7 de mai de 2013

Luar de sangue por Dione Mara Souto da Rosa

Três sacerdotisas celtas impetuosas. Somente uma é guardiã de uma relíquia sagrada. Caminhos que se cruzam perante a traição e a busca pelo poder, acarretando a morte. Destinos que se encontram em tempos futuros, trazendo revelações. Vampiros obcecados, cruéis e temperamentais digladiam-se pela conquista do Condado. Para conquistar o cargo do rei, precisam gerar filhos com sacerdotisas. A paixão de uma das sacerdotisas por um vampiro dá luz à gêmeos, os quais se tornarão vampiros. Mesmo obrigados a respeitar o pacto de territorialidade imposto por sacerdotes druidas, o descumprem e engendram os mais ardilosos planos para deterem o controle dos demais vampiros. Anne, uma heroína sem memória, sofrerá muito. Sem saber quem verdadeiramente personifica, é raptada por um dos gêmeos vampiros. Ela precisará lutar por sua sobrevivência enquanto tenta recuperar sua memória e se livrar do temperamental vampiro.

Autora: Dione Mara Souto da Rosa
Editora: Novos talentos da literatura brasileira
ISBN: 9788576799191
Páginas: 312
Nota: 

Já tem um tempo que me declarei de saco cheio de histórias de vampiros. A febre foi grande demais, uma overdose louca e infinita, e dava a impressão que o gênero nunca sairia da lista dos mais vendidos. Mas saturou, não? Eu cansei, você cansou, o mundo inteiro também. Entretanto, não foi algo que parou de vez. Diminuiu, claro, mas ainda tem lançamentos com histórias das criaturas, e uma vez ou outra, a gente dá uma chance. Eu gostei da sinopse de Luar de sangue, já que parecia ter algo de diferente e cativante. É uma pena que só a sinopse é assim.

É muita informação, então vamos por partes: A protagonista é Anne, que não sabe sobre seu passado e importância. Ela ia casar com Dimitri, mas acabou abandonada na sarjeta (literalmente), já que ele queria só dar um golpe (o que não faz lá muito sentido, já que a família dele tem dinheiro) e fugir com a amante, Denise (que faz parte do passado de Anne). Como a dor do coração partido é muito grande, ela tenta suicídio e é salva por Andrei, irmão gêmeo de Dimitri e versão boa do irmão. Ela é dada como sequestrada e Andrei é principal suspeito.

Não seria tão complicado se a história fosse só o que está acontecendo com Anne, mas o que acontece é que somos privilegiados com vários e vários núcleos paralelos. Sabe qual ainda a melhor parte de tudo isso? Que a narrativa é em primeira pessoa, por Anne. Simplesmente não faz sentido (a não ser que ela seja Deus). A garota está desacordada, desmemoriada, mas narra tudo que acontece a sua volta, ou do outro lado do mundo. Detalhe: até com o pensamento dos outros. É algo muito irritante de ler, a trama perde a credibilidade. Seria diferente se Anne soubesse quem é, mas não, ela está no escuro de informações, mas falando tudo que os vilões estão fazendo e pensando "Dimitri estava se sentindo mal, e pensou em mim, no que fez comigo. Oh Anne, que saudade"*. Entende o que quero dizer? Narrativa em primeira pessoa existe por um motivo - uma visão única dos acontecimentos e noção zero do que está acontecendo na sala ao lado.
*Citação fictícia, embora seja verdadeira em essência

Eu não tenho nada contra clichês, e muitos dos meus livros favoritos usam e abusam de pontos comuns e batidos. Só que para Luar de Sangue, não deu certo. Não digo nem que o livro esteja nessa por ser de vampiros, já que esses são sádicos, cruéis e diferentes dos que viraram moda. O que falhou, para mim, foi os gêmeos de personalidades opostas que gostam da mesma garota sem graça. E que garota sem graça, plmdds! Se Anne revelava como estava se sentindo durante a história, normalmente era irritada. Se alguém dizia "Oi", era "- Oi - respondi, irritada". Sempre. 

Infelizmente, não gostei - e cada vez desapego mais de vampiros nesse mundo. Muitas e muitas coisas me irritaram nesse livro (mas, diferente de Anne, tenho motivos). A narrativa é chata, muito repetitiva, os personagens falam sozinhos - o que é desnecessário, já que Anne já tem a brilhante habilidade de transcrever pensamentos alheios. Luar de sangue não rolou para mim em sentido nenhum, e não recomendo a leitura.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

5 comentários:

  1. Não fui com a cara desse livro. Já está ficando saturado essa onda de vampiros e tudo mais. Apesar de tudo, a esperança é a última que morre, então, quem sabe ainda se encontra algo que preste por aí!

    Beijos
    Lucas

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  2. ate que eu cheguei a gostar do livro, eu li estes dias emprestado de uma amiga, o ponto negativo para mim como voce falou foi ela narrar os sentimentos das pessoas, não tive nada contra a ela narrar as cenas que nao estava presente, mas os sentimentos nao caiu bem, os gemeos oposto para mim nao eram tao opostos assim, as vezes Andrei poderia ser mais sadico do que o Dimitri na minha visão, a narrativa foi um pouco cansativa já que Anne se mostrou bem rabugenta e tentando se matar a cada meia hora Oo mas ate que gostei de algumas cenas, o final me desapontou, mas vou esperar para ler a continuação ♥

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  3. acho que depois da febre crepusculistica, muitos autores quiseram se aproveitar e acabamos ficando saturadas de vampiros e tudo o mais...
    terminei de ler ontem Mundo das Sombras que tinha tudo para ser um livro bom, e os vampiros acabaram estragando ele --'
    já estou cansada deste tema então nem tenho interesse em ler nada parecido!

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  4. Ainda não enjoei cr vampiros, e acho q para mim, isso não é possível. Amo vampiros!!!! Gostei muito da sinopse e apesar de vc não ter gostado, eu quero muito ler. Fiquei ultra curiosa.

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  5. Gente nunca li um livro tão chato, normalmente sou curiosa pra ler continuações mesmo não gostando do primeiro, mas esse acho que não vai rolar.
    Eu achei a narrativa chata, os personagens mal construídos, muita coisa repetitiva, trechos mal elaborados, cronologia péssima. Nunca demorei tanto pra ler um livro tão pequeno, a ideia do enredo eu achei legal, mas não sei me lembro diários de um vampiro por causa da rivalidade dos irmãos. Não sei, não gostei.

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