeitos nisso heim? Nossa, é muito bonito de ver todas essas ideias no cinema. Os livros são muito bons pelo que vejo e esses filmes então? Putz, fica legal.

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  5. ri demais com a sua comparação com Harry Potter de baixo orçamento kkkkkkkk
    vi o primeiro filme e gostei, apesar de não ter lido os livros...
    pretendo ver este, mas já sei que não posso esperar muito :P

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  6. Assisti O ladrão de raios e assisti novamente depois de ler o livro e me decepcionei bastante. Ainda não assisti O mar de monstros mas estou bem ansiosa.

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