26 de fev de 2013

Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York por Gail Parent

Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York, de Gail Parent, traz as confissões da personagem desde os seus quatro anos, idade em que passou pela primeira experiência de amor não-correspondido. São relatos divertidamente constrangedores sobre a infância e a adolescência, como a preparação para o casamento quando era uma criança de apenas sete anos, a vida de solteira na Universidade de Syracuse, a perda da virgindade, a formatura sem emoção no curso de arte dramática e a busca por um emprego criativo. Há também as fracassadas investidas amorosas, a viagem pela Europa, o desafio de se dividir um apartamento em Nova York... Enfim, todas as peripécias da vida de uma solteirona contadas de maneira engraçada e irônica, divertindo o leitor do início ao fim.

Autora: Gail Parent
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528612910
Páginas: 288
Nota: 

Falo que não gosto de livros clássicos e realmente não gosto. Não gosto de títulos antigos, de histórias situadas em décadas antes de eu nascer (repare que nem sou desse milênio, cof cof) e de como era o cenário antes da vida 2.0. Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York, best seller nos anos 70, é um chick lit em sua forma mais básica, clichê, criticada e irritante.

O livro é uma carta de suicídio, simples assim. A protagonista, Sheila Levine, é judia, tem trinta anos, está solteira e decidiu se matar. Afinal, qual a razão de viver quando você não tem alguém para apresentar para os pais, para quem cozinhar e lavar a roupa? Ela sabe que sua vida é um fracasso completo e decidiu abandonar a Terra de vez. Por muita consideração aos pais e amigos, Sheila decidiu deixar uma enorme carta de 288 páginas com suas memórias, algumas revelações e vários choques para sua mãe. 

Primeiramente quero dizer que não sou feminista, não compro esse conceito e não me venha com papo de que, pelo meu descaso, do que se valeu Fulana e Ciclana queimarem sutiã em praça pública. Direitos iguais está super certo na vida, mas feminismo e machismo é totalmente contraditório. Por que todo esse blablabla sobre igualdade de sexos? É que nesse ponto o livro tem sua grande falha épica: Sheila foi educada com a ideia que nasceu para casar, ter filhos e tudo mais. Por mais que Sheila se gabe por ser moderna nos anos 70, ela vai (destaque) S.E. M.A.T.A.R. por ser solteira. Tipo assim: Oi? Olá? Hello? Namastê?

Mas devo dizer que Gail Parent sabe fazer comédia. Não tenho o que reclamar do livro nesse ponto. O livro não é uma história continua, é um desabafo que passa por anos e anos da vida da personagem. Se for pensar bem, a condição que leva Sheila a escrever é cômica. Absurda, completamente estúpida, mas com muita abertura para piadas inteligentes. Gargalhei por vezes, e o livro valeu por isso.

Velha história de não julgue um livro pela capa. Eu imagino que esse ditado seja para aproximar leitores de capas feias, mas pode valer para o contrário. Sheila Levine está morta e vivendo em Nova York tem vários fatores de marketing a seu favor: a capa é linda, o título é sugestivo, as chances são altas. A ideia é boa, a razão é o grande pecado. Se Sheila decidisse abandonar a vida por perder os pais num trágico acidente de carro ou porque sua série favorita foi cancelada, seria mais compreensível do que morrer por estar solteira aos 30 anos. Não entendo, não revelo e não acho que seja leitura essencial, a não ser que tenha oportunidade.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

5 comentários:

  1. nunca ouvi falar neste livro, e juro! pensava que eu era a unica neste mundo das blogueiras que não gosta de livros que sejam de mais de 20 anos atras :P
    parece ser um livro muito legal, apesar de a capa ser o que mais me chamou a atenção :P

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  2. Amo capas de livro, e por vezes compro o livro pela capa. A capa nova e a antiga me chamou bem a atenção. Estes dias até vi o livro num sebo,mas não fiquei nem um pouco com vontade de levar ele para casa. E agora, depois disso, sem chance alguma.É um dos livros que só vou ler por falta de outro.

    Bj* :)

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  3. Esse livro não me interessou. Gosto de chick lit, mas pelo que sua resenha me monstrou esse é um dos dispensaveis. Os motivos da protagonista provavelmente seriam motivo de irritação pra mim durante toda a leitura...

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  4. A décadas estou louquissima pra ler esse livro!! Acho a coisa toda de se matar por ser uma Single LAdie bem patética, mas dizem as boas linguas que é um chick-lit gostosinho de se ler, então fiquei curiosa. Sua resenha meio que reacendeu a minha "curia" (?) mas é um livro que vou ter que passar pro final da fila.

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  5. Bem nunca ouvi falar nesse livro, mas ele me parece ser ate legalzinho pra uma leitura pra matar o tempo.

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