14 de mai de 2013

A espada na pedra por T. H. White

O único e eterno Rei #1
Seria inconcebível o sucesso extraordinário de histórias como O Senhor dos anéis e Harry Potter sem que, antes delas, existisse a seminal e insuperável obra de T.H. White, O único e eterno rei, da qual A espada na pedra é o primeiro dos cinco volumes. Esta versão definitiva da lenda arturiana, lida e amada por todas as gerações e fonte generosa de inúmeras outras obras no cinema, no teatro e na literatura, é uma influência cultural decisiva do nosso tempo. Este primeiro volume apresenta a educação do jovem Arthur, aqui apelidado Wart, sob o teto de seu tutor, sir Ector, e introduz a figura de seu grande guia da vida inteira, o mago Merlin. Dos cinco volumes que compõem a saga, este é o de maior apelo entre jovens. Ao inaugurar a história, A espada na pedra toca na mais explícita manifestação da permanência da vida humana, a predestinação, que é a garantia da justiça, patrocinada por um poder maior, a divindade. Só esse aspecto já serve para definir O único e eterno rei como um monumento à transcendência enredando os leitores numa teia feita de aventura, agilidade, humor, assombro. O rito de passagem enfrentado pelo jovem que o destino escolhe para ser o rei é a metáfora da luta para merecer a eternidade: aprender os segredos é aprender a ser digno da escolha; e o aprendizado se faz dentro dos princípios da ética e da estratégia.

Autor: T. H. White
Editora: Hamelin
ISBN: 9788581861128
Páginas: 238
Nota: 
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Quando menor, nunca fui de ver filmes e desenhos sobre a história do Rei Arthur (preferia procurar por algo da Barbie). Eu sabia do básico: tinha uma espada presa em uma pedra, Arthur foi o único que conseguiu tirá-la de lá, o que fez dele o rei da Inglaterra. Nunca me aprofundei na lenda e o maior contato que tive foi com Avalon High, da Meg Cabot, que faz uma releitura moderna e bastante adaptada. Contudo, eu tenho curiosidade sobre os personagens e referências que não cansam de aparecer, é algo que, hoje, me desperta interesse. Então foi isso que me atraiu em A espada na pedra, primeiro volume da mais aclamada série sobre a lenda, lançada pelos anos 30.

- AQUELE QUE TIRAR ESTA ESPADA DESTA PEDRA E BIGORNA É POR DIREITO O REI NASCIDO PARA GOVERNAR TODA A INGLATERRA.
- Quem disse isso? – perguntou Sir Grummore.
- A espada diz isso, como estou falando.
- Bem faladeira essa espada – observou sir Grummore, cético.
- Está escrito nela – exclamou o Rei Pellinore, chateado. – Escrito nela em letras de ouro.

No livro, somos apresentados à Wart e Kay, irmãos postiços que são treinados para que o mais velho deles, Kay, se tornasse um cavaleiro, e o segundo, seu escudeiro. Como esse é apenas o primeiro volume, é muito introdutório e até a página 200, mais ou menos, conta apenas sobre treinamento deles, dando foco em Wart e seu mestre, o mago Merlin, que o faz passar pelas mais fantásticas lições, como ser transformado em animais e aprender as várias formas de vida com isso. A espada na Pedra tem vez na história, obviamente, já que é o título, mas é algo bem do final e que deixa a expectativa para a continuação.

Se você não fez a associação que Wart tem Art e é abreviação de Arthur (não é spoiller; primeiro parágrafo), já fique sabendo. O rei que, até aí, de rei não tem nada, é apenas um garoto com síndrome de inferioridade, pois ninguém sabe seu verdadeiro valor para a Inglaterra (nem o próprio). Ele foi criado por Sir Ector, que mesmo sendo um bom pai, deu as melhores condições para o filho legítimo, Kay. Isso fez de Wart um garoto humilde, e é gritante o quão genuíno é o personagem. Já Kay é mais egoísta, autocentrado, mas não pode ser considerado um vilão. Não por enquanto, pelo menos.

Diz a lenda (vulgos boatos de internet) que T. H. White é a grande inspiração de George Martin, autor de Crônicas do Gelo e Fogo, e tal referência me fez esperar um grande banho de sangue nesse livro, já que George é conhecido como autor mais assassino do mundo. Ledo engano. Não só por Wart ser um tanto inocente nesse primeiro volume, mas White tem uma certa simplicidade na hora de escrever que não imagino como poderia ser perturbador e matar vários personagens a sangue frio. Claro que uma hora haverá mortes em batalhas sangrentas, mas por enquanto, é um livro leve e fantasioso - que não faz jus a lembrança cruel à Martin.

A espada na Pedra é um livro sobre uma história épica, e merece o tratamento de tal. É por isso que tem um trabalho gráfico incrível (só faltou ser capa dura, mas né) e várias informações extras no final do livro - o que só passei os olhos, já que parece ter spoiller para alguém leigo na lenda. O livro é gosto de ler, tem uma narrativa fluida e a história é muito boa (por isso que é tão famosa). Mesmo não sendo algo que faça totalmente o meu estilo, gostei e quero continuar acompanhando.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

7 comentários:

  1. sabe esses livrinhos infantis, bem pequenininhos e cheios de figuras? foi meu unico contato com Rei Arthur... também nunca gostei muito não :(
    não é em nada o meu estilo, e acho que não iria conseguir lê-lo... :S

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  2. eu por outro lado, amo historias do rei arthur!!

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  3. Ultimamente estou atrás de aventuras históricas. Não tive tanto acesso a livros do Rei Arthur, só um filme ou outra coisa do gênero, mas esse me chamou bastante atenção. Pelo trecho que você colocou, parece ser até divertido, por sinal. E se foi inspiração para Martin, não sei, por que eu acho que não tem nada a ver. Por enquanto...

    Beijos
    Lucas

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  4. Nunca gosto muito da história do Rei Arthur, então o livro não me chamou muito a atenção.

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  5. Me apaixonei pelas histórias do Rei Arthur depois de ler Avalon High (mas é uma versão totalmente adaptada, então). Agora os livros sobre ele vivem na minha wishlist. E se T. H. White for mesmo inspiração para George Martin, então espero que os livros deles sejam tão incríveis quanto as Crônicas de Gelo e Fogo!
    Beijos!
    http:// raciocina-comigo.blogspot.com.br

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  6. Ansiosa para ler

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  7. Adorei a resenha, estou ansiosa para ler!
    Bjs

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