31 de mai de 2012

O Resgate do Tigre por Colleen Houck

O resgate do tigre - A maldição do tigre #2

Com spoiller do livro anterior!
Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d'água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página.

Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410617
Páginas: 422
Nota: 
Livros anteriores: A maldição do tigre

Desenvolvi uma nova teoria que diz que as séries podem ser definidas por seus segundos volumes - os mais críticos, na minha visão. Por exemplo, eu amei Sussurro, me decepcionei com Crescendo, já não rolou o mesmo sentimento com Silêncio. Já em Os instrumentos mortais, eu me apaixonei por Cidade dos Ossos, amei Cidade das Cinzas, tive surtos psicóticos de amor crônico por Cidade de Vidro. Se o segundo volume é bom - tanto como o primeiro, ao menos - a série é ótima, ponto. Foi esse fator que me levou a desbancar Hush Hush para transformar A maldição do tigre na minha terceira série favorita (Bye, Patch*. Olá Ren e Kishan!).
*Deixo uma coisa bem clara: eu ainda amo o Patch, mas sabe aquele sentimento intenso? É mais empolgação pós-Sussurro.

Depois de desvendar a primeira parte da profecia e acrescentar mais seis horas de vida como humanos para Ren e Kishan, Kelsey volta para os Estados Unidos para retomar sua vida - embora seu coração tenha ficado na India. Mais três partes da maldição restam ser quebradas para salvar os príncipes indianos, e ela sabe que é a chave para tudo, que a qualquer hora, sua busca pode recomeçar. E sabe também que quem estará do seu lado não será, necessariamente, o tigre branco.

Posso falar? Colleen Houck ROCKS! Ela criou uma das séries mais inteligentes, bem formadas e equilibradas da história da literatura young adult. Simplesmente, não tem o que reclamar no livro - em nenhum deles. Até os níveis de frustração são tão paralelos à momentos encantadores, que você não se importa de roer as unhas (o que eu não faço, viu mãe). Aventura, ação e romance são características impares da narrativa, extremamente bem colocadas e dosados. Sem falar nos fatos históricos que aparecem na narrativa. O resgate do tigre é uma aula! Além de aprender como lutar wushu (alguém arrisca?), seguido eu ligava fatos que o Sr. Kadam falava à questões da minha prova de história. A maldição do tigre é muita cultura - e de um jeito legal!

A melhor parte em Kelsey é sua curiosidade. Protagonista sem graça e dependente? Não aqui. Ela é determinada, esperta, corajosa e teimosa. Claro, ainda tem seus problemas sentimentais, mas pelo menos dessa vez é livre de alusões à rabanetes. Ren continua extremamente maravilhoso, mas o tigre que realmente tem destaque é Kishan - o badboy! Juro que mesmo depois de 400 páginas, não consigo o imaginar rebelde. Sarcástico? Check. Implicante? Check. Badboy? Not.

O triangulo amoroso que a autora introduziu tão sutilmente no primeiro livro ganha forças na continuação, quando Kelsey é obrigada a cumprir a segunda profecia ao lado de Kishan, sendo que Ren foi capturado. E, OMG, que triângulo! Acho que até a Kelsey está mais decidida que eu - e olha que ela é bem dividida entre os irmãos. Mas, cá entre nós, quem não seria? Não é como se os dois se completassem: eles tem o mesmo nível de perfeição. Kishan só é mais descaradamente petulante, assim como Ren é fofo com mais facilidade. Mas são, em teoria, iguais. E eu sou apaixonada pelos dois, ok?! #piriguetagemliterária

Ótimo, perfeito, maravilhoso, eletrizante, apaixonante, bem escrito, inteligente, frustrante... Posso fazer isso por horas se me deixarem. O resgate do tigre foi um dos melhores livros do ano até agora (de 82!), e não vejo a hora da continuação A viagem do tigre. Colleen é muito má! Não recomendo, obrigo que você leia essa série. 
आप,
चुंबन मुझे प्यार, Girlie Poderosa

30 de mai de 2012

Se jogue no candy (color)!

Depois de um bom tempo de resistência, acabei gostando da tendência do color blocking. De inicio, as cores fortes juntas tinham tanta presença que chegava a assustar - e não de um jeito legal. Era informação demais, que só consegui digerir quando já estava em seus últimos suspiros. Veio uma pequena temporada onde os blocos de cores ficaram out, mas agora voltar de uma forma bem mais... doce. Candy color, já provou? #trocadilhosmil
Essa pegada ladylike dos anos 60, foi febre nas semanas de moda de Paris e Londres. Ela começou a ganhar força no Brasil com o desfile da Acquastudio na Fashion Rio retrasada (Inverno 2012), depois de já ter aparecido em várias coleções no Verão 2011 (a.k.a. Cantão, Karin Feller, Cavendish...), só que não pegaram. Além disso, é uma tendência que ainda não tem um prazo de validade aparente: segundo os desfiles da Fashion Rio Verão 2013, color candy continua firme e forte. 

 Falou em color candy, a primeira coisa que aparece na minha cabeça é os figurinos da Serena van der Woodsen no inicio da quinta temporada, em seus poucos dias em L.A. Não dá para esquecer a mais famosa referência: Katy Perry (cof Teenage Dream cof)! Maria Antonieta é clássico, já teve vários esmaltes da Chanel com esses tons fofos (lembre-se que se os metalizados estão cool hoje, foram seus esmaltes absurdamente caros que começaram), além de que é muito amor!
 Diferente do color blocking a la Gucci, o candy color não cansa os olhos. Em outras palavras? Usar é muito mais fácil. A coordenação de cores é mais simples, os tons pasteis se combinam naturalmente, não gritam quando colocados ao lado de cores que criariam contraste se tivesse com a pigmentação lá em cima. Até mix de estampas são mais fáceis de fazer. Xadrez e floral? Yeap! Tribal e listras? Ok!
Todo mundo sabe que eu amo rosa (ah é?!), mas aposto todas as minhas fichas no menta. E é legal que tudo se junta: menta fica bem com rosa, que combina com lilás, que é lindo com amarelo, que fica fofo com azul, que dá certo com menta. Sacou o espirito da coisa?! Quer juntar com tons neutros? Esqueça preto e caramelo e se jogue no branco e mescla. Muito mais agradável aos olhos! E na hora dos acessórios, se jogue nas pérolas!
Literalmente: vomitar arco iris! (Ok, não tão literalmente assim, mas você entendeu). A trendy é fofa, meiga, romântica, delicada, não dói os olhos, tem um feeling fairytale... Quer mais? Eu amei, e já to com várias looks montados na mente! Vai menina, aproveita e se joga no candy que não engorda! Hahaha
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

29 de mai de 2012

Deslembrança por Cat Patrick

Deslembrança

Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Autora: Cat Patrick
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571622
Páginas: 256
Nota: 

"Você se lembra de...";"Ontem, eu...";"Quando eu tinha cinco anos..."; Lembranças. Já imaginou viver sem elas? Formar um caráter sem poder se basear em antigas escolhas, repetir seus erros como se fosse a primeira vez ou então não recordar de nenhum sonho realizado? É nessa ideia um tanto perturbadora que Cat Patrick se inspirou para escrever Deslembrança, lançado recentemente no Brasil. Por mais real que seja, por menor que aparente a influencia sobrenatural, esse é um livro que precisava de muita explicação, muita introdução e muita lógica. Er... Ops?

A memória de London é apagada toda madrugada, exatamente às 4h33. No lugar de lembrar o que já viveu, ela tem recordações do futuro. Dá para viver normalmente, sempre tendo vários bilhetes com os fatos principais de seus dias, uma espécie de agenda em que está toda sua vida. Um garoto novo, uma lembrança nova. Estariam ligadas? O que o doce Luke tem a ver com um cemitério?

O erro de Cat foi seu inicio. Sem nenhuma explicação de antemão, ela nos larga na história e deu. Ok, você leu a sinopse, mas não sabe como isso aconteceu na vida da protagonista. De onde vem sua falta de memória? Uma doença? Um trauma? Influencia sobrenatural? Mutação genética? Qual sua última lembrança? Um acidente como em "Como se fosse a primeira vez"? London nasceu assim? Faltou lógica em muita coisa, e outras várias partes ficaram confusas.

Deslembrança me fez refletir demais. Confesso que nunca tinha imaginado viver sem lembranças. Já acho difícil me situar quando esqueço de onde conheço alguém ou o número do meu celular (não faço a menor ideia do número do Chip 1, me julguem!). Imagine então não lembrar NADA. Você pode amar alguém que você não conhece? Você pode odiar com todas as suas forças alguém que está vendo pela primeira vez? Estranhei que London acordava todo o dia sabendo quem era, que morava com sua mãe, que tinha que ler bilhetes, e que na escola encontraria Jamie, sua melhor amiga. Alguém que não tem lembranças, não sabe isso. NÃO SABE. E a explicação foi insatisfatória, por mais que responda, os buracos que ficam são enormes.


Mas se é tão ilógico assim, por que você deu quatro estrelas?  London e Luke, o casal principal, me ganharam. Gente, eles são muito amor! Ela é uma garota decidida, que quando coloca algo na cabeça - e nos seus bilhetes, óbvio -, faz o possível para resolver. Luke é perfeito - e, se me permite, até demais. Lindo, simpático, carinhoso, compreensivo... Um tanto comercial. Mas eu adorei ele - por mais irreal que pareça.

Falta lógica e um pouco mais de defeitos em Luke, mas eu adorei o livro. Deslembrança foi uma leitura rápida, que fez refletir e suspirar. Talvez a melhor parte disso eram minhas baixas expectativas - esperava pouco, encontrei bastante. Parece que não tem continuação, mas o final é bem satisfatório (claro, relevando as coisas sem sentido). Recomendo! E quem já leu, vamos discutir sobre amar alguém que você não conhece, tá?
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

28 de mai de 2012

TOP 9: Fashion Rio Verão 2013

Se tem algo que me incomoda é sempre coincidir as datas de desfiles com as minhas provas. Dói mais ainda quando eu paro para pensar que recusei aquele convite para assistir tal desfile e, no lugar, tenho que fazer uma prova de física, estudar biologia e escrever várias redações. Não, a vida não é fácil. Só agora que as coisas começaram a voltar ao normal, deu para assistir todos os desfiles e montar minha lista com os 10 9 favoritos da Semana de Moda carioca. P.S.: Não tem ordem classificatória.
Nica Kessler
A silhueta não é nova, assim como a vibe romântica acompanhada de tons pasteis (uma das grandes tendências da próxima temporada). Não é uma coleção nova, mas fez desejar várias peças. A estamparia em frutas e flores evidenciava sua inspiração: as famosas louças portuguesas pintadas a mão, Vista Alegre. Muita feminilidade, alguns toques de renda e crochê para uma coleção que tem muito mais apelo comercial em araras do que teatral nas passarelas.
Coven
Eu senti falta do navy nesse último verão, e gostei de ver que a grife mineira trouxe de volta essa referência deixando bem literal sua inspiração: Universo Nautico e no livro A Ilha de Arturo da italiana Elsa Morante. Estampas de ancoras, cordas, peças com pérolas e micro bordados foram os detalhes de uma coleção que trouxe várias peças must have do verão 2013: cropped tops (#trendytrendytrendy!), volume, decotes quadrados, em V e tomara que caia, além da boa e velha transparência.
Maria Bonita Extra
MBE sempre é uma das minhas marcas favoritas no Fashion Rio. Sempre delicada, dessa vez a aposta de Kátia Wille e Luiza Bomenny foi nas libélulas (quero um bracelete, já!), e suas características: metamorfose, aerodinâmica, equilíbrio, leveza e delicadeza. A cartela de cores foi de presença - trouxe dois novos queridinhos: laranja e cítricos -, algumas vezes em contrastes fortes. Também apareceu na coleção o já hypado peplum, cintura marcada e transparência. 
Sacada
Essa é uma grife moderna, que tem um público urbano, mas que sabe incorporar toques mais ryqueza nas peças sem que percam seu lado casual. O Marrocos era visivel na passarela: efeitos, texturas, brilhos, estruturas, cores fortes, sem falar nas duas grandes apostas: placas metalizadas e jeans com patchwork. 
Totem
Para compor a coleção Paraíso Naturais, nada melhor do que uma pool party em Venice Beach, na Califórnia. O resultado? Peças leves, soltas, que misturavam tons fortes (rosa, o tofee, o coral e o verde aqua) e nude, estamparia, peças lisas...
Alessa
A grife provou que não é 8 ou 80. Embora tenha diminuído um pouco a mão em volumes e cores, a coleção ainda tinha um certo exagero em suas formas e estamparias. Descolada, sem dúvida. A passarela ainda apontou uma das mais fortes tendências para a temporada: matchmaker, ou se preferir, total print. Estampas cordenadas, cropped pants, decote V... Anote!
Oh, Boy
Tem como não querer comprar a coleção inteira? Thais Losso e Marcos Kurtz foram até Harajuku, no Japão, e usaram da diversidade do local para incorporar nas suas peças. Não satisfeitos, vem aí também a inspiração em cheeleaders e jogadores universitários americanos. O resultado ficou muito divertido, cheio de referencias e muito, muito teen!
Filhas da Gaia
É óbvio que não podia faltar alguém que se inspirasse nos anos 50 e 60 - mas é claro, dessa vez apareceu de uma forma nova, uma releitura das tendências mais marcantes da época. Por estar mais ladylike, os comprimentos desceram um pouco, agora midi, e se destacaram peplum, assimetria, calda sereia e horrorosos sapatos mule. 
TNG
Primeiro eu queria agradecer pelo convite, pela consideração que eles tem com o P&G ♥ A coleção? JEANS! Do destroyed ao black, os mais variados modelos apareceram na passarela: cintura alta, cigarretes, shorts, cropped pants, croppet shirts, decote V...
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

27 de mai de 2012

Essa Semana #35

Meme semanal hospedado pelo Lost in Chick Lit, onde compartilhamos pequenas informações sobre a nossa semana literária. Tendo como principal objetivo encorajar a interação entre os blogs literários brasileiros, fazer amizades e conhecer um pouquinho mais sobre outras pessoas apaixonada por literatura.

Vem comigo na minha semana literária...


♥ Leitura do momento:
Deslembrança - Cat Patrick

♥ Li essa semana:
O primeiro beijo - Marcia Kupstas
@mor - Daniel Glattauer
No fundo do amor - Tera Lynn Childs

 Resenhei essa semana:
Amigos Inimigos por Vanessa Martinelli - Mais dois comentários e sai promoção, galera!

♥ Super Posts:
TOP 3: Billboard Music Awards 2012

 Ultima Compra: 
Me pergunte daqui a cinco minutos e eu narro o meu carrinho da Sacks. Frete grátis faz tão mal pro bolso...

 Desejo Comprar Urgentemente:

Um servo robô, basicamente.
Conversa imaginária com personagem fictício:
"Leo, me manda um email?"

Eu falaria para o autor:  

"Cat: lógica, lógica, lóóóóóógica!

 Estado de Espirito Literário:

Enfim livre para ler coisas que não tem nada a ver com relevo e plantas gimnospernas/angiospermas. Em outras palavras? Animada. 

Literary Crush: 
Me ignore.

♥ Feito da Semana: 
Sobrevivi à semana de provas sem comer uma grama de chocolate!

♥Queria ver no Brasil:

Vale no mundo todo? A continuação de @mor. Também não me importaria de encontrar lápis de olho da MAC por menos de R$90,00.

♥ Im in mood for... (gênero literário do momento):
Gênero? Quer mais é acabar com a pequena pilha de livros acumulados.

Hey Mr, Postman (ultima coisinha que chegou do correio):
Danna - Lízien Danielle

Super Quote:

"Afinal, você se parece com alguém que escreve como você. E eu gostaria pra cacete de saber como é alguém que escreve como você. Isso explicaria tudo."
@mor - Daniel Glattauer - Página 29
 Vi e viciei (booktrailers, trailers, videos whatever):
The Voice UK 
Dark Side - Kelly Clarckson
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

25 de mai de 2012

@mor por Daniel Glattauer

@mor - @mor #1

Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Leo Leike, ainda digerindo o fracasso de seu último relacionamento, responde de forma espirituosa a duas mensagens enviadas por engano por Emmi Rothner, casada. Inicialmente, ela só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. 

Autor: Daniel Gattauer
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050669
Páginas: 184
Nota: 

Você pode até ter "não" como primeiro resposta, mas láááá no fundo, sabe que as capas dos livros lhe influenciam - nem que seja por um primeiro momento. Perdi as contas de quantas pessoas me perguntaram se @mor, do austríaco Daniel Glattauer, era um livro de auto ajuda. A capa não dá informações, o título não é revelador. Sem saber muito sobre a história, você abre o livro e: boom! Entrou numa caixa de entrada cheia de romance e surpresas. Quem achou que era mais um livro de auto-ajuda sem graça, se enganou completamente.

Emmi queria cancelar a assinatura da revista Like, mas por pressa escreveu Leike, e o email foi parar na caixa de entrada de Leo. Engano resolvido, meses depois ela envia um email coletivo de felicitações. Num momento decisivo para Leo, aquele "Feliz Natal e Próspero Ano Novo" é como se o mandasse desistir de sua vida. A partir daí, começa um relacionamento baseado somente em palavras na tela do computador. Um relacionamento que vai crescendo, que tem falhas, que não tem rostos, mas tem almas. 

Já dizia Pitágoras que "As palavras são os suspiros da alma", e isso se encaixa como uma luva em @mor. O romance é em emails, apenas um conjunto de letras que transcrevem tudo que os personagens estão sentindo - ou, ao menos, o que querem dividir. A liberdade na internet é (quase) ilimitada, existe espaço para quem quiser ser perfeito, para contar sua vida e manter seus segredos. Você escolhe confiar - mas no final, tudo vai se basear no @mor!

A característica mais marcante, tanto de Emmi como de Leo, é sua humanidade: errar e acertar, sonhar e se deixar levar por um mundo novo composto por pixels. Ao mesmo tempo, eles tem uma vida off line. Trabalham, saem, Emmi é casada e tem dois filhos. Eles se irritam, são espirituosos e fazem piadas infelizes. Tem ideias precipitadas, respostas agressivas e impaciência. Eles se apaixonam.

Como o livro é inteiro em emails, a leitura é mais rápida e dinâmica. Junto dos personagens, o leitor pode acompanhar o desenrolar e o inicio da "intimidade": a substituição de assinaturas cordiais pelo nome, assuntos em branco, emails sem nenhuma razão - apenas a vontade de ler o que o outro vai escrever. Eu li o livro em dois dias (lembre-se que estou de prova e meu tempo é limitado) e fiquei extremamente frustrada. A continuação? Com sorte, a editora trará ainda esse ano. 

Em momento algum, eu esperei gostar e me envolver com Emmi e Leo do jeito que foi. @mor é uma história tão real que você se pergunta quantas pessoas à sua volta já vivenciaram algo semelhante. Um email pode mudar uma pessoa quase tanto como um livro. Em era digital, seu melhor amigo pode conhecer você mais pelas palavras digitadas do que pelo seu rosto. Um livro lindo e frustrante, recomendo.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

24 de mai de 2012

O vinho queridinho da beauté!

São tantas novidades de maquiagem que, algumas vezes, é melhor deixar passar um tempo para ver se realmente vai pegar. Quem não lembra do delineador em três tons neons diferentes? #TheCapitolFeelings Sorte que dois meses depois, a ideia foi sumindo e puf!, voltamos para o bom e velho delineador preto, sem grandes frufrus. Dá para destacar também os assombrosos batons coloridos: azul, amarelo, preto. Passou um tempo e, thanks God, ficamos livres. Mas isso não quer dizer que todas as novidades de beauté sejam baphonicas. Por exemplo, o novo queridinho da estação: batom vinho - está em seu melhor momento, e sem estar preso exclusivamente em editoriais alokas e clipes da Lady Gaga/Nicki Minaj.
No MET Ball (que eu comentei os looks aqui e os coques aqui) foi uma das tendências de beleza mais vistas. Leighton Meester, Kate Bosworth e Lana del Rey são só alguns exemplos de celebs que apostaram no batom vinho escuro. É a cara da inverno, e quase nem dá para lembrar do batom coral alaranjado que foi febre no verão. 
Como o tom é bem intenso, é preciso de um cuidado maior para usar - porque se borrar, colega, não é fácil corrigir. Também tem que equilibrar bem com o resto do make para não ficar com uma vibe vamp a la Taylor Monsen. Blush bem marcado (lembre-se: bem marcado ≠ chinelada na cara!), e cílios destacados ficam mais bonequinha, mas também dá para apostar num esfumado de tons neutros, como bege com marrom. 
Do mesmo jeito que smookey eye, make nude e delineador gatinho, batom vermelho é um clássico - mas dá para abrir espaço para as novidades que não são estranhas demais. Eu comprei um por engano, não me adaptei, mas acho bonito nos outros. É chique! Praticamente toda marca de maquiagem já tem sua cor: seja MAC (Diva), Duda Molinos (Cuba), Yes! Cosmetics (Amora) ou Natura (Matte Vinho 50). É só escolher! Ainda prefiro batom coral, mas enfim...
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

22 de mai de 2012

Amigos Inimigos por Vanessa Martinelli

Amigos Inimigos

Maria e Jack eram amigos quando criança. Daqueles que se dorme na casa e brinca das mesmas coisas. Mas eles cresceram e a idade esmoreceu a amizade. Tomaram direções opostas. Demais até. E você? Já teve um amigo-inimigo?

Autora: Vanessa Martinelli
Editora: Novos Talentos da Literatura Brasileira/Novo Século
ISBN: 9788576796596
Páginas: 101
Nota: 

Livros nacionais tem aquele poder a mais de se aproximar de você, de fazer o leitor se identificar com as situações, com a realidade, até mesmo com o clima (quem nunca se irritou com um personagem que reclamava do calor de 30ºC enquanto a gente vive nos 40ºC?). Talvez seja esse fator - a semelhança com a sua vida - que distancia um pouco os leitores de YA dos livros verde-amarelos. Ler é se dar o direito de fugir da realidade, conhecer novos lugares e não ter perigo de cair em alto mar. Ler algo que você conhece não traz a mesma emoção, mas é muita generalização dizer que são todos sem graça.

Amigos Inimigos, da catarinense Vanessa Martinelli, conta a história de dois amigos - Maria e Jack - que, ao crescerem, se afastaram, cada um seguiu seu caminho, fez novos amigos e acabaram perdendo o contato diário que tinham. Por meio do "destino", eles entram no mesmo grupo da gincana da escola, e precisam voltar a conviver em harmonia.

O livro tem pouco mais de 100 páginas, e como eu já previa, não me envolveu. A autora desenvolveu bem a narrativa, as passagens não eram rápidas demais nem lentas demais - claro, podia ter mais capítulos, um enredo maior, algumas histórias paralelas, algo que avançasse um pouco mais. Eu li em pouco mais de uma hora, não criei afeição pelos personagens, e comecei a leitura já sabendo do final (garanto que depois de ler a sinopse, você também já faz uma boa ideia). 

Maria e Jack são personagens óbvios, e podem muito bem ser seus amigos, vizinhos, colegas, ou até mesmo você - why not? Ela é mais madura que ele, mais séria e mais resistente quanto a mudar de opinião. Jack é "da turma do fundão", sempre com uma piadinha pronta para entrar no dialogo. Basicamente: Opostos.

Gostei - mas não mexeu comigo, não mudou minha vida, não me fez refletir sobre nada. É um livro bom, com uma história que todo mundo já conhece e elementos clichês. Amigos Inimigos é fraco, mas me fez rir em alguns momentos e dar uns sorrisos aqui e ali. Quem tá procurando um livro leve - e que não seja muito distante da sua realidade, recomendo.
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa

PS: Quando a resenha chegar em 10 comentários, sai promoção do livro autografado! #CORRE!

21 de mai de 2012

TOP 3: Billboard Music Awards 2012

É, você leu certo: top 3, não top 10. Acabei reduzindo pela falta de tempo, mas principalmente por que o red carpet do Billboard Music Awards, que rolou ontem em Las Vegas, estava um tédio só. Será que virei exigente de mais? Vestidos que se destacaram foram pouquíssimos, então resolvi montar só o podium com as três melhores. Confere: =D
Jordin Sparks em terceiro lugar: Muita gente não gostou do vestido, achou simples demais, batido e sem graça. Concordo: é uma fórmula velha e segura. Ele é feio? De jeito nenhum. Nude+renda é delicado, e menos comum que nude+renda+preto (esse sim já cansou os olhos). Achei muito meigo - além de que não é um vestido que só pode ser de tapete vermelho. Compre um igual, jogue uma jaqueta jeans e uma sapatilha: as garotas do lookbook aprovam!
Taylor Swift em segundo lugar: Eu tenho fraco por Elie Saab, então já aviso: sou muito suspeita pra falar. Mas, gente, tem como não amar? O modelo longo, plissado, com vazados de renda no busto e vermelho é delicado ao mesmo tempo que tem uma vibe mais madura que os looks boa moça que Taylor costuma usar. Momento gossip: por que ela agora tá de cabelo liso? Prefiro cachos, assim é Barbie demais, né?!
Carrie Underwood como a mais bem vestida: OMG, OMG, OHMYGOD! Tem como não amar loucamente esse vestido? O corpete com plissados, a mega saia de tule, mil e uma camada de tecidos, variações de tons em lilás, azul e prata... PARFAIT! Sem falar na clutch rosa com pérolas e pedras azuis ♥♥♥♥♥♥♥♥♥
Bjs,
Para vc que me ama, Girlie Poderosa