30 de jun de 2012

A lista VIP por Zoey Dean

A lista VIP - A lista VIP #1
Depois de 12 anos de notas excelentes, jantares chiques e atitudes certinhas, Anna Percy está cansada de seu desempenho escolar perfeito e de sua rotinha absolutamente maçante. Decidida a mudar seu estilo de vida, Anna vai para Los Angeles, onde no curto período de 24 horas é convidada para um casamento digno da noite de Oscar, dá uma passada numa festa alternativa no estúdio da Warner Brothers e ainda encontra um rapaz que ela seria capaz de amar para sempre. A vida não poderia estar melhor para Anna. Isto é, até Cammie, Dee e Sam entrarem em cena. Elas são da Lista VIP, e ninguém pode tirá-las do centro das atenções.

Autora: Zoey Dean
Editora: Nova Fronteira
ISBN: 9788520917923
Página: 254
Nota: 
Extra: Promoção

É impressionante ver que um mesmo núcleo possa aparecer mil vezes, mas se quem contar forem pessoas diferentes, tudo vai ser completamente novo. Livros sobre elite adolescente são clássicos desde que Cecily von Ziegesar fez um tremendo sucesso falando sobre os riquinhos de Nova York. Por mais que Gossip Girl seja meu seriado favorito, os livros não são meus queridinhos, pois simplesmente não gosto da narrativa da autora. Já Zoey Dean, ao escrever sobre os it adolescentes de LA, me conquistou.

Não precisa agir e se meter em encrencas para se divertir. Anna sabe muito bem disso, sua vida é cheia de adrenalina só de observar o que sua melhor amiga, a ousada Cyn, faz. Entretanto, ela vê que precisa sair de sua zona de conforto quando o amor de sua vida a troca pela amiga, e decide ir para Los Angeles, morar com o pai, ser tudo aquilo que sua mãe, uma socialite chata, jamais aceitaria.

A premissa não é nova. A maioria dos livros que falam sobre grupinhos de garotas ricas na tentativa de enturmar, centraliza numa garota que quer mudar de vida, seja seu estilo, condições... Quer ser tudo o que nunca conseguiu ser, em um lugar que ninguém a conhece. O que muda é o modo que a autora faz isso funcionar. Tem que ser bem dosado e equilibrar doçura com malicia, acima de tudo.

Anna é a garota excessivamente perfeita. É bonita, certinha, inteligente, tem o que quer sem precisar implorar. Realmente não entendo qual é dessas garotas que cansam de não precisarem se esforçar - isso é possível? Ok, ela estava de coração partido, mas trocar a segurança de Nova York por Los Angeles e pirar? Eu não senti coragem da parte da protagonista, não senti que ela se entregou a essas novas experiencias, e achei bem mais lógico do que se ela chegasse em LA e bancasse Serena van der Woodsen. Ponto para Zoey.

Falando na autora, adorei o jeito que escreve. Em terceira pessoa, o foco principal são os pensamentos de Anna. Porém, para fatos simultâneos temos outros pontos de vista: as it girls de LA! A narrativa é extremamente fluida, apenas os fatos que são bem longos. São 250 páginas para um único fim de semana. Em compensação, é o mais emocionante fim de semana da vida da protagonista.

Achei muito bom, um dos melhores livros que fala sobre o assunto. Perfeito? Não. A lista VIP tem uma protagonista que falha entre lógica e maluca, uma narrativa interessante e um cenário excelente. Eu quero muito ler a continuação. Recomendo! PS: Não deixe de participar do concurso cultural, tem link ali em cima ;)
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Lição de Estilo #36: Troian Bellisario

Não tem como negar que em dois anos, Pretty Little Liars virou uma febre mundial. Todo mundo assiste, todo mundo ama. Pegando carona no sucesso do figurino, as atrizes principais também viraram referência de estilo. Tem a glamurosa Shay, a fashionista Lucy, a eclética Ashley e... a esquecida Troian. Dá para contar nos dedos os blogs que eu vi já falarem do estilo dela (na verdade, só um: o P&G!), seu sofisticado, clássico e simples estilo. Assim como Spencer, seu it minimalismo desperta muitos instintos consumistas.
Um jeito de quebrar a fofura do vestido branco com liberty verde clarinho é jogar um blazer acinturado. O look continua feminino, só que com mais sobriedade. Esse modelo é assimétrico e diferente, e pesou um pouquinho com a faixa de cetim do vestido (que poderia ser removida). Além disso, quer mais phynesse que bolsa Chanel nude e pumps preto Louboutin?
Eu não amei o vestido. Na verdade, achei o corte bem saída-de-banho-de-praia-feelings, mas enfim. O motivo de eu ter acrescentado a foto na lista é, unicamente, a estampa. Lembra quando eu falei das andorinhas que viraram hype depois da coleção da MiuMiu, e acabaram trazendo para a lista de tendências as prints de animais, mas não os clássicos textura/pele do bicho? Então! Troian optou por um modelo com a estampa maior e mais dispersa, sob fundo branco. Isso é um ótimo truque de styling para quem quer ganhar mais curvas. Quem quer alongar a silhueta, trocaria o fundo claro por escuro, diminuiria o tamanho da estampa, mas continuaria com a meia-calça e scarpin pretos.
Sou contra calças sociais, mas não as modelo cenoura - cintura alta, quadril estruturado, perna afunilada e comprimento midi. Já a blusa cropped off white, eu apaixonei e quero uma igual pra ontem. O scarpin preto fica ótimo com tudo a calça mais curta. Os outros acessórios, como o chapéu, brinco único de pena, colar com crucifixo e o tom terroso da bolsa, deram uma pegada boho muuuito cool.
Peças que todo mundo deve ter: blazer preto, blusa de listras preto e branco, e saia lápis. O blazer cortou a estampa da blusa, e o que achataria a silhueta, acabou alongando. Uma pergunta: a saia é para ser assim ou tá amassada?
Acho navy muito fofo - assim como esse vestido que traduz muito bem a pegada retrô do estilo. Assimetria, listras brancas e azuis claras que não seguem um padrão. O arremate perfeito foi o batom vermelho. Agora o que falar da sandália... Fez meus olhos sangrarem, apenas.
Cinco mil truques para alongar a silhueta: Tem a estampa pequena, os cortes horizontais que acompanham o colar longo, e a meia-calça com sapato da mesma cor escura. Como se Troian precisasse disso, né.
Ainda não cansei de vestidos minimalistas nude. São très chic! O modelo de Troian é bem básico, a única diferença do tubinho convencional é a silhueta evasê com um único plissado. O brinco de pedras turquesa deu um ponto de cor e uma cara ainda mais ryqueza ao look. Achei phynna.
Falando em minimalismo, tem como fazer isso trabalhando somente em estruturas. O vestido preto tem sua graça em seus pequenos detalhes: as mangas estruturadas com paetê, a transparência discreta no decote, os vazados laterais que deram um leve balonê pelos plissados horizontais, e o mullet sutil. De primeira vista, um pretinho básico. Observe esses mil detalhes e se deparará com um vestido bapho.
Meu graaaande lado perua, grita de amores por esse vestido. Tem como não amar? O modelo tem saia em A, barra um pouco assimétrica, decote profundo seguido de vários vazados, uma nova versão para a trend de mostrar parte do estômago. Como se precisasse de mais, tem o degradê de paetês prata até o preto. So perfect!! *-*
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

28 de jun de 2012

Caminhos de Sangue por Moira Young

Caminhos de Sangue - Dustlands #1
Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto. Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo. Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização. Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento. 

Autora: Moira Young
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571943
Páginas: 352
Nota: 

Admito que em termos literários, eu sou exigente ao ponto de ser chata. Muito chata. Eu preciso gostar do que leio, preciso entrar na história, me afeiçoar a personagens, sentir arrepios nas cenas de ação e vontade louca de chorar em certas partes. Se eu derramar algumas lágrimas, melhor. Eu complico com as pessoas, com o gênero, com a narrativa... Mas tem aqueles livros que conseguem mascarar aquela péssima característica com algo extremamente maravilhoso. Caminhos de Sangue, livro de estreia de Moira Young, tem uma narrativa muito ruim, mas tudo se compensa pela história excelente.

Num mundo pós apocalíptico, as pessoas vivem isoladas. Pelo menos é isso que pensa Saba, de 18 anos, que nasceu e cresceu no meio do nada, apenas com o Pai, o irmão gêmeo, Lugh, e a irritante irmã mais nova, Emmi. Um belo dia, uma tempestade de terra trás quatro cavaleiros até sua casa, que matam seu pai e sequestram o irmão. O mundo que Saba conhecia desmorona. Lugh era tudo para ela - e precisa encontrá-lo. 

Caminhos de Sangue é nível de crueldade de Jogos Vorazes. Distopias funcionam muito melhor quando perturbam, quando provocam reflexões e dão um choque de realidade, por mais futurista que seja. Parece que o futuro é um retrocesso, e todas as lutas por liberdade que a Terra já sediou não valeram nada. Nesse livro, a protagonista embarca numa jornada em um mundo que ela não conhecia, que seu pequeno lar nunca apresentou. É cruel, sofrido, doloroso e muito, muito bom.

Demorei para gostar de Saba. Não nego que ela é forte, corajosa, determinada, e a seu modo, esperta. Ironicamente, ela consegue ser muito ignorante e cabeça-dura. Dá pra entender, ela não conhece nada além do mundinho limitado e isolado em que vive. O que mais irrita nela é sua confusão sentimental - a dependência por Lugh, o ódio que nutre por Emmi, a relutância em confiar nos outros. Ao mesmo tempo, é muito legal ver o desenvolver de seus relacionamentos, o amadurecimento da protagonista.

O problema do livro é sua narrativa simplesmente péssima. Sem exageros. Como é em primeira pessoa, não sei se devo apresentar à Saba ou à Moira o clássico "dois-pontos-nova-linha-paragrafo-travessão". Também não me importaria que a autora usasse gerúndio, pronomes oblíquos, conjugasse o verbo estar, não usasse artigo antes de nome próprio, e principalmente, escrevesse "não". Tem como mostrar que a personagem é ignorante sem apelar por assassinatos à língua portuguesa (ou inglesa, pois o original também é desse jeito). Tá leno algo assim num é legal

Só que chegou um momento que não me importei mais com a linguagem, tudo que eu queria era mais e mais doses de Caminhos de Sangue. O ritmo é ágil, as cenas de ação são eletrizantes, as coisas acontecem e não cansam o leitor. Quer dizer... O livro cansa a ponto de fazer o leitor desejar por algum tempo de paz, sem aventuras. Mas quem disse que pode? Vamos enfrentar minhocas infernais!

Amei, amei, amei! Depois de reclamar muito do jeito que Moira escreve, fui fisgada por uma história criativa, bem formada, cruel e cativante. Caminhos de Sangue é quase tão bom quanto Jogos Vorazes (falta Peeta e Katniss), e uma das melhores distopias que já li. Recomendo para quem gosta, quem não gosta, quem pode gostar... Só comece a leitura sabendo que irá ler muito "num" no lugar de "não". Simplesmente ignore.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Colete pra que te quero!

Junho foi mês de SPFW, a maior semana de moda do país - e que, ao lado dos editoriais internacionais, é a maior fonte de influência de tendências no Brasil. Ao invés de comentar os desfiles diariamente, resolvi montar uma lista com as novidades, e ir colocando aos poucos por aqui. Por onde começar? ... Coletes!
Nos anos 70, colete era peça indispensável dos seguidores do movimento hippie. Nesses últimos 40 anos, eles foram ganhando seu espaço, se adequando à vários estilos. Para a próxima estação, os estilistas nacionais tiraram as mangas dos casacos, e os fincaram como must have da temporada. Teve os básicos como de Tufi Duek, os moderninhos apaixonantes da Colcci, ou os da Triton: estampados e estruturados.
Tenho comigo que coletes são mais acessórios que peças de roupa em si. Eles são algo que você joga no look, não cria em cima (generalizando, claro). Eles são um detalhe a mais nas produções do dia-a-dia, podem quebrar aquele look sério demais, ou então deixá-lo mais comportado ainda. Como todo bom acessório, o colete se adapta ao que você quer dele, porém também pode estragar completamento um visual. É aí que entra o clássico: não pesar a mão (eu sei que você achou que eu ia ser clichê com "menos é mais" Rá!).
Hoje, são mil e um modelos de colete para você escolher qual dá mais certo com seu estilo. Tem o básico jeans, mas que ganha outra cara dependendo da lavagem. Se é destroyed, faz aquele look rocker tão bem como os de couro, ainda mais cool se tem aplicação de tachinhas. A alfaiataria é simples e sofisticada, vai do parque para o colégio/trabalho e depois para a noite. Os de franja não podem ser mais boho, e trazem super a pegada seventies hypada. Ah, claro, não esqueça os de pele (sintética, óbvio), que são hits desse inverno e vão ficar por um bom tempo nas páginas de revistas.
Confesso que adoro, e gostei de ver eles ganharem mais espaço nos últimos tempos. Mas não pense que você já viu o ápice de coletes nas "paradas de sucesso", é só esperar para o verão 2013 - vão ser extremamente usados e amados. Coletes são versáteis, bonitos facílimos de usar. Preciso comprar mais alguns 30. Ou 50.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

PS: Assumo que to sumida nos últimos dias. Antes de me culpar, entendam meu ano de vestibular, final de ensino médio e a linda atualização do MSN que encheu meu notebook de vírus (faz quatro dias, tá virando prova de resistência do BBB). Logo, logo as coisas voltam ao normal - ou, então, eu piro de vez.

26 de jun de 2012

Sua Alteza Real por Danielle Steel

Sua Alteza Real
Christianna é o oposto do que se esperaria de uma jovem da realeza. Após trocar seus vestidos de gala por jeans e camisetas e viver em completo anonimato durante quatro anos na faculdade em Berkeley, a filha mais nova do príncipe de Liechtenstein retorna à sua entediante rotina de discursos em orfanatos e jantares formais. Determinada a fazer algo mais importante do que cortar fitas de inauguração em hospitais, Christianna pede permissão ao pai para trabalhar por um ano na África Oriental como voluntária da Cruz Vermelha. É sob o sol da Eritreia que a Princesa Sereníssima de Liechtenstein descobre sua vocação para ajudar os necessitados. Finalmente livre e feliz, ela luta para esconder sua identidade dos novos amigos e colegas de trabalho – até mesmo de Parker Williams, o charmoso pesquisador de Harvard que acompanha os Médicos Sem Fronteiras. Do esplendor dos palácios reais ao caos de regiões tomadas pela guerra civil, Danielle Steel nos transporta a universos impressionantes. Com personagens marcantes e episódios dramáticos, Sua Alteza Real explora o conflito entre responsabilidade e liberdade, dever e amor.

Autora: Danielle Steel
Editora: Record
ISBN: 9788501096340
Páginas: 301
Nota: 

Quando eu era menor, amava contos de fadas. As princesas, os príncipes, os vestidos das princesas e os castelos dos vilões... Aí a gente cresce, acha que esse tema pode se adequar aos livros mais maduros, e enche a estante com livros de princesas que:::::::: não são mais a mesma coisa. Sua Alteza Real, da prestigiada autora Danielle Steel, é um romance mais adulto, onde a personagem principal é uma princesa de verdade. Sinto falta da Bela Adormecida.

Christianna experimentou o que era liberdade durante os quatro anos que fez faculdade nos Estados Unidos. Quando voltou ao seu país de origem, Liechtenstein, onde é princesa, ficou extremamente entediada com a vida que leva: cortar fitas de inauguração, ler para cegos, visitar hospitais... Não é emocionante, ela não muda o mundo fazendo isso. Num acordo com o pai, o Príncipe Soberano de Liechtenstein, Cricky consegue um último ano longe das obrigações da nobreza, e vai ajudar a Cruz Vermelha, na Africa. Um mundo que ela não conhecia, e que encanta por seu desencanto.

O fato é que, quando o tema é princesas, eu tenho certeza que não cresci. Eu ainda espero contos de fadas, e mesmo quando a personagem tem 23 anos, quero uma coisa mais fofa do que altruísmo e viagens humanitárias. Eu sei, a literatura é um ótimo meio para passar mensagens de paz, mas não quando isso desconta alguns pontos de fofura na minha leitura.

Christianne é altruísta até o último fio de cabelo, e esse é um fator que sempre me irrita em personagens. Não acredito nisso de colocar a vontade das pessoas sempre na frente da sua felicidade, baixar a cabeça para os outros poderem levantar. Não aceito isso e ponto! Então, o relacionamento da princesa com o pai, submissa e culpada por querer ser diferente, me estressou. Não via a hora dela tomar as rédeas da própria vida, e parar de aceitar tudo só por ser dever da realeza.

O romance é extremamente sem sal. O pieguismo me fez rir. Quando Christianna se apaixona por Parker, um médico que também foi voluntário na Africa, até é sutil, e acaba sendo fofo. Quando eles assumem o namoro, as coisas perdem a graça. De repente, o sol é mais brilhante, o céu é mais azul, todo mundo se ama.  Aff.

Não amei, não adorei, mas não foram 300 páginas perdidas na minha vida. Sua Alteza Real é um romance com personagens adultos, mensagens altruístas e narrativa interessante. Infelizmente, não é nada mais que isso. Aliás, o livro serviu para me fazer perceber que princesas foram feitas para contos de fadas meigos, e nada mais sério que isso. Se tiver oportunidade, leia, mas não é essencial na sua vida.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

Dating Rules From My Future Self

Nunca fui de assistir web series, principalmente internacionais. Se já existe sitcoms de míseros 20 minutos, por que perder tempo com algum outro seriado pequeno, provavelmente com orçamento reduzido (quem acompanhou The Secret Circle sabe o quão ruim é assistir algo trabalhado em grana curta, não tinha nem demaquilante pro Adam!), e elenco amador? 

Nesse tedioso período sem estreias e pouquíssimos retornos, você começa a procurar novidades, e foi assim que me deparei com Dating Rules From My Future Self, um chick lit de tão fofa. Dos mesmos produtores de Gossip Girl (sim!), o mini seriado foi ao ar pelo facebook, somente nove episódios de pouco mais de 6 ou 7 minutos. Isso foi suficiente para garantirem a segunda temporada!
Lucy, a protagonista, trabalha desenvolvendo aplicativos, e acaba de ficar noiva. Nesse mesmo tempo, ela começa a receber estranhos SMSs, dizendo que esse é o maior erro que poderia cometer. O remetente? Seu eu futuro, através de um app que ela mesma desenvolveu e faz com que a Lucy de 2022 consiga avisar a de 2012 dos erros que poderá cometer.

Fofa, muito fofa! Dating Rules From My Future Self (preguiça avisa: a partir daqui será apenas DRFMFS) é sobre se conhecer, aprender com seus erros e amadurecimento. Nos poucos minutos, fica bem visível o crescimento da protagonista, assim como o dos outros personagens.
A atriz que interpreta Lucy é Shiri Appleby, nível Zooey Deschanel de carisma! Os outros atores também são figuras conhecidas. O namorado idiota, Brendan, é Bryce Johnson - o detetive Wilden, de Pretty Little Liars. Mircia Monroe, que interpreta Amanda, é Tracy de Hart of Dixie. E quem gostava do tio/lobisomem Mason, de The Vampire Diaries, pode rever Taylor Kinney como Dave.

DRFMFS provou que eu estava errada em todos os sentidos. O elenco é ótimo, a história é criativa e fofa, e se o orçamento estava limitado, eu não reparei. Dá para assistir todos os episódios em um dia tranquilamente, e ainda dá tempo para conferir o episódio novo de Jane by Design. Só é triste o fato que a segunda temporada trará novos personagens, me afeiçoei a Lucy, Amanda e Kelcy!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

24 de jun de 2012

Essa Semana #39

Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária...


♥ Leitura do momento:
Sua Alteza Real - Danielle Steel

♥ Li essa semana:
Conselho de Amiga - Siobhan Vivian
Anjo Mecânico - Cassandra Clare
Do seu lado - Fernanda Saads
A lista VIP - Zoey Dean
Looks: MuchMusic Video Awards

 Ultima Compra: 
Não lembro.

 Desejo Comprar Urgentemente:

Corretivo (e remédio pra memória, pq né)

Conversa imaginária com personagem fictício:
"Tessa, preciso te apresentar à Os instrumentos mortais, vai mudar a sua vida!
"

Eu falaria para o autor:  

"Cassandra, me dá um autógrafo?"

 Estado de Espirito Literário:
Animada.

Literary Crush: 
Momento nostálgica: JACE! 

♥ Feito da Semana: 
Numa matemática infinita (creio que seja alguma progressão), consegui ler mais livros do que chegou (ok, um a mais), mas dá esperança que um dia eu vou vencer a pilha \õ/

♥Queria ver no Brasil:

Clockwork Prince - Cassandra Clare (aliás, já tá todo mundo sabendo que City of Fallen Angels tá previsto pra setembro? #freakingOUT)

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
O que tiver na pilha.

Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):
Uma americana em Paris - Gabriela Freitas

Super Quote:
- Sempre se deve ter cuidado com os livros - disse Tessa -, e com o que está dentro deles, pois palavras têm o poder de nos transformar.
- Não sei se algum livro já me transformou - disse Will. - Bem, há um volume que promete ensinar a pessoa a se transformar em um rebanho de ovelhas...
Anjo Mecânico - Cassandra Clare - Página 79
 Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):
Dating Rules From My Future Self (web série fofa!)
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

21 de jun de 2012

Anjo Mecânico por Cassandra Clare

Anjo Mecânico - As Peças Infernais #1
Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 

Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092687
Páginas: 390
Nota: 

É extremamente difícil falar sobre algo que você gosta demais. É extremamente difícil julgar uma obra da sua escritora favorita. É extremamente difícil ler um prequel de Os Instrumentos Mortais (a melhor série da história da literatura), estar perdida entre Caçadores de Sombra e não poder contar com a presença de Jace. Entenda o meu lado, a dificuldade de escrever essa resenha: eu sou suspeita para falar de Cassandra Clare. Tá, não é pra menos: seus livros são melhores do que Suzanne Collins e Colleen Houck foram em seus melhores momentos. #tietagem

Tessa Gray foi criada pela tia após a morte dos pais, e quando ficou realmente órfã, abandonou Nova York para ir morar em Londres, com o irmão mais velho. Porém ao chegar lá é capturada pelas Irmãs Sombrias, duas feiticeiras que apresentam um novo mundo para ela: o Mundo das Sombras, com filhos de Lilith, da Lua, da Noite... Tessa é uma joia rara no Submundo, e todos querem por a mão no seu talento. 

Eu não sabia o que esperar de Anjo Mecânico. Quer dizer... Na verdade, eu esperava a perfeição - e me obrigava a não gostar, pois em algum lugar da minha mente confusa, algo me dizia que amar Peças Infernais seria uma completa traição à Clary e Jace. Fiquei feliz em perceber que não é bem assim: por melhor que Peças Infernais seja, Os Instrumentos Mortais ainda é muito, muito melhor - e a vida continua tendo sentido. 

Os personagens são extremamente bem formados. Tessa é inteligente, corajosa, leitora assídua e é uma das poucas personagens na literatura que eu realmente me identifiquei nessa parte de dependência por mais e mais livros. Jem é bonzinho, bonitinho, fofinho, amiguinho, fabricadinho. Will é petulante, sarcástico, sedutor e mal-educado. Que fique bem claro: ele não é o Jace. Por mais arrogante que o meu lindo caçador de sombras do século XXI seja, não é algo que dê para comparar. Assim como não rola ver Tessa em Clary.

O triângulo amoroso foi algo que eu esperei muito do livro, e foi algo que não tive um grande retorno. A autora conseguiu deixar clara a sua própria preferência, assim como Tessa. Lembre-se: é um livro da era Vitoriana, séculos atrás, as pessoas eram mais recatadas (com a exceção de Will). Cá entre nós, não formei team nenhum, não cai de amores por nenhum, gostei deles - mas não a ponto de torcer loucamente pela felicidade alheia.

Cassandra Clare tem aquele estilo único de escrever. A narrativa em terceira pessoa abre um leque de opções, de campos de visões, sem se deixar arrastar e nem ser rápida demais. Livros como esse são ágeis, cheios de fatos simultâneos, e nada pode escapar do leitor. Tiradas inteligentes, irônicas e engraçadas que só mesmo Cassandra consegue inserir num livro de ação como Anjo Mecânico. Aliás, é engraçado ler e se obrigar a manter sempre um pé atrás: você nunca sabe o que pode acontecer, nunca sabe em quem confiar. Com Cassandra Clare, você não tem nenhuma garantia de estabilidade.

Amei. Não entrou para meu TOP 5 de séries favoritas ~por enquanto~, mas consolidou ainda mais o lugar de Cassandra na minha estante. O gancho para o próximo livro é curioso, mas não acabou comigo como Cidade dos Ossos. Anjo Mecânico é bem escrito, com ótimos personagens e um bom equilíbrio. Eu recomendo demais!
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

20 de jun de 2012

O pé de galinha que é cool!

Datas de troca de estação são somente parte de uma burocracia inútil sem fim. Não é porque hoje é oficialmente inverno, que nos últimos dias eu já não tive que abandonar a cama quando as temperaturas beiravam o 0ºC. Mas vou aproveitar a data pra comentar uma tendência clássica que vai ser hype nessa temporada. O que seria inverno sem pied-de-poule?
Mulheres sempre fogem dos pés de galinha, abusam dos cremes rejuvenescedores, até aparecer uma versão do mesmo que tem que abraçar de braços abertos: a print francesa eternizada por Chanel. Pied-de-Poule ou Pied-de-Coq lembra o formato dos pés do animal, e logo se tornou uma estampa tradicional do inverno, já que dá uma pegada vintage para o xadrez, na maior parte das vezes, grunge. 
Nas ultimas temporadas, vários desfiles nacionais e internacionais apostaram no retorno, mas só tomou forma depois que Balenciaga usou como base de sua coleção Verão 2011. Já para o inverno 2012, Salvatore Ferragamo, Chanel, Issey Miyake e outros muitos usaram a print nos seus desfiles - e assim virou febre mundial. Não dá pra deixar de comentar que a trendy não passou em branco aos olhos do gênio Eric Daman que logo colocou peças no figurino de Blair, em Gossip Girl.
Fazendo aquelas ligações bem alokas que eu amo: pied de poule lembra inverno, que lembra frio, que lembra casacos. Tenho uma forte convicção que, por mais que tentem, Pied de Poule é uma estampa que combina quase que 100% com casacos e só. Tá, confesso que achei um amor o vestido lááá da primeira foto, mas no geral, casacos com a estampa são a melhor opção (repeti 1001 vezes casacos, desculpe). Dá pra variar entre os trench coats ou casaquetos. O preto e branco não é unanime, mas é o clássico - e tem aquela sofisticação sutil a la Chanel bem forte. 
Ultimamente, os acessórios também já ganharam seus "pés de galinha". Lady Gaga, por exemplo, já deu as caras vestida dos pés à cabeça com a estampa. Ok, ninguém deve sair por aí bancando a Monster-Mór, mas é um caso de se comentar: até óculos INTEIRO de pied-de-poule alguém já fabricou #medo. Na maior parte das vezes, a estampa está em clutchs, mas eu aposto mesmo é nas echarpes, pashimiras e lenços. 
Tá longe de ser minha estampa favorita, e no xadrez, ainda prefiro o grunge, mas acho très chic o pied de poule. É uma estampa clássica, que mesmo vivendo seu ápice hoje, não vai sair de moda daqui a cinco meses ou cinco anos. É sofisticada, elegante e ótima pra fazer a phyna. Se tá procurando algo assim, aposte sem medo!
Bisous,
Pour vous qui m'aiment, Girlie Poderosa

19 de jun de 2012

Conselho de Amiga por Siobhan Vivian

Conselho de Amiga
Ruby está completando 16 anos... mas o dia especial não é tão doce quanto foi planejado. Seu pai desaparecido há muito tempo aparece e Ruby não quer ter nenhuma relação com ele. Ao contrário, ela quer sair com seus amigos — a leal Beth, a perigosa Katherine e a fofoqueira Maria. Elas dão muitos conselhos a Ruby — sobre garotos, seu pai e como ela deve se vestir e como deveria estar se sentindo. Mas, na verdade, ela não sabe o que pensar ou sentir. Especialmente quando um novo garoto entra em cena... e Ruby descobre que algumas de suas amigas não são tão verdadeiras quanto dizem.

Autora: Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788563219305
Páginas: 224
Nota: 

Tento me convencer que não sou a única pessoa que espera que Siobhan Vivian seja Stephanie Perkins. Eu sei! Confundir autores, esperar que uma escritora satisfatória seja como outra surpreendentemente ótima é um erro tremendo, mas simplesmente não consigo evitar. Em algum momento disso tudo, criei toda essa expectativa sobre Siobhan, outro erro gigante na vida literária. Esperar demais é péssimo, se deixar levar pela capa não é recomendável, adorar nem sempre é uma opção.

Ruby foi abandonada pelo pai ainda pequena, mas em compensação tem uma mãe compreensiva e parecida com ela, e três melhores amigas incríveis. Isso até Jim, o pai que ela tanto odeia, aparecer no seu aniversário de 16 anos. Ignorá-lo foi como libertar-se de um fardo para Ruby, ao mesmo tempo que foi o nascer de uma culpa que ela não sabia que seria capaz de sentir. Nem Beth, Katherine e Maria podem ajudar. Na verdade, elas nem parecem querer ajudar.

Pelo conjunto capa, sinopse, histórico da autora, eu imaginei que o livro seria sobre amizade, algo como traição entre amigas. Só que não. Conselho de Amiga é sobre problemas familiares. Os dramas de Ruby são mais particulares do que focados no seu grupo social, a história gira mais em torno do relacionamento com seus pais e consigo mesma do que com as amigas. Siobhan deu um ar mais infanto-juvenil para o livro, quando se esperava algo com a mesma malicia de Não sou este tipo de garota.

Ruby não é a melhor protagonista do mundo. Ela não é uma grande hipócrita como Natalie, mas também não tem grandes pontos de carisma com o leitor. A protagonista é controversa: tem atitude para algumas situações, outras fica esperando pela ação dos outros. Você dá certo crédito, vai Ruby e prova que não mereceu. É confuso - e os outros personagens são assim também.

A forma que Siobhan escreve é boa de ler, mas em algumas partes consegue ser bem maçante. Todo aquele drama de "minha família é desmoronada", "não sei com quem contar", "pobre de mim" é bem constante, e se arrasta num livro tão curto como esse. Eu não amei Não sou este tipo de garota, mas em comparação, o livro de estreia da autora foi gritantemente melhor.

Uma capa bonitinha não segura livro nenhum. Conselho de Amiga é fofinho e bom se você está querendo ler só por ler. A protagonista é confusa, os personagens secundários não são muito melhores, e a única coisa mais empolgante é o final, as últimas 50 páginas. Me decepcionei.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa