18 de mai de 2013

A menina que conversava com o verão por Sally Nicholls

Quem será o misterioso homem verde que somente Molly consegue ver? Após a morte de sua mãe, tudo muda para as irmãs Molly e Hannah. As duas meninas são mandadas pelo pai para morar com os avós numa pequena cidade do interior. Certa noite, Hannah decide fugir, e obriga a irmã a ir com ela. Em meio a uma forte tempestade, Molly vê um rapaz perseguido por uma matilha de cães e por um caçador com chifres. No dia seguinte, na coluna de uma velha igreja, Molly observa um rosto esculpido e percebe, estarrecida, que é o mesmo homem que ela viu sendo caçado no dia anterior! Existe algo de mágico nesse Homem Verde. A grama cresce à sua volta e árvores brotam sob o seu toque. Será ele fruto da imaginação de Molly... ou será um antigo deus esquecido? Se ele tem poder para devolver vida às plantas, não poderia também fazer a mãe de Molly retornar à vida? Esta enternecedora fábula sobre amor, perda e superação, em que o estado da alma dos personagens se confunde com as estações do ano, vai encantar leitores de todas as idades. 

Autora: Sally Nicholls
Editora: Geração Editorial
ISBN: 9788561501471
Páginas: 244
Nota: 

Recebi esse livro há algum tempo, quando sick-lit estava se insinuando como gênero literário em potencial e a autora, Sally Nicholls, é conhecida por tal. Entretanto, o estilo literário tem um "quê" deprimente que acaba me afastando, sendo ACEDE já cumpriu minha cota de desidratação por culpa da literatura. Mas depois de esse tempo todo com o livro parado na minha estante, resolvi pegar o que tinha a sinopse com menos chances de me fazer chorar. Foi assim que A menina que conversava com o verão parou em minhas mãos - e eu tentei, com todas as forças, não me apegar à história.
- Está vendo aquelas árvores? - ele aponta. Eu digo que sim. - Fui eu que fiz crescer do nada. - Ele ri. - Existe mais magia em árvores do que em truques de mágica - diz ele, por fim.
A protagonista é Molly, uma garotinha que perdeu a mãe recentemente e está morando com os avós, já que o pai não tem condições de cuidar dela e da irmã mais velha, Hannah. Ela se sente muito solitária, e passa a maior parte do seu dia lendo. Molly então conhece o Homem, um homem baixinho que estava sendo caçado por cães e uma criatura com chifres, o mesmo homem que tem o rosto em igrejas e cemitérios. Logo ela se envolve com aquela estranha criatura que a faz lembrar de um deus que está estudando na escola. O problema é que ninguém acredita nela - e ele está cada vez mais fraco.

Sick-lit é um gênero que foca numa doença, e é então que salvo A menina que conversava com o verão dessa label. Não tem personagens doentes - e é uma história de superação pela mãe que já morreu, de uma família que não sabe como lidar com a situação, e apenas uma pequena parcela disso se dedica à uma lenda natureba que é vista por todos como fruto da imaginação infantil de Molly. 

O livro é narrado em primeira pessoa por Molly, de modo extremamente singular e genuíno. Ela é muito nova ainda, é uma personagem doce e inocente que está recém aprendendo a lidar com a morte da mãe e como tudo isso mudou em sua vida. Tirando o seu avô, nenhuma das pessoas ao seu redor a ajuda a se sentir mais reconfortada, superar a perda. Sua irmã, Hannah, está cada vez mais rebelde e afastada, e as constantes brigas dela com a avó deixa o universo da caçula ainda mais cabisbaixo. Existe um ar melancólico por trás das palavras doces de Molly, e foi aí que tentei não me envolver, não me deixar afetar. 

Em outras palavras, fui eu que transformei A menina que conversava com o verão em uma leitura banal, e acredito que se tivesse deixado a história me emocionar como deveria, a classificação lá em cima teria sido mais alta. O título é um tanto precipitado, pois o Homem verde que inspira a sinopse e o nome do livro é só um detalhe a mais no enredo. Eu gostei e recomendo, mas leia esse livro para realmente se envolver com o mundo de Molly . Aliás, aproveite e já pegue lenços.
Beijinhos ♥

8 comentários:

  1. Não conhecia nem o livro nem o gênero. Sick-lit para mim é novidade. A Culpa é das Estrelas se encaixa nesse? Temos mais alguns outros publicados aqui no Brasil?

    Quanto a história, achei interessante. Por mais que pareça melancólico e tudo o mais, acho que daria uma chance a ele. Gosto dessa ideia de mistérios com um drama bem intercalado! :)

    Beijos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Lucas! Sim, ACEDE é um desses. Que eu lembre agora, tem também Extraordinário e Como viver eternamente, mas imagino que deve haver outros. Ainda não é um gênero muito conhecido no Brasil. Beijos

      Excluir
  2. Sick-lit ? Nunca ouvi falar. Além de ACEDE tem algum outro livro famoso desse gênero ? Falando em A culpa é das estrelas, vou ler após terminar o segundo de The Vampire Diaries.
    E eu não me importo do livro ser bastante melancólico, pois chorro com todo livro HAUSHAUHSUAHSUAHSUAHSUHA
    XoXO J. :*

    ResponderExcluir
  3. Olá!!!, Deus seja louvado na sua vida, o seu blog e as resenhas são maravilhosos amei sucesso
    já estou te seguindo - OBRIGADO PELA VISITA
    Curta e participe do meu blog e fan page
    Blog: http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  4. Ainda não li ACEDE mas espero ler em breve. No geral acabo não gostando de livros q fazem os outros chorar, na maioria das vezes não,me emociono e não gosto do livro. Esse não me chamou a atenção, então não leria no momento. O genero é novidade para mim, ainda não sei se gostei ou não.

    ResponderExcluir
  5. Oi, Joana!
    A sua resenha me surpreendeu do começo ao fim! A maneira como você valorizou o enredo e inseriu neste a sua perspectiva da leitura me convenceu a adquirir o livro. A premissa é deveras interessante, e a autora pelo que li sabe muito bem como conduzir uma boa narrativa.
    Estou fugindo de dramas, romances e tudo o mais, entretanto, estou pensando em dar uma chance para "A Menina que conversava com o verão".

    Um beijo, http://umleitoramais.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  6. Oi, Joana!
    A sua resenha me surpreendeu do começo ao fim! A maneira como você valorizou o enredo e inseriu neste a sua perspectiva da leitura me convenceu a adquirir o livro. A premissa é deveras interessante, e a autora pelo que li sabe muito bem como conduzir uma boa narrativa.
    Estou fugindo de dramas, romances e tudo o mais, entretanto, estou pensando em dar uma chance para "A Menina que conversava com o verão".

    Um beijo, http://umleitoramais.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  7. Oi, Joana .
    adorei a resenha *-*
    deu uma imensa vontade de ler esse livro :3

    ResponderExcluir

E chegamos a parte maravilhosa em que vocês participam do blog comigo! Deixe sua opinião sobre o que leu/viu, só com alguns poréns:
- Comentários ofensivos à autora do blog ou outros comentaristas não serão aprovados.
- Comentários preconceituosos ou/e de caráter sexual não serão aprovados.
- Comentários anônimos não serão aprovados, a ferramenta só está ativada pela liberação de comentários com NOME+URL de pessoas não cadastradas no Google, etc.
- Comentários unicamente de divulgação não serão aprovados.
- As respostas serão feitas na página de comentários, em caso de mais urgência, utilize a ferramenta "Contato" na lateral.
Tirando essas pequenas regrinhas, fiquei a vontade! O espaço é de vocês :D Aliás, obrigada pelo comentário!